Português: Gramática
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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Travessão

 
1. O travessão é o sinal de pontuação mais flexível da língua portuguesa.
 
2. Convém ter presente o seguinte facto: há quatro sinais constituídos por um traço horizontal:
• o travessão: —
• a meia-risca: –
• o hífen: -
• o underscore: _
         A meia-risca pode ser usada em substituição do travessão, por decisão editorial.
         O hífen só pode ser usado para substituir o travessão quando não há outra solução ou em textos muito informais (por exemplo, uma conversa por SMS ou no WhatsApp).
         O underscore é usado exclusivamente no âmbito informático.
 
3. Quando se escreve um texto num computador, há diversas hipóteses para inserir o travessão:
a) usar as teclas Ctrl-Alt+sinal de menos (-) (no teclado numérico);
b) clicar em Inserir, Símbolo, Mais Símbolos, Carateres Especiais (caso não tenha teclado numérico); depois, copiar o travessão e aceder à janela da correção automática (no menu Ficheiro, Opções, Verificação, Opções de Correção Automática); nessa janela, inserir a correção automática de «--» por «—»; sempre que se clicar duas vezes seguidas na tecla do hífen, surgirá um travessão.
 
4. O travessão é utilizado para:
 
4.1. Assinalar o diálogo / indicar a fala das personagens:
A Miquelina perguntou:
— Quem era Lito Sousa?
— Lito Sousa era um divulgador de aviação — respondeu a tia Gabriela.
 
4.2. Substituir a vírgula, destacando a parte isolada:
Mas quando nos apeámos no pequeno cais branco e fresco — só houve em torno de nós solidão e silêncio...
Eça de Queirós, “Civilização
 
4.3. Substituir os parênteses, destacando a parte isolada:
Foi então que apresentou o detetive Joe Kenda — que é muito conhecido.
Foi então que apresentou o detetive Joe Kenda (que é muito conhecido).
 
4.4. Substituir os dois pontos (exceto no diálogo),dando maior destaque ao que se segue:
(...) e aí depusemos melancolicamente o que nos ficara de trinta e sete malas — os paletós alvadios, uma bengala e um Jornal da Tarde.
 
4.5. Destacar uma parte da frase que não levaria outro tipo de pontuação:
Foi nesse momento que deparou com o assassino do Zodíaco — e desatou a tremer.
 
4.6. Definir ou explanar uma ideia:
Saudade — nome que diz a permanência do perdido.
 
4.7. Introduzir uma conclusão, equivalendo aos dois pontos:
E ainda hoje naquela ilha, que se chama agora S. Miguel, existe esse lugar maravilhoso e com aquele nome — as Sete Cidades.
 
4.8. Delimitar (travessão duplo) o início e o fim da fala do narrador, quando intercalada no discurso de uma personagem:
— Há de vir aí um artista — prometeu-me Ema. — Você verá o entusiasmo dele. Um mundo sem arte seria absurdo.
 
5. O uso do travessão depende muito do estilo de quem escreve.
O cão do meu vizinho é irritante — mas o meu não.
Tudo isto quer dizer apenas uma coisa — o travessão é um sinal muito flexível na língua portuguesa.
 
6. De acordo com o professor Marco Neves (Pontuação em Português, p. 79), “Há uma sucessão de sinais parentéticos constituída pelo travessão, parênteses e vírgula. O travessão dá um maior destaque à expressão parentética:
Foi então que chegou o João — que é o meu melhor amigo.
Foi então que chegou o João (que é o meu melhor amigo).
Foi então que chegou o João, que é o meu melhor amigo.
 
7. “Quando usamos os parênteses, é perfeitamente possível (e, por vezes, obrigatório) usar uma vírgula a seguir.
Se não usarmos a vírgula depois do travessão (o que fica ao nosso critério), estaremos a irritar algumas pessoas. Mas, se a usarmos, também...
Ora, no caso do travessão, temos dois ussos distintos: há quem use essa vírgula e há quem veja na vírgula um excesso, pois o travessão também tem o valor de vírgula. Aconselho o uso da vírgula, por analogia com a possibilidade de usar uma vírgula após os parênteses.
Se usarmos a vírgula depois do travessão — o que fica ao nosso critério —, estaremos a irritar algumas pessoas.
Se não usarmos a língua depois do travessão — o que fica ao nosso critério — estaremos a irritar outras pessoas.”
 
