domingo, 10 de junho de 2012

Questionário SERMÃO - Cap. I

1.
1.1
1.1.1      Os referentes do pronome pessoal “vós”, são os pregadores

1.1.2      O verbo pertence á subclasse dos verbos copulativos.

1.1.3      Atendendo á resposta na pergunta anterior e à observação da frase e às exigências do verbo, a função sintática desempenhada pela expressão apresentada é a de predicativo do sujeito.

1.1.4      A função referida na pergunta 1.1.3, acompanhada pelo verbo, classifica o sujeito, ou seja atribui-lhe características, fazendo a primeira função referida parte do predicado para poder classificar então a função de sujeito.

1.1.5      O sal representa os pregadores e a purificação da “terra” através do ensinamento da doutrina de Jesus Cristo.

1.1.6      A “terra” representa a humanidade corrupta que necessita de ser purificada pelo sal, para que a corrupção não se espalhe mais pela mesma.

1.1.7      Analisando a frase exposta em 1.1, e olhando para os constituintes sintáticos da frase, e visto o verbo requerer um predicativo do sujeito, podemos classificar a expressão como predicável, visto possuir um elemento que apresenta características de um previamente apresentado, além do que esta frase tem outras características metafóricas encerradas no predicativo do sujeito acima referido com as quais predica o sujeito.

1.2          Cristo atribui a propriedade de “sal da terra” aos pregadores pois quer que estes ajam para com a humanidade como o sal age na terra.

1.3          A função do sal na terra, é a de purificar, desinfetar, e a dos pregadores terá de ser a mesma para com os maus costumes da humanidade e os maus valores incutidos nesta última.

1.4          O padre António Vieira não classifica o sucesso destas entidades como grande, mas sim como pequeno, visto haver muita mediocridade de valores e corrupção na terra.

1.5          O problema enunciado pelo padre Vieira é o seguinte : Havendo tanto “sal” na terra , porque continua a “terra” impura?”

                               1.5.1      O vocábulo que introduz esse problema é a palavra “qual” e pertence á classe dos pronomes

                1.6          As duas hipóteses são as seguintes: Ou o “sal” não estava a cumprir a sua função, ou a “terra” não se deixava salgar.

1.6.1      Os elementos que introduzem as hipóteses são os vocábulos “ou” e são articuladores, mais especificamente, conjunções coordenadas disjuntivas.

1.7          Os motivos que podem ter levado á primeira causa são fatores como: os pregadores não pregarem a verdadeira doutrina, os pregadores fazerem o contrário do que dizem, ou então os pregadores se pregarem a si e não a Deus. Os motivos que podem ter levado á segunda são os seguintes: Ou os ouvintes não desejam receber a verdadeira doutrina, ou os ouvintes imitam os maus pregadores ou ainda então os ouvintes em vez de servirem a cristo servem os seus apetites.

2
2.1          A premissa é a seguinte: “Suposto pois, que, ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar: que se há-de fazer a este sal, e que se há-de fazer a esta terra? O que se há de fazer ao sal que não salga?”

2.2  A pergunta colocada pelo padre Vieira pretende buscar uma resposta simples para a mudança do comportamento dos elementos referidos. No fundo ele pergunta: O que poderemos fazer para mudar estes hábitos de maus pregadores e de maus ouvintes?

2.3          Neste propõe-se uma solução para a mudança dos pregadores, sendo esta o desprezo e os castigos, atribuindo respeito e reverencia aos que fazem um bom trabalho, visando com estas medidas mudar o comportamento dos maus pregadores .

2.3.1      A primeira é uma oração subordinada adverbial condicional, e a segunda é uma oração subordinada adverbial final

2.3.2      O tipo de argumento utilizado é um argumento de autoridade, visto que o padre António Viera se baseia nos enunciados de Cristo segundo as escrituras de Mateus para anunciar a solução, não havendo maior autoridade na doutrina cristã que o próprio Jesus Cristo.

3
3.1          O padre António Vieira convoca a figura de Santo António por este ter tomado das mais brilhantes resoluções quanto ao segundo problema apresentado e por ter sido extremamente valoroso como pregador.

3.2          O episódio que ocorreu com o Santo relatado pelo Padre Vieira, foi o seu sermão aos peixes na cidade de Armino, visto os homens recusarem-se a ouvi-lo.

3.3          Ao colocar estas questões, o Padre António Vieira pretende que o leitor/ouvinte busque uma resposta ao dilema apresentado, apresentando seguidamente uma resposta dissuadindo as duvidas.

3.4          Padre António Vieira decide não pregar sobre Santo António, mas sim imitá-lo na pregação.

3.4.1      Para suportar a sua decisão argumenta, que se a igreja quiser que se pregue sobre Santo António no evangelho que fornece-se então outro, pois “Vos estis sal terra” era muito bom texto para outros Santos , mas para Santo António era curto. Argumenta também que os outros egrégios doutores foram sal da terra, enquanto que Santo António foi sal da terra e do mar. Por fim argumenta que não há Santo com uma fortuna em termos valorativos deixada na terra como Santo António.

3.5
                                 3.5.1      O destinatário dessa invocação é “domina maris” Maria, senhora dos mares e mãe de Cristo, e invoca-a com a intenção de que ela lhe não falte com a regular inspiração que tem nos seus sermões.

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