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sábado, 8 de junho de 2013

Entrevista a D. João V

D. João V ,filho de D. Pedro II e D. Maria Sofia, governou Portugal de 1707 a 1750 e casou com D. Maria Ana de Áustria.
Na observação do vídeo, comparamos de imediato a personalidade do rei com a personalidade caracterizada por José Saramago no Memorial do Convento. O rei D. João V era caracterizado por ser uma pessoa atraente, de boa figura alto e de pele escura, porém contrariamente à sua figura apresentável estava um caráter ridículo, vaidoso, egocêntrico, infiel e adúltero, chegando a ser na obra de Saramago descrito como “o infatigável cobridor". Esta última característica é evidenciada na entrevista, quando o rei pega no braço da assistente e a senta no seu colo.
O rei é criticado também pelo seu problema de flatulência, chegando a ser ridículo ao ponto de durante toda a conversa demonstrar estes seus problemas devido ao seu gosto excessivo pela comida e por chegar a dizer que não consegue ter filhos devido a este seu problema durante as suas relações sexuais com D. Maria Ana.
No vídeo está representado o gosto do rei pelo luxo, sendo isto visível no seu próprio vestuário e na promessa que fez, na medida em que, este não se limitou a fazer um convento simples e humilde, mas fez sim um convento luxuoso, grandioso e para isto, não olhou a meios, gastando milhares trazidos em ouro do Brasil e sacrificando vidas a centenas de pessoas.
Concluindo, a época do reinado de D. João V é marcada por um período de ostentação e riqueza do reino, porém principalmente por um povo pobre, humilde e sem vontades e ambições sem ser a do rei, que era uma pessoa imponente mas ao mesmo tempo ridícula pela sua personalidade vaidosa e adúltera.


Filipa P.

Campo de Trigo com Corvos

Campo de Trigo com Corvos é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh concluída em julho de 1890.
Observa-se, em primeiro plano, um campo de trigo maduro e amarelado representando uma época de colheita e o de fim de vida. Estão também evidenciados no campo três caminhos, um à esquerda íngreme, outro ao centro e um à direita, que dá acesso à parte do solo que não tem trigo. Visualizam-se também, corvos negros que simbolizam morte.
Em segundo, observa-se um céu azul escuro, que pode simboliza negativismo tensão e tempos difíceis e duas nuvens que fazem contrastar o branco com o preto, logo, a felicidade com a tristeza ou a morte com a vida.
Este quadro, pintado na última semana de vida do autor, representa um conjunto de emoções negativas e de premonições de morte, estando isto simbolizado pelos corvos e pelo céu escuro.

Ana P.

Ovelhas ou nuvens

            A imagem da autoria “ Biratan Porto” tem o nome de “Pastores de Nuvens”, foi apresentado no “World Festival” no ano de 2003.
            No “cartoon” vemos vários homens com bengalas enormes a juntarem algumas nuvens, que estão escuras, mas delas cai pouca quantidade de água. Esta é aproveitada pelos homens, ilustrados no quadro, para uns bidões.
            Cada um tem umas nuvens em grupo, mas verificamos que ainda não estão todas, porque um dos homens ainda está a juntar uma nuvem pequena às restantes, já juntas.
            O solo está seco, sem vida, infértil, pois só vemos de onde em onde uma pedra. Não tem cor e é plano.
            Esta imagem demonstra uns homens que estão a juntar as nuvens com a intenção de originar chuva, com a finalidade de aproveitar todas as gotas.
            Dão a entender que a água é para ser utilizada no solo, pois é muito seco, sem vida e sem plantas, etc…
            A mensagem que o “cartoon” quer passar é a falta de água, pois é um bem essencial para haver Vida.
            O título “Pastores de Nuvens” foi escolhido porque dá ideia que os homens da imagem estão a guardar um rebanho, mas em vez de se tratar de um rebanho de “ovelhas” é um rebanho de “nuvens”.          
            A imagem está relacionada com o poema de Alberto, porque, tal como a imagem, ele pensa ser um pastor de um rebanho, mas não de ovelhas.
            Um “cartoon” que demonstra bem a sua mensagem, que é a importância da água para a vida.

            É um bom “cartoon” pois centra-se num grande tema, que preocupa muito a população na atualidade.

Ana A.

