segunda-feira, 20 de junho de 2011

Exame Nacional 2011 - 1.ª fase - Proposta de correcção

Grupo I

Texto A

1. Sensações do sujeito poético:
  • Sensação visual: "Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi." (v. 3);
  • Sensação auditiva: "As vozes, que sobem do interior do doméstico..." (v.8).

2. Infância é sinónimo de:
  • inocência, felicidade e alegria ("As crianças, que brincam..." - v. 5);
  • beleza e fragilidade (os vasos de flores);
  • protecção ("... que brincam às sacadas altas..." - v. 5);
  • a (aparente) eternidade da alegria e felicidade simbolizadas pela infância, reveladora da inconsciência que as crianças têm da passagem do tempo.

3. Relação entre o sujeito poético e os outros:
  • é uma relação de oposição: o sujeito é infeliz e vive desajustado; os outros são felizes e vivem ajustados ao que os rodeia;
  • por outro lado, o sujeito é diferente dos outros, de quem vive afastado e que desconhece ("pessoas que desconheço, / que já vi mas não vi.").

4. Na última estrofe, o sujeito revela o seu vazio e a sua dor ("Um nada que dói..." - v. 26) e esse estado de espírito resulta da reflexões que fez nas estrofes anteriores.
          Assim, nelas ele questiona-se acerca do sentir dos «outros», concluindo que, no fundo, não há «outros», mas «nós», isto é, só é possível sentir individualmente. Por outro lado, é extremamente difícil ou impossível ter acesso ao sentir do(s) outro(s), dado que há um fechamento, uma falta de comunicação dos seres humanos entre si, que tem a ver com a individualidade de cada ser humano.


Texto B

. Introdução:
  • Reis, heterónimo de Pessoa, de formação clássica, cultor de um epicurismo triste;
  • Desenvolve o tema da da brevidade, fugacidade e transitoriedade da vida / do tempo.

. Desenvolvimento:
  • A passagem do tempo é inexorável, a vida é breve e a morte uma certeza (imagem do rio que passa, do mar, os símbolos clássicos - a barca, Caronte, o óbolo, etc.) # contraste com a Natureza, que se renova periodicamente;
  • A impossibilidade de o Homem lutar contra esses factos;
  • Implicações: sofrimento, dor, angústia...;
  • Objectivo: evitar o sofrimento;
  • Adopção de uma filosofia de vida / princípios de vida:
                    - aceitação dessas realidades;
                     - ideal do carpe diem: aproveitar o momento, porque a vida é breve;
                    - viver com moderação, auto-domínio, sem apego às coisas;
                    - comedimento das paixões, das ambições, evitando assim a dor da morte;
                    - busca do prazer relativo e da ataraxia;
                    - ...

. Conclusão:
  • Reis procura evitar o sofrimento e a dor motivadas pela efemeridade da vida / passagem do tempo;
  • Reis constrói uma filosofia de vida orientada nesse sentido.
          » Referência, por exemplo, a poemas como "Vem sentar-te comigo, Lídia...".



Grupo II

     Versão 1                                                                          Versão 2

1.1. D                                                                              1.1. B

1.2. B                                                                               1.2. A

1.3. C                                                                               1.3. B

1.4. D                                                                               1.4. C

1.5. C                                                                                1.5. B

1.6. A                                                                                1.6. D

1.7. A                                                                                1.7. B

2.1. O antecedente dos pronomes possessivos é o grupo nominal "As terras".

2.2. A expressão destacada desempenha a função de sujeito.

2.3. A oração referida é uma oração subordinada adverbial consecutiva.



Grupo III

. Introdução:
  • A importância genérica da literatura / da leitura para o ser humano;
  • Relacionamento com o texto introdutório.

. Desenvolvimento:

          - Argumento 1: a literatura desperta o sonho, a criatividade, a imaginação, dá asas ao
                                  Homem para este voar; é uma forma de evasão;

                    - Exemplos:
                              a) a identificação com uma situação, uma personagem...;
                              b) a construção de uma imagem mental das personagens, dos espaços,
                                   dos cenários, das acções...

