quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Orações subordinadas substantivas relativas (sem antecedente)

  • São introduzidas
  • pelos pronomes relativos o que e quem;
  • pelo advérbio relativo onde;
  • pelo quantificador relativo quanto
  • Não têm antecedente.
  • Podem desempenhar diversas funções sintáticas:
               1. Sujeito:
                         - Quem tudo quer tudo perde.
                         - Quem cala consente.

               2. Complemento direto:
                         - Admiro quem estuda afincadamente.
                         - Conheço quem te dê boleia.

               3. Complemento indireto:
                         - O Eusébio deu autógrafos a quem lhos pediu.
                         - O João, na festa, ofereceu flores a quem fazia anos.

               4. Predicativo do sujeito:
                         - Aquele sujeito não é quem parece.

               5. Modificador do grupo verbal:
                         - Deitei-me onde havia cama.
                         - Escondi o ouro onde tu disseste.
  • Podem ser finitas (o verbo ocorre numa forma finita) ou não finitas (o verbo ocorre numa forma não finita):
               - Quem vai ao ar perde o lugar. (finita)
               - Aquele casal precisa de quem o ajude. (finita)
               - Tu sabes como passar de ano. (não finita)
               - Não tenho com que ligar a televisão. (não finita)

Orações subordinadas substantivas completivas

  • São introduzidas por uma conjunção subordinativa completiva: que e se (esta última introduz as interrogativas indiretas).
  • Podem ser introduzidas também por uma preposição (quando não são finitas infinitivas): de, para, por, ...
  • Podem desempenhar diferentes funções sintáticas:
               1. Sujeito:
                         - É preciso que chegues a tempo.
                         - Não é certo que sejamos campeões.

               2. Complemento direto:
                         - O Eusébio perguntou se o Benfica vencera.
                         - O professor pediu aos alunos para fazerem o TPC.
                         - Diz-se que há corrupção no futebol.

               3. Complemento do nome:
                         - O vício de fumares sai-te caro.
                         - A vontade de ganhar era enorme.
                         - Ele morreu com a certeza de que a família ficaria bem.

               4. Complemento de um adjetivo:
                         - Esta derrota é difícil de engolir.

               5. Complemento oblíquo:
                         - O Benfica esforçou-se por vencer o jogo.

  • Teste para identificar a função de sujeito:
  • Substituição da oração subordinada substantiva completiva pelos pronomes demonstrativos invariáveis isto e isso (colocados antes do verbo):
                          - Não é certo que sejamos campeões. ®  Isto (= que sejamos campeões) não é
                             certo.

  • Testes para identificar a função de complemento direto:
  • Substituição da oração completiva pelos pronomes demonstrativos invariáveis isto e isso (colocados depois do verbo):
                         - Eu defendo que tu agiste bem. ® Eu defendo isto / isso.
  •  Substituição pelo pronome «o» e suas variantes:
                         - Eu defendo que o Brasil será nosso novamente. ® Eu defendo-o.

Orações subordinadas

  • A subordinação é o processo de combinação de duas ou mais orações em que uma delas - a subordinada - está sintaticamente dependente dela (ou de um seu constituinte).
  • A oração subordinante é aquela de que depende uma outra oração - a subordinante: O Eusébio disse que estava doente.
  • A oração subordinada é aquela que desempenha uma função sintática na fase complexa em que está inseria e que depende de outra - a subordinante - para ter sentido: O Eusébio disse que estava doente.
  • Na subordinação, pode existir recursividade, isto é, pode encontrar-se uma oração subordinada dentro de outra subordinada: O Antunes disse que o governo garante que haverá novas medidas de austeridade que atingirão os portugueses...
  • Quando as orações subordinadas são introduzidas por uma conjunção ou locução subordinativa, recebem o nome do conetor que faz a articulação-
  • De acordo com o tipo de função sintática que desempenham, as orações subordinadas podem ser classificadas como
                                      . subordinadas substantivas;
                                      . subordinadas adjetivas;
                                      . subordinadas adverbiais.

