domingo, 10 de junho de 2012

'Companheiros do Medo', de René Magritte

          René François Ghislain Magritte foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Magritte nasceu na Bélgica, no dia 21 de novembro de 1898, falecendo posteriormente no dia 15 de agosto de 1972. Em 1912, sua mãe cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo foi retirado das águas do rio.
          O seu surrealismo vai evoluir, com os anos, para um estilo muito pessoal, que joga com os símbolos frequentes em torno da relação entre linguagem e objetos. As suas pinturas são comuns em jogos de duplicação.
          Esta foi uma obra na qual o pintor demonstra imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. A escuridão e a utilização de cores frias permitem caracterizar o pintor e a sua forma de trabalho, em relação à sua vida artística. Esta obra é uma metáfora que se apresenta como representação realista, através da posição de objetos comuns e símbolos que aparecem na sua obra, tais como os pássaros, as folhas, todo aquele terreno degradado, uma visão triste para apreciarmos.
          Todas as obras de Magritte têm uma lição de moral, mas só para quem consiga decifrar o quanto são maravilhosas as suas pinturas e o que elas representam. Neste quadro, pretende transmitir que o nosso medo existe, porque temos coragem para ter medo. Quem não tem medo não tem coragem, pois só os corajosos têm medo.
          Concluindo, este quadro de René François Ghislain Magritte veio representar o medo que D. Madalena de Vilhena tinha dentro de si, faz lembrar a angústia que aquela mulher viveu ao longo da sua vida.

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