8. Por regra, a meia-risca é uma alternativa ao travessão. Contudo, pode ser usada para ligar dois elementos. Neste caso, não deixamos qualquer espaço antes nem depois da meia-risca:
O jogo Portugal–Noruega terminou 2 a 1.
O percurso Vilar Formoso–Aveiro demorou duas horas e meia.
Horário do exame: 9h–11h.
O mais habitual nestes casos, porém, é usar o hífen.
 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Obelisco

 

1. As notas de rodapé são muito úteis, nomeadamente em trabalhos académicos, embora não em exclusivo.
 
2. De acordo com o professor Marco Neves (in Pontuação em Português, p. 33), “Nos primórdios dos textos escritos, as notas eram inseridas pelo leitor – aliás, a pontuação era inserida pelo leitor.”
 
3. A partir do momento em que os autores começaram, eles próprios, a criar notas, principiaram a usar símbolos para indicar essas notas. Um dos símbolos foi o asterisco (*). Surgiram, igualmente, outros símbolos, secundários, como o obelisco simples (†) e o obelisco duplo (‡). Todos estes símbolos surgem, no texto, numa posição superior à linha.
 
4. Nos nossos dias, o mais comum é usar números para assinalar tanto notas de rodapé como notas finais.
 
5. De vez em quando, encontramos textos em que se misturam os dois estilos, ou seja, uma nota de rodapé do autor pode ser indicada através de um asterisco ou por um obelisco, e uma nota do editor ou do tradutor pode ser anunciada por números.
 
6. O asterisco (*) (do grego asterískos = estrelinha) é um sinal auxiliar de escrita que se usa:
 
6.1. À direita de uma palavra, e sobrescrito, para assinalar uma nota de pé de página:
Ex.: Tornar o ambiente mais próprio ao investimento na investigação privada, às parcerias em matérias I&D* e ao lançamento de empresas no domínio das tecnologias de ponta.
*I&D = Investigação e Desenvolvimento
 
6.2. À esquerda de uma sequência de palavras, e também sobrescrito, para assinalar uma construção agramatical.
Ex.: *Se a encontrarás, diz-lhe que a detesto.
 
6.3. À esquerda de uma palavra, para indicar uma origem etimológica reconstruída, isto é, não atestada:
Ex.: guerra < *werra [germânica]
 

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Funcionamento do aparelho fonador

    O ar expelido dos pulmões, através dos brônquios, penetra na traqueia e chega à laringe, onde, ao atravessar a glote, costuma encontrar o primeiro obstáculo à sua passagem.

    A glote, que se situa na altura da chamada maçã-de-adão, pomo-de-adão ou, no Brasil, gogó, é a abertura entre duas pregas musculares das paredes superiores da laringe, conhecidas pelo nome de cordas vocais. O fluxo de ar pode encontrá-la fechada ou aberta, em virtude de estarem aproximados ou afastados os bordos das cordas vocais. No primeiro caso, o ar força a passagem através das cordas vocais retesadas, fazendo-as vibrar e produzir o som musical característico das articulações sonoras. No segundo caso, quando as cordas vocais estão relaxadas, o ar escapa-se sem vibrações da laringe. As articulações produzidas denominam-se, então, surdas.
    A distinção entre sonora e surda pode ser claramente percebida na pronúncia de duas consoantes que quanto ao mais se identificam. Assim:
                                                                /b/ [ = sonoro ]         /p/ [ = surdo ]
    Ao sair da laringe, a corrente expiratória entra na cavidade faringe, uma encruzilhada, que lhe oferece duas vias de acesso ao exterior: o canal bucal e o nasal. Suspenso no entrecruzar desses dois canais fica o véu palatino, órgão que possui mobilidade capaz de obstruir ou não o ingresso do ar na cavidade nasal e, consequentemente, de determinar a natureza oral ou nasal de um som.
    Quando levantado, o véu palatino cola-se à parede posterior da faringe, deixando livre apenas o conduto bucal. As articulações assim obtidas denominam-se orais (adjetivo derivado do latim os, oris, isto é, "a boca"). Quando abaixado, o véu palatino deixa ambas as passagens livres. A corrente expiratória então divide-se, e uma parte dela escoa-se pelas fossas nasais, onde adquire a ressonância característica das articulações, por este motivo, também chamadas nasais.
    Compare-se, por exemplo, a pronúncia das vogais:
                                        /a/ [ = oral ]             /ã/ [ = nasal ]
em palavras como:
                                        lá / lã mato / manto
    É, porém, na cavidade bucal que se produzem os movimentos fonadores mais variados, graças à maior ou menor separação dos maxilares, das bochechas e, sobretudo, à mobilidade da língua e dos lábios.

