sexta-feira, 22 de março de 2013

Nuno Crato MENTIU!

     Há poucos meses, eram estas as certezas de Crato...


     Pouco tempo volvido, estamos nisto:


Crato assume mobilidade especial para os professores

Ana Petronilho  
22/03/13 12:06
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O ministro da Educação confirmou hoje aos sindicatos que não pode "continuar a garantir que a mobilidade especial não será aplicada aos professores".
Declarações que vêm contrariar o que Nuno Crato disse no Parlamento a 19 de Julho ao assegurar que os professores não iriam estar incluídos no programa de mobilidade especial.
"Não está em cima da mesa, no Ministério da Educação e no Ministério das Finanças e da Administração Pública, nenhuma discussão sobre a mobilidade especial dos professores", afirmou Nuno Crato em Julho no Plenário.
O ministro recuou entretanto na distância de colocação dos professores. Isto porque apresentou aos sindicatos um novo mapa com dez quadros de zona pedagógica.
A proposta inicial apresentada na quarta-feira podia resultar em colocações de professores a mais de 200 quilómetros de distância da sua residência.
Além do novo mapa, o ministro entregou hoje uma proposta com novas regras de compensação de graduação, que pode atingir um ano de serviço. A compensação varia com as distâncias com que o professor fica deslocado.
Caso o professor fique deslocado entre 80 e 120 quilómetros, em linha recta da sua residência, terá uma compensação de 183 dias. Caso seja entre 121 e 180, a compensação sobe para 274 dias. Com mais de 181 quilómetros a compensação atingirá os 365 dias.
Crato diz que não quebrou compromisso
O ministro da Educação garante que não quebrou o compromisso ao aplicar a mobilidade especial aos professores justificando que nas anteriores declarações terá referido a este ano lectivo.
Confrontado pelos jornalistas, Nuno Crato não adiantou em que condições e quando será aplicada a mobilidade especial nos professores. Além disso, o ministro não revelou se esta é uma medida com a qual concorda dizendo que essa é uma questão "que é mais ou menos perguntarem-me se concordo com a chuva" argumentando que "vivemos no mundo em que vivemos" não deixando de sublinhar que "estamos numa situação excepcional". Por isso, argumenta o ministro, o MEC está "a trabalhar em várias alternativas" e a "fazer tudo que está ao seu alcance" para que os professores possam evitar a mobilidade especial referindo o aumento da mobilidade geográfica dos docentes, a possibilidade de dar aulas nos cursos profissionais do IEFP ou a  passagem à categoria de técnicos superiores para trabalhar em outros ministérios.
     Conclusão:


Portugal cortou mais de 5% do PIB na Educação

Portugal cortou mais de 5% do PIB no investimento em Educação nos últimos três anos, revela um estudo da Comissão Europeia.
     Portugal está entre os cinco países da União Europeia que mais cortaram no investimento em Educação, desde 2010, por causa da crise. Uma redução em mais de 5% do PIB nos orçamentos de Educação, revelou um estudo da Comissão Europeia hoje divulgado.
     A par de Portugal há nove países que europeus que têm vindo a desinvestir em Educação nos últimos três anos. A Grécia, a Hungria, a Itália e a Lituânia estão também entre os países que mais desinvestiram em Educação, acima dos 5%.
     Nos outros quatro países, Estónia, Polónia, Espanha e Reino Unido, os cortes no sector ficaram entre os 1% e os 5%.  
     Para a Comissão Europeia este desinvestimento deve-se à crise e tem reflexo na redução de salários e de professores. Cenário para o qual a instituição lança o alerta: "Se os Estados-Membros não investirem suficientemente na modernização da educação e das competências, ficaremos aquém dos nossos concorrentes mundiais e será mais difícil combater o desemprego juvenil", diz a comissária europeia para a Educação, Androulla Vassiliou.  
     O estudo que analisou o financiamento em todos os níveis de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino superior, em 35 sistemas educativos nacionais e regionais, vem confirmar os últimos dados do relatório anual "Education at a Glance" da OCDE e contrariar o relatório do FMI que diz que o investimento nacional no sector atingiu os 6.2% do PIB, estando acima da média da Europa a 15.
     Mas também a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico revelou em Setembro que o investimento público em Educação caiu, este ano, em Portugal, para níveis abaixo dos registados em 1995 não tendo os 3,8% do PIB nacional. Investimento que coloca o País ainda mais distante da média dos 36 países abrangidos, que neste momento se situa nos 6,2%. Contas feitas, são menos 1,1 pontos percentuais do investimento registado em Portugal há 17 anos, que então ascendeu aos 4,9% do PIB.
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