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domingo, 18 de janeiro de 2026

Análise do poema "Ao amado ausente"

. Tema: o sofrimento amoroso, causado pela ausência do amado.

 
. Estrutura interna
 
. 1.ª parte (2 quadras) – O desejo de morte física, em virtude da ausência do amado.
 
- 1.ª quadra:
. a ausência de vida = amado (“doce vida”),
. origina o desejo de morte psicológica/espiritual do sujeito poético;
. porque tarda tanta a morte física,
. se o que lhe dá vida espiritual – o amado ( a alma) está ausente?
ß
® desejo de morte de amor na ausência do amado;
® os traços petrarquistas e platónicos no conceito de amor expresso no poema: a existência não tem sentido longe da pessoa amada.
- 2.ª quadra:
. o desejo de morte (= negação da vida) é originado pela separação do amado (Silvano), cuja importância é assinalada pela repetição insistente do seu nome em todos os versos da estrofe:
-» Silvano é a razão de única de viver;
-» amor absoluto, exclusivista;
-» entrega total;
. na ausência de Silvano, tudo é “viva morte”; isto é, a permanência ou existência (viva) de um estado psicológico hiperangustiado (morte).
 
. 2.ª parte (1.º terceto) – Interpelação direta do amado ausente, salientando o sujeito poético, assim, a sua emotividade e o seu estado de espírito alterado:
. apóstrofe “suspirado (® saudade, sofrimento, tristeza...) ausente” (a razão do estado de espírito angustiado);
. acentuar do desejo de morte física, impossível que é a posse do objeto amado.
 
. 3.ª parte (2.º terceto) – Consequência do tardar da morte: em vez de solucionar o seu desespero com a sua chegada, o facto da morte tardar, ao prolongar-lhe a vida (v. 14), prolonga-lhe o sofrimento.
                             É que só a satisfação espiritual de amar e ser amado dá sentido à existência (v. 12 = vida) – note-se o platonismo que caracteriza esta conceção de amor (n’alma).
                        Ela não morreu e continua a viver, opondo-se à...

A análise do poema pode encontrar-se aqui: »»».

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Análise do poema “A F., favorecendo com a boca e desprezando com os olhos”

. Tema: os efeitos contraditórios da amada / amor no sujeito lírico.
 
 
. Desenvolvimento do tema


A análise do poema encontra-se aqui: »»».

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Análise do poema "Ao rigor de Lísi"

. Assunto: o sujeito poético descreve a mulher amada, exprimindo essa descrição as duas faces de Lísi  a mulher real e a mulher imaginada e desejada pelo sujeito.
 
 
. Tema: a descrição da mulher (mais psicológica que física).

 
. Desenvolvimento do tema

A análise do poema encontra-se aqui: »»»

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Análise do poema "À fragilidade da vida humana"

. Assunto: a mudança irreversível do homem a caminho da morte, permitida e facilitada pela sua extrema fragilidade.
 
 
. Tema: a efemeridade da vida humana = todo o ser humano é mortal.
 
 
l Desenvolvimento do tema
 
1.ª parte (2 quadras)  -  Apresentação de quatro imagens-símbolo, distribuídas numa construção paralela de dois versos: 


(A análise pode ser encontrada aqui: »»»)

sábado, 3 de janeiro de 2026

Análise do poema "À memória do presidente-rei Sidónio Pais", de Fernando Pessoa

    Este poema, de acordo com a intenção do próprio Fernando Pessoa, abriria os Poemas Portugueses, uma obra constituída por «poemas Maiores» que não fossem de «índole refletiva ou elegíaca». Dela fariam parte, entre outros, os poemas “O Manipanso”, “Agamémnon”, “Mar Português” e “Ode ao Encoberto”.

    No entanto, tendo em conta a situação de instabilidade e insegurança que Portugal vivia na época, Fernando Pessoa considerou, provavelmente, que seria mais importante e urgente criar e dar a conhecer um poema que, nesse contexto, relembrar uma figura que, para muitos, ainda representava a imagem de um salvador. Assim sendo, a 27 de dezembro de 1920, o poeta publicou a composição no n.º 4 do jornal Acção, exaltando e divinizando o presidente assassinado a 14 de dezembro de 1918.

    Como o governo daquele que Pessoa adjetiva como «soldado-rei» foi curto (durou de 5 de dezembro de 1917 a 14 de dezembro do ano seguinte, data do seu assassínio), na opinião do poeta, a esperança que a nação depositara nesse... (continuação da análise aqui: »»»).

sábado, 6 de dezembro de 2025

Origem e significado do nome Abelardo

    A sua origem não é clara. Seja como for, estamos perante a forma portuguesa e espanhola de um nome de origem germânica (Adalhard ou Adellard), constituído pelas formas «adal» (nobre) e «hard» (forte, resistente, corajoso), associando-se, assim, ao significado «nobre», «nobremente corajoso», «firmeza de caráter».