O aparelho fonador


    O aparelho fonador é constituído pelas seguintes partes:

a) os pulmões, os brônquios e a traqueia, órgãos respiratórios que fornecem a corrente de ar, matéria-prima da fonação;

b) a laringe, onde se localizam as cordas vocais, que produzem a energia sonora utilizada na fala;

c) as cavidades supralaríngeas (a faringe, a boca e as fossas nasais), que funcionam como caixas de ressonância, sendo que a cavidade bucal pode variar profundamente de forma e de volume, graças aos movimentos dos órgãos ativos, sobretudo da língua, que, de tão importante na fonação, se tornou sinónimo de "idioma".

    Quase todos os sons da nossa fala são produzidos na expiração. A inspiração normalmente funciona como um instante de silêncio, um momento de pausa na elocução. Há outras línguas, como, por exemplo, o hotentote, o zulo, o boximane e outros idiomas africanos, que apresentam uma série de consoantes articuladas na inspiração, os ruídos que se denominam cliques. No caso da língua portuguesa, praticamos alguns cliques, mas sem valor fonémico: o beijo, que é uma bilabial inspiratória; o estalido línguo-dental com que animamos o andar das cavalgaduras; e uns poucos mais.

(c) Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo

Os sons da fala

    Os sons da fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar proveniente dos pulmões.
    Para a sua produção, de acordo com Celso Cunha e Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), são necessárias três condições:
            a) a corrente de ar;
            b) um obstáculo encontrado por essa corrente de ar;
            c) uma caixa de ressonância.
    Estas condições são criadas pelos órgãos da fala, denominados, no seu conjunto, aparelho fonador.

Fonologia

    A fonologia tem como objeto de estudo as mais pequenas unidades da língua, os segmentos fonológicos, a sua organização em sistema e os processos e regras a que estão sujeitos esses segmentos. Os elementos do sistema fonológico são frequentemente denominados "fonemas".

quarta-feira, 25 de março de 2026

Modalidade e valor modal

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Complemento do nome e do adjetivo

sábado, 26 de julho de 2025

Listas

1.         As listas dispostas em várias linhas permitem organizar enumerações, tornando o texto mais claro e acessível para o leitor.
 
2.         Habitualmente, existem três tipos de listas:

. os fragmentos (palavras ou expressões), sem um início de frase;

. uma só frase distribuída em várias linhas;

. várias frases completas.

 
3.         Exemplo de uma lista de fragmentos:

. Lista de compras:
- Batatas
- Cebolas
- Arroz
- Azeite
- Gelatina
- Melão
- Bananas
Este tipo de lista não necessita de pontuação no final de cada elemento, todavia é possível usar o ponto e vírgula (exceto no último elemento) ou o ponto a separá-los.
 
4.         Exemplo de uma lista constituída por uma frase distribuída em várias linhas:

. Aprender Matemática requer:
- compreender os conceitos básicos antes de avançar;
- praticar com frequência e regularidade;
- desenvolver o raciocínio lógico;
- aplicar a matemática em situações do dia a dia;
- não ter medo de errar e aprender com os erros.
 
5.         Exemplo de uma lista constituída por várias frases:
. Estas são as razões pelas quais o trabalho em grupo é valorizado na escola:
- Desenvolve-se a cooperação entre os alunos.
- Estimula-se o respeito pelas opiniões dos outros.
- Aprendem-se competências sociais importantes para a vida.
 
6.         Existem ainda listas feitas de vários parágrafos. É o caso de listas de normas. Tomemos como exemplo um artigo numa determinada lei, que é habitualmente constituído por parágrafos numerados e cada parágrafo por alíneas.

Artigo 12.º — Direitos dos trabalhadores-estudantes

1. O trabalhador-estudante tem direito à realização de exames em época especial, nos seguintes termos:

a) Deve apresentar atempadamente o seu comprovativo de matrícula;

b) A marcação da época especial deve ser feita de comum acordo com a entidade empregadora;

c) O número de exames não pode exceder o estipulado pelo regulamento da instituição de ensino.

2. O trabalhador-estudante tem direito à dispensa de serviço para a frequência de aulas, desde que:

a) As aulas decorram em horário coincidente com o horário de trabalho;

b) A entidade empregadora seja previamente informada do horário letivo;

c) A frequência seja devidamente comprovada pela instituição de ensino.

