segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Obras de Almeida Garrett

Poesia
     Lírica de João Mínimo (1829)
     Romanceiro (1843 - volume I)
     Flores sem Fruto (1845)
     Folhas Caídas (1853)

Narrativa
     Viagens na Minha Terra, publicada em folhetins em 1843 e editada na íntegra em 1846
     Arco de Sant'Ana (1845 - volume I; 1850 - volume II)

Teatro
     Lucrécia (1819)
     Catão (1821)
     Camões (1825)
     D. Branca (1826)
     Um Auto de Gil Vicente (1838)
     Dona Filipa de Vilhena (1840)
     O Alfageme de Santarém (1842)
     Frei Luís de Sousa (representado pela primeira vez em 1843 3 publicado em 1844)
     A Sobrinha do Marquês (1848)

Mensagem do Coveiro aos Tontos

     Ler em .

Biografia de Garrett

  • Filho do selador-mor da Alfândega do Porto, João Baptista da Silva Leitão, nome a que, mais tarde, acrescentará os apelidos de Almeida Garrett, nasceu a 4 de Fevereiro de 1799, na mesma cidade, mais precisamente na rua do Calvário, às Virtudes, nos números 37, 39 e 41.
  • O período da infância, vivido no Porto, marcou indelevelmente o futuro escritor, alimentado pelas tradições populares reveladas nas histórias e cantilenas das duas velhas criadas com quem conviveu.
  • Acompanhou a família quando esta se viu obrigada a fugir para Lisboa, primeiro, e para os Açores, depois, onde tinha propriedades, para escapar à segunda invasão francesa, comandada por Soult, que entrou em Portugal por Chaves e se dirigiu, de seguida, para o Porto, cidade que ocupou.
  • Almeida Garrett passou, assim, a sua adolescência na Ilha Terceira, onde estudou e contactou com a cultura humanística, de influência clássica e arcádica, lendo e estudando os grandes tragediógrafos gregos e latinos, sob a orientação do tio D. Frei Alexandre da Sagrada Família, bispo de Malaca e depois de Angra. Esse estudo e essas leituras desenvolveram no jovem Garrett a sua paixão pelo teatro, exemplificada pela escrita de Xerxes.
  • Em 1816, regressou ao continente e frequentou o curso de Direito na Universidade de Coimbra, onde contactou com os ideais liberais e organizou uma loja maçónica, frequentada por por alunos da Universidade, como, por exemplo, Passos Manuel.
  • Em 1818, passou a usar os apelidos Almeida Garrett, à semelhança de toda a sua família. Segundo o seu biógrafo Gomes de Amorim, o apelido foi obtido a partir do nome do seu padrinho, enquanto Almeida era apelido oriundo do lado materno e Garrett derivava da ascendência irlandesa da sua avó paterna. Por outro lado, a introdução dos dois apelidos acima referenciados traduz o esteticismo e o elitismo social de Garrett.
  • Os ideais de liberdade proclamados pela Revolução Francesa determinaram a ideologia liberal da revolução liberal de 1820 e marcaram para sempre o percurso cívico e político de Garrett. Enquanto dirigente estudantil e orador, defendeu o vintismo , escrevendo inclusive um Hino Patriótico recitado no Teatro de S. João.
  • Em 1821, fundou a Sociedade dos Jardineiros. Após nova viagem aos Açores, provavelmente por razões relacionadas com a sua ligação à Maçonaria, estabeleceu-se em Lisboa, continuando aí a
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