Português: Calinadas
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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Na aula (LXIII): Shakespeare, o pirata

     - Rafael, sabes quem foi Shakespeare?

    - Não foi um dos piratas das Caraíbas?

    Não, Shakespeare não foi Jack Sparrow...

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Macacadas nuas sobre cálculo mental

Erradas

      Reparem: no título, escreve-se que o homem nasceu em 1948 e faleceu este ano, 2026.

     Ora bem, fazendo uma subtração simples (2026 - 1948), chegaremos à conclusão que o escritor foi para o céu com 78 anos.

     Porém, quando menos a notícia, somos confrontados com a informação de que, afinal, partiu aos 98 anos. Se calhar, ainda está vivo e, na verdade, só deixará este mundo cruel em 2046.

     Para repor a verdade, trata-se um lapso no título: Desmond Morris nasceu em 1928.

O concelho que era conselho

Erros

     Nem com IA! A ignorância continua a relinchar pelos meios de comunicação social e, regra geral, através de erros que se repetem.
     A pessoa que escreveu e/ou digitalizou este pedaço de prosa não sabe distinguir o concelho em que vive dos conselhos que lhe dão ao longo da vida, como, por exemplo, estuda, pá!

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Na aula (LXII): bicicletas, placas e dentes

     Na aula onde se divaga sobre Os Maias, concretamente a temática da Educação, a conversa acaba em bicicletas.

    O professor informa que, quando era adolescente, era obrigatório uma bicicleta possuir uma placa (com a matrícula do veículo).

    A Maria Luís abre então a sua boca, com um ar de espanto sem medida:

    - Para andar de bicicleta, era preciso ter placa de dentes?

    Ser professor é uma experiência sem igual e, por vezes, sem explicação.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Mandarim não é só pudim

Língua chinesa

     Por mais estranho que pareça, na China fala-se mandarim, a língua oficial do país. O chinês é outra "coisa". O jornalista não sabe. Oh, 😞 que surpresa!

sábado, 28 de março de 2026

Há... labreguice a rodos

Calinada
     Desta vez, a cretinice vem do Brasil. Atente-se: "Pelo crime, Garotinho havia sido condenado mais de 13 anos de prisão."

     Como é que esta pseudo-jornalista confunde a preposição "a" com a terceira pessoa do singular do verbo "haver"?

     Como é que esta gente é encarregada de escrever textos para um qualquer público ler?

segunda-feira, 9 de março de 2026

Na aula (LXI): Casar num estante

    Resposta a uma pergunta de um teste sobre Inês Pereira:

    «Ela surge em diálogos e falas com a mãe e consigo mesma, desesperada e impaciente ao se quer casar num estante...»

    Quer casar uma estante? Talvez num instante? 

Leonor C.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Na aula (LX): O misterioso Lia

     A história é simples: está-se na aula de Português do 10.º ano a analisar a cena da Alcoviteira, da Farsa de Inês Pereira, do inigualável Gil Vicente. Os alunos estão a explicar, oralmente, o episódio vivido por Lianor Vaz quando ia a caminho da casa da Mãe, para apresentar um pretendente a Inês, nomeadamente o passo em que é atacada por um homem.

    O professor questiona: - Que homem era esse?

    Lampeiro, responde o Ricardo Silva:

    - Lia.

    Todos param, sem perceber: quem?

    O rapaz responde: Lia.

    Alguém questiona: Leão?

    Não, Lia.

    A cena prossegue durante longos segundos, até que finalmente alguém percebe: Lianor?

    Sim, o Ricardo tinha visto escrito, nas páginas do manual, Lia. (abreviatura do nome da personagem - Lianor) antes de cada uma das suas falas e assumira que se tratava da identificação do misterioso homem que a atacara quando ela atravessava a sua vinha.

    A resposta pretendida, já agora, era: um clérigo.

    Como diz Gil Vicente no final da citada peça: «Assim se fazem as cousas.»

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A imprensa a cair aos pedaços

import requests import time URL = "https://portugues-fcr.blogspot.com/2026/02/a-imprensa-cair-aos-pedacos.html" headers = { "User-Agent": "Mozilla/5.0 (Windows NT 10.0; Win64; x64) Chrome/120.0" } while True: try: r = requests.get(URL, headers=headers, timeout=15) print("Ping:", r.status_code) except Exception as e: print("Erro:", e) time.sleep(300) # 5 minutos

     Ai Jesus, que a imprensa está a morrer! Pudera! Observe-se a incompetência galopante que explana a todo o instante.

     Alguém deve ter traduzido do inglês, mas... Desde logo, abre com um "A norte-americano". Wokismo tonto ou apenas ausência de revisão textual? Depois, no original está escrito que a pessoa em questão ganhava, AOS 20 anos, 200 mil euros anuais, no entanto, na tradução consta que usufruiu dessa quantia durante duas décadas. Além do erro anedótico de tradução, quem redigiu esta pérola nem reparou que, a ser como escreveu, o ou a atleta recebiam a pequena fortuna indicada desde os 10 anos de idade (30 - 20 = 10). 

