domingo, 22 de outubro de 2084
Professor
sábado, 11 de julho de 2026
Resumo de A Dama do Lago, de Raymond Chandler
Na aula (LXX): D. Duarte contra o assassino da língua
Apreciação crítica de O Amante, de Marguerite Duras
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Terá-la-á: pena efetiva de prisão para o assassino da língua
- uso da próclise: no contexto da frase, a conjunção "que" ("...relata que Maria Lisboa...") atrai o pronome para antes do verbo. Assim, a forma correta e mais fluida é: "a terá perseguido".
- uso da mesóclise: se o objetivo fosse manter a mesóclise (embora o "que" a desencoraje aqui), a regra dita que o pronome se insere entre o infinitivo do verbo e a terminação. Para o verbo "ter", conjugado no futuro, a forma correta seria: "tê-la-á" (ter + la + á). Neste caso, dá-se a queda do /r/ e a acentuação da sílaba /tê/
Autópsia a um texto mal pontuado
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Resumo de O Amante, de Marguerite Duras
O início da obra é marcado por um tom profundamente introspetivo e confessional, onde a narradora reflete sobre o seu passado na Indochina e as zonas ocultas da sua juventude.
O relato abre com uma constatação sobre a passagem do tempo e o seu próprio rosto, que envelheceu de forma súbita e brutal logo aos dezoito anos, tornando-se uma fisionomia devastada que a definiu ao ponto de um homem lhe confessar preferir essa face destruída à sua beleza de juventude. A partir desta reflexão, a narrativa ancora-se numa memória central: a travessia do imponente rio Mekong numa barcaça, aos quinze anos e meio, quando a narradora viajava num autocarro de Sa Déc para o seu pensionato e liceu em Saigão. É neste cenário que se destaca a descrição da sua aparência insólita e transgressora, vestindo um decotado vestido de seda natural usado que pertencera à mãe, sapatos de saltos altos em lamê dourado comprados em saldos e, o elemento mais peculiar e marcante, um chapéu de homem de feltro cor de pau-rosa com uma fita preta. Esta combinação ambígua teve um efeito transformador, convertendo a sua magreza infantil, sentida como um defeito da natureza, numa escolha deliberada e provocatória que a expôs ao olhar dos outros e ao despertar do desejo.
Paralelamente a esta imagem indelével cristalizada na barcaça, o texto faz incursões sombrias pelo seio da sua família, pintando um retrato de profunda miséria e disfuncionalidade, marcado por uma pobreza endémica em que passavam fome, vergonha e chegavam a alimentar-se de pequenas aves e jacarés cozinhados pelo empregado. A figura materna emerge como uma mulher exausta, atravessada por um desespero puro e um desencorajamento crónico perante a vida, que, ainda assim, mantinha uma obsessão férrea pelo futuro académico dos filhos, forçando a narradora a estudar Matemática como tábua de salvação, e tomando atitudes erráticas, como a compra de casas desnecessárias enquanto o marido se encontrava moribundo. Este ambiente opressivo era agravado pelo medo constante que a jovem sentia do irmão mais velho, cuja presença é comparada a uma "lei animal" que lançava um véu negro sobre a família, levando a narradora a desejar a sua morte para poder salvar o irmão mais novo e a mãe daquele sofrimento.
Uma tempestade de erros
- Erro de concordância verbal: utilização de "era" em vez de "eram" na frase "não era alinhados", falhando a concordância com o sujeito no plural ("escritores e artistas").
- Erro ortográfico: a palavra "neorealista" está incorretamente escrita. A grafia correta, com a duplicação da consoante após o prefixo, é "neorrealista".
- Falta de vírgula antes de conjunção adversativa: no excerto "...não era alinhados com o regime ditatorial mas, também, não se reviam...", falta uma vírgula antes do "mas". O correto seria "...regime ditatorial**,** mas...".
- Falta de pontuação no final: O último período termina de forma abrupta com "...em Portugal em 2024", faltando o ponto final (.) obrigatório para encerrar a frase.
Sporting perde Taça para o Torreense e «A Bola» perde a noção
O jornalista sportinguista que escreveu esta notícia ficou tão afetado pela derrota leonina no final da Taça de Portugal que se fartou de agredir a escrita: desconhece-se o motivo por que travou a conjunção adversativa «mas» com uma vírgula e a visão e as falanges perturbadas levaram-no a trocar «deve» por «vede». Nós vimos... e foi giro. Carrega, Torreense!












