quarta-feira, 16 de agosto de 2017

«Um» SMS ou «uma» SMS ?

     SMS é a sigla da expressão inglesa Short Message System.

     De acordo com o Ciberdúvidas, se nos referirmos ao sistema, a sigla é do género masculino: um sistema de pequenas mensagens: o SMS.

     Porém, se nos referirmos à mensagem propriamente dita, o género é feminino: a SMS.

     Assim, quando nos referimos à mensagem, deveremos dizer "enviar / receber uma SMS" e "enviar / receber uma mensagem pelo SMS". O que não será o mais adequado é dizer "enviar / receber um SMS", pois o que se envia ou recebe caso a caso são mensagens e não o sistema que se usa.

Autárquicas 2017: mais maior grande


     Maior ou mais grande?

     O adjetivo "grande" tem duas formas de comparativo de superioridade: a irregular - maior - e a regular / analítica - mais grande.

     Porém, a forma "mais grande" tem um uso restrito. De facto, segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, ela é usada exclusivamente "quando se confrontam duas qualidades ou atributos do mesmo adjetivo" ( o mesmo sucede com outros adjetivos: muito mau / pior; muito bom / melhor; muito pequeno / menor):
  • "Esta casa é mais grande do que bonita." (* "Esta casa é maior do que bonita.")
  • "O cão do Pinto da Costa é mais grande do que perigoso." (* "O cão do Pinto da Costa é maior do que perigoso.")
  • "Ele foi mais mau do que desgraçado." (* "Ele foi pior do que desgraçado.")
  • "Aquela tese está mais grande do que boa." (* "Aquela tese está maior do que boa.")
  • "Bruno de Carvalho [não] é mais bom do que inteligente." (* "Bruno de Carvalho é melhor do que inteligente.")

Em todas as outras situações, ou seja, «quando se comparam qualidades de dois seres ou objetos, não se deve dizer "mais bom", "mais mau" nem "mais grande", mas, sim, as formas especiais melhor, pior e maior»:
  • "Esta casa é maior do que a tua."
  • "O cão do Pinto da Costa é maior do que o meu."
  • "Ele foi pior do que o colega."
  • "Aquela tese é maior do que a do Madureira."
  • "Bruno de Carvalho [não] é melhor do que qualquer um de nós."

Bibliografia:
          . Ciberdúvidas;
          . Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra.

Documento Orientador das Aprendizagens Essenciais

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tom Sawyer - Episódio 25: "Um rapaz obstinado"

SLANT

     Não sabe o que é?

     O António Duarte explica aqui: Michaela: o sucesso da velha escola no século XXI.

Jornalismo da treta


     Este é um excerto de uma notícia do jornal Record on-line. É também mais um exemplo de gente que escreve e desconhece as mais elementares regras da língua portuguesa, neste caso da colocação do pronome pessoal em adjacência verbal.

     Fariam-no?

     Fá-lo-iam, caríssimo "jornalista". 

     Modestamente, passe por aqui para evitar escrever baboseiras.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

As seis fases da crise na Europa

     «A maior crise económica e financeira desde a Grande Recessão de 1929 começou há dez anos. Os problemas no mercado hipotecário de alto risco nos EUA ("subprime") já se sentiam há alguns meses, e os seus efeitos na volatilidade de alguns segmentos de mercado eram visíveis há semanas. Mas foi a 9 de agosto de 2007 que o BCE pela primeira vez injetou liquidez de emergência no sistema financeiro da Zona Euro para combater o congelamento dos fluxos de crédito interbancário. Desde então, com erros e sucessos, o BCE insuflou o seu balanço para 4,25 biliões de euros, ou quase 12, 5 mil euros por europeu, numa crise de uma década que pode ser dividida em seis fases:

1: Os primórdios da crise, de 9 de agosto de 2007 a 15 de setembro de 2008

     A desconfiança entre bancos força o BCE a injetar liquidez pela primeira vez no sistema financeiro da Zona Euro a 9 de agosto de 2007. Os meses seguintes são confusos e voláteis e o BCE ainda sobe juros em julho de 2008. Dois meses depois cai o Lehman Brothers nos EUA, dando início à grande crise financeira internacional.


2: A grande crise internacional, de 15 de setembro de 2008 a 23 de abril de 2010

     A queda do Lehman Brothers em setembro de 2008 marcou o início da grande crise internacional. A desconfiança generalizou-se por todo o sistema financeiro das economias avançadas, os bancos centrais coordenaram-se em medidas de cedência de liquidez e corte de juros. Em seis meses o BCE passou a taxa central de 4,25% para apenas 1% em maio de 2009.


