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quarta-feira, 15 de maio de 2019
"Tormento do Ideal"
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11.º Ano
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Análises
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Antero de Quental
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quarta-feira, 8 de maio de 2019
"O palácio da Ventura"
Este soneto
inclui-se na segunda série da colecção biográfica, segundo a perspectiva de
Oliveira Martins, e no terceiro ciclo correspondente ao do Sentimento Pessimista,
de acordo com a divisão feita por António Sérgio.
Antero que
Quental foi um verdadeiro apóstolo social, solidário e defensor da justiça, da
fraternidade e da liberdade. Mas as preocupações nunca o deixaram desde que
entrou nos meios universitários de Coimbra e se tornou líder da Geração de 70
que, em Lisboa, continuou a sua luta.
As dúvidas e a
verificação de que o seu apostolado não estava a conseguir os objectivos que
desejava, aliado ao agravamento da sua doença, conduziram Antero de Quental a
sentir-se decepcionado, mergulhando num estado de pessimismo. Quem se empenha
como ele, de forma apaixonada, numa campanha para alerta mentalidades e não
sente a promoção do espírito da sociedade moderna, fica frustrado.
Neste poema, os
momentos de dúvida e de incerteza, ou melhor, de esperança e de desesperança,
estão bem demarcados.
“O Palácio da
Ventura”, título metafórico, é uma súmula do pensamento anteriano que
tem subjacente duas facetas bem demarcadas:
– uma
combativa, de origem intelectual, ou seja, as suas aspirações enquanto
pensador;
– outra
negativa, de origem emocional e temperamental.
Na verdade, este
poema (assim como toda a sua obra) deixa transparecer uma nítida dicotomia que
consiste na oposição constante entre luz e sombra, sonho e realidade, esperança
e desilusão, reflexo do próprio carácter do poeta e que constitui, per si, o
drama do homem e do pensador.
. Assunto: a busca da felicidade (palácio encantado”) e o encontro da
desilusão.
. Tema: a oposição sonho / realidade ® desilusão ® pessimismo.
. Estrutura interna – tragédia em 4 actos
HIPÓTESE A
. 1.º
momento (1.ª quadra) ® O entusiasmo do primeiro arranco, em busca da felicidade (o
palácio encantado da Ventura).
. 2.º
momento (vv. 5-6) ® O desalento, o cansaço e a desilusão provocados pelo insucesso da
procura.
A conjunção
coordenativa adversativa “mas” cria a oposição entre os dois momentos.
. 3.º
momento (vv. 7-12) ® O renascimento da esperança: a ilusão momentânea, a nova
esperança e o grito de ansiedade.
A expressão “E
eis”, com valor adversativo, permite o retomar da ilusão e da busca iniciais.
. 4.º
momento (vv. 13-14) ® A dor e a decepção finais (de certa forma já antecipadas no 2.º
momento):
“Mas dentro encontro só, cheio de dor
Silêncio e escuridão - e nada mais!”
¯
abismo
entre a realidade e a idealidade ®
pessimismo (estado de espírito do sujeito)
A adversativa
“mas” confirma o segundo momento, ou seja, o da desilusão.
HIPÓTESE B
. 1.ª parte (vv. 1-6) – O sujeito poético
busca a felicidade (o palácio encantado), mas é tomado pelo cansaço e pela
desilusão (vv. 5-6).
. 2.ª parte (vv. 7-12) – A ilusão
momentânea do sujeito poético, que o leva ao grito de ansiedade: “Abri-vos,
portas d’ouro, ante meus ais!” (v. 12).
. 3.ª parte (vv. 13-14) – A desilusão
final, mais forte e dorida.
. Comentário global do poema
O poema inicia-se
com o verbo sonhar no presente do indicativo, na primeira
pessoa do singular, o que significa que o texto parte de uma realidade onírica,
ideal. Não é verdade que o sonho é uma “constante da vida”, “Que sempre que o
homem sonha / O mundo pula e avança” (António Gedeão, Pedra
Filosofal)? O sujeito poético sonha. O quê? Sonha-se/idealiza-se um
cavaleiro andante que, incansavelmente, busca o “palácio da
ventura”. A sua
convicção é reforçada pela repetição do fonema sibilante /s/, que
confere vigor e força à afirmação. O que é um cavaleiro andante? Em que época
existiram? Hoje não há, hoje há automóveis, barcos, aviões, naves espaciais...
