sábado, 31 de agosto de 2019

Exames para professores

     O CDS, no seu programa eleitoral, no que à Educação diz respeito, concretamente à carreira
docente, propõe a realização de exames pelos professores para progressão na carreira. Ou seja, a sua qualidade seria aferida através de «provas públicas», quase de certeza exames escritos, não da prática letiva em contexto escolar, de sala de aula.
     Valha a verdade que, como é evidente, estas intenções não são verdadeiras, pois a grande preocupação dos nossos políticos é travar (ainda mais) a progressão na carreira aos professores. Apenas e só isso. Poderíamos esperar mais e melhor dos nossos políticos? É claro que não!

Caracterização de John

            Filho do diretor e Linda, John é a única personagem importante que cresceu fora do Estado Mundial. Consumado outsider, ele passou a vida alienado da sua aldeia na Reserva Selvagem do Novo México, e vê-se igualmente incapaz de se encaixar na sociedade do Estado Mundial. Toda a sua visão de mundo é baseada no conhecimento das peças de Shakespeare, que ele cita com grande facilidade.
            Embora Bernard Marx seja a personagem principal de Admirável Mundo Novo até à sua visita com Lenina à Reserva, depois disso desaparece e John torna-se o protagonista central. Ele entra pela primeira vez na história quando manifesta interesse em participar no ritual religioso indiano do qual Bernard e Lenina se afastam. O desejo de John marca-o primeiro como um estranho entre os índios, já que não tem permissão para participar no seu ritual. Também demonstra a enorme divisão cultural que existe entre ele e a sociedade do Estado Mundial, já que Bernard e Lenina veem o ritual tribal como nojento. John torna-se a personagem central do romance porque, rejeitado pela cultura indiana "selvagem" e pela cultura "civilizada" do Estado Mundial, é o principal outsider.
            Como outsider, John encontra os seus valores num autor de mais de 900 anos, William Shakespeare. O amplo conhecimento de John sobre as obras do dramaturgo é-lhe útil de várias maneiras importantes: permite verbalizar as suas próprias emoções e reações complexas, fornece uma estrutura a partir da qual pode criticar os valores do Estado Mundial e uma linguagem que lhe permite conservar a sua posição contra a formidável habilidade retórica de Mustapha Mond durante o confronto. (Por outro lado, a insistência de John em ver o mundo através dos olhos de Shakespeare às vezes cega-o para a realidade de outras personagens, principalmente Lenina, que, na sua mente, é alternadamente uma heroína e uma prostituta, sendo que nenhum dos rótulos é apropriado para ela.) Shakespeare incorpora todos os valores humanos e humanitários que foram abandonados no Estado Mundial. A rejeição de John da superficial felicidade do Estado Mundial, a sua incapacidade para conciliar o seu amor e desejo por Lenina e até o seu eventual suicídio refletem temas de Shakespeare. Ele próprio é uma personagem shakespeariana num mundo onde é proibida qualquer poesia que não venda um produto.
            O otimismo ingénuo de John sobre o Estado Mundial, expresso nas palavras de A Tempestade que constituem o título do romance, é esmagado quando ele entra em contacto direto com o Estado. A frase “admirável mundo novo” assume um tom cada vez mais amargo, irónico e pessimista, à medida que se torna mais conhecedor desse mesmo Estado. A participação de John na orgia final e o seu suicídio no final do romance podem ser vistos como resultado de uma insanidade criada pelo conflito fundamental entre os seus valores e a realidade do mundo em seu redor.

            John é, afinal, o último ser humano (além dos nativos da Reserva) num mundo de seres projetados. Por outro lado, até que ponto representa o complexo de Édipo de Freud?