3: Zona Euro sob ameaça, de 23 de abril de 2010 a 2 de novembro de 2011

     A terceira fase da crise é marcada pelo agudizar dos problemas da Zona Euro, com vários resgates de Estados-membros, a começar pelo grego em abril de 2010. Seguiu-se o irlandês em novembro de 2010 e o português em abril de 2011. A ligação diabólica entre a saúde do sistema financeiro e dos respetivos soberanos fazia sentir-se em toda a força, e começa mesmo a ameaçar grandes países como a Espanha e a Itália.


4: Draghi muda o jogo, de 2 de novembro de 2011 a 4 de julho de 2013

     A entrada de Mario Draghi para a liderança do BCE em novembro de 2011 muda o jogo da crise. Em dezembro avança com empréstimos de muito longo prazo que devolveram alguma tranquilidade aos grandes bancos da periferia. Confrontado com o ressurgir de pressões sobre as taxas de juro na periferia, em julho de 2012 faz o célebre discurso de Londres em que garante que o banco central fará "o que for preciso" para garantir a unicidade do euro e em setembro o BCE apresenta o OMT, o programa de compra de dívida pública de países em dificuldades. As taxas de juro começaram a baixar consistentemente desde então.


5: O fantasma da deflação, de 4 de julho de 2013 a 22 de janeiro de 2015

     Com a Zona Euro fora de perigo de vida, chegou a ameaça de deflação na Zona Euro. Em julho de 2013 o BCE estreia-se em medidas não convencionais, como o "forward guidance", ou seja, garantias de médio e longo prazo para a evolução da taxa de juro, o que nunca tinha feito. A ideia foi defender a Zona Euro da volatilidade provocada pelo início da normalização da política monetária nos EUA sinalizada na primavera de 2013 por Ben Bernanke na Fed. A taxa de inflação já estava a cair na Zona Euro e tinha chegado a 1,6% em julho de 2013. Em maio de 2014 já estava nos 0,5% e o BCE vai mais longe, estreando-se nas taxas de juro negativas em junho desse ano.


6: BCE começa compra de dívida pública, desde 22 de janeiro de 2015

     Um pouco mais de seis anos após a Reserva Federal, em janeiro de 2015 o BCE confirma que vai avançar com um programa de compra alargada de ativos, ao ritmo de 60 mil milhões de euros por mês, com destaque para a compra de dívida pública. O objetivo foi travar os riscos de deflação na Zona Euro. O problema foi reforçado em março de 2016 para compras de 80 mil milhões de euros mensais e cortes nas taxas central para 0% (de 0,05%) e de depósitos para -0,4% (de -0,3%). Em março de 2017, considerando que o risco de deflação desapareceu, o BCE volta a reduzir as compras mensais para 60 mil milhões de euros e guarda para o segundo semestre deste ano novidades sobre novas orientações para a política monetária, no que deverá configurar o início da sétima fase da crise.




FONTE: Jornal de Negócios

sábado, 12 de agosto de 2017

Autárquicas 2017: Isaltino Morais e os ensinamentos da prisão


O peso da Administração Pública


     Portugal tem funcionários públicos a mais, não tem?

     Parece que este estudo da OCDE vem contrariar essa ideia que nos é vendida há décadas.

     Repare-se na posição dos países nórdicos, cujo exemplo serve para muita coisa que nos querem impingir, e para a situação de Portugal face à média da própria OCDE.

Tom Sawyer - Episódio 24: "Huck usa gravata"

Sucessos e falhanços do sistema de ensino na Noruega

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Santana Castilha e a aposta tecnológica do ME

     O governo de José Sócrates «pensou» que a tecnologia seria uma das soluções para a educação portuguesa, tendo sido o computador «Magalhães» o símbolo dessa modernidade.

     O governo de António Costa, na esteira da Estratégia TIC 2020, prepara-se também para fazer submergir o ensino português em nova aposta tecnológica. Santana Castilho, como tem sido seu timbre, não foi suave na sua crítica:
           "É inegável que os tablets permitem armazenar muitos livros, protegendo do peso das mochilas as colunas vertebrais, sem abdominais nem dorsais que as sustentem, de crianças obesas, em parte porque se tornaram escravas sedentárias da “usabilidade” e da “interoperabilidade” de tablets, smartphones e demais gadgets do século XXI. Mas já há reflexão que importa e desaconselha a substituição radical do papel pelo digital.
           Nos EUA fizeram contas e concluíram que o uso de tablets multiplicou por cinco o custo dos clássicos manuais. Porque são caros, partem-se facilmente e não se arranjam facilmente. Ficam obsoletos rapidamente, como convém ao negócio. E há que pagar royalties anuais a editores, custos de infraestruturas wi-fi e treino de professores para os usar. E quanto ao ambiente? Desenganem-se os ecologistas porque, segundo o The New York Times de 4 de abril de 2010 (How green is my iPad?), a produção de tablets é bastante mais destrutiva e perigosa do que a produção de livros em papel. Mas, acima de tudo, há evidências científicas de que ler em papel facilita a compreensão e a memorização por comparação com a leitura digital e que a perda da motricidade fina que a aprendizagem da escrita com papel e lápis permite é danosa para o desenvolvimento das crianças. Finalmente, há a certeza de que o preço dos tablets e a ausência de wi-fi na casa das crianças pobres as deixará ainda mais para trás."