    Este nome ganhou relevância histórica graças a Pierre Abélard (c. 1079-1142), filósofo e teólogo francês cujo trágico caso amoroso com uma mulher de nome Heloísa acabou por se tornar uma história conhecida ao longo dos tempos.

Origem e significado do nome Abel

    O nome próprio Abel tem origem hebraica: provém de «ablu» ("filho") ou «hevel» ("vapor" ou "sopro").

    Na Bíblia, Abel era o segundo filho de Adão e Eva, tendo sido assassinado pelo seu próprio irmão, Caim, de acordo com o Génesis.

    Por outro lado, a origem etimológica hebraica sugere uma conotação de fragilidade ou transitoriedade, refletindo a brevidade da vida humana, uma noção reforçada pela narrativa da sua morte prematura.

    Já de acordo com a tradição judaico-cristã, Abel constitui uma figura representativa da inocência e da justiça, que o assassinou por ciúmes. A disputa entre ambos tem sido vista, ao longo dos tempos, como o símbolo da luta entre o Bem e o Mal.

Análise do poema "Chorosos versos meus desentoados", de Bocage

 
Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:
 
Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados.
 
Não vos inspire, ó versos, cobardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz a tirania.
 
Desculpa tendes, se valeis tão pouco;
Que não pode cantar com melodia
Um peito, de gemer cansado e rouco.
 
    Estamos perante um código óptico-grafemático que nos conduz para um texto poético. Há, no entanto, a interação de vários códigos que vão configurar o texto literário.

a) Análise temática
    O poeta dirige-se aos seus versos num tom desiludido, reconhecendo a sua pouca valia, mas desculpando-os ao mesmo tempo, quando afirma “Que não pode cantar com melodia / Um peito, de gemer cansado e rouco.”
    A própria produção do poeta, o soneto, serve para ele se dirigir aos seus versos, o que faz com que se crie um distanciamento do poeta em relação aos seus versos, porque só com esse distanciamento os pode analisar e avaliar. Em relação aos seus versos, reconhece que são “... sem arte, sem beleza e sem brandura...” e ainda desentoados: o poeta faz aqui uma autocrítica e apresenta-se desiludido, desilusão essa que, porém, é justificada.
    O poeta vai apelar à valia dos seus versos. De facto, para os desgraçados eles são dotados de valor.
    Apesar de valerem pouco, exorta-os a não desanimarem e a continuar. Ao usar o condicional, mostra que pensa que os ditosos também os podem apreciar. Na verdade, se forem rejeitados pelos ditosos, o mesmo não acontecerá com os desgraçados, ou seja, os ditosos podem também ler os versos com interesse, à semelhança daqueles que tenham um espírito semelhante ao do poeta.
    A temática deste soneto tem sido colocada em vários grupos e Hernâni Cidade inclui-o no grupo “como o poeta se retrata e a sua obra”.
    Outra temática é a oposição entre a luz e a escuridão (sepultura). Ao contrário do que é comum na literatura pré-romântica, não se apela aqui para... (para continuar a ler a análise, clica aqui »»»).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Análise do capítulo I de O Fantasma de Canterville

    O capítulo I do conto corresponde ao ponto de partida, à situação inicial da ação, com a referência a um assunto corriqueiro: a venda da propriedade Canterville Chase, por parte de Lorde Canterville, ao embaixador norte-americano, Hiram B. Otis. Uma «chase» é uma propriedade rural, situada numa vasta área de terras abertas para taça, o tipo de terra que era apenas acessível à elite da sociedade. A concretização da transação constitui o prólogo da história, visto que são apresentados alguns dos aspetos mais importantes do conto.

    Assim, em primeiro lugar, o narrador enquadra o principal motivo da venda, ou seja, o facto de a casa estar alegadamente assombrada. Por outro lado, o início da narrativa lembra aqueles casos em que alguém assume um novo projeto ou toma uma decisão fulcral na sua vida e ignora os sinais negativos. De facto, não há dúvidas: todos pensam que o Sr. Otis comete um grande erro quando decide comprar a propriedade. A este propósito, convém atentar na diferença entre as atitudes adotadas pelas personagens. Assim, enquanto Lorde Canterville desiste da sua casa ancestral, um sinal do declínio da aristocracia inglesa, o Sr. Otis vive num mundo onde tudo é possível, incluindo colocar fantasmas num museu. Na época da ação, não era costume a aristocracia vender as suas propriedades, pelo que o facto de Lorde Canterville transacionar a sua mostra que estamos a entrar numa era de algumas mudanças. Além disso, o facto de o Sr. Otis comprar Canterville Chase indicia que a sua posição e estatuto lhe proporcionam riqueza, enquanto Lorde Canterville herdou a sua fortuna e a propriedade por meio da sua linhagem real. A aquisição mostra, na Era Vitoriana (1837-1901), o homem da classe média pode ascender socialmente, enquanto o poder da aristocracia entra em declínio.