3. Para efeitos de justificação de faltas, o trabalhador-estudante deve apresentar:

a) Declaração comprovativa da atividade académica;

b) Prova documental da realização de provas ou frequência de aulas obrigatórias.
 
7.         Para organizar listas, usam-se sinais próprios (travessão, hífen, pequeno círculo, etc.), números (conjugados ou não com sinais de pontuação) ou letras – as chamadas alíneas (com um ou dois parêntesis ou outro sinal de pontuação):
-> •, -, –, etc.
-> a), (a), A), (A), a., A., a, A
-> 1), 1., (1), 1, i., I., i, I, etc.
 
8.         Numa lista, podem existir vários níveis, com sublistas dentro de cada elemento.

1. Primeiro elemento da lista

a) Primeira alínea do primeiro elemento.

b) Segunda alínea do primeiro elemento.

2. Segundo elemento da lista

a) Primeira alínea do segundo elemento.

b) Segunda alínea do segundo elemento.

 
9.         Se uma lista for constituída por uma frase, esta deve ser escrita como se não estivesse em forma de lista:

. Falar bem implica:
·         exprimir-se corretamente oralmente;
·         estruturar bem o discurso;
·         apresentar argumentos e exemplos adequados ao tema.
 

Classes e subclasses de palavras (1)

1. Lê o seguinte excerto.
 
Deambulações e pensamentos ...

               – Amo, pelas tardes demoradas de verão, o sossego da cidade baixa, e sobretudo aquele sossego que o contraste acentua na parte que o dia mergulha em mais bulício. A Rua do Arsenal, a Rua da Alfândega, o prolongamento das ruas tristes que se alastram para leste desde que a da Alfândega cessa, toda a linha separada dos cais quedos – tudo isso me conforta de tristeza, se me insiro, por essas tardes, na solidão do seu conjunto. Vivo uma era anterior àquela em que vivo; gozo de sentir-me coevo de Cesário Verde, e tenho em mim, não outros versos como os dele, mas a substância igual à dos versos que foram dele. Por ali arrasto, até haver noite, uma sensação de vida parecida com a dessas ruas. De dia elas são cheias de um bulício que não quer dizer nada; de noite são cheias de uma falta de bulício que não quer dizer nada. Eu de dia sou nulo, e de noite sou eu. Não há diferença entre mim e as ruas para o lado da Alfândega, salvo elas serem ruas e eu ser alma, o que pode ser que nada valha, ante o que é a essência das coisas. Há um destino igual, porque é abstrato, para os homens e para as coisas – designação igualmente indiferente na álgebra do mistério.

         Mas há mais alguma coisa... Nessas horas lentas e vazias, sobe-me da alma à mente uma tristeza de todo o ser, a amargura de tudo ser ao mesmo tempo uma sensação minha e uma coisa externa, que não está em meu poder alterar. Ah, quantas vezes os meus próprios sonhos se me erguem em coisas, não para me substituírem a realidade, mas para me confessarem seus pares em eu os não querer, em me surgirem de fora, como o elétrico que dá a volta na curva extrema da rua, ou a voz do apregoador noturno, de não sei que coisa, que se destaca, toada árabe, como um repuxo súbito, da monotonia do entardecer!
Bernardo Soares, Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa
(ed. Richard Zenith), 7. ª ed., Lisboa, Assírio & Alvim, 2014, pp. 41-42

 

1.1. Identifica as classes e as subclasses das palavras presentes nas seguintes tabelas.
 

Palavras

Classe

Subclasse

 

Palavras

Classe

Subclasse

«tardes» (l. 1)

 

 

 

«De dia» (ll. 7-8)

 

 

«sobretudo» (l. 1)

 

 

 

«um» (l. 8)

 

 

«aquele» (l. 1)

 

 

 

«que» (l. 8)

 

 

«mais» (l. 2)

 

 

 

«Eu» (l. 9)

 

 

«se» (l. 3)

 

 

 

«nulo» (l. 9)

 

 

«desde» (1l. 3)

 

 

 

«Não» (l. 9)

 

 

«a» (l. 3)

 

 

 

«entre» (l. 9)

 

 

«Alfândega» (l. 3)

 

 

 

«o» (l. 10)

 

 

«quedos» (l. 4)

 

 

 

«salvo» (l. 10)

 

 