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Plural das siglas

1. Escrita

     As siglas não têm plural. A marca (de plural) é dada pelos elementos que estão antes ("as ONG") ou depois ("ONG pressionam os governos europeus").
     De igual modo, constitui um erro o uso do apóstrofo enquanto sinal de elisão, exatamente porque as siglas não têm plural: *ONG's.
     Por outro lado, quando se procede ao desdobramento, não se usam maiúsculas, mas sim minúsculas iniciais, desde que não representem um nome próprio: ONG → organização não-governamental.


2. Oralidade

     Ao contrário do que sucede ma escrita, na oralidade as siglas formam o plural com o acrescentamento do som de um s (que, na escrita, se omite).

sábado, 5 de agosto de 2017

Símbolos: plural e ponto abreviativo?

     É algo frequente encontrar, por exemplo, a palavra "quilómetros" escrita, simbolicamente, assim: kms.

     Esta grafia constitui um erro, pois os símbolos não têm plural nem são seguidos de ponto de abreviação, pelo que se deverá escrever km, mesmo que a frase seja deste tipo: Carlos Lopes percorreu mais de 42 km para alcançar a sua medalha de ouro olímpica.

     De facto, os símbolos são palavras invariáveis, por isso:
          . não têm plural;
          . não têm ponto abreviativo;
          . não se grafam com maiúscula inicial.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nuno Saraiva cilindrado

     Nuno Saraiva, diretor de (falta de) comunicação do Sporting: "Presumo que todos os sócios do Benfica tenham financiamento no combustível...".

     Resposta do Benfica:


PS - Contexto: a questão da «legalização» das claques do Benfica e dos apoios que lhes são concedidos.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Notícias do dia

Tom Sawyer - Episódio 17: "De Regresso à Escola"

"Obrigado" ou "obrigada" como forma de agradecimento?

     Bom, as duas formas...

     Obrigado dirá um homem; obrigada dirá uma mulher. Simples, não é?

     Helder Guégués, na sua obra Em Português, se faz favor (pág. 219), explica-nos o porquê de ser assim. 'Ouçamos' as suas palavras:

     "Inicialmente, quando era adjetivo verbal, dir-se-ia «fico-lhe muito obrigado / obrigada», como também se dizia «fico-lhe muito agradecido / agradecida». Por economia, ocorreu uma redução, passando a dizer-se simplesmente «obrigado / obrigada», «agradecido / agradecida», «grato / grata»..., mas concorda, em todos os casos, em género e número (mesmo que pouco se use no plural): obrigado, obrigada, obrigados, obrigadas."

Autárquicas 2017: depois do porquinho, o professor Babe...


Regência do verbo "preferir"

     É muito comum ouvir / ler construções como "Prefiro comer em casa do que comer na cantina". Construções erradas, note-se desde já.

     De facto, o verbo preferir rege a preposição a: Prefiro uma vitória do Benfica a uma de Portugal.

     Igualmente errada é a construção preferir antes: Prefiro antes comer em casa do que comer na cantina.

     O verbo preferir pressupõe, então, construções como preferir isto àquilo ou preferir uma coisa a outra.

     Assim, a frase correta seria Prefiro comer em casa a comer na cantina.

     O mesmo sucede também com o adjetivo preferível, que rege igualmente a preposição a: É preferível optar pelo termo português 'clique' a [optar] pelo original inglês 'click'.

     

domingo, 23 de julho de 2017

23/07/2001: por esta hora, o princípio do fim

     A morte do meu pai foi a morte do herói de toda a vida.

Origem da palavra "rubrica"

     Esta palavra deriva do vocábulo latino rubrica, o qual estava relacionado com rubro (vermelho) e designava "terra, argila vermelha" ou "giz de cor vermelha.

     Ora, os títulos dos livros antigos e dos manuscritos medievais eram sempre escritos a vermelho, dai a designação rubricas.

     Atualmente, os dicionários registam rubrica como o título dos capítulos de livros de direito civil, significado que se foi alargando para pequeno apontamento ou indicação. Posteriormente, a palavra passou a designar também uma assinatura abreviada.

