domingo, 22 de outubro de 2084
Professor
domingo, 22 de março de 2026
Aspetos materiais do teatro grego
Primórdios da tragédia grega
Problema das origens da tragédia
Doutor Pulquério
10/10/1990
17/10/90
terça-feira, 10 de março de 2026
segunda-feira, 9 de março de 2026
Na aula (LXI): Casar num estante
Resposta a uma pergunta de um teste sobre Inês Pereira:
«Ela surge em diálogos e falas com a mãe e consigo mesma, desesperada e impaciente ao se quer casar num estante...»
Quer casar uma estante? Talvez num instante?
Leonor C.
Por que razão o céu é azul?
sexta-feira, 6 de março de 2026
Carta de apresentação
O que é uma carta de apresentação?
Este tipo de texto é uma apresentação de uma candidatura a um emprego ou a uma atividade, destacando as motivações e as qualidades do candidato. Poderá informar o destinatário do envio do currículo do candidato e solicitar a realização de uma entrevista.
Qual é a sua estrutura?
A estrutura da carta de apresentação compreende o cabeçalho, onde se identifica o destinatário e o seu endereço. A seguir vem...
O post completo pode ser encontrado aqui: »»».
A humanidade será exterminada?
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Análise do capítulo III de Amor de Perdição
Este capítulo é dominado pelo diálogo entre Teresa de Albuquerque e Baltasar Coutinho, diálogo esse que, por um lado, apresenta o primeiro como rival de Simão e, por outro, descreve e organiza o romance em torno de um triângulo amoroso estereotipado, no fundo, o triângulo de Romeu e Julieta.
O diálogo é muito rico, o que mostra a mestria de Camilo nos diálogos, e destaca o ressentimento e a ironia de Baltasar. É através da caracterização indireta, dos diálogos (bem mais do que por meio das palavras do narrador, isto é, da caracterização direta), que se vão desenhando os perfis psicológicos das personagens. É o caso da antítese metafórica «a paixão inflamou-se tão depressa quanto o coração de Teresa se congelou de terror e repugnância”, a qual destaca a distância entre Baltasar e Teresa – ele apaixonado por ela e ela indiferente e com repugnância relativamente a ele. Na sua fanfarronice, o primeiro pensava que a frieza e a repugnância da jovem resultava, não de não gostar dele, mas da sua inocência, modéstia e acanhamento, e estava convencido de que iria ultrapassar a frieza que ela estava a demonstrar. Afoitado pelo tio, ele ousa declarar-se-lhe, porém a sua vaidade e certeza de que a filha de Tadeu gostava dele são abaladas pelas respostas frias que recebe. A reação dela revela-lhe o desagrado, o abalo de Teresa perante a insinuação de Baltasar de que se iriam casar. A resposta dela mostra a sua determinação, a sua coragem, a sua inflexibilidade como heroína romântica ao não capitular, ao não ceder aos desejos e determinações do pai e do primo:
“– O primo engana-se: os nossos
corações não estão unidos. Sou muito sua amiga, mas nunca pensei em ser sua
esposa, nem me lembrou que o primo pensasse em tal.
– Quer dizer que me aborrece [=
abomina, não gosta de], prima Teresa? – atalhou, corrido [despeitado,
ressentido], o morgado.
– Não, senhor: já lhe disse que o
estimava muito, e por isso mesmo não devo ser esposa de um amigo a quem não
posso amar. A infelicidade não seria só minha...
– Muito bem... Posso eu saber –
tornou com refalsado sorriso o primo – quem é que me disputa o coração de minha
prima?
– Que lucra em o saber?
– Lucro saber, pelo menos, que a
minha prima ama outro homem... É exato?”
Atente-se na resposta seca de
Teresa:
“– É.
– E com tamanha paixão que
desobedece a seu pai?
– Não desobedeço.”
Teresa afirma aqui os direitos do amor, os direitos do coração perante as leias, as...
A conclusão da análise pode ser encontrada aqui: »»».
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Processos de formação de palavras: a composição
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Análise do capítulo II de Amor de Perdição
O capítulo II não faz parte da lista proposta no programa
da disciplina, porém faz sentido abordá-lo, pelo menos aquele extrato em que
Camilo descreve maravilhosamente a primeira vez que Teresa e Simão se viram e
se apaixonaram.
Simão
estava a estuda em Coimbra, vive em Viseu. Na primeira, envolve-se na
propaganda política defensora dos ideais da Revolução Francesa e, em
consequência disso, é encarcerado no cárcere da universidade, que tinha uma
prisão para os estudantes mal comportados. Simão andou, portanto, a propagar os
ideais da Revolução Francesa pelas praças de Coimbra, por isso foi preso.
Em consequência de tudo isto, perde o ano letivo. Passa
seis meses na cadeia, sendo libertado por influência dos amigos do pai, que é
um corregedor, portanto um homem influente, mas reprova o ano letivo, regressa
a Viseu, onde leva uma grande reprimenda do pai. Temos aqui o tópico da obra
como crónica da mudança social: o pai de Simão e o de Teresa representam
a mentalidade do antigo regime – os pais autoritários, tiranos (o pai de jovem
ameaça mesmo expulsar o filho de casa; D. Rita não tem um amor extremoso pelo
filho, agindo mais por ser o seu papel enquanto mãe interceder pelo filho).
De seguida, o narrador dá um salto, manipulando o tempo, porque narra primeiro as consequências e só depois as...