Ação de Admirável Mundo Novo


            O romance abre no Centro de Incubação e Condicionamento do centro de Londres, onde o diretor da incubadora e um dos seus assistentes, Henry Foster, estão a guiar uma visita a um grupo de rapazes. Estes aprendem sobre os processos Bokanovsky e Podsnap que permitem que a incubadora produza milhares de embriões humanos quase idênticos. Durante o período de gestação, os embriões viajam em garrafas ao longo de uma correia transportadora através de um edifício semelhante a uma fábrica e são condicionados a pertencer a uma das cinco castas: Alfa, Beta, Gama, Delta ou Épsilon. Os embriões Alfa estão destinados a tornar-se os líderes e pensadores do Estado Mundial. Cada uma das castas seguintes é condicionada a ser um pouco menos impressionante física e intelectualmente. Os Épsilons, atrofiados e estupidificados pela privação de oxigénio e tratamentos químicos, estão destinados a realizar trabalho braçal. Lenina Crowne, uma funcionária da fábrica, descreve aos meninos como ela vacina embriões destinados a climas tropicais.
            O diretor leva então os meninos ao berçário, onde observam um grupo de bebés Delta sendo reprogramados para não gostar de livros e flores. O diretor explica que esse condicionamento ajuda a tornar o Delta dócil e consumidor ávido. Posteriormente, fala-lhes sobre os métodos “hipnopédicos” (ensino do sono) usados para ensinar às crianças a moral do Estado Mundial. Numa sala onde as crianças mais velhas estão a dormir, uma voz sussurrante é ouvida repetindo uma lição sobre "Consciência da Classe Elementar".
            Do lado de fora, o diretor mostra aos rapazes centenas de crianças nuas envolvidas em brincadeiras sexuais e jogos diversos. Mustapha Mond, um dos dez controladores mundiais, apresenta-se aos meninos e começa a explicar a história do Estado Mundial, concentrando-se nos esforços bem-sucedidos do Estado para remover emoções fortes, desejos e relacionamentos humanos da sociedade. Enquanto isso, dentro da incubadora, Lenina conversa na casa de banho com Fanny Crowne sobre a sua relação com Henry Foster. Fanny repreende-a por sair quase exclusivamente com ele há quatro meses, e Lenina admite que está atraída pelo estranho e um tanto engraçado Bernard Marx. Noutra secção da incubadora, Bernard fica enfurecido ao ouvir uma conversa entre Henry e o Predestinador Assistente sobre "ter" Lenina.
Depois do trabalho, esta diz a Bernard que ficaria feliz em acompanhá-lo na viagem à Reserva Selvagem, situada no Novo México, para a qual ele a convidara. O rapaz, muito feliz, mas envergonhado, pilota um helicóptero para ir ao encontro de um amigo, Helmholtz Watson. Os dois discutem a sua insatisfação com o Estado Mundial. Bernard está principalmente descontente porque é pequeno e fraco demais para a sua casta; Helmholtz está infeliz porque é inteligente demais para o seu trabalho de escrever frases hipnopédicas. Nos dias seguintes, Bernard pede permissão ao seu superior, o diretor, para visitar a Reserva. O diretor conta uma história sobre uma visita a esse espaço que fizera com uma mulher vinte anos antes. Durante uma tempestade, a mulher perdeu-se e nunca foi encontrada. Finalmente, concede a Bernard a permissão, e este e Lenina partem para a Reserva, onde obtêm outra permissão do diretor. Antes de partir, ele liga a Helmholtz e descobre que o diretor se cansou do que considera o seu comportamento difícil e não social e planeia exilá-lo para a Islândia quando voltar. Bernard está com raiva e perturbado, mas decide partir para a Reserva de qualquer maneira.
            Lá, Lenina e Bernard ficam chocados ao ver os seus residentes idosos e doentes, visão que contrasta com o Estado Mundial, onde ninguém apresenta sinais visíveis de envelhecimento. Eles testemunham um ritual religioso no qual um jovem é chicoteado, algo que consideram repugnante. Após o ritual, conhecem John, um jovem de pele clara, isolado do resto da vila. John conta a Bernard sobre sua infância como filho de uma mulher chamada Linda, que foi resgatada pelos moradores há vinte anos. Bernard percebe que Linda é quase certamente a mulher mencionada pelo diretor. Conversando com o filho, descobre que ela foi ostracizada por causa da sua vontade de dormir com todos os homens da vila, e que, como resultado, John foi criado isolado do resto da vila. O jovem explica que aprendeu a ler usando um livro chamado O condicionamento químico e bacteriológico do embrião e As obras completas de Shakespeare, este último dado a Linda por um de seus amantes, Popé. John diz a Bernard que está ansioso para ver o "Outro Lugar" – o "admirável mundo novo" de que sua mãe tanto falou. Bernard convida-o a voltar ao Estado Mundial com ele. John concorda, mas insiste que Linda também possa ir.