Fonte: linguamodadoisec.

"Rúbrica" ou "rubrica"?

     A forma correta é rubrica, sem acento, já que se trata de uma palavra paroxítona / grave.

"Mal-estar" ou "mau-estar"?

     Quando sentimos uma indisposição ou um incómodo, devemos dizer "mal-estar", uma palavra composta pelo advérbio "mal" e "estar".
     Para comprovar que esta é a forma correta, basta inverter os termos que a constituem: "estar mal".
     Se dúvidas ainda houver, basta refletir que a palavra oposta é "bem-estar" e não "bom-estar".

Tom Sawyer - Episódio 16: "O Funeral"

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Exame Nacional de Português - 9.º ano - 2.ª fase - 2017 - Enunciado


Ficheiro áudio: ficheiro.

Tom Sawyer - Episódio 15: "Pobre Tia Polly"

Correção do exame nacional de Português - 9.º ano - 2017 - 2.ª fase - IAVE

Exame Nacional de Português - 12.º ano - 2.ª fase - 2017 - Enunciado

Plural de "hífen"

     O plural de "hífen" é "hífenes".

     No português do Brasil, são admitidas duas formas: hífenes e hífens.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 14: "Os Piratas não vão à Escola"

Plural de "blog" e "blogue"

     Ambas as palavras seguem a regra geral de formação do plural, acrescentando um -s à(s) forma(s) de singular:
          - blogue → blogues
          - blog → blogs

Correção do exame nacional de Português - 12.º ano - 2017 - 2.ª fase - IAVE

"Blog" ou "blogue"?

     Qual é a forma correta de designar esta ferramenta?

     Resposta: ambas as formas podem ser usadas.

     Se se optar por "blog", um empréstimo, o vocábulo deve ser escrito entre aspas ou em itálico, precisamente por se tratar de um empréstimo / estrangeirismo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 13: "Eu e os Piratas"

Plural de "mal-estar"

     Qual é o plural da palavra composta "mal-estar"?

     Resposta: mal-estares.

Plural de Júpiter

     A palavra Júpiter designa, simultaneamente, o pai dos deuses entre os Romanos e o o maior e mais antigo planeta do nosso Sistema Solar. 

     Qual será o seu plural?

     Júpiter é uma palavra proparoxítona, isto é, esdrúxula, recaindo, assim, o acento na terceira sílaba a contar do fim.
     O seu plural forma-se acrescentando -es ao singular, o que faz com que adquira mais uma sílaba nesse processo:
          - singular: Ju | pi | ter
                            1     2      3    
          - plural: Ju | pi | te | res
                         1      2      3      4
     Ora, como o acento, na língua portuguesa, não pode recuar além da antepenúltima sílaba, neste caso avança uma sílaba: piter → Juteres.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Regência do verbo "informar"

     A regência do verbo informar é um daqueles casos bicudos da língua portuguesa, à semelhança do que sucede com outros verbos, como, por exemplo, gostar.

     A regra, porém, é simples:

     1. Usamos a preposição "de" ("informo de que") sempre que está referida a entidade
          que informamos (informar alguém de algo):
                    - Informo os caros alunos de que o teste foi adiado.
                    - O PM informou o país de que os impostos iriam descer.

     Nos exemplos apresentados, as expressões "os caros alunos" e "o país" desempenham a função sintática de complemento direto, enquanto "de que o teste foi adiado" e "de que os impostos iriam descer" são orações subordinadas substantivas completivas que desempenham a função sintática de complemento oblíquo.


     2. Usamos "informar que" (portanto omitimos a preposição "de") quando a entidade
          a quem informamos não está presente na frase:
                    - Informo que o teste foi adiado.
                    - O PM informou que os impostos iriam baixar.

     Neste caso, a oração completiva desempenha a função sintática de complemento direto.

Diferença entre "roubar" e "furtar"

As formas verbais "roubar" e "furtar" são frequentemente usadas enquanto sinónimos. Ora, tal não é exato. Para esclarecer a questão, transcrevemos, com a devida vénia, um esclarecimento de Miguel Faria de Bastos, no Ciberdúvidas:

     No Código Penal português, dentro do capítulo dos crimes contra a propriedade, dois artigos estabelecem a diferença penalizando diferentemente cada uma das duas situações.

O artigo 203.º, sob a epígrafe "Furto", dá a definição seguinte, com o regime seguinte:
«1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair coisa móvel alheia, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
2 - A tentativa é punível.
3 - O procedimento criminal depende de queixa.»