Na Idade Média, eram frequentes as aventuras desses cavaleiros. É, pois, a
aventura, sinónimo de sonho, que está aqui presente. Por outro lado, a
caracterização do cavaleiro como andante remete para um espaço a percorrer, num
determinado momento temporal. Que espaço?
“Por
desertos, por sóis, por noite escura”. A aliteração da consoante /p/, pela implosão do ar
e ruído que provoca, sugere o som do trotar do cavalo. Se o texto fosse
simbolista, poderíamos mesmo tirar partido da configuração desta consoante para
a sugestão da configuração física da pata do cavalo. O espaço e a dimensão
temporal são, portanto, constituídos por três realidades: desertos, sóis, noite
escura. Ora, cavalgar por desertos é extremamente difícil, o que significa que
a aventura, o objectivo a alcançar não será fácil. Mas cavalgar por desertos e
ainda por sóis é bem mais difícil. O sol escaldante do deserto! Só que a vida é
também uma “aventura escaldante”. Mais: cavalgar por noite escura (pleonasmo) não será
sinónimo de impossibilidade? A noite já em si é escura. Por que razão o sujeito
poético a qualificou de escura? É que há noites com tanto luar que permitem
ver. O que parece evidente é a gradação crescente de dificuldades que o
cavaleiro terá que vencer. Que força o impele? “Paladino do amor”: é o amor a um objectivo, a uma
meta. Guiado pela força do amor, o cavaleiro procura “anelante
/ O palácio encantado da Ventura”. Eis o objectivo: a Ventura, metaforicamente rainha de um
palácio encantado. Que a procura é intensa, mostra-o não só o adjectivo
com a função de advérbio, mas o transporte do verso terceiro
sobre o quarto. Cavaleiro andante, palácio encantado, tudo a lembrar a época
medieval, os contos de fadas, a procura do Graal, etc.
Pergunta-se
muitas vezes para que serve a rima. Reparemos: andante rima com anelante
e escura com Ventura. Será rima só de ouvido? Se fosse o caso,
não teria muito interesse. A poetização faz-se quer a nível do significante
quer a nível do significado. A nível do significante, podemos determo-nos nos
exemplos apontados. Andante e anelante são adjectivos que
se aproximam pelo som e pelo significado; a rima funciona por semelhança. Escura
e Ventura são palavras de categoria gramatical diferente e de
significado diferente. Por que razão terá sido escolhida esta rima rica?
Certamente se fez a aproximação destas palavras para sugerir dificuldade: não é
difícil cavalgar sobre o sol do deserto e, ainda por cima, sem nenhuma luz que
ilumine o caminho? A Ventura, a felicidade, não qualquer felicidade, porque as
palavras maiusculadas adquirem significados que transcendem a denotação,
a felicidade profunda, vital, essencial, felicidade a que leva um autêntico
amor, não é difícil de alcançar? É este o sentido da rima.
Em suma: o
sujeito poético idealiza-se um “cavaleiro andante” que, denotada e incansavelmente,
busca o “palácio da Ventura”. Assim, qual D. Quixote, movido por ideais superiores, o sujeito
poético, “paladino do amor”, cheio de
esperanças e coragem, lança-se na sua heróica caminhada “por
desertos, por sóis, por noite escura”, crente na possibilidade de atingir os objectivos que o norteiam
(a Justiça, o Amor, a Liberdade, a Felicidade). Porém, o entusiasmo que
caracteriza o início desta heróica jornada, cedo se transformou em desalento.
Aliás, a enumeração e o adjectivo escura (v. 2) sugerem a
dificuldade e até mesmo a impossibilidade de o sujeito poético concretizar o
seu sonho.
