segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Porque", "por que", "porquê?", "porquê"

1. Escreve-se "por que" (preposição + pronome) quando o pronome («que») surge ligado a um nome pelo sentido, assumindo a função de pronome ou determinante relativo.
  • O João explicou-me a razão por que (= pela qual) emigrara. (preposição "por" + pronome relativo "que")
  • Jorge Jesus, pode dizer-me por que (= por qual) motivo inventa tanto? (preposição "por" + pronome interrogativo "que")
2. Usa-se "porque" quando:
  • se trata de uma conjunção subordinativa causal:
  • O Rui estava muito triste porque o avô morrera.
  • funciona como advérbio interrogativo, ligado a um verbo, em:
  • orações interrogativas diretas:
  • Porque faltaste à aula?
  • orações interrogativas indiretas:
  • O professor queria saber porque a aluna faltara à aula. 
  • títulos do tipo "Porque me viciei em bolas de Berlim.";
  • frases a seguir ao advérbios «eis»:
  • Eis porque nunca serás ninguém na vida.
 NOTAS:
  • 1.ª) Note-se que, se introduzirmos nestas frases um nome, a grafia passa a ser separada:
  • Eis a razão por que nunca serás ninguém na vida.
  • O professor queria saber a razão por que a aluna faltara à aula.
  • 2.ª) Em caso de dúvida acerca do modo correto de escrever, podemos tentar substituir a forma «porque» por «pelo qual» (ou suas variantes em género ou número). Se a substituição for possível, escrevemos separado: por que.
3. Escreve-se "porquê" como
  • advérbio de causa: "A sirene tocou, mas não sei porquê." (= por qual motivo);
  • advérbio interrogativo causal: "Fugiste de casa? Porquê?";
  • nome: "O Zé anulou a matrícula. Desconheço o porquê." (= o motivo, a razão).
     Note-se que "porque" e "porquê" constituem a mesma entidade gramatical. O ser ou não acentuado este advérbio interrogativo causal depende unicamente da sua posição:
  • enclítica: "Porque fugiste, cão?";
  • não enclítica: "Fugiste. Porquê?".

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