Português

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Profs... a culpa é deles!


     Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.
     É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
     Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
     O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-la-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não. A menos que não se trate de falta de juízo, mas sim de amor ao sofrimento.
     O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais - até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
     Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
     Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
     Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
     Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola é a minha proposta.
     Já em relação a estes professores que têm sido agredidos,tenho menos esperança.
     Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira, in Visão

"Professores portugueses, emigrem" (II)


Expresso

"Professores portugueses, emigrem!"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Portagens: alternativas à A25


     Quem utilizar a A25 com regularidade e quiser estudar alternativas, aqui fica uma proposta para poupar uns cobres.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Desbloqueado


     Desde a madrugada de sexta-feira, a conta referente a este blogue estava bloqueada pelo Google. Esclarecido o problema, a mesma foi desbloqueada por volta das dezoito horas de hoje. Afinal, de Portugal aos Estados Unidos, mesmo usando os meios tecnológicos, ainda há uns milhares de quilómetros a superar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Quem deve o quê e a quem, ou a teia da dívida eurpeia


     The circle below shows the gross external, or foreign, debt of some of the main players in the eurozone as well as other big world economies. The arrows show how much money is owed by each country to banks in other nations. The arrows point from the debtor to the creditor and are proportional to the money owed as of the end of June 2011. The colours attributed to countries are a rough guide to how much trouble each economy is in.
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