Esta ideia é
realçada no início da segunda quadra através da conjunção coordenativa
adversativa mas, que inicia a segunda etapa da jornada do cavaleiro,
marcada, agora, pelo desânimo. De facto, face ao elevado grau de dificuldade
que a sua meta comporta, não admira que o cavaleiro vacile na primeira prova a
que é submetido: “Mas já desmaio, exausto e vacilante / Quebrada a espada já, rota a
armadura...” Notemos a
importância do verbo desmaiar que contrasta com o verbo buscar
da 1.ª estrofe, a dupla adjectivação “exausto e vacilante”, que evidenciam o estado de
completo cansaço e desânimo do sujeito poético neste momento da sua busca, e também
o advérbio de tempo já, que indica o momento do desmaio. Terá
sido grande a luta? O cavaleiro tinha consigo as suas armas de defesa, com as
quais julgava poder conseguir vencer todas as vicissitudes e contrariedades que
se lhe opusessem na sua jornada. Todavia, elas foram destruídas durante a luta,
facto que demonstra o grau de dificuldade da empresa que ele se propõe levar a
cabo. E aconteceu o desmaio, a queda, mas não a desistência. Quantas vezes não
caímos? Quantas vezes não nos levantamos? A vida é feita de sucessos e
insucessos. As reticências do verso 6 podem sugerir esta ideia ou ainda
um momento de recuperação de forças; mesmo desmaiado, tem dentro de si a força
que o faz agir: o amor. Por isso, o cavaleiro não se deixa abater pelas
primeiras dificuldades e, ao avistar, de forma quase inesperada, o palácio que
procurava, ganha forças e ânimo e reinicia a sua marcha, porque o palácio é
realmente belo, talvez mais belo do que pensara. Antes era um “palácio
encantado”, agora mais
perto é ainda mais sedutor: “sua pompa e aérea formosura”. Este é um dos momentos mais intensos
do poema pela luta física e psicológica com que o sujeito se debate. O adjectivo
fulgurante e os dois substantivos abstractos pompa
e formosura caracterizam o palácio desejado como um lugar ainda mais
belo e perfeito, o que faz nascer no sujeito poético um desejo ainda maior de o
alcançar.
A passagem de
estrofe é estratégica: sugere o tempo necessário para o cavaleiro chegar ao
palácio. O poema é uma unidade, tem de haver continuidade, não podem acontecer
saltos. Uma vez encontrado o palácio, o que faz o cavaleiro? Duas acções: bate
à porta e grita. A poetização do significante, neste passo do poema, é
significativa: “Com grandes
golpes bato à porta e brado”; construído o verso com
monossílabos e dissílabos, a acentuação tem de sugerir os golpes: ~ – ~ – ~ – ~
– ~ – / ; os acentos dominantes recaem nas sexta e décima sílabas (verso
decassílabo heróico) e as palavras que os contêm são as que indicam as duas
acções. A aliteração dos fonemas sublinhados e a repetição da vogal
aberta /a/ sugerem admiração e expectativa. Por outro lado, os verbos
avisto, bato e brado, associados à expressão “eis
que súbito”, sugerem
uma acção continuada, gradativa e cada vez mais intensa. O verbo bradar,
associado à expressão “grandes golpes”, salienta o
estado de agitação e de exaltação do cavaleiro ao querer alcançar o seu
palácio. Por outro lado, o palácio que anteriormente parecia distante, está
agora, ali, diante dele, “... fulgurante”/ “na
sua pompa e aérea formosura”. Tudo se conjuga para criar um efeito quase onomatopaico do que
acontece.
Seguidamente, o
sujeito poético apresenta-se de forma curiosa: “Eu sou o Vagabundo,
o Deserdado”. Novamente,
as maiúsculas nestes substantivos conferem-lhes um significado
transcendente. Assim, neste contexto Vagabundo é aquele que erra pelo mundo em
busca de algo de essencial, de vital para a sua realização; enquanto Deserdado,
pelo facto de não possuir quaisquer bens, é aquele que tem de conquistar por si
o seu sonho, o seu objectivo, porque a felicidade não é um presente que cai do
céu, tem de ser merecida. Como Fernando Pessoa afirma em “Mar Português”: “Quem
quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor.”
