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quinta-feira, 16 de abril de 2026
terça-feira, 14 de abril de 2026
O Realismo e o Naturalismo
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Geração de 70
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
Análise da ação de O Senhor das Moscas
O eixo dramático de O Senhor das Moscas gravita em torno do embate entre Ralph e Jack. dois polos de liderança que encarnam visões inconciliáveis de organização humana. De um lado, Ralph, com a sua inclinação para a ordem, a deliberação coletiva e o amparo dos mais frágeis; do outro, Jack, cuja autoridade se funda na imposição, no medo e na sedução da violência. Se, num primeiro momento, Jack se curva, ainda que a contragosto, à escolha de Ralph como chefe, essa aceitação logo se revela provisória. A rivalidade latente cresce como uma chama mal contida, até consumir por inteiro a frágil estrutura social erguida pelos meninos.
Mais do que indivíduos, Ralph e Jack configuram arquétipos: são figuras simbólicas de impulsos antagónicos que habitam a própria natureza humana. À medida que o domínio de Ralph se dissolve, enfraquecido pela indisciplina, pela negligência e pelo fascínio que a caça exerce sobre os demais, torna-se cada vez mais evidente a precariedade da civilização. O colapso da sua liderança sugere que os instintos primitivos, quando liberados, tendem a subjugar as convenções sociais, revelando-as como construções delicadas, sempre à beira da ruína. O resgate final de Ralph por um oficial da marinha, representante de uma ordem maior, não chega a oferecer consolo pleno: ao contrário, o pano de fundo de uma guerra global insinua que a barbárie não é exclusividade da ilha, mas atravessa o mundo dito civilizado.
Inserido nesse contexto de conflito planetário, o romance funciona como advertência, tanto em relação ao poder destrutivo da tecnologia bélica quanto à instabilidade inerente ao espírito humano. Ao restringir a ação a um grupo de crianças isoladas, com escassas referências ao exterior, a narrativa adquire um caráter quase mítico, como se aquilo que ali se desenrola fosse inevitável e universal. O microcosmo da ilha torna-se, assim, espelho ampliado do mundo: um laboratório onde se expõem...
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Resumo de O Senhor das Moscas
O Senhor das Moscas desenrola-se numa ilha deserta do Pacífico, durante uma guerra devastadora — frequentemente interpretada como nuclear —, após um avião que transportava um grupo de rapazes britânicos ser abatido. O piloto morre, e os sobreviventes ficam entregues a si próprios, sem qualquer supervisão adulta, num ambiente simultaneamente paradisíaco e hostil.
Entre os primeiros a surgir estão Ralph e Piggy, um rapaz intelectual, fisicamente frágil e frequentemente ignorado pelos outros. Na praia, Ralph encontra uma concha, e Piggy percebe o seu potencial: ao soprá-la, conseguem convocar os restantes sobreviventes. Reunidos, os rapazes organizam-se e tentam recriar uma ordem semelhante à sociedade de onde vieram. Elegem Ralph como líder, apoiado pelo conselho de Piggy, e atribuem a Jack, chefe do antigo coro, a responsabilidade pelos caçadores.
O grupo divide-se de forma geral entre os “pequeninos”, crianças de cerca de seis anos, e os mais velhos, entre os dez e os doze. Desde o início, Ralph estabelece como prioridade o resgate: decide que devem manter uma fogueira acesa no topo da montanha para sinalizar navios. O fogo é aceso com recurso aos óculos de Piggy, que concentram a luz solar. Contudo, a excitação e a irresponsabilidade dos rapazes fazem com que o incêndio...
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segunda-feira, 30 de março de 2026
Análise do poema "Quando era criança", de Fernando Pessoa
O poema é constituído por três
quadras de redondilha menor (versos de cinco sílabas) e rima interpolada e
emparelhada, segundo o esquema abba.
Na primeira estrofe, o sujeito
poético declara que, enquanto foi criança, viveu sem ter consciência dos
sentimentos (“Quando era criança / Vivi, sem saber” – vv. 1-2), pois não era
dominado pela consciência, pela racionalidade, pelo pensamento. Porém, agora
que é consciente (“Só para hoje” – v. 3), no presente, enquanto adulto, lembra
aquilo que foi no passado (“Aquela lembrança” – v. 4). A antítese entre esses
dois tempos – passado e presente – é marcada pelos tempos verbais (pretérito
imperfeito – “era” – e perfeito – “Vivi” – versus presente) e pelo
advérbio de tempo “hoje”.
A antítese prolonga-se na segunda quadra. Assim, afirma que, no presente (“hoje” – v. 5) reflete, tem consciência de que era feliz no passado, o que contrasta com a infelicidade que o caracteriza atualmente (“É hoje que sinto / Aquilo que fui.” – vv. 5-6). Nos versos 7 e 8, estabelece que “mente”, isto é, que finge, intelectualiza todos os seus...
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sexta-feira, 6 de março de 2026
Carta de apresentação
O que é uma carta de apresentação?
Este tipo de texto é uma apresentação de uma candidatura a um emprego ou a uma atividade, destacando as motivações e as qualidades do candidato. Poderá informar o destinatário do envio do currículo do candidato e solicitar a realização de uma entrevista.
Qual é a sua estrutura?
