Português

terça-feira, 27 de novembro de 2018

"Les Demoiselles d'Avignon" ou "As meninas de Avignon"



  • É considerada a pintura que abre o período cubista de Picasso.
  • As figuras centrais são cinco mulheres que olham o espectador de modo sensual e provocador.
  • A sua postura é "primitiva" e não uma imitação da realidade natural: as suas formas são angulosas e toscas.
  • As mulheres situadas à direita do quadro têm um ar assustador, quase inumano, um reflexo da influência das primitivas artes africanas e dos seus símbolos e figuras.
  • https://pt.slideshare.net/hcaslides/picasso-1507740

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Sonda da NASA chega a Marte: direto

"A pensar morreu um burro"

     A origem desta expressão é particularmente curiosa.

     No século XIV, o escritor francês Jean Buridan (1300-1358) produziu um conto a que deu o título de O Burro. Nesse texto, o autor narra-nos a história de um pobre asno que se encontra defronte de duas vasilhas, uma com aveia e outra com água. Cheio de fome e sede, o animal não se consegue decidir em qual das vasilhas se irá saciar primeiro. Pensa, pensa, pensa... e morre de fome e sede. De facto, o burro morreu a pensar.

Fonte: Dicionário de insultos (Ségio Luís de Carvalho)

Puta

     A origem do termo é incerta, mas, regra geral, consideram-se duas possíveis origens.
     Por um lado, puta designava, entre os romanos, a rapariga, a moçoila; no fundo, tratar-se-ia do feminino de puto (do latim puttus), equivalente a rapaz ou moço. No entanto, há quem defenda que o vocábulo latino se aplicaria já a rapariga de rua, logo a prostituta. A este propósito ainda, note-se que, em Portugal, puto designa apenas um rapaz pequeno ou moço; já no Brasil, o termo constitui um palavrão, visto que se refere ao prostituto.
     Por outro lado, a palavra proviria do latim putida, que significava mulher malcheirosa e de má vida.

     Seja qual for a origem da palavra, todos conhecemos o significado com que hoje é usada.

Significado de "chungoso"

     O chungoso é aquele (ou aquilo) que tem mau aspeto, pouco caráter, má qualidade ou falta de valor.
     O termo é de origem japonesa e chegou ao conhecimento dos portugueses aquando da sua chegada a esse país distante, onde depararam com uma literatura erótica cujos desenhos explícitos provocaram o escândalo dos nossos navegadores.
     Essa literatura era chamada shunga e desse termo surgiu o vocábulo chunga, que se refere, pois, a algo reles.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Afim e mantem-a



     Isto foi apresentado numa sessão com alunos do ensino secundário por duas técnicas exteriores à escola.

      Ninguém se apercebeu, começando pelas próprias. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Vírgula I (G 57)


1.      Identifique as frases em que existe um erro de pontuação relacionado com o uso da vírgula.
(A)   Ontem, o João disse-me que os seus amigos, vêm à festa de aniversário.
(B)   José, convidaste os teus amigos?
(C)   Se todos os alunos estudassem como o Pedro, teriam boas notas, sem dúvida.
(D)  No próximo fim de semana, eu e os meus amigos, vamos assistir a uma peça de teatro.
(E)   O assunto que debatemos, levanta muitos problemas.
(F)    O André, depois de tanto esforço, conseguiu realizar o seu sonho.
(G)  Os exercícios que todos consideraram aborrecidos, foram, na verdade, muito importantes para o teste.
(H)  A Ana partirá amanhã para o Porto.
(I)     Depois de teres apresentado o trabalho ontem, deves sentir-te mais aliviado.

2.      Assinale a(s) opção(ões) que permite(m) completar corretamente a afirmação que se segue.
Nas frases apresentadas anteriormente, os erros de pontuação resultam da não observância de uma regra segundo a qual
(A)   os elementos essenciais da frase — como o sujeito e o predicado — não podem ser separados por vírgula.
(B)   o vocativo surge sempre no início da frase, sendo isolado por vírgula.
(C)   o verbo que introduz o predicado nunca é antecedido de vírgula.
(D)  a vírgula isola orações subordinadas adjetivas relativas restritivas.

3.      Identifique, em cada grupo, a frase em que a vírgula é utilizada corretamente.

3.1. Grupo A
(A)   Os vários cargos que Vieira desempenhou ao longo da sua vida, revelam a sua inteligência e a sua visão. 
(B)   Os vários cargos que Vieira desempenhou ao longo da sua vida revelam a sua inteligência e a sua visão.
(C)   Os vários cargos, que Vieira desempenhou ao longo da sua vida revelam a sua inteligência e a sua visão.

