sábado, 3 de outubro de 2026
A falta da virgulazinha
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Terá-la-á: pena efetiva de prisão para o assassino da língua
- uso da próclise: no contexto da frase, a conjunção "que" ("...relata que Maria Lisboa...") atrai o pronome para antes do verbo. Assim, a forma correta e mais fluida é: "a terá perseguido".
- uso da mesóclise: se o objetivo fosse manter a mesóclise (embora o "que" a desencoraje aqui), a regra dita que o pronome se insere entre o infinitivo do verbo e a terminação. Para o verbo "ter", conjugado no futuro, a forma correta seria: "tê-la-á" (ter + la + á). Neste caso, dá-se a queda do /r/ e a acentuação da sílaba /tê/
Autópsia a um texto mal pontuado
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Uma tempestade de erros
- Erro de concordância verbal: utilização de "era" em vez de "eram" na frase "não era alinhados", falhando a concordância com o sujeito no plural ("escritores e artistas").
- Erro ortográfico: a palavra "neorealista" está incorretamente escrita. A grafia correta, com a duplicação da consoante após o prefixo, é "neorrealista".
- Falta de vírgula antes de conjunção adversativa: no excerto "...não era alinhados com o regime ditatorial mas, também, não se reviam...", falta uma vírgula antes do "mas". O correto seria "...regime ditatorial**,** mas...".
- Falta de pontuação no final: O último período termina de forma abrupta com "...em Portugal em 2024", faltando o ponto final (.) obrigatório para encerrar a frase.
Sporting perde Taça para o Torreense e «A Bola» perde a noção
O jornalista sportinguista que escreveu esta notícia ficou tão afetado pela derrota leonina no final da Taça de Portugal que se fartou de agredir a escrita: desconhece-se o motivo por que travou a conjunção adversativa «mas» com uma vírgula e a visão e as falanges perturbadas levaram-no a trocar «deve» por «vede». Nós vimos... e foi giro. Carrega, Torreense!
O jornal Expresso não reflete
O jornal Público não sabe pontuar
terça-feira, 7 de julho de 2026
Informando sobre o verbo "informar"
Uma "plaforma"
Como é sabido, a classificação dos exames digitalizados tem sido um fartote de erros.
Pois bem, ontem ficámos a saber pela SIC que afinal o problema reside na "Plaforma de correção".
E eu a pensar que era a plataforma de classificação...
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Olise no PSG? Quando o sujeito é composto… mas o verbo foi sozinho
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Os alunos aprendem menos quando usam tecnologia
As escolas estão a limitar telemóveis, mas continuam a encher as salas de aula de computadores e plataformas digitais. Para muitos pais e especialistas, o problema não desapareceu: os ecrãs podem estar a prejudicar a aprendizagem, a concentração e o bem-estar das crianças.
Uma mãe contou-me recentemente que está com dificuldade em fazer com que a filha, que é bem-comportada e tem bons resultados escolares, vá às aulas. A mãe queixa-se que a filha chega muitas vezes atrasada ou falta, e teme que ela não consiga concluir o ensino secundário e que a sua admissão na universidade seja revogada.
O que se passa? A mãe, que em casa incentiva escolhas ponderadas em relação à tecnologia, acredita que o uso de tecnologia na escola está a deixar a filha stressada e exausta. Os seres humanos evoluíram para interagir uns com os outros, usar o corpo e estar ao ar livre, não para passar o dia a olhar para ecrãs, sublinhou.
Ela é apenas uma entre muitos pais que me dizem estar preocupados com o impacto que o uso dos ecrãs nas escolas tem nos seus filhos. A esmagadora maioria das escolas públicas dos EUA (88%), já distribui dispositivos a todos os alunos, segundo um inquérito de 2025 do Centro Nacional de Estatísticas da Educação. As escolas públicas da minha própria cidade também usam muita tecnologia, e eu também estou preocupada com as minhas filhas.
A reportagem é da CNN e pode ser lida clicando na ligação: cnnportugal.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Uma escrita nada enxuta
O jornalista do jornal "A Bola", entre outras parvoíces, neste texto, deve ter acordado a pensava que morava no Brasil. Vai daí, decidiu ampliar o alcance do Acordo Ortográfico, abolindo, no português de Portugal, o "h" inicial.
Úmido é a avozinha.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Macacadas nuas sobre cálculo mental
Reparem: no título, escreve-se que o homem nasceu em 1948 e faleceu este ano, 2026.
Ora bem, fazendo uma subtração simples (2026 - 1948), chegaremos à conclusão que o escritor foi para o céu com 78 anos.
Porém, quando menos a notícia, somos confrontados com a informação de que, afinal, partiu aos 98 anos. Se calhar, ainda está vivo e, na verdade, só deixará este mundo cruel em 2046.
Para repor a verdade, trata-se um lapso no título: Desmond Morris nasceu em 1928.
O concelho que era conselho
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Mandarim não é só pudim
Por mais estranho que pareça, na China fala-se mandarim, a língua oficial do país. O chinês é outra "coisa". O jornalista não sabe. Oh, 😞 que surpresa!



