A estrutura da carta de apresentação compreende o cabeçalho, onde se identifica o destinatário e o seu endereço. A seguir vem...
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Processos de formação de palavras: a composição
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Análise do capítulo II de Amor de Perdição
O capítulo II não faz parte da lista proposta no programa
da disciplina, porém faz sentido abordá-lo, pelo menos aquele extrato em que
Camilo descreve maravilhosamente a primeira vez que Teresa e Simão se viram e
se apaixonaram.
Simão
estava a estuda em Coimbra, vive em Viseu. Na primeira, envolve-se na
propaganda política defensora dos ideais da Revolução Francesa e, em
consequência disso, é encarcerado no cárcere da universidade, que tinha uma
prisão para os estudantes mal comportados. Simão andou, portanto, a propagar os
ideais da Revolução Francesa pelas praças de Coimbra, por isso foi preso.
Em consequência de tudo isto, perde o ano letivo. Passa
seis meses na cadeia, sendo libertado por influência dos amigos do pai, que é
um corregedor, portanto um homem influente, mas reprova o ano letivo, regressa
a Viseu, onde leva uma grande reprimenda do pai. Temos aqui o tópico da obra
como crónica da mudança social: o pai de Simão e o de Teresa representam
a mentalidade do antigo regime – os pais autoritários, tiranos (o pai de jovem
ameaça mesmo expulsar o filho de casa; D. Rita não tem um amor extremoso pelo
filho, agindo mais por ser o seu papel enquanto mãe interceder pelo filho).
De seguida, o narrador dá um salto, manipulando o tempo, porque narra primeiro as consequências e só depois as...
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Fases poéticas e temas da poesia de Álvaro de Campos
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Conto tradicional popular: definição, estrutura e características
Os contos são, geralmente, muito
antigos. Remontam ao tempo das milenárias civilizações clássicas e
indo-europeias, que os foram criando ao longo de diferentes épocas da história
e que os transmitiram uns aos outros por via oral.
O conto popular comporta uma alusão
explícita à fonte que se presume responsável pela sua produção: de facto, popular reenvia para povo. Juntamente com os provérbios, as
adivinhas, as canções e os jogos de palavras, os contos populares fazem parte
da literatura tradicional de transmissão oral: circulam oralmente de geração em
geração. Por outro lado, as suas raízes, a sua autoria é coletiva e anónima e,
como foi referido, o texto transmitido de geração em geração oralmente. Daí o
surgimento de várias versões, ou simples variantes, da mesma história ou parte
dela, consoante o emissor.
O conto popular é representativo da memorização das histórias criadas pelo autor coletivo que respeita os valores da sua comunidade e os transmite de geração em geração, histórias normalmente ligadas às crenças religiosas, aos costumes populares, à simbologia do divino ou da magia, ao exorcismo do Mal e ao triunfo do Bem.
Inicialmente, o termo conto designava uma qualquer história breve, sobretudo aqueles que tratassem de acontecimentos lendários, extraordinários e muito imaginativos (ex.: remontam a cerca de 2000 anos a.C. as histórias do Antigo Testamento).
Atualmente, designamos por conto uma narração ...
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
O conto tradicional: definição, características e estrutura
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Correção do questionário sobre "Ode Triunfal"
Questionário sobre "Ode Triunfal"
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Análise do conto "A Bela-Menina"
F2: Solução provisória
(insatisfatória): o armador faz-se lavrador.
F3: Possibilidade de
melhoria de vida: perante a perspetiva de recuperação dos barcos, o armador
vai em sua demanda.
F4: O armador acolhe-se em casa do
bicho.
F5: O armador cumpre o pedido da filha
mais nova: a apanha da rosa.
F6: O armador estabelece um
pacto com o Bicho: leva a flor e, depois, trar-lhe-á a filha.
F7: O armador oferece a
rosa à Bela-Menina.
F8: Entrega da Bela-Menina ao Bicho.
F9: Desejo da Bela-Menina de ficar com
o Bicho.
F10: O armador recupera a riqueza.
F11: Atraso da Bela-Menina de regresso da visita a casa.
F12: O Bicho...
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domingo, 18 de janeiro de 2026
Análise do poema "Ao amado ausente"
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Análise do poema “A F., favorecendo com a boca e desprezando com os olhos”
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Análise do poema "Ao rigor de Lísi"
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Análise do poema "À fragilidade da vida humana"
sábado, 3 de janeiro de 2026
Análise do poema "À memória do presidente-rei Sidónio Pais", de Fernando Pessoa
No entanto, tendo em conta a situação de instabilidade e insegurança que Portugal vivia na época, Fernando Pessoa considerou, provavelmente, que seria mais importante e urgente criar e dar a conhecer um poema que, nesse contexto, relembrar uma figura que, para muitos, ainda representava a imagem de um salvador. Assim sendo, a 27 de dezembro de 1920, o poeta publicou a composição no n.º 4 do jornal Acção, exaltando e divinizando o presidente assassinado a 14 de dezembro de 1918.
Como o governo daquele que Pessoa adjetiva como «soldado-rei» foi curto (durou de 5 de dezembro de 1917 a 14 de dezembro do ano seguinte, data do seu assassínio), na opinião do poeta, a esperança que a nação depositara nesse... (continuação da análise aqui: »»»).






