segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Recensão crítica

. Definição

                Uma recensão é uma breve apreciação / apresentação (recensear) crítica (avaliar) de uma obra literária, publicada em revistas ou jornais, podendo referir-se à obra integral ou apenas a partes da mesma e concentrando-se no seu conteúdo e no contexto em que a obra surge a público.


. Etimologia

                A palavra recensão provém do termo latino recensionem (que significa “enumeração”), que, por sua vez, tem origem em censionem, derivado do verbo censeo (que significa “avaliação”).
                A recensão constitui, portanto, um percorrer (uam enumeração) o texto com o fim de o avaliar.
                Deste modo, a recensão implica uma análise e uma avaliação crítica de um trabalho, geralmente, escrito, ou seja, trata-se de uma apreciação e juízo crítico sobre o valor interno e interesse de uma obra. Assim, regra geral enumeram-se e descrevem-se os aspetos julgados importantes e exprimem-se comentários pessoais sobre a obra, em termos apreciativos ou depreciativos.
                Por sua vez, a palavra crítica vem do grego krínein, que significa “isolar”, “separar”, “destacar o particular”.
                Tal significa que a recensão cruza uma dimensão expositiva e uma dimensão crítica.


. Estrutura

. Título.
. Introdução:
. Ficha técnica do livro:
- título
- autor
- editora
- cidade e ano de edição
. Dados biográficos relevantes do autor.
. Desenvolvimento: avaliação global do livro – síntese das principais qualidades e defeitos.
O autor do texto realça os aspetos positivos, avalia o conteúdo global da obra, a articulação das ideias, a estruturação, a originalidade e refere as falhas.
. Conclusão: reafirmação do resultado global da apreciação crítica da obra.


. Características
- Linguagem subjetiva (valorativa ou depreciativa), mas sempre fiel ao assunto.
- Marcas de 1.ª pessoa.
- Imparcialidade.
- Não deve conter notas de rodapé.
- Integra-se na tipologia argumentativa.

* - *

     Para aprofundamento desta tipologia textual:
          - Recensão crítica;
          - Recensão crítica.

domingo, 16 de outubro de 2016

Atos de fala - Correção

   1.1.
a) Argumentar.
b) Ordenar.
c) Instruir.
d) Aconselhar.
e) Comprometer-se.
f) Descrever.
g) Informar.
h) Opinar.
i) Despertar a curiosidade.
j) Exprimir sentimentos.
   1.2.
b) Ato ilocutório diretivo.
d) Ato ilocutório diretivo.
e) Ato ilocutório compromissivo.
f) Ato ilocutório assertivo.
j) Ato ilocutório expressivo.

   2.1.
a) O locutor pretende que lhe deem um triciclo.
b) O locutor pretende que a Inês limpe o nariz a D. Pedro.

   2.2. As alíneas são a a e a b.

   2.3.
  a) Daniela, passa-me o triciclo.
  b) Inês, limpas i nariz do teu D. Pedro? / Inês, limpa o nariz do teu D. Pedro.

   3.1. A frase constitui um ato de fala direto (neste caso, um ato ilocutório assertivo) se a entendermos como um esclarecimento do locutor acerca da sua identidade.
            Por seu turno, pode ser considerada um ato de fala indireto (neste caso, um ato ilocutório expressivo) se for considerada uma crítica do locutor ao modo de ser do Joaquim, isto é, se considerarmos que ele está a afirmar que «não é (como) o Joaquim», inferindo-se que este não seja uma pessoa com um caráter / modo de ser «agradável.



Consultar ficha aqui.

Relações entre palavras II - Correção (GC 37)



Consultar ficha aqui.

Relações entre palavras II (G37)

1. Indique quatro hipónimos possíveis para cada hiperónimo:
a) astros: ____________________________________________________
b) artes: _____________________________________________________
c) ilhas: ______________________________________________________
d) mass media: ________________________________________________
e) insetos: ____________________________________________________
f) cores: _____________________________________________________
g) sensações: __________________________________________________
h) habitações: __________________________________________________
i) cristais: _____________________________________________________
j) vegetais: ____________________________________________________


2. Indique quatro merónimos possíveis para cada holónimo apresentado.
a) computador: _________________________________________________
b) barco: ______________________________________________________
c) família: _____________________________________________________
d) livro: _______________________________________________________
e) boca: _______________________________________________________
f) flor: _______________________________________________________
g) teatro: _____________________________________________________
h) telemóvel: __________________________________________________
i) óculos: ______________________________________________________
j) satélite:_____________________________________________________________

3. Há palavras que permitem que, a partir delas, se estabeleçam simultaneamente relações de hierarquia e de parte-todo.

3.1. Complete os esquemas seguintes que demonstram o afirmado em 3.





4. Leia as frases com atenção e complete-as com o hiperónimo mais adequado.

1. A Rita vai fazer uma sopa de ___________ com batatas, cenouras e nabos.
2. Os _______________ preferidos das Anas são Eça de Queirós, Bocage e Cesário.
3. Lúcia, deves evitar o tabaco e o álcool, pois são ____________ muito prejudiciais.
4. João, não te esqueças de rever os seguintes _________________________ para o teste: metáfora, sinestesia, hipálage, sinédoque e hipérbole.
5. Margarida, conheces Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, os _________ de Pessoa que vamos estudar?
6. Nas férias, o Pacheco e o seu amigo Vlad visitaram _____________ como Mafra e Sintra.

5. Indica o sinónimo de cada uma das palavras dadas.
a) heroísmo: ____________________
b) abstrato: ____________________
c) deceção: _____________________
d) compatriotas: ____________________
e) retratar: ____________________
f) cobiça: ______________________
g) censura: _____________________

6. Assinale as alíneas corretas, de modo a identificar os antónimos das palavras indicadas.

6.1. A palavra “intransigente” mantém uma relação de antonímia com
(A) incompetente.
(B) flexível.
(C) inflexível.
(D) austero.

