Resposta a uma pergunta de um teste sobre Inês Pereira:
«Ela surge em diálogos e falas com a mãe e consigo mesma, desesperada e impaciente ao se quer casar num estante...»
Quer casar uma estante? Talvez num instante?
Leonor C.
Resposta a uma pergunta de um teste sobre Inês Pereira:
«Ela surge em diálogos e falas com a mãe e consigo mesma, desesperada e impaciente ao se quer casar num estante...»
Quer casar uma estante? Talvez num instante?
Leonor C.
A história é simples: está-se na aula de Português do 10.º ano a analisar a cena da Alcoviteira, da Farsa de Inês Pereira, do inigualável Gil Vicente. Os alunos estão a explicar, oralmente, o episódio vivido por Lianor Vaz quando ia a caminho da casa da Mãe, para apresentar um pretendente a Inês, nomeadamente o passo em que é atacada por um homem.
O professor questiona: - Que homem era esse?
Lampeiro, responde o Ricardo Silva:
- Lia.
Todos param, sem perceber: quem?
O rapaz responde: Lia.
Alguém questiona: Leão?
Não, Lia.
A cena prossegue durante longos segundos, até que finalmente alguém percebe: Lianor?
Sim, o Ricardo tinha visto escrito, nas páginas do manual, Lia. (abreviatura do nome da personagem - Lianor) antes de cada uma das suas falas e assumira que se tratava da identificação do misterioso homem que a atacara quando ela atravessava a sua vinha.
A resposta pretendida, já agora, era: um clérigo.
Como diz Gil Vicente no final da citada peça: «Assim se fazem as cousas.»
Contexto: análise da ode "Ouvi contar que outrora", da autoria de Ricardo Reis, que conta a história de dois jogadores de xadrez que se mantêm indiferentes quando a sua cidade é invadida pelos inimigos, que tudo arrasam. Está a falar-se da estrutura narrativa do poema e o aluno procura identificar as chamadas categorias do texto narrativo, nomeadamente as personagens. Assim, indica os jogadores e, de seguida, diz:
Aluno: Os habitantes...
Professor: Que habitantes são nomeados?
Aluno: O rei de marfim...
Autor: Guilherme R.
Sophia escreveu O Cavaleiro da Dinamarca e colocou Veneza no caminho do protagonista.
Na aula de Português, fala-se dessa passagem. O professor pergunta sobre a cidade. Um par de alunos sabe o que é e onde se situa. Beleza!
Eis, porém, que a Ana Clara solta em voz audível do outro lado da avenida:
- Veneza é uma cidade? Ah, eu pensei que era uma mulher...
Adenda: Os alunos já tinham lido um excerto que reza(va) o seguinte: "Veneza, construída à beira do mar Adriático sobre pequenas ilhas e sobre estacas, era nesse tempo uma das cidades mais poderosas do mundo."
Contexto: aula de Português, estudo do episódio de Inês de Castro.
Professor: face ao desconhecimento generalizado da História de Portugal por parte dos alunos, pergunta: "Quem foi o primeiro rei de Portugal?"
Alunos: silêncio geral, mas... passados uns segundos...
Â. Patrício: Pedro Álvares Cabral.
Contexto: uma qualquer aula de História do 10.º ano numa qualquer escola deste país.
Intervenientes:
1.ª) Uma professora que questiona sobre inovações nos transportes dos sécs. XII e XIII.
2.ª) Um aluno diligente, que responde: Os cavalos e os burros passaram a usar cascos.
Contexto: chega-se ao fim de Os Maias; Carlos da Maia e a sua pandilha vão jantar a um hotel lisboeta que já apareceu antes noutras páginas do romance.
Começa a falar-se no jantar e pergunta-se pelo nome do hotel, fornecendo-se pistas para a sua identificação. A carroça não anda para trás nem para a frente, pelo que se fornece novo «indício»: o nome do hotel é o nome de uma capital de distrito portuguesa.
Ato contínuo, o Edu. solta um sonoro «Bruxelas!»
Vida que segue.