            Enquanto Lenina, enojada com a Reserva, recebe soma suficiente para a deixar inconsciente por dezoito horas, Bernard voa para Santa Fé, onde liga para Mustapha Mond e recebe permissão para trazer John e Linda de volta ao Estado Mundial. Enquanto isso, John invade a casa onde Lenina está intoxicada e inconsciente e quase não suprime seu desejo de tocá-la. Bernard, Lenina, John e Linda voam para o Estado Mundial, onde o diretor aguarda para exilar Bernard na frente dos seus colegas de trabalho Alfa. Mas Bernard altera os dados ao apresentar John e Linda. A vergonha de ser um "pai" – a palavra faz os espectadores rirem nervosamente – faz com que o diretor renuncie, deixando Bernard livre para permanecer em Londres.
John torna-se um sucesso na sociedade londrina por causa da vida estranha que levava na Reserva. Mas, enquanto percorre as fábricas e escolas do Estado Mundial, fica cada vez mais perturbado pela sociedade que vê. A sua atração sexual por Lenina permanece, mas ele deseja mais do que simples luxúria e fica terrivelmente confuso. No processo, também confunde Lenina, que se pergunta por que John não deseja fazer sexo com ela. Como descobridor e guardião do "Selvagem", Bernard também se torna popular e rapidamente tira proveito de seu novo status, dormindo com muitas mulheres e organizando jantares com convidados importantes, muitos dos quais não gostam dele, mas estão dispostos a aplacá-lo se isso significar que vão conhecer John. Uma noite, este recusa-se a encontrar os convidados, incluindo o arquichantre e a posição social de Bernard afunda.
Depois de Bernard os apresentar, John e Helmholtz rapidamente se abraçam. John lê a de Helmholtz excertos de Romeu e Julieta, mas este não pode deixar de rir de uma passagem séria sobre amor, casamento e pais – ideias ridículas, quase escatológicas na cultura do Estado Mundial.
Alimentada pelo comportamento estranho, Lenina fica obcecada por John, recusando o convite de Henry para ver um filme sensorial. Ela toma soma e visita o Selvagem no apartamento de Bernard, onde espera seduzi-lo, mas ele responde aos seus avanços com pragas, golpes e falas de Shakespeare. Ela retira-se para a casa de banho enquanto ele recebe um telefonema em que descobre que Linda, que está de férias-soma permanentes desde que voltou, está prestes a morrer. No Hospital dos Moribundos, vê-a morrer enquanto um grupo de meninos das castas mais baixas que recebem o seu "condicionamento da morte" se pergunta por que razão ela é tão pouco atraente. As crianças são simplesmente curiosas, mas John fica furioso. Depois de Linda morrer, John conhece um grupo de clones Delta que estão recebendo a sua ração de soma. Ele tenta convencê-los a revoltarem-se, atirando a soma pela janela, donde resulta um tumulto. Bernard e Helmholtz, ouvindo o tumulto, correm para o local e vêm em auxílio de John. Depois de a revolta ser acalmada pela polícia com vapor soma, John, Helmholtz e Bernard são presos e levados ao escritório de Mustapha Mond.
John e Mond discutem o valor das políticas do Estado Mundial, argumentando o primeiro que elas desumanizam os seus residentes e o segundo que a estabilidade e a felicidade são mais importantes que a humanidade. Mond explica que a estabilidade social exigiu o sacrifício da arte, ciência e religião. John protesta que, sem essas coisas, não vale a pena viver a vida humana. Bernard reage descontroladamente quando Mond diz que ele e Helmholtz serão exilados para ilhas distantes, e ele é expulso da sala. Helmholtz aceita prontamente o exílio, pensando que lhe dará a chance de escrever e logo segue Bernard para fora da sala. John e Mond continuam sua conversa: discutem a religião e o uso de soma para controlar as emoções negativas e a harmonia social.
John despede-se de Helmholtz e Bernard. Recusando a opção de os seguir para as ilhas dada por Mond, retira-se para um farol no campo, onde jardina e se tenta purificar através da autoflagelação. Os curiosos cidadãos do Estado Mundial logo o apanham em flagrante, e os repórteres descem ao farol para filmar reportagens e um filme sensorial. Depois do filme, hordas de pessoas descem ao farol e exigem que John se chicoteie. Lenina chega e aproxima-se de John com os braços abertos. Ele reage brandindo o seu chicote e gritando “Mate! Mate-o!”. A intensidade da cena causa uma orgia, da qual John participa. Na manhã seguinte, ele acorda e, tomado de raiva e tristeza por constatar a sua submissão à sociedade do Estado Mundial, enforca-se.

