segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Processos de formação de palavras: a composição
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Análise do capítulo II de Amor de Perdição
O capítulo II não faz parte da lista proposta no programa
da disciplina, porém faz sentido abordá-lo, pelo menos aquele extrato em que
Camilo descreve maravilhosamente a primeira vez que Teresa e Simão se viram e
se apaixonaram.
Simão
estava a estuda em Coimbra, vive em Viseu. Na primeira, envolve-se na
propaganda política defensora dos ideais da Revolução Francesa e, em
consequência disso, é encarcerado no cárcere da universidade, que tinha uma
prisão para os estudantes mal comportados. Simão andou, portanto, a propagar os
ideais da Revolução Francesa pelas praças de Coimbra, por isso foi preso.
Em consequência de tudo isto, perde o ano letivo. Passa
seis meses na cadeia, sendo libertado por influência dos amigos do pai, que é
um corregedor, portanto um homem influente, mas reprova o ano letivo, regressa
a Viseu, onde leva uma grande reprimenda do pai. Temos aqui o tópico da obra
como crónica da mudança social: o pai de Simão e o de Teresa representam
a mentalidade do antigo regime – os pais autoritários, tiranos (o pai de jovem
ameaça mesmo expulsar o filho de casa; D. Rita não tem um amor extremoso pelo
filho, agindo mais por ser o seu papel enquanto mãe interceder pelo filho).
De seguida, o narrador dá um salto, manipulando o tempo, porque narra primeiro as consequências e só depois as...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Fases poéticas e temas da poesia de Álvaro de Campos
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Conto tradicional popular: definição, estrutura e características
Os contos são, geralmente, muito
antigos. Remontam ao tempo das milenárias civilizações clássicas e
indo-europeias, que os foram criando ao longo de diferentes épocas da história
e que os transmitiram uns aos outros por via oral.
O conto popular comporta uma alusão
explícita à fonte que se presume responsável pela sua produção: de facto, popular reenvia para povo. Juntamente com os provérbios, as
adivinhas, as canções e os jogos de palavras, os contos populares fazem parte
da literatura tradicional de transmissão oral: circulam oralmente de geração em
geração. Por outro lado, as suas raízes, a sua autoria é coletiva e anónima e,
como foi referido, o texto transmitido de geração em geração oralmente. Daí o
surgimento de várias versões, ou simples variantes, da mesma história ou parte
dela, consoante o emissor.
O conto popular é representativo da memorização das histórias criadas pelo autor coletivo que respeita os valores da sua comunidade e os transmite de geração em geração, histórias normalmente ligadas às crenças religiosas, aos costumes populares, à simbologia do divino ou da magia, ao exorcismo do Mal e ao triunfo do Bem.
Inicialmente, o termo conto designava uma qualquer história breve, sobretudo aqueles que tratassem de acontecimentos lendários, extraordinários e muito imaginativos (ex.: remontam a cerca de 2000 anos a.C. as histórias do Antigo Testamento).
Atualmente, designamos por conto uma narração ...
O texto continua aqui: »»».
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
O conto tradicional: definição, características e estrutura
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Correção do questionário sobre "Ode Triunfal"
Questionário sobre "Ode Triunfal"
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Análise do conto "A Bela-Menina"
F2: Solução provisória
(insatisfatória): o armador faz-se lavrador.
F3: Possibilidade de
melhoria de vida: perante a perspetiva de recuperação dos barcos, o armador
vai em sua demanda.
F4: O armador acolhe-se em casa do
bicho.
F5: O armador cumpre o pedido da filha
mais nova: a apanha da rosa.
F6: O armador estabelece um
pacto com o Bicho: leva a flor e, depois, trar-lhe-á a filha.
F7: O armador oferece a
rosa à Bela-Menina.
F8: Entrega da Bela-Menina ao Bicho.
F9: Desejo da Bela-Menina de ficar com
o Bicho.
F10: O armador recupera a riqueza.
F11: Atraso da Bela-Menina de regresso da visita a casa.
F12: O Bicho...
A análise continua aqui: »»».
domingo, 18 de janeiro de 2026
Análise do poema "Ao amado ausente"
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Análise do poema “A F., favorecendo com a boca e desprezando com os olhos”
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Análise do poema "Ao rigor de Lísi"
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Análise do poema "À fragilidade da vida humana"
sábado, 3 de janeiro de 2026
Análise do poema "À memória do presidente-rei Sidónio Pais", de Fernando Pessoa
No entanto, tendo em conta a situação de instabilidade e insegurança que Portugal vivia na época, Fernando Pessoa considerou, provavelmente, que seria mais importante e urgente criar e dar a conhecer um poema que, nesse contexto, relembrar uma figura que, para muitos, ainda representava a imagem de um salvador. Assim sendo, a 27 de dezembro de 1920, o poeta publicou a composição no n.º 4 do jornal Acção, exaltando e divinizando o presidente assassinado a 14 de dezembro de 1918.