O artigo 210.º, sob a epígrafe "Roubo", dá a definição seguinte, com o regime seguinte:
«1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair, ou constranger a que lhe seja entregue, coisa móvel alheia, por meio de violência contra uma pessoa, de ameaça com perigo iminente para a vida ou para a integridade física, ou pondo-a na impossibilidade de resistir, é punido com pena de prisão de um a oito anos.
2 - A pena é a de prisão de três a quinze anos, se:
a) Qualquer dos agentes produzir perigo para a vida da vítima ou lhe infligir, pelo menos por negligência, ofensa à integridade física grave; ou
b) Se verificarem, singular ou cumulativamente, quaisquer requisitos referidos nos n.os 1 e 2 do artigo 204.º, sendo correspondentemente aplicável o disposto no n.º 4 do mesmo artigo.
3 - Se do facto resultar a morte de outra pessoa, o agente é punido com pena de prisão de oito a dezasseis anos.»

Em resumo, no roubo há uma subtração com constrangimento ou violência; no furto a subtração não comporta constrangimento ou violência.
As definições destas duas figuras estão centradas nesta mesma ideia em qualquer dos Códigos Penais da lusofonia.
Na linguagem comum, é muito frequente usar-se o termo roubar ou roubo aplicado a ambas as figuras.


Modalidade de horário de trabalho - Meia jornada

Esclarecimentos: correção do exame de Português 12.º ano - 1.ª fase 2017

Martin Landau

1928 - 2017 (15/07)

domingo, 16 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 11: "Em Busca do Tesouro"

Acentuação de "mês" e "meses"

     Porque é que o singular "mês" é acentuado e o plural não?

     De acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa:

          1. São acentuadas com acento agudo as palavras oxítonas (isto é, agudas) termi-
               nadas em -a, -e e -o abertos e com acento circunflexo as que terminam em
               -e e -o fechados, seguidas ou não de -s.

               Assim, sendo a palavra "mês" oxítona terminada em -e fechado (neste caso
               seguida de -s), terá de receber um acento circunflexo.


          2. São acentuadas as palavras paroxítonas (isto é, graves):
                    - terminadas em -i ou -u abertos (seguidos ou não de -s):
                         . júri
                         . bónus
                         . tónus
                    - constituídas por -i ou -u tónicos que não formam ditongo com a vogal
                       anterior:
                         . egoísta
                         . países
                         . saúde
                    - terminadas em -l, -n, -r ou -x:
                         . açúcar
                         . agradável
                         . hífen
                         . infalível
                    - terminadas em -um ou -uns:
                         . álbum
                         . álbuns
                    - terminadas em ditongo oral:
                         . amásseis
                         . cantaríeis
                         . jóquei

     A palavra "meses" é igualmente paroxítona, porém não se enquadra em nenhuma das regras enunciadas, pelo que não é acentuada graficamente.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Na aula (XXIX)

     Cenário: teste de Português do 8.º ano.

     Aluno: Setor, o que quer dizer sume?

     Professor: Sume? Em que linha do texto está a palavra?

     Aluno: Linha X...

     E lá vai TODA a gente à procura da palavra na linha indicada. Lida e relida e ninguém encontra o termo. Porém, como o professor está um pouquinho à frente dos seus alunos, à segunda os olhos param a meio da linha:

     Professor: Fulano, é esta: cume?

     Aluno: É...

   

     

Autárquicas 2017: apresentação da candidatura de Fernando Seara a Odivelas


     Este homem é todo ele um programa...

Autárquicas 2017: Vaginas Gratuitas


     Talvez estejamos perante um caso de concorrências desleal...

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Calendário Escolar 2017-2018 (Despacho n.º 5458-A / 2017)

Calendário dos Exames de Equivalência à Frequência do Ensino Secundário 2018


Calendário dos exames de equivalência à frequência do ensino básico 2018


Calendário dos Exames Nacionais do 9.º Ano - 2018


Calendário dos Exames Nacionais do Ensino Secundário - 2018


Calendário das provas de aferição 2018


Calendário Escolar 2017-2018


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Regência do verbo "discordar"

     Peça do jornal "Público" de 22/06/2017, assinada pelas jornalistas Clara Viana e Andreia Sanches:

     «"... tudo irá ser esclarecido" e que não será preciso anular a prova com a qual aliás discorda...»

     Ou a gramática da língua portuguesa mudou de ontem para hoje, ou o verbo discordar rege a preposição de: discordar de alguém ou de alguma coisa

     Quem rege a preposição com é o verbo concordar: concordar com alguém ou algo.

     Mais um serviço inestimável prestado pelo jornalismo à língua portuguesa.