Entrevista Histórica a D. João V

O vídeo proposto para observação apresenta um retrato cómico do que outrora foi D. João V. Certos humorista agarraram nas características mais caricatas do rei, ampliaram-nas na forma mais ridícula possível e construindo este pequeno ato que de certa forma retrata a impressão que o povo possuía do seu monarca.
José Saramago descreve o rei D. João V como um homem vaidoso, absoluto, arbitrário e extravagante, pois gostava de implementar estrangeirismos em Portugal. Era conhecido por ser infiel à mulher por qual se casou por conveniência, era caracterizado pela sua flatulência e por ser nomeado como “irrifatigável cobridor”.
No vídeo humorístico apenas pegam nos traços que o próprio José Saramago redigiu e tentam retrata-los numa cena que começa com um apresentador que primeiramente apresenta o entrevistador como sendo D. João V, este último senta-se numa outra cadeira ao pé do apresentador mas antes de se sentar obriga o apresentante a beijar o chão que pisou, numa forma de mostrar a sua superioridade e a partir desse momento começa a “entrevista”. Essa “entrevista” começa logo com o rei a perguntar se havia algo para comer, de seguida o apresentador tenta perguntar algumas perguntas ao entrevistado e o rei o manda-o calar “Está calado” pois estava ocupado a tentar “seduzir” a servente que lhe trazia comida.
 “D. João” durante a entrevista responde o porquê da construção do convento de Mafra, fala sobre o voto que fez devido à sua doença fatal (“…a minha vida era flat, insiste, flat, insiste…”) que teve na época e a incapacidade da sua mulher gerar filhos (“Quando tava mesmo a conseguir…pausa…flat”). Na entrevista o “rei” passa metade do tempo a querer ir embora “Falta muito para isto acabar”, “És um bocado seca…”, demonstra que não queria estar ali, na outra parte do tempo a entrevista é interrompida pelos flates de sua majestade. O monarca faz piadas sobre a localização e como lançou a primeira pedra (“O arquiteto estava armado em mete nojo (…) agarrarei numa pedra e truz”), fala de uma maneira descuidada como se não importasse em ser bem ou não mal-educado. Disse que depois da construção do convento, que fora dedicado a Nossa Senhora e a St. António, a sua flatulência aumentou mas a sua mulher conseguiu finalmente conceber um filho, Maria Barbara e a seguir mais cinco outros e “depois o resto”, fala abertamente sobre a sua infidelidade (“A partir daí tive uma vida extra conjugal muito animada”) sentindo-se orgulhoso por isso.
Falam também sobre a introdução da ópera italiana em Portugal que se deveu a D. João e por fim conversam sobre a sua morte que foi considerada uma morte feliz que se deveu a uma congestão (“Eu comi muito ao pequeno-almoço (…) e nisto chega mais uma cantora italiana que eu queria induzir em Portugal (…) dá-se-me um flat maior que os outros (… daí dá-se o flat mestre (…) estando a italiana a “cantar”).
Podemos concluir que este vídeo goza com os modos de vida de D. João exercia, até mesmo os motivos e o momento da sua morre são ridicularizados na cena, o apresentador tenta manter-se apresentável durante toda a entrevista enquanto o humorista que representa o rei tenta demonstrar superioridade, alguma malicia, um pouco de extravagância e também autoridade, isto enquanto dá flates que estragam qualquer alusão a essa impressão, tornando assim alguém por qual deveríamos ter respeito e afeição, em uma pessoa “nojenta”, sem princípios e no mínimo ridícula.

Daniela E.

Torre de Babel


A imagem aqui presente é um quadro intitulado “Torre de Babel”, pintado em 1563 por Pieter Bruegel (1525-1569), pintor flamengo nascido em Bree, Ducado de Brabante (atual Bélgica), que faleceu em Bruxelas. Há três versões desta pintura: a original, uma de dimensões mais pequenas (ao lado) e uma em marfim; porém, esta última foi perdida já há muitos anos. A apresentada acima é uma das duas restantes, sendo a mais pequena destas pintada numa tela de 60 cm x 74.5 cm. Esta versão mais pequena está atualmente exposta no Museu Boijmans Van Beuningen, em Roterdão, Países-Baixos.
No quadro, podemos observar a suposta Torre de Babel, torre fictícia mencionada e descrita no Livro de Génesis. A torre aparenta ter uma altura enormíssima, ultrapassando até as nuvens do céu. A mesma tem uma forma cónica, com uma base larga e redonda, que vai ficando mais estreita à medida que a subimos, e com o topo ainda por acabar. Há várias janelas, portas e entradas com arco à volta da torre. No plano de fundo, podemos ver terra e árvores, assim como mar e barcos a atracar perto da torre. Analisando ao pormenor, podemos também observar pessoas perto da base e ao pé das entradas e portas. A torre faz parte da mitologia hebraica e foi construída por um suposto único povo unido, com uma só língua, com os mesmos valores e costumes. Para mostrar a sua grandiosidade, ele decidiu construir uma torre tão alta que chegasse aos céus; o edifício pode ser comparado à cidade de Roma, que foi governada pelos Césares com a intenção de ser uma cidade eterna. Ao mesmo tempo, a torre é também um símbolo de um orgulho castigado, e uma das principais intenções do pintor é mostrar e condenar o orgulho das pessoas, pois, segundo a lenda, Deus veio à Terra ver o que este povo fez e, descontente, espalhou-o por todos os cantos do mundo, confundindo as línguas destas novas populações, para que estas não se entendessem entre si, encerrando assim a construção da torre. O trabalho dos construtores e engenheiros (a estrutura apresenta uma forma irregular e mal construída) remete-nos para uma segunda moral, que é a futilidade de muito esforço humano.
No fundo, este quadro dá-nos uma lição, que é apenas não tentar algo de grandes proporções só pela questão de orgulho, pois, no fim, pode-se dar uma reviravolta e todo o nosso esforço é desperdiçado. A outra versão deste quadro dá-nos a mesma moral e não é muito diferente deste quadro: tem apenas umas ligeiras alterações e um maior detalhe. Os quadros de Bruegel representam frequentemente símbolos que nos dão uma lição de moral, e aconselho todos a experimentar analisar um quadro deste grande pintor, pois são quadros muito bem pintados e detalhados, e porque, no fim, podemos também todos aprender uma nova lição de vida.

Pedro M.
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