segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Na aula (XXX)

     Na aula lê-se (e analisa-se) um extrato do conto "A Aia", precisamente aquele em que o narrador apelida o tio do pequeno príncipe de "ave de rapina".
     Como a identificação da metáfora e da sua expressividade está difícil de ser conseguida, pega-se no nome «rapina» e tenta-se desbravar o caminho por aí. Quando se lhes pede que deem exemplos de aves de rapina, rapidamente chegam a «águia» e «falcão».
     Mas eis que subitamente o Francisco A. se sai com:

     - A galinha...

     E «prontos»! Não há Eça que resista.

Regência do verbo "gostar", capítulo X


     Este caso já foi aqui assinalado diversas vezes, porém nunca é excessivo chamar a atenção para a sua recorrência, nomeadamente no contexto dos media.

     O verbo gostar rege a preposição de, senhores jornalistas:

          - A jovem gosta do homem.

          - O homem de quem a jovem gosta...

     Assim sendo, o autor da prosa deveria ter escrito isto: Apesar do momento de felicidade que vive por estar a viver uma paixão com o homem de que gosta.

     
     A «coisa» não fica, no entanto, por aqui. Outro dos erros comuns entre os alunos (e não só, aparentemente) é a repetição de vocabulário nos textos que produzem. Bom, o jornalista que produziu esta peça não quis ficar atrás e sai-se com esta outra pérola: «felicidade que vive por estar a viver uma paixão...». E que tal prosseguir com algo do género «felicidade que vive por estar a viver uma paixão vital para a sua vida»

Postal de Natal (III)


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