Correção do exame nacional de Português - 9.º ano - 2017 - 1.ª fase

I

1. A
2. C
3. B
4. C


II

1. A
2. C
3. C
4. B



III

A


1. No palácio, vive-se um ambiente de grande medo, fragilidade e insegurança perante o iminente ataque do tio bastardo (daí o reforço da segurança da cidade, nomeadamente das portas e dos lumes), ambiente esse que contrasta com a atitude da ama, evidenciada pela comparação entre os seus braços (a forma segura como estreita o príncipe) e as muralhas de uma cidadela. Nota ainda para a presença do advérbio de exclusão "Só", que enfatiza o facto de apenas a ama se mostrar segura no universo do palácio.

2. Na iminência do ataque do tio bastardo e vendo o perigo que o príncipe correria nessa circunstância, a ama trocou as duas crianças de berço, tendo consciência de que, ao fazê-lo, estaria a condenar o seu filho a uma morte praticamente certa. Daí os "beijos desesperados", revelando, em suma, o adjetivo a urgência de fazer a troca, bem como todo o amor e carinho que dedicava ao seu filho e a dor e o desespero resultantes da consciência de que o estava a entregar à morte.

3. A comparação transmite, por um lado, a violência e a agressividade do ato, patentes na expressividade e repetição da forma verbal "arrancou", e, por outro, o valor / a preciosidade da criança, cujo valor enquanto herdeiro do trono o tornava valioso como o ouro.



B


4. Momento(s):
          - Consílio dos Deuses;
          - Tempestade;
          - Ilha dos Amores.
    Modo como Vénus contribui para a valorização do esforço dos portugueses:
          - Consílio dos Deuses: Vénus contraria a argumentação de Baco (opositor à
             empresa dos portugueses) e elogia os seus feitos.
          - Tempestade: Vénus convoca as ninfas para acalmarem os ventos, permitindo,
             com o amainar da tempestade, que a viagem prossiga.
          - Ilha dos Amores: Vénus conduz os portugueses a uma ilha, onde as ninfas os
             esperam, para os recompensar pelos seus esforços e feito.




IV

1.
     (a) - 2
     (b) - 1
     (c) - 4

2.1. C
´
2.2. B

2.3. A

3. B, D

4. O artista tê-los-á imaginado quando os leu.



V

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Correção do exame nacional de Português - 12.º ano - 2017 - 1.ª fase - IAVE

Exame Nacional de Português - 12.º ano - 1.ª fase - 2017 - Enunciado

Correção do exame nacional de Português - 12.º ano - 2017 - 1.ª fase

I

A


1. Dois conceitos de criação artística:
          1.º) ato de criação artificial, mecânico, um trabalho árduo de intelectualização;
          2.º) ato de criação entendido como algo de espontâneo, simples, natural,resultante da comunhão com a natureza; é o ato de captar a natureza através dos sentidos.

2. Alberto Caeiro procura evitar o pensamento e a abstração, buscando a objetividade e o sentir, fruindo a natureza através dos seus sentidos. Em suma, o verso nega o pensamento / exprime a recusa do pensamento e a procura do sensacionismo.

3. Traços:
     - a "verdade" reside na natureza e na comunhão do sujeito poético com ela;
     - ele procura viver de acordo com a "Terra" e de forma espontânea ("De nos deixarmos ir");
     - comunhão plena com a natureza ("E levar ao colo pelas Estações contentes");
     - predomínio das sensações, privilegiando o olhar ("E olho para as flores e sorrio");
     - a natureza transmite-lhe sensações de paz, tranquilidade, contentamento (vv. 10, 15);
     - ausência / recusa do pensamento (vv. 11-12).

Ler a análise do poema aqui.



B

4. Dois episódios marcantes da infância:
     i) a partida do pai do narrador;
     ii) a partida da mãe e da irmã mais velha.

     . Aspetos que os distinguem:
          - aquando da partida do pai, apenas o narrador assiste; no momento da partida das suas mulheres, há "um mar de cabeças agitadas e aos gritos";
          - o pai não se volta nem despede no momento da partida; a mãe diz-lhe adeus à medida que se afasta;
          - o narrador chora na noite seguinte à partida da mãe e da irmã, ao contrário do que sucede com a partida do pai ("Dessa vez houve choro pela noite adiante").

     . Aspeto que os aproxima: a solidão do narrador.

5. O ambiente descrito apresenta os seguintes traços:
          - chuvas e vento => soturnidade;
          - neves da montanha => frio;
          - luz da candeia e negrume da cozinha => soturnidade, melancolia;
          - histórias de terror: o medo, o desamparo;
          - tempestade: o tumulto interior.
     O narrador encara a sua infância, marcada pela partida e ausência dos pais e da irmã, como um longo inverno, uma época caracterizada pelo frio e tristeza da ausência do calor, do carinho, do amor dos pais. Tudo lhe parece triste, vazio, soturno; até as histórias contadas ao serão são de teor negativo, pois que de terror.



