domingo, 22 de outubro de 2084

Professor

     "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais." 

Rubem Alves

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Caixa Geral de Depósitos, o banco PÚBICO


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Saudade


PISA 2015

     Pela primeira vez, os alunos portugueses situaram-se acima da média dos resultados dos países da OCDE, tendo obtido o melhor resultado desde 2000, o primeiro ano de publicação do programa.

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Pronome pessoal em adjacência verbal

                Os pronomes pessoais apresentam formas tónicas e formas átonas.

                As formas tónicas são aquelas que desempenham as funções sintáticas de sujeito (eu, tu, você, ele / ela, nós, vós, vocês, eles / elas), de complemento oblíquo (mim, comigo, contigo, consigo, connosco, convosco, etc.) ou de complemento agente da passiva (mim, ti, si, etc.).

                As formas átonas são as que desempenham as funções sintáticas de complemento direto (me, te, se, o, a. nos, vos, se, os, as) ou complemento indireto (me, te, lhe, nos, vos, lhes).

                As formas átonas ocorrem em adjacência verbal, isto é, junto ao verbo, podendo ser ocorrer em três posições: à direita do verbo (em ênclise), no meio do verbo (em mesóclise) e à esquerda do verbo (em próclise).

A. À direita do verbo

1. Regra geral: de um modo geral, os pronomes pessoais átonos colocam-se à direita do verbo, em  posição enclítica, ligando-se a ele por um hífen.
Exs.:
. A Joana comprou um telemóvel.A Joana comprou-o.
. A Marta telefonou à mãe.A Marta telefonou-lhe.

2. Alterações na forma dos pronomes

2.1. Quando a forma verbal termina em –r, -s ou –z, esta consoante cai e os pronomes (o, a, os,  as) passam a –lo, -la, -los, -las.
Exs.:
. A Joana estava a fumar um cigarro.A Joana estava a fumá-lo.
. Queres um café?Quere-lo?
. Hoje a Maria traz a sua amiga Manuela.Hoje a Maria trá-la.

2.2. Quando a forma verbal termina em –m ou ditongo nasal, os pronomes pessoais (o, a, os,  as) passam a –no, -na, -nos, -nas.
Exs.:
. Os alunos fizeram teste.Os alunos fizeram-no.
. A galinha põe o ovo na palha. → A galinha põe-no na palha.


B. Integrados no verbo

3. Quando a forma verbal se encontra no futuro do indicativo (simples ou composto) ou no  condicional (simples ou composto),
a) o –r do radical cai;
b) os pronomes tomam a forma –lo, -la, -los, -las
c) e colocam-se em posição mesoclítica, isto é, entre o radical do verbo e as terminações verbais.
Exs.:
. O Benfica vencerá o Nápoles.O Benfica vencê-lo-á.
[O Benfica venceR-o-á. > o R cai e o pronome passa a –lo > vencê-lo-á]
  radical
. Eu jogaria futebol se tivesse pés.Eu jogá-lo-ia se tivesse pés.

                Observe-se a conjugação de dois verbos no tempo e modo indicados.

Futuro do indicativo
verbo + pronome o
verbo + pronome lhe
Eu amá-lo-ei (amar + o + ei)
Eu telefonar-lhe-ei (telefonar + lhe + ei)
Tu amá-lo-ás (amar + o + ás)
Tu telefonar-lhe-ás
Ele amá-lo-á (amar + o + á)
Ele telefonar-lhe-á
Nós amá-lo-emos (amar + o + emos)
Nós telefonar-lhe-emos
Vós amá-lo-eis (amar + o + eis)
Vós telefonar-lhe-eis
Eles amá-lo-ão (amar + o + ão)
Eles telefonar-lhe-ão

Condicional
verbo + pronome o
verbo + pronome lhe
Eu amá-lo-ia (amar + o + ia)
Eu telefonar-lhe-ia (telefonar + lhe + ia)
Tu amá-lo-ias (amar + o + ias)
Tu telefonar-lhe-ias
Ele amá-lo-ia (amar + o + ia)
Ele telefonar-lhe-ia
Nós amá-lo-íamos (amar + o + íamos)
Nós telefonar-lhe-íamos
Vós amá-lo-íeis (amar + o + íeis)
Vós telefonar-lhe-íeis
Eles amá-lo-iam (amar + o + iam)
Eles telefonar-lhe-iam