3.2. Grupo B
(A)   A intenção de Vieira na elaboração de cada sermão, espelha-se na mobilização de instrumentos retóricos.
(B)   A intenção de Vieira, na elaboração de cada sermão espelha-se na mobilização de instrumentos retóricos.
(C)   A intenção de Vieira, na elaboração de cada sermão, espelha-se na mobilização de instrumentos retóricos.

3.3. Grupo C
(A)   Os homens são, na verdade, o grande alvo do orador que os descreve de forma bastante crítica.
(B)   Os homens são, na verdade, o grande alvo do orador, que os descreve de forma bastante crítica.
(C)   Os homens são, na verdade, o grande alvo do orador que, os descreve de forma bastante crítica.

3.4. Grupo D
(A)   No Sermão de Santo António aos peixes, os recursos expressivos estão ao serviço da mensagem que se pretende transmitir.
(B)   No Sermão de Santo António aos peixes, os recursos expressivos, estão ao serviço da mensagem que se pretende transmitir.
(C)   No Sermão de Santo António aos peixes, os recursos expressivos estão ao serviço da mensagem, que se pretende transmitir.

3.5. Grupo E
(A)   Os vários ataques que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão revelam, com clareza, o seu olhar crítico sobre a realidade social.  
(B)   Os vários ataques que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão, revelam, com clareza, o seu olhar crítico sobre a realidade social.  
(C)   Os vários ataques, que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão revelam, com clareza, o seu olhar crítico sobre a realidade social. 

3.6. Grupo F
(A)   A estrutura do sermão que estudámos é concebida pelo Padre António Vieira a partir da indicação das propriedades do sal.
(B)   A estrutura do sermão que estudámos é concebida, pelo Padre António Vieira a partir da indicação das propriedades do sal.
(C)   A estrutura do sermão que estudámos, é concebida pelo Padre António Vieira a partir da indicação das propriedades do sal.

3.7. Grupo G
(A)   No capítulo dedicado às virtudes em geral, o Padre António Vieira considera os peixes, dignos de admiração e louvor.
(B)   No capítulo dedicado às virtudes em geral, o Padre António Vieira considera os peixes dignos de admiração e louvor.
(C)   No capítulo dedicado às virtudes em geral o Padre António Vieira, considera os peixes dignos de admiração e louvor.

3.8. Grupo H
(A)   Foram bastante severas, as críticas e as acusações do Padre António Vieira ao seu auditório.  
(B)   Foram bastante severas as críticas e as acusações do Padre António Vieira, ao seu auditório.  
(C)   Foram bastante severas as críticas e as acusações do Padre António Vieira ao seu auditório.


. Correção

Barba serrada


     E foi serrada com o quê? Serrote? Motosserra?

domingo, 28 de outubro de 2018

Substratos


                A língua portuguesa pertence ao grupo das línguas românicas, também chamadas neolatinas, resultado das transformações que ocorreram no latim vulgar que chegou à Península Ibérica. O latim é uma língua que nasceu na Itália, numa região chamada Lácio (Latium), pequeno distrito situado na margem do rio Tibre e foi levado para o território ibérico pelas legiões romanas.
                Antes da ocupação romana da Península Ibérica, os povos que a habitavam eram numerosos e apresentavam língua e cultura bastante diversificadas. Havia duas camadas de população muito diferenciadas: a mais antiga – Ibéria – e outra mais recente – os Celtas, que tinham o seu centro de expansão nas Gálias. Em suma, antes de se falar latim na Península Ibérica, nela falavam-se muitas línguas que influenciaram, em maior ou menor grau, a língua latina e, consequentemente, as novas línguas que se viriam a formar a partir dele.


Os substratos

                Antes de os romanos conquistarem a Península Ibérica, povos indo-europeus como os lígures, ilíricos e ambro-ilíricos habitaram-na no II milénio a.C., bem como os celtas, um povo também indo-europeu, que terá aqui chegado no séc. VII a.C.
                Mais tarde, outros povos além destes se instalaram ou frequentaram o território peninsular: egípcios, fenícios, cretenses, cartagineses, tartéssios (no estuário do Guadalquivir), talvez afins do etrusco.
                Posteriormente, quando os romanos ocuparam, efetivamente, a Península, esta já era habitada por outros povos:
. iberos (vindos do norte de África;
. fenícios (em entrepostos comerciais na costa sul);
. gregos (na costa catalã);
. bascos (vindos, provavelmente, da Ásia Menor ou do norte de África);
. celtas, pertencentes a vários tribos:
- cantabros, ásturese galaicos (a norte do rio Douro);
- lusitanos (entre os rios Douro e Mondego);
- cónios, etc.
                Esses povos falavam línguas próprias que, quando os romanos impuseram o latim na Península, a partir do século III a.C., acabaram por se lhe submeter, deixando, no entanto, alguns vestígios no latim. São os chamados substratos: os contributos linguísticos deixados pelas línguas faladas pelos vários povos que habitaram a Península antes da romanização.

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