terça-feira, 12 de agosto de 2014

Alunos pagavam para ter notas máximas

     A notícia pode ser lida aqui: CM.

     Isto faz de todas as instituições de ensino privadas um acumulado de trampa? Obviamente, não. Porém, depois de várias notícias e reportagens sobre o que se passa em várias delas, pertencentes a grupos empresariais sistematicamente ligados ao Poder, é para desconfiar de que a podridão poderá não ser pontual, como os defensores da privatização da Educação clamam.

     Aliás, tudo isto é sabido há muito tempo. «Eu» sou a prova provada: se, por um lado, já vivi uma situação de fraude, que combati como pude (perante a indiferença de uma maioria de «colegas») e pela qual paguei um preço no interior da escola, por outro, já tive alunos que, chegados ao 11.º ano e confrontados com resultados escolares que não eram os pretendidos e que não lhes permitiriam aceder ao curso superior pretendido, decidiram matricular-se em colégios particulares... neste caso, no Porto. O que sucedeu? A sua avaliação interna disparou. Porém, no momento da avaliação externa, mostraram o que tinham mostrado no ensino público.

     Passemos para Lisboa, como poderia ser para Braga... Num certo colégio, onde lecionava uma amiga de uma amiga, era prática, nos exames mais complexos (leia-se Matemática A, por exemplo) o(s) professor(es) coadjuvante(s) acederem às salas onde se realizavam as provas para «ajudarem» os alunos.

     Como em qualquer serviço, se o cliente paga - e paga muito! - deseja ser bem servido. 

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