O miligrama é uma unidade de peso que representa a milésima parte do metro.
Marta
O miligrama é uma unidade de peso que representa a milésima parte do metro.
Marta
A propósito da Conclusão de Amor de Perdição, fala-se em Romeu e Julieta, de Shakespeare, e o seu final. Para os menos versados nestas coisas da Literatura, talvez seja adequado relembrar que Romeu encontra a amada aparentemente sem vida no túmulo da família e que, desesperado, ingere veneno e morre ao seu lado. Na realidade, a jovem tinha tomado uma poção que a fazia parecer morta temporariamente. Quando desperta e vê o noivo morto, mata-se com um punhal.
Pois bem, mal o professor recorda este desfecho, solta-se a voz tonitruante da Maria Luís:
- Mas eles não tinham morrido num barco?
- Isso era o Titanic - esclareceu a Maria Eduarda Coimbra.
Ficámos esclarecidos.
- Qual é o adjetivo presente na frase?
- O adjetivo é «soluçando».
A nova especialista em gramática da língua portuguesa chama-se Diana Gonçalves.
Lê-se o terceiro ato de Frei Luís de Sousa. Nesta fase, Telmo mostra-se arrependido. O professor questiona a razão do arrependimento.
A resposta surge pela voz da Diana Gonçalves:
- Telmo sente-se arrependido por dizer que Madalena é filha ilegítima.
Úmido é a avozinha.
- Rafael, sabes quem foi Shakespeare?
- Não foi um dos piratas das Caraíbas?
Não, Shakespeare não foi Jack Sparrow...
Ora bem, fazendo uma subtração simples (2026 - 1948), chegaremos à conclusão que o escritor foi para o céu com 78 anos.
Porém, quando menos a notícia, somos confrontados com a informação de que, afinal, partiu aos 98 anos. Se calhar, ainda está vivo e, na verdade, só deixará este mundo cruel em 2046.
Para repor a verdade, trata-se um lapso no título: Desmond Morris nasceu em 1928.
Na aula onde se divaga sobre Os Maias, concretamente a temática da Educação, a conversa acaba em bicicletas.
O professor informa que, quando era adolescente, era obrigatório uma bicicleta possuir uma placa (com a matrícula do veículo).
A Maria Luís abre então a sua boca, com um ar de espanto sem medida:
- Para andar de bicicleta, era preciso ter placa de dentes?
Ser professor é uma experiência sem igual e, por vezes, sem explicação.
Resposta a uma pergunta de um teste sobre Inês Pereira:
«Ela surge em diálogos e falas com a mãe e consigo mesma, desesperada e impaciente ao se quer casar num estante...»
Quer casar uma estante? Talvez num instante?
Leonor C.
A história é simples: está-se na aula de Português do 10.º ano a analisar a cena da Alcoviteira, da Farsa de Inês Pereira, do inigualável Gil Vicente. Os alunos estão a explicar, oralmente, o episódio vivido por Lianor Vaz quando ia a caminho da casa da Mãe, para apresentar um pretendente a Inês, nomeadamente o passo em que é atacada por um homem.
O professor questiona: - Que homem era esse?
Lampeiro, responde o Ricardo Silva:
- Lia.
Todos param, sem perceber: quem?
O rapaz responde: Lia.
Alguém questiona: Leão?
Não, Lia.
A cena prossegue durante longos segundos, até que finalmente alguém percebe: Lianor?
Sim, o Ricardo tinha visto escrito, nas páginas do manual, Lia. (abreviatura do nome da personagem - Lianor) antes de cada uma das suas falas e assumira que se tratava da identificação do misterioso homem que a atacara quando ela atravessava a sua vinha.
A resposta pretendida, já agora, era: um clérigo.
Como diz Gil Vicente no final da citada peça: «Assim se fazem as cousas.»
Contexto: análise da ode "Ouvi contar que outrora", da autoria de Ricardo Reis, que conta a história de dois jogadores de xadrez que se mantêm indiferentes quando a sua cidade é invadida pelos inimigos, que tudo arrasam. Está a falar-se da estrutura narrativa do poema e o aluno procura identificar as chamadas categorias do texto narrativo, nomeadamente as personagens. Assim, indica os jogadores e, de seguida, diz:
Aluno: Os habitantes...
Professor: Que habitantes são nomeados?
Aluno: O rei de marfim...
Autor: Guilherme R.
Sophia escreveu O Cavaleiro da Dinamarca e colocou Veneza no caminho do protagonista.
Na aula de Português, fala-se dessa passagem. O professor pergunta sobre a cidade. Um par de alunos sabe o que é e onde se situa. Beleza!
Eis, porém, que a Ana Clara solta em voz audível do outro lado da avenida:
- Veneza é uma cidade? Ah, eu pensei que era uma mulher...
Adenda: Os alunos já tinham lido um excerto que reza(va) o seguinte: "Veneza, construída à beira do mar Adriático sobre pequenas ilhas e sobre estacas, era nesse tempo uma das cidades mais poderosas do mundo."