quarta-feira, 18 de maio de 2011

Prémios (alguns)

  • 1979 - Prémio da Associação de Críticos Portugueses
  • 1980 - Prémio Cidade de Lisboa
  • 1982 - Prémio do Pen Clube Português e Prémio Literário do Município de Lisboa
  • 1984 - Prémio do Pen Clube Português; Prémio D. Dinis; Prémio da Associação Portuguesa de Críticos
  • 1985 - Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada; Prémio da Crítica pelo conjunto da obra
  • 1987 - Prémio Grinzane-Cavour (Itália), pela obra O Ano da Morte de Ricardo Reis
  • 1991 - Grande Prêmio de Novela da Associação Portuguesa de Escritores; Prémio Brancatti (Itália); Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas
  • 1992 - Prémio Internacional Ennio Faiano (Itália), por Levantado do Chão, e Prémio Internacional Literário Mondello (Itália); Prémio Literário Brancatti (Itália)
  • 1993 - Grande Prémio de Teatro da Associação Portuguesa de Escritores; Membro do Parlamento Internacional de Escritores, em Estrasburgo; Prémio The Independent (Reino Unido) e Prémio Vida Literária da APE
  • 1994 - Membro da Academia Universal das Culturas (Paris); Sócio da Academia Argentina de Letras
  • 1995 - Prémio Consagração da Sociedade Portuguesa de Autores
  • 1996 - Prémio Camões
  • 1998 - Prémio Nobel da Literatura

Obra

. Romance
  • Terra do Pecado (1947)
  • Manual de Pintura e Caligrafia (1977)
  • Levantado do Chão (1980)
  • Memorial do Convento (1982)
  • O Ano da Morte de Ricardo Reis (1986)
  • A Jangada de Pedra (1986)
  • História do Cerco de Lisboa (1989)
  • O Evangelho segundo Jesus Cristo (1991)
  • Ensaio sobre a Cegueira (1995)
  • Todos os Nomes (1997)
  • A Caverna (2000)
  • O Homem Duplicado (2002)
  • Ensaio sobre a Lucidez (2004)
  • As Intermitências da Morte (2005)
  • A Viagem do Elefante (2008)
  • Caim (2009)

. Teatro
  • A Noite (1979)
  • Que Farei com Este Livro? (1980)
  • A Segunda Vida de Francisco de Assis (1987)
  • In Nomine Dei (1993)
  • Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido (2005)

. Poesia
  • Os Poemas Possíveis (1966)
  • Provavelmente Alegria (1970)
  • O Ano de 1993 (1975)
  • Poesia Completa (2005)

. Crónicas
  • Deste Mundo e do Outro (1985)
  • A Bagagem do Viajante (1973)
  • As Opiniões que o DL teve (1974)
  • Os Apontamentos (1976)
  • Folhas Políticas (1976-1998) (1999)

. Contos
  • Objecto Quase (1978)
  • O Conto da Ilha Desconhecida (1998)
  • A Maior Flor do Mundo (2001)

. Ensaio
  • Poética dos Cinco Sentidos (O Ouvido) (1979)

. Viagens
  • Viagem a Portugal (1980)

. Diário
  • Cadernos de Lanzarote I (1994)
  • Cadernos de Lanzarote II (1995)
  • Cadernos de Lanzarote III (1996)
  • Cadernos de Lanzarote (1993-1995) (1997)
  • Cadernos de Lanzarote IV (1998)
  • Cadernos de Lanzarote V (1998)

. Discursos
  • Discursos de Estocolmo (1999)

D. João V

          O retrato do Rei é feito de forma indirecta, através da descrição das suas acções e dos seus pensamentos, dos encontros com a madre Paula, das idas à câmara da Rainha, das conversas com o Tesoureiro...
          Filho de D. Pedro e da rainha D. Maria Sofia de Neuburg, foi proclamado rei em 1 de Janeiro de 1707, tendo, no ano seguinte, casado com a princesa Maria Ana Josefa de Áustria, de quem teve seis filhos, a somar aos inúmeros bastardos que semeou pelo reino.
          Preocupado com a ausência de descendentes legítimos e influenciado pelo poder da Igreja católica, faz a promessa de construir um convento em Mafra se, no prazo de um ano, a rainha gerar um descendente. A promessa é cumprida após o nascimento da princesa Maria Bárbara.

          D. João V é infiel à rainha, adúltero, pois mantém inúmeras relações extra-conjugais, das quais resultam os (acima) referidos filhos bastardos. A sua relação com a esposa é desprovida de qualquer afectividade, consistindo no simples cumprimento de um dever. Mais: as páginas iniciais descrevem-no-las de forma caricata e sarcástica: repletas de formalismos, sem espontaneidade, cumplicidade, intimidade, amor ou prazer. Chegados aqui, convém recordar que o casamento entre ambos foi «arranjado», que os noivos mal se conheciam e que se uniram sem qualquer traço de amor que os aproximasse. A relação matrimonial esgota-se na necessidade de gerar um herdeiro para o trono.
          Por outro lado, é extremamente vaidoso e egocêntrico, por isso compraz-se na contemplação do número ordinal romano V por ser comum ao Papa e a si próprio (cap. I); é servido por inúmeros criados (p. 13); exige que a data de sagração do convento seja um domingo que coincida


(em actualização...)
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