Português: 09/02/24

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Resumo da cena 2 do ato I de Hamlet


    Na manhã seguinte, Cláudio, o novo rei da Dinamarca, faz um discurso aos seus cortesãos, explicando o seu recente casamento com Gertrudes, viúva do seu irmão e mãe do príncipe Hamlet. Assim, afirma o seu luto pelo irmão, as esclarece que é necessário refletir e prevenir o futuro e acrescenta que foi por isso que desposou Gertrudes, sua ex-cunhada e se tornou rei, e que está a celebrar o seu matrimónio, estabelecendo um equilíbrio entre o luto e o ambiente de festa. De seguida, alude a Fortinbras, informando que este lhe escreveu, exigindo a devolução das terras que o rei Hamlet conquistara ao seu pai, e envia uma mensagem de resposta, através de Cornélio e Voltimand, dois cortesãos noruegueses, dirigida ao rei da Noruega, tio de Fortinbras, um homem idoso e doente que desconhece por completo os planos do sobrinho, pedindo-lhe que trave as intenções deste último.

    Concluído o discurso, Cláudio volta a sua atenção para Laertes, que deseja regressar a França, onde vivia antes de ter regressado à Dinamarca, para a coroação do novo rei. Polónio dá o seu assentimento ao desejo do filho e Cláudio faz o mesmo. Dirige-se, antão, a Hamlet, questionando o seu luto persistente e a sua dor. Gertrudes exorta-o a pôr de parte as vestes negras que persiste em usar, mas o filho responde de forma sarcástica. Cláudio intervém, afirmando que a morte é um facto inevitável e «comum», pelo que todos os pais eventualmente morrem. Assim sendo, quando um filho perde o seu pai, deve chorar a sua perda, mas prolongar o estado de sofrimento e dor por muito tempo é inapropriado sinal de fraqueza de caráter. Além disso, exorta-o a pensar nele como um pai, recordando-lhe que é o próximo na linha de sucessão após a sua morte, e incentiva-o a permanecer na Dinamarca, em vez de regressar a Wittenberg, onde estudava antes da morte do pai, como o jovem príncipe tinha pedido. Gertrudes ecoa as palavras do marido, exprimindo o desejo que o filho permaneça perto de si. Hamlet acaba por concordar. Cláudio fica encantado e convida a esposa a celebrar com ele, através de uma festa e tiros de canhão, um antigo costume dinamarquês chamado “despertar do rei”. Todos saem de cena, excerto Hamlet.

    Sozinho, Hamlet inicia um monólogo e expressa o seu descontentamento com o rumo da sua vida após a morte do pai, dois meses antes, bem como a sua indignação com o casamento célere e precipitado da mãe com o seu tio, que ele considera incestuoso. E recorda o modo como os pais pareciam apaixonados um pelo outro. A sua dor é tanta que chega a aflorar o desejo de morrer, de desaparecer e deixar de existir.

    Entretanto, Horácio, Marcelo e Bernardo entram no aposento e cumprimentam Hamlet. O segundo era amigo íntimo do príncipe na universidade de Wittenberg e Hamlet, feliz por o reencontra, questiona-o sobre a razão de ter saído da escola e se encontrar em Elsionre. O amigo responde-lhe que veio ao funeral do rei Hamlet, ao que o príncipe responde, sarcasticamente, que veio assistir ao casamento da sua mãe. Horácio concorda que se tratou de um matrimónio rápido e revela-lhe que, juntamente com Marcelo e Bernardo, viram o fantasma do seu pai. Chocado e atordoado, o príncipe quer mais informações sobre o espírito. Os três homens descrevem o fantasma, a sua armadura, a viseira levantada e aparência pálida. Hamlet afirma que se lhes juntará nessa noite, na esperança de que haja nova aparição e que possa falar com ela, e pede-lhes que não contem a mais ninguém o que viram.

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