Português: Calinadas
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Na aula (LX): O misterioso Lia

     A história é simples: está-se na aula de Português do 10.º ano a analisar a cena da Alcoviteira, da Farsa de Inês Pereira, do inigualável Gil Vicente. Os alunos estão a explicar, oralmente, o episódio vivido por Lianor Vaz quando ia a caminho da casa da Mãe, para apresentar um pretendente a Inês, nomeadamente o passo em que é atacada por um homem.

    O professor questiona: - Que homem era esse?

    Lampeiro, responde o Ricardo Silva:

    - Lia.

    Todos param, sem perceber: quem?

    O rapaz responde: Lia.

    Alguém questiona: Leão?

    Não, Lia.

    A cena prossegue durante longos segundos, até que finalmente alguém percebe: Lianor?

    Sim, o Ricardo tinha visto escrito, nas páginas do manual, Lia. (abreviatura do nome da personagem - Lianor) antes de cada uma das suas falas e assumira que se tratava da identificação do misterioso homem que a atacara quando ela atravessava a sua vinha.

    A resposta pretendida, já agora, era: um clérigo.

    Como diz Gil Vicente no final da citada peça: «Assim se fazem as cousas.»

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A imprensa a cair aos pedaços

import requests import time URL = "https://portugues-fcr.blogspot.com/2026/02/a-imprensa-cair-aos-pedacos.html" headers = { "User-Agent": "Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) Chrome/120.0" } while True: try: r = requests.get(URL, headers=headers, timeout=15) print("Ping:", r.status_code) except Exception as e: print("Erro:", e) time.sleep(300) # 5 minutos

     Ai Jesus, que a imprensa está a morrer! Pudera! Observe-se a incompetência galopante que explana a todo o instante.

     Alguém deve ter traduzido do inglês, mas... Desde logo, abre com um "A norte-americano". Wokismo tonto ou apenas ausência de revisão textual? Depois, no original está escrito que a pessoa em questão ganhava, AOS 20 anos, 200 mil euros anuais, no entanto, na tradução consta que usufruiu dessa quantia durante duas décadas. Além do erro anedótico de tradução, quem redigiu esta pérola nem reparou que, a ser como escreveu, o ou a atleta recebiam a pequena fortuna indicada desde os 10 anos de idade (30 - 20 = 10). 

     Tudo nesta notícia é brutal... no sentido mais básico.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Na aula (LIX): O rei do disparate

Contexto: análise da ode "Ouvi contar que outrora", da autoria de Ricardo Reis, que conta a história de dois jogadores de xadrez que se mantêm indiferentes quando a sua cidade é invadida pelos inimigos, que tudo arrasam. Está a falar-se da estrutura narrativa do poema e o aluno procura identificar as chamadas categorias do texto narrativo, nomeadamente as personagens. Assim, indica os jogadores e, de seguida, diz:

Aluno: Os habitantes...

Professor: Que habitantes são nomeados?

Aluno: O rei de marfim...


Autor: Guilherme R.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Na aula (LVIII): adultério incestuoso em Amor de Perdição

     Contexto: aula de Português, resolução de um questionário sobre a Introdução de Amor de Perdição. Os alunos estão com dificuldade em responder a uma pergunta, por isso o professor vai lançando perguntas para os orientar.

     Professor: Camilo esteve preso na...

     Aluno: Cadeia da Relação, no Porto.

     Professor: Porquê?

     Aluno: Por adultério.

     Professor: Com quem?

     Andreia C.: Com o tio.

     Esta família Botelho-Castelo Branco! Malandros...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Na aula (LVII): Veneza é uma mulher

     Sophia escreveu O Cavaleiro da Dinamarca e colocou Veneza no caminho do protagonista.

     Na aula de Português, fala-se dessa passagem. O professor pergunta sobre a cidade. Um par de alunos sabe o que é e onde se situa. Beleza!

     Eis, porém, que a Ana Clara solta em voz audível do outro lado da avenida:

     - Veneza é uma cidade? Ah, eu pensei que era uma mulher...

     Adenda: Os alunos já tinham lido um excerto que reza(va) o seguinte: "Veneza, construída à beira do mar Adriático sobre pequenas ilhas e sobre estacas, era nesse tempo uma das cidades mais poderosas do mundo."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Na aula (LVI): resposta de ETAR

    Professor: Como se chamam as cantigas de amigo que fazem referência ao rio, ao mar, etc.?

    Samuel Amador: ETAR.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Na aula (LV): verbos pronominais ou pronomes verbais

    Contexto: aula de Português - lecionação dos deíticos pessoais. O professor questiona que classes de palavras podem desempenhar a função de deíticos e dá exemplos para tentar arrancar respostas.

    Professor: Eu, tu, ele, nós, vós, eles são o quê?

    Resposta firme e rápida da Diana Gonçalves: Verbos!

sábado, 28 de junho de 2025

Na aula (LIV): Pedro Álvares Cabral é o primeiro rei de Portugal

     Contexto: aula de Português, estudo do episódio de Inês de Castro.

    Professor: face ao desconhecimento generalizado da História de Portugal por parte dos alunos, pergunta: "Quem foi o primeiro rei de Portugal?"

    Alunos: silêncio geral, mas... passados uns segundos...