Como o governo daquele que Pessoa adjetiva como «soldado-rei» foi curto (durou de 5 de dezembro de 1917 a 14 de dezembro do ano seguinte, data do seu assassínio), na opinião do poeta, a esperança que a nação depositara nesse... (continuação da análise aqui: »»»).
sábado, 6 de dezembro de 2025
Origem e significado do nome Abelardo
Este nome ganhou relevância histórica graças a Pierre Abélard (c. 1079-1142), filósofo e teólogo francês cujo trágico caso amoroso com uma mulher de nome Heloísa acabou por se tornar uma história conhecida ao longo dos tempos.
Origem e significado do nome Abel
O nome próprio Abel tem origem hebraica: provém de «ablu» ("filho") ou «hevel» ("vapor" ou "sopro").
Na Bíblia, Abel era o segundo filho de Adão e Eva, tendo sido assassinado pelo seu próprio irmão, Caim, de acordo com o Génesis.
Por outro lado, a origem etimológica hebraica sugere uma conotação de fragilidade ou transitoriedade, refletindo a brevidade da vida humana, uma noção reforçada pela narrativa da sua morte prematura.
Já de acordo com a tradição judaico-cristã, Abel constitui uma figura representativa da inocência e da justiça, que o assassinou por ciúmes. A disputa entre ambos tem sido vista, ao longo dos tempos, como o símbolo da luta entre o Bem e o Mal.
Análise do poema "Chorosos versos meus desentoados", de Bocage
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
Análise do capítulo I de O Fantasma de Canterville
O capítulo I do conto corresponde ao ponto de partida, à situação inicial da ação, com a referência a um assunto corriqueiro: a venda da propriedade Canterville Chase, por parte de Lorde Canterville, ao embaixador norte-americano, Hiram B. Otis. Uma «chase» é uma propriedade rural, situada numa vasta área de terras abertas para taça, o tipo de terra que era apenas acessível à elite da sociedade. A concretização da transação constitui o prólogo da história, visto que são apresentados alguns dos aspetos mais importantes do conto.
Assim, em primeiro lugar, o narrador enquadra o principal motivo da venda, ou seja, o facto de a casa estar alegadamente assombrada. Por outro lado, o início da narrativa lembra aqueles casos em que alguém assume um novo projeto ou toma uma decisão fulcral na sua vida e ignora os sinais negativos. De facto, não há dúvidas: todos pensam que o Sr. Otis comete um grande erro quando decide comprar a propriedade. A este propósito, convém atentar na diferença entre as atitudes adotadas pelas personagens. Assim, enquanto Lorde Canterville desiste da sua casa ancestral, um sinal do declínio da aristocracia inglesa, o Sr. Otis vive num mundo onde tudo é possível, incluindo colocar fantasmas num museu. Na época da ação, não era costume a aristocracia vender as suas propriedades, pelo que o facto de Lorde Canterville transacionar a sua mostra que estamos a entrar numa era de algumas mudanças. Além disso, o facto de o Sr. Otis comprar Canterville Chase indicia que a sua posição e estatuto lhe proporcionam riqueza, enquanto Lorde Canterville herdou a sua fortuna e a propriedade por meio da sua linhagem real. A aquisição mostra, na Era Vitoriana (1837-1901), o homem da classe média pode ascender socialmente, enquanto o poder da aristocracia entra em declínio.
Em segundo lugar, encontramos um dos fios condutores da obra: o confronto entre a conservadora visão britânica e a abordagem moderna dos norte-americanos, entre a formalidade recatada dos primeiros e uma certa falta de refinamento dos segundos. Vive-se um tempo de rápidas transformações, essencialmente motivadas pela Revolução Industrial. As cidades cresciam impulsionadas pela indústria, e o comércio global tornava-se mais fácil e eficiente, graças à produção rápida de bens manufaturadas e novas formas de transporte mais velozes, como, por exemplo, o comboio. No contexto desta sociedade em transformação, as velhas formas de pensar eram gradualmente substituídas por um pensamento mais moderno.
O início do conto introduz de forma clara o contraste entre (para continuar a ler a análise, clica aqui: »»»).
domingo, 30 de novembro de 2025
Sequências narrativas em O Fantasma de Canterville
sexta-feira, 28 de novembro de 2025
Análise do título e da ação de O Fantasma de Canterville
O Fantasma de Canterville foi publicado pela primeira vez em 1887. O seu título, numa primeira leitura, sugere que estamos na presença de uma história tradicional de terror, semelhante às que eram escritas na época e que se destacavam pela exploração do tema do sobrenatural, que estava presente nas narrativas de crime e suspense que evocam os medos e as superstições mais ancestrais, como monstros, demónios, vampiros, lobisomens ou visitas do Além. De facto, os autores contemporâneos começavam, na época, a refletir nas suas obras as inquietações e tendências da ciência moderna que, em diversas circunstâncias, desafiava os limites da compreensão humana, misturando o insólito e o real.
No caso de O Fantasma, Oscar Wilde segue outro caminho, elaborando uma narrativa curta que... (continua aqui: »»»).
Romantismo versus Modernidade em Oscar Wilde
Ler aqui: »»».






