domingo, 22 de outubro de 2084
Professor
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Análise de Desejo sobre os Ulmeiros, de Eugene O'Neill
I. Biografia de Eugene O'Neill
II. Relação da peça com a tragédia grega
III. Resumo da peça
IV. Resumo das cenas
. 1.ª parte:
. Cena I
. Cena II
. Cena III
. Cena IV
. 2.ª parte
. Cena I
. Cena II
. Cena III
V. Análise das cenas
. 1.ª parte:
. Cena I
. Cena II
. Cena III
. Cena IV.
. 2.ª parte
. Cena I
. Cena II
. Cena III
VI.
VII. Questionários
Resumo da cena IV da 2.ª parte de Desejo sob os Ulmeiros
A quarta
cena da segunda parte inicia-se no exterior da casa, ao alvorecer, marcando uma
viragem radical na atitude e no semblante de Eben. Vestido com a roupa de
trabalho, o jovem exibe uma atitude firme, confiante e risonha. A janela da
sala de visitas é aberta por Abbie, que, de cabelo desalinhado e rosto corado,
se debruça para se despedir dele. Entre beijos e trocas de afeto, a madrasta
pede uma confirmação de amor e o agora amante, após declarar que gosta dela
mais do que de todas as raparigas que conheceu, acaba por confessar abertamente
que a ama.
Neste
diálogo matinal, a transformação interior das personagens traduz-se na forma
como passam a encarar a habitação. Abbie escancara as persianas para deixar
entrar a luz do sol e o ar puro na sala de visitas, demonstrando que o espaço,
anteriormente fúnebre e estático, ganhou vida e passa a ser o quarto de ambos.
É neste ambiente de renovação que Eben constata que a presença da falecida mãe
regressou definitivamente à sepultura, podendo finalmente descansar em paz, uma
convicção que a mulher subscreve antes de recolher ao interior.
Com a saída
desta, o rapaz aguarda a chegada do pai, que regressa vagarosamente do
estábulo. Apresentando-se provocatório, jovial e seguro de si, Eben aborda
Ephraim Cabot com ironia, elogiando a beleza da quinta e insinuando o seu novo
sentimento de posse sobre a propriedade. O jovem chega a estender a mão ao pai,
declarando que estão finalmente quites e revelando abertamente que a mãe já
pode dormir em paz, uma vez que a dívida moral que os unia foi saldada.
Perplexo e incapaz de compreender o tom desafiador do filho, que atribui inicialmente ao consumo de álcool, Cabot ignora as insinuações sobre o repouso da falecida e limita-se a comentar a sua própria noite passada no estábulo entre as vacas. Quando o filho se afasta a rir para o trabalho, proclamando-se o novo senhor do terreiro, o patriarca observa-o com desprezo e piedade, desqualificando-o como um insensato sem salvação, à imagem da mãe, antes de se dirigir para a porta enquanto o pano cai, encerrando o ato.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
Análise do conto "Uma descida no Maelströem", de Edgar Allan Poe
- O narrador visitante: representa o espectador urbano, culto e racional, contudo vulnerável à vertigem física e psicológica. Atingido por uma prostração avassaladora ao olhar para o abismo, este narrador necessita de se deitar de barriga para baixo e segurar-se à vegetação da rocha para não sucumbir ao pânico gerado pela escala monumental da paisagem.
- O Velho Guia: um pescador local que aparenta uma idade extremamente avançada, embora revele que o seu aspeto debilitado, os seus membros trémulos e o embranquecimento total dos seus cabelos não resultam da passagem do tempo, mas sim de uma experiência aterrorizadora de escassas seis horas vivida no interior do próprio vórtice.
- Os seus cabelos, anteriormente negros como o ébano, tornam-se completamente brancos.
- As feições do seu rosto alteram-se radicalmente, exibindo marcas de envelhecimento precoce e de exaustão extrema.
- O seu corpo adquire tremores e debilidade permanentes.