Vídeo-síntese de Admirável Mundo Novo

Análise dos capítulos XVII e XVIII de Admirável Mundo Novo


            Bernard e Helmholtz deixam a cena e o romance, no início do capítulo 17. Ao serem exilados para as ilhas e aceitando o seu exílio, perderam a luta contra o Estado Mundial. Helmholtz pode continuar lutando através de seus escritos. Essa é a implicação da sua escolha de um ambiente particularmente severo. Mas os dois estão sendo transportados fisicamente para um local onde podem causar pouco dano ao Estado Mundial. Apenas fica John para criticar e debater com Mond.
            A discussão sobre religião transporta o livro para o seu nível mais abstrato e metafísico, e o leitor pode ter dificuldade em seguir a linha do argumento do capítulo 16 para o capítulo 17, principalmente devido às longas passagens de citações. No entanto, esta secção aborda o que há de errado com a distopia de Huxley: o facto de ninguém conceber qualquer propósito para a existência além da satisfação dos seus próprios apetites. A passagem de Newman que Mond cita sugere que os indivíduos sentem a necessidade da religião, quando perdem a sensação de que estão no controle total das suas próprias vidas, à medida que experimentam a perda e o enfraquecimento que vem com a idade. A sensação de alguém de que não está no controle da sua vida precede o entendimento de que faz parte de algo maior (plano de Deus). No Estado Mundial, ninguém envelhece ou experimenta a perda; portanto, ninguém chega à experiência religiosa.
            Em certo sentido, isso pode ser visto como mais uma crítica ao consumismo, mas, na verdade, Huxley está realmente a criticar algo maior do que a Inglaterra e a América dos anos 1920, com os seus carros Ford, anéis de diamante e consumo conspícuo. Ele está a criticar a maneira como filósofos, economistas e cientistas sociais pensam sobre a sociedade há quase 400 anos – aproximadamente desde os tempos de Shakespeare. Antes desse período, filósofos políticos, dos antigos gregos para a frente, pensavam que a sociedade civil possuía algum propósito. O que isso implicava variava de cultura para cultura. Para Péricles, antigo líder de Atenas, o objetivo da polis (cidade-estado) era permitir que a pequena minoria de homens livres realizasse façanhas heroicas. Na Idade Média, o objetivo da nação era frequentemente concebido como sendo o de executar o plano de Deus servindo o rei, seu representante na Terra.
            Escritores e filósofos do século XVII, como Thomas Hobbes, começaram a conceber sociedades governadas por leis observáveis, como a da oferta e da procura, que podiam determinar o comportamento de um grande número de pessoas. Os modelos de sociedade promovidos por Hobbes e, mais tarde, pelos economistas políticos geraram uma compreensão suficiente da dinâmica económica e sociológica para permitir que os governos promovessem efetivamente uma maior estabilidade, como o governo faz no Admirável Mundo Novo. Mas esses modelos simplificam a vida humana à mera luta para sobreviver e escapar da fome. Não terão as vidas ou sociedades humanas um objetivo maior? Embora a falta de um propósito, divino ou não, possa ser uma falha séria nas visões do mundo da sociologia e da economia, Huxley observa uma tendência muito mais perigosa dentro delas: a tendência do governo de intervir cada vez mais na vida humana.