II


          Versão A          Versão B


1.             C                       B
2.             D                       C
3.             A                       B
4.             D                       A
5.             A                       D
6.             B                       A
7.             A                       D
8. Deixis pessoal
9. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
10. Antecedente: "ensinar ciência"



III

- Argumento 1:
  • A memória perceciona a infância, condicionada pelo presente.
  • Exemplo 1: se  o presente é negativo, a infância é percecionada saudosa e positivamente como um tempo de felicidade e alegria.
- Argumento 2:
  • A memória 'guarda' momentos significativos / marcantes da nossa infância.
  • Exemplo 2: um momento de grande felicidade ou tristeza; um gesto que alguém nos dedicou e marcou.
- Conclusão:
  • A memória não guarda tudo o que nos aconteceu, seleciona apenas alguns acontecimentos.
  • A perceção que temos do passado / da infância é sempre condicionada pelo tempo - pela sua passagem e pelas marcas que deixa em nós.


Jornalismo de merda!

Fonte: portugalglorioso

segunda-feira, 12 de junho de 2017

domingo, 11 de junho de 2017

"Mississipi", The Cactus Blossoms


     Cena final da 3.ª parte de "Twin Peaks", 3.ª temporada.

     Alguém falou em Everly Brothers?

terça-feira, 6 de junho de 2017

A gente vê-se por aí


António Bernardino, "Cantiga para os que partem"

     Mais um ciclo se completa. Os que partem deixam sempre saudades, sobretudo após um longo percurso de 6 anos. Outros chegarão e um dia partirão também.

domingo, 4 de junho de 2017

"Shadows", Chromatics

video


     Cena final do segundo episódio da terceira temporada de "Twin Peaks".

     James is still cool.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Na aula (XXVIII)

     Contexto: entrega do teste de avaliação.

     Professor: Tens aqui uma bela obra. Podes emoldurá-la e pendurá-la no quarto.

     Gonçalo Gomes (a conversa não era com este): Mas num quarto escuro.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Na aula (XXVII)

     O stor chega aqui para dar aulas e fica sem ideias, porque nós somos tão burros, tão burros, tão burros...

Andreia Bastião

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O dia em que um James Bond e o Santo partiram

Roger Moore (1927 - 2017)

     Faleceu na terça-feira, 23 de maio, o ator Roger Moore, célebre por ter encarnado, entre outras, as figuras do Santo (na TV) e James Bond (no cinema).

     Moore trouxe à personagem do espião mais célebre do mundo uma feição aristocrática, sucedendo a Sean Connery como o famoso 007, tendo protagonizado sete filmes da série.

     Nos últimos anos, tinha-se dedicado essencialmente a causas humanitárias enquanto embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

'Caixa até Almeida'

      “Que a Caixa Geral de Depósitos tem de reduzir custos de funcionamento para estancar a corrente de prejuízos que vem acumulando desde há alguns anos, ninguém deverá ter dúvidas.
      Que o encerramento de algumas agências tem de inscrever-se no programa do imprescindível corte de despesas, parece evidente.
      Mas espanta que, agora que a Caixa tem na presidência um gestor reconhecidamente hábil, o encerramento da agência em Almeida tenha sido tratado de forma tão tosca que o tenha tornado em caso de amplitude nacional.

      A acumulação de perdas astronómicas da Caixa, que os contribuintes são obrigados a pagar, decorreram, e não sei se não continuam ainda a decorrer, de operações de crédito concedidas, malevolamente, a figurões, alguns publicamente conhecidos, outros incompreensivelmente mantidos no anonimato, que, por várias vias, estoiraram os créditos e ferraram os calotes.

      O que se passa neste campo pantanoso?
      Quanto valem esses calotes, incobrados, hoje mais ambiguamente designados por imparidades?
      Quem deve e não paga aquilo a que todos os contribuintes são convocado a pagar?
      Que foi feito das fortunas que eles construíram e desviaram para parte incerta?
      Que programa, que plano, que estratégia, tem o sr. Paulo Macedo e a sua equipa para fazer pagar a estes fulanos aquilo que devem? Todo o país tem direito a uma informação bastante, a decisões que garantam que a justiça neste processo não obrigue, também Almeida, a pagar os calotes de gente que continua a pavonear-se por esse mundo fora.

      Encerrar a Caixa em Almeida é uma decisão risível perante a enormidade das perdas resultantes das moscambilhas cometidas por anteriores administrações da Caixa.

     Se a agência da Caixa em Almeida tem de ser encerrada, trate prioritariamente a atual administração de recuperar aquilo que fundamentalmente conta no desequilíbrio da Caixa.”



     Um post tão certeiro quanto óbvio.