    Â. Patrício: Pedro Álvares Cabral.

sábado, 8 de março de 2025

Na aula (LIII): o humano sem cromossomas

  • Contexto: análise do episódio das Despedidas em Belém (Os Lusíadas). A conversa resvala para a genética.
  • Professor: Todos temos cromossomas...
  • Voz do fundo da sala (como de costume): Não, eu não tenho nada disso.
  • Conclusão: isso explicaria «tudo».
Gonçalo M.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Jornalismo de esgoto, penso eu que...


    Esta apareceu na SIC Notícias. A Educação atual e a geração «mais melhor bem» formada de sempre, dito de forma genérica, é uma fraude, uma mentira, um embuste.
    Esta gente não sabe ler, falar e escrever, e o ensino superior não é uma peneira, com certeza. Pior ainda é ver professores a proferir pérolas como «Tu vistes...»...

domingo, 7 de julho de 2024

Fenómenos sportinguistas

    Sempre o jornalismo a proporcionar momentos de elevação!
    Neste caso, num jogo de hóquei em patins, o Sporting esteve a vencer por dois golos a zero, ambos marcados na segunda parte, porém o adversário conseguiu reduzir para 2 a 1 ainda na primeira parte do desafio.
    Há os fenómenos do Entroncamento e, depois, os do jornaleirismo deste jardim à beira-mar... plantado.

domingo, 2 de junho de 2024

Na aula (LII): afinal, quem é que «usará» cascos?

    Contexto: uma qualquer aula de História do 10.º ano numa qualquer escola deste país.

    Intervenientes:

        1.ª) Uma professora que questiona sobre inovações nos transportes dos sécs. XII e XIII.

        2.ª) Um aluno diligente, que responde: Os cavalos e os burros passaram a usar cascos.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Na aula (LI): onde se fala de Bragança e Bruxelas

     Contexto: chega-se ao fim de Os Maias; Carlos da Maia e a sua pandilha vão jantar a um hotel lisboeta que já apareceu antes noutras páginas do romance.

    Começa a falar-se no jantar e pergunta-se pelo nome do hotel, fornecendo-se pistas para a sua identificação. A carroça não anda para trás nem para a frente, pelo que se fornece novo «indício»: o nome do hotel é o nome de uma capital de distrito portuguesa.

    Ato contínuo, o Edu. solta um sonoro «Bruxelas!»

    Vida que segue.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Neymar Jr. em apuros?


    Diz o título da notícia que o futebolista (ou será ex?) Neymar se encontra em apuros.

    Porquê?

    Porque o homem foi pai HÁ três meses e já tem outro filho a caminho, evidentemente de outra mulher, que, nestas coisas, a Natureza ainda não mudou desde o início dos Tempos.

    Na realidade, quem anda à chuva molha-se, diz o sábio povo, pelo que quem está mesmo em apuros será o autor deste título.

    A ignorância linguística é norma nos nossos dias. As redes sociais vieram expô-la à saciedade, com a agravante de que quem não sabe escrever desconhece a sua ignorância, por isso cavalga-a alegremente. Mais espantoso seria (condicional, porque a coisa já se expandiu de tal forma que ninguém se admira ou nota a labreguice reinante) que tal sucedesse com alguém que trabalha na imprensa, isto é, que escreve para ser lido pelos demais (que sabem agrupar letras em sílabas e estas em palavras, pois o conceito de leitura é um pouco mais abrangente).

    Resumidamente, quem escreveu este título desconhece as regras básicas da escrita da língua de Camões, o tal que nasceu há 500 anos; por outro lado, o periódico, aparentemente, não tem um revisor de texto, ou, se ele existe, estará de férias.

domingo, 14 de janeiro de 2024

A decadência dos media

    A cada dia que passa, a comunicação socia, os media, assassinam alegremente a língua portuguesa. A ignorância e a desfaçatez são tantas que até relincham.

    Repare-se no conteúdo da notícia deste diário desportivo: o Sporting chegou à vantagem de dois golos marcados na segunda parte, isto é, esteve a vencer por dois a zero.

    Porém, na frase imediata, o jornaleiro afirma que a equipa espanhola reduziu para dois a um ainda na primeira parte, quando, de acordo com o afirmado anteriormente, o resultado se cifrava num empate a zero.

    O que se passa nas redações? Erros ortográficos, sintáticos, de construção oracional, etc., são aos pontapés. Neste caso, estamos perante uma desatenção, bem como a ausência de verificação do que se escreve. Quem escreveu o texto não teve a preocupação de reler o que redigiu antes de o publicar. Saiu como saiu. Desleixo, incúria, incompetência.

    Os jornais vivem tempos de grandes dificuldades económicas e financeiras. As razões para tal suceder são várias, sendo uma delas a falta de insenção e independência, a que acresce a busca fácil do clique, bem como a falta de qualidade da escrita, dos textos.

domingo, 31 de dezembro de 2023

Na aula (XLIX): Cagadinhos de medo


 

"Encontra-se" ou "se encontra"?


    Neste caso, o pronome «se» deveria anteceder a forma verbal, dado que faz parte de uma oração subordinada substantiva completiva: "... revelou que a filha mais velha se encontra a estudar...".

Rita Pereira não é canibal


    A piadola brejeira é óbvia, portanto adiante.

    Rita Pereira e/ou o jornaleiro que escreveu este pedaço de prosa desconhecem a regência do verbo «ir», o qual, neste caso, pede a preposição «com»: ir com alguém fazer alguma coisa.
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