sexta-feira, 29 de junho de 2018

A avaliação de professores

     Circula por aí a tese de que os professores portugueses não são avaliados e que esse é um dos grandes problemas da Educação portuguesa.
     Como é evidente, o mundo em que os teóricos operam é radicalmente diverso da dita realidade. Talvez devessem dedicar algum do seu tempinho a ler umas coisas... (A TRADUÇÃO É NOSSA, DAÍ QUE...)



Conclusões:
  • No geral, no entanto, a iniciativa não alcançou os seus objetivos para o desempenho ou graduação dos alunos, nomeadamente para os do LIM;
  • Com pequenas exceções, em 2014-2015, o desempenho dos alunos, o acesso a um ensino efetivo e as taxas de abandono não foram dramaticamente melhores do que foram para sites semelhantes que não participaram na iniciativa Parcerias Intensivas;
  • Há várias razões possíveis para que a iniciativa não tenha produzido a dramática melhoria desejada nos resultados em todos os anos: implementação incompleta das políticas e práticas-chave; a influência de fatores externos, tais como mudanças políticas a nível estadual durante a iniciativa de Parcerias Intensivas; tempo insuficiente para que os efeitos apareçam; uma teoria de ação falhada; ou uma combinação de todos estes fatores.



     O novo sistema de avaliação de professores patrocinado pela Fundação Gates e as bolsas de Obama Race to the Top incluíam as avaliações dos professores baseadas nos resultados dos testes dos alunos e a observação intensiva dos professores  através do recurso a uma rubrica estrita para os métodos de ensino. O resultado final iria, supostamente, identificar os professores altamente eficazes, bem como os ineficazes. Então, os professores poderiam ser despedidos ou recompensados financeiramente pelo seu mérito a partir do seu ranking no sistema de avaliação. Alguns reformadores tinham teorizado que esse sistema melhoraria drasticamente o desempenho académico dos estudantes. Havia até uma teoria segundo a qual se poderia melhorar o desempenho dos alunos com baixo desempenho se fossem expostos a professores altamente eficazes durante apenas três anos consecutivos. Acreditava-se que os fatores socioeconómicos que afetam o desempenho dos alunos poderiam ser ignorados pela simples fixação dos professores. Provou-se que essas teorias estão erradas. Os professores enquanto bode expiatório para os problemas sociais simplesmente não funciona, mas empurra os bons para fora da profissão e desencoraja os jovens brilhantes a entrar na profissão. Resultado: uma séria escassez de professores.
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