C. À esquerda do verbo

                Os pronomes pessoais átonos colocam-se antes do verbo, em posição proclítica, nas seguintes situações:

a) Em frases que contêm palavras com valor negativo.
Exs.:
. A minha mãe não fez o jantar.A minha mãe não o fez.
. Ninguém viu a falta sobre o Ederson.Ninguém a viu.
. Nunca liguem os telemóveis durante as aulas de Português.Nunca os liguem durante as aulas de Português.
. Jamais faria isso.Jamais o faria.

b) Em frases interrogativas, iniciadas por pronomes, determinantes ou advérbios interrogativos.
Exs.:
. Quem fez esta cábula?Quem a fez?
. Que professores acompanham a turma a Mafra?Que professores a acompanham a Mafra?
. Como capturaste essa cobra?Como a capturaste?

c) Em frases exclamativas (que exprimem desejo ou emoção, frequentemente começadas por palavras que induzem ou reforçam esse desejo / essa emoção).
Exs.:
. Bons olhos te vejam!
. Que o Benfica vença amanhã o Nápoles.Que o Benfica o vença amanhã.

d) Em frases em que o verbo é antecedido de advérbios como “ainda”, “apenas”, “aqui”,  “até”, “bem”, “já”, “logo”, “mal”, “também”, “talvez”, “sempre”, “só”, etc.
Exs.:
. Ainda não comprei as prendas de Natal.Ainda não as comprei.
. Os alunos apenas tratavam o cão por compaixão.Os alunos apenas o tratavam por compaixão.
. vi a Jennifer Lawrence nua.a vi nua.
. Talvez o Benfica vença o Nápoles.Talvez o Benfica o vença.

e) Em frases cujos verbos são antecedidos de pronomes indefinidos como “alguém” ou “algo”.
Exs.:
. Alguém disse essa mentira.Alguém a disse.
. Algo aconteceu ao avião da TAP.Algo lhe aconteceu.

f) Em frases cujos verbos são antecedidos de quantificadores existenciais (“bastante”,  “muito”, “pouco”) ou quantificadores universais (“ambos”, “qualquer”, “quaisquer”,  “todo”, “tudo”).
Exs.:
. Todos assobiaram o árbitro.Todos o assobiaram.
. Ambos disseram uma mentira.Ambos a disseram.

g) Em orações subordinadas (relativas ou introduzidas por um conjunção subordinativa).
Exs.:
. O jogador que marcou o golo gosta de pêssegos.O jogador que o marcou gosta de pêssegos.
. Quem ofendeu o João foia Joana.Quem o ofendeu foi a Joana.
. Rui Vitória disse que o Benfica marcou dois belos golos.Rui Vitória disse que o Benfica os marcou.
. O réu perguntou se podia corromper o juiz.O réu perguntou se o podia corromper.

h) Nas orações coordenadas com polaridade negativa ou disjuntivas.
Exs.:
. Ou te portas bem ou vais para a Sala de Estudo.
. Nem estudas a lição nem fazes o trabalho.Nem a estudas nem o fazes.
. Não só a escola elogiou o Ernesto como também o promoveu. [= como promoveu o Ernesto] → Não só a escola o elogiou como também o promoveu.

i) Em frases em que o falante foge à ordem padrão para enfatizar algo.
Ex.: Querias um olho à Belenenses? Aqui o tens! Toma!