            O significado do romance como um todo reside na crítica de Huxley à modernidade, caracterizada por um governo tecnocrático, ciências sociais dedicadas ao controle da sociedade e um consumismo desenfreado, e na notável observação de Mond no capítulo 3, segundo a qual tudo o que pensamos como fundamentalmente humano – amor, paixão, desejo, arte e cultura – ocorre por causa das experiências de perda e desejo insatisfeito. Parece que o objetivo de Admirável Mundo Novo é destacar que a modernidade se está a desenvolver numa direção que acabará por mudar a própria natureza humana. Um mundo em que o consumismo se desenvolve na sentido em que se encontra no Estado Mundial, onde os desejos são imediatamente gratificados, no qual a "secreção externa" é levada ao bebé ainda ele mal começou a chorar, erradicaria o facto mais fundamental da existência humana: a sua inconveniência.
            Mas, ao mesmo tempo em que aponta para essa conclusão, há sinais ao longo do romance de que essa alteração na natureza humana ainda não ocorreu e talvez nunca possa ocorrer. Assim como nos dizem que não há mais amantes ciumentos, encontramos Bernard Marx. Sob a superfície do “amor livre” praticado entre as castas superiores, espreita o espectro da monogamia e da paixão violenta. Lenina já namorou exclusivamente um homem durante muito tempo, e ela e toda uma plateia têm uma atitude indulgente com um filme que retrata uma fantasia escandalosa de monogamia praticada num helicóptero. Rotineiramente, os cidadãos veem-se confrontados com a necessidade de complementar a sua ração de soma com drogas que replicam a gravidez ou o apego violento. E há o problema contínuo dos dissidentes que precisam de ser exilados.
            A última seção do romance consiste na partida de John para o farol para se punir. A sua autoflagelação é uma tentativa desesperada de conservar os seus próprios valores – a verdade sobre a felicidade entre outros – diante da pressão esmagadora do mundo ao seu redor. Lenina Crowne simboliza essa pressão. John sente uma forte atração sexual por ela, uma tentação de ceder aos "vícios agradáveis" que ele acha tão repugnantes e prevalecentes na sociedade do Estado Mundial. Quando ela chega, juntamente com a multidão que canta, a sua resolução colapsa e, quando acorda na manhã seguinte, a perceção de que sucumbiu perante aquilo que mais combatia leva-o a suicidar-se.
            A linguagem destes capítulos continua no mesmo tom do resto do livro: é uma mistura, às vezes estranha, de didatismo, sátira e farsa. Os últimos capítulos têm um tom mais sério e didático, particularmente na conversa entre John e Mustapha, quando questões de livre-arbítrio, moralidade, Deus e sociedade surgem à tona. No último capítulo, a autoflagelação frenética de John contrasta com a superficialidade dos repórteres e multidões que vêm observá-lo ao farol. A comparação entre os dois grupos simboliza a diferença básica entre John e a sociedade em que ele se encontra.

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