E em que consiste
o grito do cavaleiro? “Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!”. Não admira que as portas sejam de ouro,
pois o palácio é encantado e fulgurante; a metaforização de todo o
palácio é um dado necessário para evidenciar a grandeza da procura. A pontuação
deixa transparecer a aflição e expectativa do cavaleiro, prestes a atingir o
seu objectivo. A mudança de estrofe é também estratégica, como já o vimos
anteriormente.
Embora o poema
esteja escrito na primeira pessoa do singular, narra não só a luta individual
de um homem, mas o percurso efectuado por toda a humanidade. O drama deste
cavaleiro é eterno e universal. O Vagabundo e o deserdado simbolizam o homem
eternamente ansioso e infinitamente frustrado.
E o clímax da
acção é atingido no momento em que as portas obedecem ao ansioso pedido do
cavaleiro “com fragor”. O
ruído que fazem é sugerido pela aliteração
do fonema /r/ e denuncia que poucas vezes se abrem essas portas. E tudo
parece indiciar que o cavaleiro alcançará o seu objectivo, encontrará a
Ventura. Mas eis que se depara com uma nova e imensa frustração, anunciada pela
conjunção coordenativa adversativa mas e consumada com o vazio do
palácio: “Mas dentro encontro só, cheio de dor, / Silêncio e escuridão – e nada
mais.” Nesta
última estrofe, concretizam-se vários indícios do fracasso dispersos ao longo
do poema, nomeadamente o paralelismo “Mas já” (disjuntivo temporal) e “Mas
dentro” (disjuntivo
espacial) e o paralelismo “já desmaio” e “encontro só”. Mas se eram tão abundantes
esses sinais, não se esperava uma tão grande decepção. O cavaleiro entrou no
palácio encantado, parecia ter alcançado o que procurava, mas apenas encontrou “Silêncio
e escuridão – e nada mais!” Reparemos como a tonalidade das palavras se fechou: os sons
nasais, palavras de sentido negativo, o pronome indefinido
negativo reforçado pelo advérbio de quantidade, sugerindo claramente
a decepção completa do cavaleiro, que terá de recomeçar tudo de novo. De facto,
a gradação dos dois últimos versos, associada à exclamação final,
demonstra a dor intensa do sujeito poético e a angustiada sensação de derrota.
Podemos ver neste
poema a história de tantas tentativas fracassadas, em virtude da distância que
medeia entre o sonho e a realidade.
Por outro lado,
também é possível ver neste poema o próprio Antero de Quental, utópico,
revolucionário, cheio de força, erguendo a espada da Liberdade, do Amor e da
Justiça, mas incompreendido, recusado. Ou ainda a alegoria de tantos jovens sonhadores
e incompreendidos. Terá sido então inútil esta procura? Nada é inútil quando os
objectivos por que se luta são autênticos. Nunca se deve desistir. Quem sabe se
da próxima vez este cavaleiro não encontrará a sua Ventura?
Neste poema, o
cavaleiro caminha ensombrado pela dor e pela dúvida, nessa existência em que
convergiram um drama pessoal e o drama da própria consciência tumultuária e
expectante do homem do século XIX.
. Estrutura narrativa do poema
1. Acção: busca do palácio da Ventura que
termina em decepção.
2. Personagem: o sujeito poético – o cavaleiro
andante.
3. Tempo: presente.
4. Espaços:
– físico: “desertos” ® sugere a imensidão do mundo físico;
– psicológico: “Sonho” ® “O palácio encantado da Ventura!”
Entre os dois espaços existe uma
correlação de sentido (imensidade/profundidade) que aponta para a necessidade
de um “grande sonho” para vencer as dificuldades impostas pela imensidão do
espaço físico a percorrer.
5. Enunciado
narrativo de estado (uma
situação onírica) e enunciado narrativo de fazer (a busca do palácio).