«me»(l.4)

 

 

 

«ante» (l. 10)

 

 

«se» (l. 4)

 

 

 

«porque» (l. 11)

 

 

«essas» (l. 4)

 

 

 

«abstrato» (l. 11)

 

 

«seu» (l. 5)

 

 

 

«tudo» (l. 14)

 

 

«àquela» (l. 5)

 

 

 

«e» (l. 14)

 

 

«coevo» (l. 5)

 

 

 

«Ah» (l. 15)

 

 

«mim»(l.6)

 

 

 

«os» (l. 16)

 

 

«outros» (l. 6)

 

 

 

«de fora» (l. 17)

 

 

«como» (l. 6)

 

 

 

«ou» (l. 17)

 

 

«ali» (l 7)

 

 

 

«entardecer» (l. 18)

 

 


2. Associa as formas verbais da coluna A à respetiva subclasse da coluna B.

 

A

B

a) «Amo»(l. 1)

1. 1ntransitivo

b) «cessa» (l. 3)

2. Transitivo direto.

c) «insiro» (l. 4)

3. Transitivo indireto.

d) «sentir» (l. 5)

4. Transitivo direto e indireto.

e) «serem» (l.10)

5. Transitivo predicativo.

f) «substituírem»(1. 16)

6. Copulativo

 

2.1.   Classifica os verbos auxiliares dos complexos verbais presentes nas seguintes frases:

a)   Bernardo  Soares tinha deambulado  pela cidade baixa. ................................................

b)   Continuou  a  percorrer  as  ruas  tristes. ......................................................................

c)   A realidade nunca será substituída  pelos sonhos. ............................................................

d)   Soares não pode alterar  a tristeza que o invade. ..........................................................

e)   A realidade  circundante  há  de fasciná-lo  eternamente. ................................................

 
2.2. Indica o tempo e o modo dos complexos verbais. .............................................................................
 
3. Indica a classe e a subclasse dos vocábulos relativos presentes nas seguintes frases:

a)  O excerto pertence ao Livro do Desassossego, cujo autor é Bernardo Soares.

...........................................................................................................................................................

 

b)  O enunciador, que percorre a cidade de Lisboa, tece várias considerações.

.............................................................................................................................................................

 

e) As reflexões surgem a partir de locais da cidade de Lisboa por onde deambula.

............................................................................................................................................................

 

            d)  Há quem pense que Bernardo Soares é uma figura real.

............................................................................................................................................................

 

e)   O Livro do Desassossego, do qual há muito me falaram, é realmente composto por fragmentos.

............................................................................................................................................................

 

3.1. Indica os antecedentes dos relativos presentes nas alíneas a), b), e) e e).

..............................................................................................................................................................

 

4. Reescreve as seguintes frases, substituindo a expressão destacada por um pronome.

a)  Os sonhos surgem de fora a Bernardo Soares.

...............................................................................................................................................

 
b)  Podemos dispor livremente os fragmentos do Livro do Desassossego.

...............................................................................................................................................

 
e) Quando puder, lerei este excerto do livro à minha mãe.

................................................................................................................................................

 
d)    Temos lido vários fragmentos da obra.

................................................................................................................................................

 
e)   Na próxima aula, leremos um novo fragmento.

................................................................................................................................................

 
f)    Relatar-vos-ei a deambulação de Bernardo Soares.

................................................................................................................................................

 

5. Indica se o valor do pronome pessoal «se», presente nas seguintes frases, é reflexo, recíproco, inerente, impessoal ou passivo.

a)  Atualmente, lê-se muito pouco. ...............................................................................................

b)  Bernardo Soares goza de sentir-se coevo de Cesário Verde. ...................................................

e) Salientam-se os heterónimos pessoanos e não o semi-heterónimo. ......................................

d)  Se Pessoa e Soares se encontrassem, decerto que se cumprimentariam. ................................

e)   Viu-se absorto e perdido nos seus próprios pensamentos. .........................................................

 

5.1. Completa as afirmações que se seguem com os valores utilizados anteriormente:

a)    o pronome pessoal surge sem pessoa gramatical, quando apresenta os valores

..................................................................................................................................................

 

b)    o pronome pessoal surge com as várias pessoas gramaticais, quando ocorre com os valores

..................................................................................................................................................

 
e) o pronome pessoal surge somente com sujeitos plurais ou com sujeitos constituídos por grupos nominais coordenados, quando apresenta o valor

..................................................................................................................................................