     Tudo nesta notícia é brutal... no sentido mais básico.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Na aula (LIX): O rei do disparate

Contexto: análise da ode "Ouvi contar que outrora", da autoria de Ricardo Reis, que conta a história de dois jogadores de xadrez que se mantêm indiferentes quando a sua cidade é invadida pelos inimigos, que tudo arrasam. Está a falar-se da estrutura narrativa do poema e o aluno procura identificar as chamadas categorias do texto narrativo, nomeadamente as personagens. Assim, indica os jogadores e, de seguida, diz:

Aluno: Os habitantes...

Professor: Que habitantes são nomeados?

Aluno: O rei de marfim...


Autor: Guilherme R.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Na aula (LVIII): adultério incestuoso em Amor de Perdição

     Contexto: aula de Português, resolução de um questionário sobre a Introdução de Amor de Perdição. Os alunos estão com dificuldade em responder a uma pergunta, por isso o professor vai lançando perguntas para os orientar.

     Professor: Camilo esteve preso na...

     Aluno: Cadeia da Relação, no Porto.

     Professor: Porquê?

     Aluno: Por adultério.

     Professor: Com quem?

     Andreia C.: Com o tio.

     Esta família Botelho-Castelo Branco! Malandros...

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Na aula (LVII): Veneza é uma mulher

     Sophia escreveu O Cavaleiro da Dinamarca e colocou Veneza no caminho do protagonista.

     Na aula de Português, fala-se dessa passagem. O professor pergunta sobre a cidade. Um par de alunos sabe o que é e onde se situa. Beleza!

     Eis, porém, que a Ana Clara solta em voz audível do outro lado da avenida:

     - Veneza é uma cidade? Ah, eu pensei que era uma mulher...

     Adenda: Os alunos já tinham lido um excerto que reza(va) o seguinte: "Veneza, construída à beira do mar Adriático sobre pequenas ilhas e sobre estacas, era nesse tempo uma das cidades mais poderosas do mundo."

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Na aula (LVI): resposta de ETAR

    Professor: Como se chamam as cantigas de amigo que fazem referência ao rio, ao mar, etc.?

    Samuel Amador: ETAR.

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Na aula (LV): verbos pronominais ou pronomes verbais

    Contexto: aula de Português - lecionação dos deíticos pessoais. O professor questiona que classes de palavras podem desempenhar a função de deíticos e dá exemplos para tentar arrancar respostas.

    Professor: Eu, tu, ele, nós, vós, eles são o quê?

    Resposta firme e rápida da Diana Gonçalves: Verbos!

sábado, 28 de junho de 2025

Na aula (LIV): Pedro Álvares Cabral é o primeiro rei de Portugal

     Contexto: aula de Português, estudo do episódio de Inês de Castro.

    Professor: face ao desconhecimento generalizado da História de Portugal por parte dos alunos, pergunta: "Quem foi o primeiro rei de Portugal?"

    Alunos: silêncio geral, mas... passados uns segundos...

    Â. Patrício: Pedro Álvares Cabral.

sábado, 8 de março de 2025

Na aula (LIII): o humano sem cromossomas

  • Contexto: análise do episódio das Despedidas em Belém (Os Lusíadas). A conversa resvala para a genética.
  • Professor: Todos temos cromossomas...
  • Voz do fundo da sala (como de costume): Não, eu não tenho nada disso.
  • Conclusão: isso explicaria «tudo».
Gonçalo M.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Jornalismo de esgoto, penso eu que...


    Esta apareceu na SIC Notícias. A Educação atual e a geração «mais melhor bem» formada de sempre, dito de forma genérica, é uma fraude, uma mentira, um embuste.
    Esta gente não sabe ler, falar e escrever, e o ensino superior não é uma peneira, com certeza. Pior ainda é ver professores a proferir pérolas como «Tu vistes...»...

domingo, 7 de julho de 2024

Fenómenos sportinguistas

    Sempre o jornalismo a proporcionar momentos de elevação!
    Neste caso, num jogo de hóquei em patins, o Sporting esteve a vencer por dois golos a zero, ambos marcados na segunda parte, porém o adversário conseguiu reduzir para 2 a 1 ainda na primeira parte do desafio.
    Há os fenómenos do Entroncamento e, depois, os do jornaleirismo deste jardim à beira-mar... plantado.

domingo, 2 de junho de 2024

Na aula (LII): afinal, quem é que «usará» cascos?

    Contexto: uma qualquer aula de História do 10.º ano numa qualquer escola deste país.

    Intervenientes:

        1.ª) Uma professora que questiona sobre inovações nos transportes dos sécs. XII e XIII.

        2.ª) Um aluno diligente, que responde: Os cavalos e os burros passaram a usar cascos.

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