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sábado, 8 de fevereiro de 2020

Retrato de Frei Jorge

▪ Confidente.
▪ Desempenha também a função de coro: comentários, profecias (presságios).
▪ Prenuncia o desfecho do conflito dramático.
▪ Tem a função de despertar a revelação dos pensamentos escondidos das personagens principais.
▪ Contribui para que os acontecimentos trágicos sejam suavizados por uma perspetiva cristã.
Frei Jorge Coutinho, irmão de Manuel de Sousa, amigo da família e confidente nas horas de angústia, ouve a confissão angustiada de D. Madalena. Vai ter um papel importante na identificação do Romeiro, que, na sua presença, indicará o quadro de D. João de Portugal.

Retrato de Telmo Pais

▪ Não nobre: é um escudeiro.
▪ Liga sempre à nobreza (primeiro à família de D. João e depois de Manuel de Sousa).
▪ Confidente de D. Madalena.
▪ Elo de ligação das famílias (de D. João e de Manuel de Sousa).
▪ Chama viva do passado: alimenta os terrores de D. Madalena.
▪ Desempenha três funções do coro das tragédias clássicas:
- diálogo;
- comentário dos acontecimentos (apartes);
- profecia (agouros/presságios).
▪ Conflito interior: dividido entre a fidelidade a D. João e a fidelidade a D. Madalena.
▪ Sebastianista.
▪ Ligado à lenda romântica sobre Camões.
Telmo Pais, o velho criado, confidente privilegiado, define-se pela lealdade e fidelidade. Não quer magoar nem pretende a desgraça da família de D. Madalena e Manuel, mas como verdadeiro crente no mito sebastianista, acredita que D. João há de regressar. No final, acaba por trair um pouco a lealdade de escudeiro pelo amor que o une à filha daquele casal.

Retrato de Maria de Noronha

▪ Treze anos.
▪ Nobre: sangue dos Vilhenas e dos Sousas (I, 2); o epíteto de “dona bela” (I, 2).
▪ Precocemente desenvolvida, física e psicologicamente (I, 2,3 e 6).
▪ Doente: sofre de tuberculose (a doença dos românticos).
▪ Culto de Camões: evoca constantemente o passado (II, 1).
▪ Sebastianista: culto de D. Sebastião, o que martiriza a mãe involuntariamente (II, 1).
▪ Vive no pressentimento de que qualquer coisa terrível estava iminente sobre a família.
▪ Perspicaz, dotada de poderosa intuição e do dom da profecia (I, 4; II, 3; III, 12).
▪ Marcada pelo Destino: a fatalidade atinge-a e destrói-a (III, 12).
▪ Modelo da mulher romântica: a mulher-anjo bom.
▪ Ao idealizar esta personagem, Garrett estaria a pensar na sua filha Maria Adelaide, igualmente não legitimada por um casamento válido.
Maria de Noronha tem 13 anos, é uma menina bela, mas frágil, com tuberculose, e acredita com fervor que D. Sebastião regressará. Tem uma grande curiosidade e espírito idealista. Ao pressentir a hipótese de ser filha ilegítima sofre moralmente. Será ela a vítima sacrificada no drama.
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