 
5.2. Comprova o valor passivo do pronome pessoal «se», colocando a(s) respetiva(s) frase(s) na voz passiva.

..........................................................................................................................................................

 
5.2    Indica as alíneas que apresentam frases em que:

a)    o «se» exprime um sujeito indeterminado, parafraseável por «há pessoas que»; «há quem» ou «alguém».

..........................................................................................................................................................

 

b)    o «se» indica que uma única entidade é simultaneamente agente e paciente da ação expressa pelo verbo, ao qual se pode juntar as expressões «a si» e «a si próprio/mesmo».

........................................................................................................................................................

 
6.     Refere a classe e a subclasse dos constituintes destacados.

a)  Soares subiu por ali, pois algo o impeliu. .............................................................................................

b)  Deambulava vagarosamente para apreciar o que via. ...............................................................................

e) O seu escritório ficava perto daquele lugar. .......................................................................................

d) Os sonhos surgiam-lhe de dia, insistentemente. .................................................................................

 

* * * * *

Correção
 

1.

«tardes»: nome/ comum;

«sobretudo»: advérbio/ modo;

«aquele»: determinante / demonstrativo;

«mais»: advérbio / quantidade e grau;

«se»: pronome / pessoal (inerente);

«desde»: preposição;

«a»: pronome/ pessoal;

«Alfândega»: nome/ próprio;

«quedas»: adjetivo/qualificativo;

«me»: pronome/ pessoal;

«se»: conjunção/ subordinativa condicional;

«essas»: determinante/ demonstrativo;

«seu»: determinante/ possessivo;

«àquela»: pronome/ demonstrativo (forma contraída);

«coevo»: adjetivo/ qualificativo;

«mim»: pronome/ pessoal;

«outros»: determinante/ indefinido;

«como»: conjunção / subordinativa comparativa;

«ali»: advérbio / lugar;

«De dia»: locução adverbial/ tempo;

«um»: determinante/ artigo indefinido;

«que»: pronome/ relativo;

«Eu»: pronome/ pessoal;

«nulo»: adjetivo/ qualificativo;

«Não»: advérbio/ negação;

«entre»: preposição;

«o»: determinante/ artigo definido;

«salvo»: advérbio/ exclusão;

«ante»: preposição;

«porque»: conjunção/subordinativa causal;

«abstrato»: adjetivo/ qualificativo;

«tudo»: pronome/ indefinido;

«e»: conjunção/ coordenativa copulativa;

«Ah»: interjeição;

«os»: pronome/ pessoal;

«de fora»: locução adverbial/ lugar;

«ou»: conjunção/ coordenativa disjuntiva;

«entardecer»: nome/ comum.

 

2.

a) 2

b) 1

c) 3

d) 5

e) 6

f) 4

 

2.1.

a) «tinha»: auxiliar do tempo composto;

b) «Continuou»: auxiliar aspetual;

c) «será»: auxiliar da passiva;

d) «pode»: auxiliar modal;

e) «há (de)»: auxiliar temporal.

 

2.2.

a) Pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo;

b) Pretérito perfeito do indicativo;

c) Futuro do indicativo;

d) Presente do indicativo;

e) Presente do indicativo.

 

3.

a) «cujo»: determinante relativo;

b) «que»: pronome relativo;

c) «onde»: advérbio relativo;

d) «quem»: pronome relativo;

e) «(d)o qual»: pronome relativo.

 

3.1.

a) «(o) Livro do Desassossego»;

 b) «O enunciador»;

c) «(d) – a cidade de Lisboa»;

d) sem antecedente;

e) «O Livro do Desassossego».

 

4.

a) Os sonhos surgem-lhe de fora;

b) Podemos dispô-los livremente;

c) Quando puder, ler-lho-ei;

d) Temo-los lido;

e) Na próxima aula, lê-lo-emos;

f) Relatar-vo-la-ei.

 

5.

a) Valor impessoal;

b) Valor inerente;

c) Valor passivo;

d) Valor recíproco;

e) Valor reflexo.

 

5.1.

a) impessoal e passivo;

b) inerente e reflexo;

c) recíproco.

 

5.2. Os heterónimos pessoanos são salientados e não o semi-heterónimo.

 

5.3.

a) alínea a);

b) alínea e).

 

6.

a) Locução adverbial de lugar;

b) Advérbio de modo;

c) Advérbio de lugar;

d) Locução adverbial de tempo.

 

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