6.2. A palavra “leviandade” mantém uma relação de antonímia com
(A) imprudência.
(B) inconstância.
(C) prudência.
(D) inexperiência.

6.3. A palavra “belicoso” mantém uma relação de antonímia com
(A) guerreiro.
(B) pacífico.
(C) lutador.
(D) amargo.

6.4. A palavra “altruísta” mantém uma relação de antonímia com
(A) abnegado.
(B) filantropo.
(C) altivo.
(D) egocêntrico.

7. Complete os espaços em branco com as palavras do quadro.

acento/assento       era/hera      ruço/russo    roído/ruído

a) Pacheco, a palavra «cágado» leva _______________.
Será possível que a Lara não saiba ainda qual é o seu ____________?
b) Jorge Jesus tem o cabelo ____________, mas não é ___________.
c) O livro da Marisa foi ____________ pelos ratos.
O presidente do Sporting faz ___________ diariamente.

7.1. Em cada conjunto de frases, utilizámos palavras com som ______________, grafia _______________ e significado _______________. Estas palavras designam-se homófonas.

8. Observe as frases.
a) A pata do meu vizinho casou com o Pato Donald.
Rapazinho, tira a pata do meu gelado.
b) A exibição do Benfica deu-me .
A primeira nota musical é o .
c) Todos aqueles que falecerem até o mês de junho não verão o próximo verão.

8.1. Em cada uma das alíneas, as palavras destacadas têm som _______________, grafia _______________ e significado _______________. São palavras homónimas.

9. Leia as frases.
a) A Carolina era sábia, por isso sabia que ser adepta do Sporting é uma anedota.
b) Tenho o hábito de inventar frases parvas.
Como é possível que o Presidente da República não saiba onde habito?
c) A ingratidão das pessoas magoa.
A minha mágoa é não poder correr tudo a negativa.

9.1. Em cada par de frases, as palavras a negrito têm som _______________, grafia _______________ e significado ______________. Chamam-se homógrafas.

10. Leia as frases.
a) A despensa do Pacheco está cheia de melancias.
A Cláudia pediu dispensa das aulas de Ed. Física. Sua preguiçosa!
b) Quem será o aluno que estava a espiar as colegas nos balneários?
Quem fizer copianço, terá de expiar esse pecado perante o diretor da escola.
c) Hoje, o tráfego estava infernal na Av. 25 de Abril.
O tráfico de drogas e armas é um flagelo para a humanidade.

10.1. Em cada conjunto de frases, as palavras destacadas a negrito têm som ________, grafia _______________ e significado _______________.

Correção: aqui.

sábado, 15 de outubro de 2016

"Quando as crianças brincam"

          Este tema do poema é, como em tantos outros, a infância, mais concretamente a saudade de uma infância feliz que, na realidade, nunca existiu. Esse tema é suscitado por um facto da realidade que despertou as reflexões do sujeito poético: a observação / audição das brincadeiras das crianças.

          No que diz respeito à estrutura interna, o poema pode ser dividido em duas partes: a primeira, constituída pelas duas primeiras estrofes e a segunda, pela última.
          Na primeira parte, o sujeito poético exprime a alegria que lhe despertam as crianças (“Qualquer coisa em minha alma / Começa a se alegrar” e “Numa onda de alegria” – vv. 3-4 e 7) e a saudade (sentimento) de uma infância de brincadeiras (“E toda aquela infância / […] me vem” – vv. 5 e 6), apesar de nunca ter, de facto, vivido essa alegria quando era criança (“E toda aquela infância / Que não tive me vem, / […] / Que não foi de ninguém.” – vv. 5-6 e 8).
               Na segunda, o «eu» lírico começa por considerar o seu passado um enigma (“Se quem fui é enigma” – v. 9), sugerindo, de seguida, que o futuro é imprevisível (“E quem serei visão” – v. 10), reclamando de si mesmo o dever de se alegrar com a evocação de um tempo feliz, sempre associado à ideia de infância (“Quem sou ao menos sinta /: Isto no meu coração.” – vv. 11-12).
         Esta segunda parte é introduzida pelo marcador discursivo Se, que possui um valor condicional, sugerindo as condições necessárias (a consciência de um passado que o sujeito poético não entende e a incapacidade de prever o futuro) para existir um estado de espírito marcado pela alegria. Porém, o valor semântico desse marcador aproxima-se mais da ideia de causalidade (Já que quem fui é enigma, / E quem serei visão.”).
          Estas circunstâncias levam a que o «eu» se sinta perdido, algo de que ele tem plena consciência, como se pode verificar pelo verso 9: "Se quem fui é enigma".

          Ao longo do texto, predominam três tempos verbais: o presente, o pretérito perfeito e o futuro, todos do indicativo.
          Na primeira estrofe e no verso 11, o sujeito poético refere-se ao presente e, por isso, utiliza as formas verbais no presente (“brincam”, “oiço”, “começa”, “sou”). Já na segunda e terceira estrofes, quando recorda o passado, utiliza o pretérito perfeito (“tive”, “foi”, “fui”) e, por fim, no verso 10, recorre ao futuro para se referir ao porvir (“serei”).

          A forma como o sujeito poético encara o futuro é aparentemente contraditória, já que ele o olha com ceticismo e, simultaneamente, esperança, ideia visível pelo recurso à expressão “ao menos” (verso 11), a qual implica a consciência da necessidade de fazer um esforço (esperança), embora assuma simultaneamente um tom de falta de convicção (ceticismo).

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

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