     Retirado daqui: aliastu.

domingo, 14 de maio de 2017

13 de maio: milagres de Fátima?


  • O Papa vem a Fátima no centenário das aparições.
  • O Benfica chega ao tetra.
  • Portugal vence o Festival da Eurovisão.
  • Há um ano, em julho, Portugal foi campeão europeu de futebol.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Twin Peaks" - terceira temporada


     A mítica série de David Linch e Mark Frost vai regressar, 25 anos depois, no próximo dia 21 de maio.

     Há duas décadas e meia atrás, parte do mundo só queria saber "Quem matou Laura Palmer?"

terça-feira, 9 de maio de 2017

'Ode ao motor'

Ignição,
O coração começa a bater.
Cambota, cilindro, viela, pistão
Para cima e para baixo como uma mão
Que tenta agarrar o que não consegue ter.

Vr-r-r-r-uuuuuuuuum
Grita o motor como um trovão,
Como o rugido de um leão.
Feliz sou eu por o motor ter
Um som tão bom que alegra o meu ser.

Seja turbo ou de aspiração,
Nada como a admissão.
Ar fresco passa para o pistão
Para a cambota cento e oitenta graus fazer.

Há que sentir a pressão
Da segunda fase, a compressão,
Combustível e ar empurram o pistão,
Cheio de vontade de a cambota fazer mexer.

Faísca, dá-se a ignição
Do ar e combustível que causam a explosão
Nesta terceira fase, a combustão,
Que é o que verdadeiramente faz o meu coração mexer.

Por último e pior, dá-se a exaustão
Ar morto separa-se do pistão
Etapa final deste estado de ser
Admissão, compressão, combustão, exaustão
Nascer, crescer, viver, morrer.

Rafael Seco

segunda-feira, 8 de maio de 2017

'Ode ao Telemóvel'

Do rico ao pobre
Com mil funções
Todos têm um
Que faz vibrar corações!

Falo do telemóvel,
Claro está.
Quando o atendo
digo: "Está lá?"

Mensagens aqui
Chamadas acolá.
Todos querem um,
Nem que seja para dizer "olá".

De máquina fotográfica,
A despertador também.
Viciante ou entediante,
É uma descoberta fascinante.

Qualquer telemóvel,
Com ou sem internet,
Liga-se ao automóvel
Para ouvir a Janet.

Quando ligo os fones
É como magia:
Escolho a música
E entro num mundo de fantasia!

Ana Reigado

sábado, 8 de abril de 2017

Secretário de Estado da Educação reconhece falhas no ensino da Educação Física


     A notícia da TSF pode ser lida aqui: »»».

     O desmantelamento total da pseudo-argumentação do SE pode ser encontrada no quintal do colega Paulo Guinote.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Os futuros médicos e a anatomia

     O Secretário de Estado João Costa anda em peregrinação pelo país, chamando a atenção do rebanho para o facto de «reprovar alunos ser caro».

     Alguém faça o favor de lhe explicar que a ignorância tem custos muito mais elevados.

     Parece que, na Faculdade de Medicina de Lisboa, alguém teve a INFELIZ ideia de apertar um pouco o grau de exigência dos exames da disciplina de Anatomia. Os resultados foram «catastróficos»: mais de 50% dos 357 alunos do segundo ano do curso submetidos a exame reprovaram.

     Posteriormente, estudou-se o «fenómeno do entroncamento», forram corrigidos os «desvios» e a taxa de reprovação baixou para os 4,4%. A paz regressou ao meio académico e os alunos, supostamente dos mais inteligentes e mais graduados do país, podem assim prosseguir o seu caminho rumo ao futuro.

     Pobres de todos aqueles (NÓS) que lhes cairmos no regaço.

Fonte: Expresso

A Educação em permanente mudança

     Nos últimos 10 anos, houve 40 (QUARENTA!) mudanças na Educação no que diz respeito aos curricula. A notícia carece de qualquer comentário.


     A notícia está no i.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

(Re)Definição do Perfil de Competências dos Alunos

Fonte: Público

     O Ministério da Educação vai dar início a uma (nova) revolução no sistema de ensino português, desta vez no que diz respeito ao perfil de competências dos alunos à saída da escolaridade obrigatória.

     O dito perfil assenta em 10 pontos:
  • Linguagens e textos;
  • Informação e comunicação;
  • Capacidade de comunicação;
  • Raciocínio e resolução de problemas;
  • Pensamento crítico e pensamento criativo;
  • Desenvolvimento pessoal e autonomia;
  • Bem-estar e saúde;
  • Sensibilidade estética e artística;
  • Saber técnico e tecnologias;
  • Consciência e domínio do corpo.
     A notícia pode ser consultada aqui: Público.
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