quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Distinção entre os vários tipos de modificador

     Eis mais uma (excelente) explicação sobre como distinguir os diferentes tipos de modificador, da autoria da professora Brígida Trindade, que pode ser encontrada aqui (Ciberdúvidas).


O modificador é uma função sintática que não é selecionada pelo verbo, nem pelo nome, podendo, por isso, ser eliminado sem comprometer a gramaticalidade da frase. Vejamos:
«A Ana vai a Lisboa (amanhã).»
O modificador aceita o teste da mobilidade:
a) «Amanhã, vou a Lisboa.»
 b) «Vou, amanhã, a Lisboa.»
c) «Vou a Lisboa amanhã.»
No teste da pergunta/resposta, verificamos que o modificador está na pergunta e não é necessário na resposta:
a) «O que é que faço amanhã?» 
R: «Vou a Lisboa.»

Obs. – O mesmo não poderemos fazer com o constituinte a Lisboa:
a) «*O que é que  faço a Lisboa?»
R:  «*Vou amanhã.»

Da aplicação deste teste, conclui-se que o constituinte que está na pergunta (amanhã) é opcional, logo é o modificador e o constituinte que está na resposta (a Lisboa) é obrigatório, logo é complemento, neste caso oblíquo.

Existem dois tipos de modificadores: o modificador do grupo verbal, que faz parte do predicado, e o modificador da frase. Para distinguir o modificador do grupo verbal do modificador de frase podemos aplicar dois testes sintáticos: o teste da negação e/ou o teste da interrogação:

O modificador do grupo verbal pode ser negado e interrogado:
a) «É amanhã que a Ana vai a Lisboa?»
b) «A Ana vai a Lisboa não amanhã, mas na sexta-feira.»



(continua)
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