6. História narrada na 1.ª pessoa.
7. A progressão narrativa é
sugerida por:
® movimento: longe/perto do
castelo (vv. 1-8);
® espaço:
paisagem/exterior/interior do castelo (vv. 9-14);
® tempo: antes da descoberta/o
momento da dupla descoberta: aparência e realidade.
. Recursos poético-estilísticos
1. Nível
fónico
. Soneto: duas quadras e dois tercetos.
. Métrica: versos decassílabos heróicos.
. Rima: - ABAB /
ABAB / CCD / EED;
- cruzada nas quadras e
emparelhada e interpola nos tercetos;
- consoante (“andante” /
“anelante”);
- grave (“andante” /
“anelante”) e aguda (“fragor” / “dor”);
- pobre (“andante” /
“anelante”) e rica (“Escura” / “Ventura”.
. Aliterações em t, p,
l ...
. Transporte: vv. 3-4, 7-8, 13-14.
. Ritmo binário.
. Musicalidade: reforço do sentido através do jogo rítmico (binário) e sonoro
(aliteração) que enfatiza o apelo, a ânsia de felicidade do sujeito lírico,
nomeadamente nos versos 2, 6 e 9.
2. Nível morfossintáctico
. Verbos: encontram-se todos no presente,
no indicativo e imperativo, mas nós notamos o “andamento” deste “cavaleiro
andante”, a progressão desta narrativa, ou seja, um:
- antes:
a “partida” e a busca;
- durante:
a descoberta do palácio;
- depois:
a desilusão provocada pela derrota final.
. Substantivos e adjectivos:
- desertos, sóis, noite escura: as dificuldades da busca, que
exigem grande empenho do homem;
- palácio encantado da Ventura: a felicidade procurada pelo
sujeito;
- os adjectivos exausto e vacilante,
juntamente com o verbo desmaio e as expressões quebrada a espada
e rota a armadura, traduzem o cansaço
do sujeito provocado pela busca e prenunciam a desilusão final;
- os substantivos ais e, sobretudo, dor,
silêncio, escuridão traduzem a decepção e a desilusão do sujeito;
- a expressão cavaleiro andante aponta para uma figura em movimento (por um
espaço físico e por um espaço psicológico), em busca da felicidade.
. Epinalefa (repetição da preposição por)
® “Por desertos, por sóis, por noite escura”: sugere a movimentação
do cavaleiro.
. A conjunção adversativa mas (v. 5), repetida no verso 13, marca
uma relação de oposição entre as primeira e segunda partes e as terceira e
quarta, enquanto o advérbio eis (v. 7), com valor adversativo,
permite o retomar da ilusão e da busca inicial.
. Pleonasmo: “noite escura”.
.
Paralelismo.
3. Nível semântico
. A proximidade semântica entre as
expressões já desmaio (v. 5) e encontro só (silêncio e escuridão) (v.
13), sendo que os versos 5 e 6 anunciam desde logo o carácter deceptivo do
encontro.
. Alegoria: o sujeito lírico sonha-se alegoricamente um cavaleiro
andante – desejo de evasão – , mediante a figura medieval do defensor
dos fracos, que parte na aventura da procura, inicialmente, entusiasta e,
depois, dolorosa do simbólico “palácio encantado”. O desenlace desta aventura
de cavalaria alegórica é o insucesso, a derrota final.
® concretização sensível de ideias
abstractas;
® procura ansiosa da realização de
um ideal da felicidade (“Palácio da Ventura”);
significado ® consequências destruidoras, no sujeito, de uma busca infrutífera (“Vagabundo”, “Deserdado”);
® desilusão, sofrimento,
pessimismo (“Silêncio e escuridão - nada mais”).
. Gradação.
. Relação com o universo poético anteriano:
-» recorrência de símbolos
utilizados: o palácio;
-» desilusão;
-» pessimismo;
-» interrogações e da
inquietação;
-» soneto;
-» verso decassilábico.
. Influência de Hartmann:
-» a metafísica pessimista (Schopenhauer);
-» a busca de Deus e de si próprio
que leva à dor.
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