Orações coordenadas sindéticas e assindéticas

  • As orações coordenadas (ou os elementos de uma frase) ligadas por uma conjunção ou locução coordenativa designam-se sindéticas.
               - Ele "roubou" a bola e afundou.
               - Comprei um casaco e um par de calças.
  • Quando a conjunção não está expressa, as orações chamam-se assindéticas.
               - O Pedro chegou, arrumou o carro, tirou os livros, jantou...

Orações coordenadas

     A frase complexa resulta da junção / articulação de duas ou mais orações, por coordenação ou por subordinação.


Orações coordenadas

  • Estas orações articulam-se / ligam-se através de uma conjunção ou locução coordenativa, ou conetor equivalente.
  • As orações coordenadas recebem o nome do conetor / conjunção que as articula / liga.
  • As orações coordenadas são sintaticamente independentes entre si.
  • Existem cinco tipos de orações coordenadas.


     1.º) Orações coordenadas copulativas:
  • são introduzidas por uma conjunção ou locução coordenativa copulativa (e, nem);
  • exprimem um valor de adição;
                          - A minha mãe ofereceu-me um pijama e a minha tia trouxe-me um casaco.
                                                      ¯                                 ¯                          ¯
                                       oração coordenada              conjunção      oração coordenada copulativa


     2.º) Orações coordenadas adversativas:
  • são introduzidas por uma conjunção (ou locução) coordenativa adversativa;
  • possuem um valor de oposição ou contraste;
                         - Escorreguei, mas não caí.
                                    ¯            ¯          ¯
           oração coordenada   conjunção   oração coordenada adversativa


     3.º) Orações coordenadas disjuntivas:
  • são introduzidas por uma conjunção (ou locução) coordenativa disjuntiva;
  • transmitem um valor de alternativa;
                         - Vamos ao cinema ou ficamos em casa?
                                         ¯               ¯               ¯
                      oração coordenada   conjunção    oração coordenada disjuntiva


     4.º) Orações coordenadas explicativas:
  • são introduzidas por uma conjunção (ou locução) coordenativa explicativa;
  • apresentam a causa, a explicação ou justificação (para o que é dito na primeira oração);
                         - Estou cheio de fomepois comi mal ao almoço.
                                           ¯                   ¯                ¯
                           oração coordenada   conjunção   oração coordenada explicativa


     5.º) Orações coordenadas conclusivas:
  • são introduzidas por uma conjunção (ou locução) coordenativa conclusiva;
  • exprimem um valor de conclusão, de dedução lógica (em relação à ideia expressa ou implícita na oração com que se combina);
                         - O Paulo tem exame, logo não foi ao cinema.
                                           ¯                   ¯                 ¯
                           oração coordenada    conjunção     oração coordenada conclusiva

Frase simples e frase complexa

  • As frases podem ser simples ou complexas.
  • As frases simples têm apenas um verbo principal ou copulativo; por isso, uma só oração.
               . O avião aterrou.
               . A aluna manteve-se calma.
               . O Viriato chegou de Lisboa.
  • As frases complexas têm dois ou mais verbos principais ou copulativos, isto é, são constituídas por duas ou mais orações.
               . A Maria caiu porque escorregou.
               . Encontrei a Irina e ofereci-lhe um jantar.
  • No registo oral, a frase é marcada por diversos tipos de entoação, de acordo com os diferentes conteúdos comunicativos que expressa: perguntar, ordenar, exprimir emoções ou sentimentos, etc.
  • No registo escrito, a frase, em início de período, é iniciada por letra maiúscula e finaliza com um sinal de pontuação "concordante" com o conteúdo comunicativo que expressa: ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, ponto e vírgula e reticências.

Frase

     A frase é uma unidade linguística que contém, pelo menos, um verbo e descreve uma situação:
               . O avião aterrou.
               . O Eusébio adoeceu.

     A frase típica do português é constituída por uma sequência de palavras compostas por um sujeito e um predicado.
               . O avião aterrou.
                     ¯            ¯
                 sujeito    predicado
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