    Em segundo lugar, encontramos um dos fios condutores da obra: o confronto entre a conservadora visão britânica e a abordagem moderna dos norte-americanos, entre a formalidade recatada dos primeiros e uma certa falta de refinamento dos segundos. Vive-se um tempo de rápidas transformações, essencialmente motivadas pela Revolução Industrial. As cidades cresciam impulsionadas pela indústria, e o comércio global tornava-se mais fácil e eficiente, graças à produção rápida de bens manufaturadas e novas formas de transporte mais velozes, como, por exemplo, o comboio. No contexto desta sociedade em transformação, as velhas formas de pensar eram gradualmente substituídas por um pensamento mais moderno.

    O início do conto introduz de forma clara o contraste entre (para continuar a ler a análise, clica aqui: »»»).

domingo, 30 de novembro de 2025

Sequências narrativas em O Fantasma de Canterville

 
I. Compra da mansão de Canterville (cap. I): O embaixador norte-americano Hiram B. Otis compra a mansão de Canterville Chase, apesar de ser avisado sobre a presença de um fantasma.

 
II. Acomodação da família Otis (cap. I): A família Otis muda para a nova residência e... (continua aqui: »»»).

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Análise do título e da ação de O Fantasma de Canterville

    O Fantasma de Canterville foi publicado pela primeira vez em 1887. O seu título, numa primeira leitura, sugere que estamos na presença de uma história tradicional de terror, semelhante às que eram escritas na época e que se destacavam pela exploração do tema do sobrenatural, que estava presente nas narrativas de crime e suspense que evocam os medos e as superstições mais ancestrais, como monstros, demónios, vampiros, lobisomens ou visitas do Além. De facto, os autores contemporâneos começavam, na época, a refletir nas suas obras as inquietações e tendências da ciência moderna que, em diversas circunstâncias, desafiava os limites da compreensão humana, misturando o insólito e o real.

    No caso de O Fantasma, Oscar Wilde segue outro caminho, elaborando uma narrativa curta que... (continua aqui: »»»).

Romantismo versus Modernidade em Oscar Wilde

     Ler aqui: »»».

A modernidade em Oscar Wilde

     Consultar aqui: »»».

A crítica em O Fantasma de Canterville

     Ler aqui: »»»

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O dandismo em Oscar Wilde

    O dandismo integra-se na corrente do Esteticismo, visto que defendia, a partir de fundamentos históricos, o belo como solução ou antídoto para os horrores da sociedade industrializada. O movimento atingiu o auge no século XIX, com figuras como Baudelaire e Walter Pater. Para Oscar Wilde, o dândi não era apenas alguém... »»»

Oscar Wilde e o Esteticismo

    O Esteticismo é um movimento literário e artístico que privilegiava a beleza formal. Esta corrente influenciou grandemente Oscar Wilder, cuja filosofia conheceu aquando da sua passagem por Oxford, tendo sido influenciado sobretudo por John Ruskin (1819-1900)e Walter Pater (1839-1894)... »»»

domingo, 23 de novembro de 2025

Síntese da poesia de Alberto Caeiro

    No link seguinte (poesia-de-alberto-caeiro),vais encontrar uma ótima síntese da poesia de Alberto Caeiro, através de uma apresentação.

Resolução do questionário sobre o poema "Um piano na minha rua", de Fernando Pessoa

     Se queres ter acesso à resolução, explicada pormenorizadamente, do questionário do poema "Um piano na minha rua", da autoria de Fernando Pessoa, clica no link: questionário-resolução.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Análise do poema "Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia", de Ricardo Reis

    O poema encontra-se organizado no respeito pelo processo usado em determinadas odes de Horácio; quer dizer, constitui-se como um símile de valor parenético (ou seja, que encerra uma moralidade), tomando por base um exemplum.


    Relativamente à estrutura interna, o poema divide-se (pelo que acima foi referido) em duas partes: o exemplum (vv. 1 a 64) e a moralidade (vv. 65 a 105).


  
         1.ª parte: Exemplum (vv. 1 - 64)

    Embora seja um texto em verso (decassílabos e hexassílabos brancos), por isso com características evidentes do género lírico, é possível também detetar no poema alguns aspetos característicos do género narrativo, concretamente a presença de uma ação, narrador, tempo, espaço e personagens.

    A história (ação) narrada no texto prende-se com factos ocorridos durante a invasão de uma cidade da Pérsia. Tais factos, apesar da sua brutalidade e sanguinolência, foram incapazes de, por mais do que um leve e passageiro instante, desviar a atenção de dois jogadores de xadrez que, indiferentes a tudo o que os rodeava, prosseguiram serenamente o seu jogo.

    O narrador é o próprio...


    A análise completa do poema pode ser encontrada aqui: análise-de-ouvir-contar-que-outrora.

 

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