D. Os pronomes pessoais, nas formas de complemento direto e indireto, contraem-se numa única  forma quando se encontram em contacto.
Exs.:
. Entreguei o presente à Miquelina.Entreguei-lho. (lhe + o)
. Ofereci duas pauladas ao marciano.Ofereci-lhas. (lhe + as)




Formas de complemento direto
Exemplos


o
a
os
as
Formas de complemento indireto
me
mo
ma
mos
mas
A Maria ofereceu-me uma prenda.
A Maria ofereceu-ma.
te
to
ta
tos
tas
Ele sugeriu-te dois romances policiais.
Ele sugeriu-tos.
lhe
lho
lha
lhos
lhas
O filho flores à sua mãe.
O filho ofereceu-lhas.
nos
no-lo
no-la
no-los
no-las
O Onofre comprou-nos um melão.
O Onofre comprou-no-lo.
vos
vo-lo
vo-la
vo-los
vo-las
A Joana dedicou-vos uma música linda.
A Joana dedicou-vo-la.
lhes
lho
lha
lhos
lhas
A Penélope comprou uma boneca à filha.
A Penélope comprou-lha.



E. Exceções

                Existem algumas exceções às regras gerais atrás enunciadas.

                Uma dessas exceções prende-se, por exemplo, com o verbo “querer”.

                Atualmente, a forma de terceira pessoa do singular do presente do indicativo deste verbo é “quer”. No entanto, anteriormente foi “quere”, por isso, quando acompanhada do pronome pessoal átono, esta forma é recuperada:
. A Maria quer uma saia nova.A Maria quere-a.


"Menino D'oiro", Praxis Nova

domingo, 4 de dezembro de 2016

Plural de 'ganha-pão'





Qual é o plural do nome ganha-pão?



A palavra ganha-pão é um nome composto e, como tal, forma o seu plural de acordo com as regras.


Ora, ganha-pão é constituído pela forma verbal ganha, que provém do verbo ganhar, e pelo nome pão, pelo que segue a regra que estipula que, nestes casos, isto é, quando o primeiro termo do nome composto é uma forma verbal e o segundo um nome ou um adjetivo, só o segundo vai para o plural.

Assim sendo, o plural do nome ganha-pão é ganha-pães.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Chapecoense

            «Quem já perdeu alguém muito importante para si já sentiu o choque de ver que no dia seguinte as pessoas acordam, trabalham, divertem-se, como se nada fosse. Já sentiu a solidão do sofrimento anónimo. É esta a frieza quotidiana dos outros que nos permite a todos acordar diariamente sabendo que um dia não acordaremos. Mas há uns momentos que nos unem no sofrimento ou pelo menos nos unem ao sofrimento dos outros. Coisas que nos lembram que somos, como humanos, uma comunidade de mortais. A morte de pessoas notáveis, tragédias de grande dimensão ou coisas inusitadas, como a morte de praticamente toda uma equipa de futebol. Por o Chapecoense ser uma equipa brasileira, por o falecido treinador Caio Júnior ter passado por várias equipas portuguesas e por Marcelo Boeck ter jogado no Sporting e no Marítimo a coisa ainda nos tocou mais.
            Com bons resultados fora do Brasil, o clube de uma cidade brasileira com pouco mais do que 200 mil habitantes era um exemplo raro de saúde financeira e estava, apesar do seu modesto orçamento (quase dez vezes menos do que o Flamengo), em 9.º lugar no campeonato. Disputava, pela primeira vez, a final da Copa Sul-Americana. O Chapecoense conquistou a fama da pior forma possível. Mas é nestes momentos que todos tentam mostrar o melhor de si: vários clubes brasileiros ofereceram jogadores, o Atlético Nacional, a equipa colombiana com que se ia defrontar, propôs que o Chapecoense recebesse o título e mais de 13 mil pessoas tornaram-se sócias. Nenhuma morte serve para alguma coisa. Apenas consola saber que não se perdeu tudo. Neste caso, serviu para um daqueles momentos em que nos voltamos a lembrar como tudo é frágil, como é uma sorte cada um de nós ainda estar vivo. E os nossos gestos de solidariedade são um tributo a essa sorte.»

Daniel Oliveira, in Record

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Chapecoense: uma viagem para a eternidade


     A equipa brasileira do Chapecoense foi vítima, esta madrugada, de um acidente de viação quando se deslocava para Medellin, na Colômbia, onde iria disputar a primeira mão da Copa Sul-Americana, frente ao Atletico Nacional-
     No acidente, pereceram todos os ocupantes do avião, exceto seis, sendo três deles futebolistas da equipa.
     Uma viagem para a eternidade para a maioria...
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