          - Argumento 2: a literatura é sinónimo de conhecimento, cultura, consciência, espírito
                                    crítico, liberdade...

                    - Exemplos:
                              a) a leitura protege o ser humano da ignorância, estupidez, tirania... - con-
                                   frontar a sociedade portuguesa anterior ao Salazarismo e a actual, mais
                                   escolarizada, mais «lente»;
                              b) os alunos que lêem regularmente, por norma exprimem-se melhor, pen-
                                   sam de forma estruturada e crítica, em comparação com aqueles que
                                   não lêem, que apresentam maiores dificuldades em se expressarem.

          - Argumento 3: a literatura possibilita o estreitamento das relações familiares, a partilha
                                    e a afectividade; nela estão retratados os sentimentos humanos e as
                                    formas de relação do Homem com o que vê, sente...

                    - Exemplos:
                              a) a leitura em família (os pais que lêem para os filhos em idade pré-esco-
                                   lar; os pais e filhos que lêem em conjunto / partilham a leitura...);
                              b) os clubes de leitura...

          - Argumento 4: a literatura é a transfiguração da realidade, possibilitando assim a fuga
                                    à rotina e à monotonia do quotidiano;

                    - Exemplo: a fruição da leitura; a literatura / leitura enquanto prazer, ocupação de
                                       tempos livres - função semelhante à desempenhada por outras formas
                                       de arte (a música, o cinema, o teatro...).

74 comentários :

raquel disse...

Gostaria de saber as respostas 2,3 e 4 do grupo ja que tive algumas dúvidas? :/

Anónimo disse...

O exame foi horrivel, estes gajos quiseram-nos lixar,... parabens conseguiram.

Anónimo disse...

E ainda reclamam das notas do ensino secundário, com exames assim, as notas é impossivel as notas subirem :s

Anónimo disse...
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Anónimo disse...

q raiva...

Anónimo disse...

a primeira pergunta do exame confundiu-me imenso... perdi muito tempo na interpretação e por isso a composição ficou a meio, ou seja, com 0 pontos!

Anónimo disse...

por favor não se queixem! a vida no secundário é cada vez mais facilitada, e aprendem cada vez menos. Sim, o ensino não é o melhor, mas não diminuindo o nível de exigência que melhora. Só sobe temporariamente os resultados. E quando chegarem à universidade vão dizer mal da vossa vida por terem facilitado tudo. Aprendam a querer saber mais, deixem de ter um cérebro preguiçoso!


Joana

Anónimo disse...

No poema principal, e de acordo com a biografia de Álvaro de campos, falando das suas fases, é possível retirar mais do que os exemplos aqui referidos, a ideia de uma correcção definida para um exame de poesia é algo impensável na minha opinião.

Anónimo disse...

de facto achei o exame dificilimo. de imensa materia que poderiam ir ter ido buscar como: mensagem, lusiadas, memorial do convento, felizmente ha luar, puseram montes de gramatica, as perguntas na minha opinião não eram claras... enfim... que desgraça. se tiver positiva choro de alegria

Anónimo disse...

o que me irrita no exame de portugues é que eles queiram que a gente compreenda os textos da forma que eles compreendem...
ora a mim sempre me ensinaram que os poemas podem ser intrepertados de formas diferentes.... mas chegando à pratica...
ja agora... o meu 12 ja foi a 3 aninhos mas sinseramente a questao 1 do primeiro grupo era para ser intrepertada desta forma? é que eu nao me lembro de ter falado em tipos de sensaçoes... desculpem-se se tiver a ser ignorante

continuaçao de bons exames

Anónimo disse...

Achei o exame nacional bastante acessivel, contudo as perguntas apresentavam algumas armadilhas. Foi necessario ler e reler a prova. Acho que as notas desta primeira fase não vão ser animadoras para muitos estudantes, já que estes aguardavam com grande entusiasmo o felizmente há luar ou o mermorial do convento. Agora so resta aguardar as notas...

Anónimo disse...

O exame não foi assim tão complicado, é verdade que havia certos aspectos dúbios em relação à certas perguntas, mas confiem no vosso juízo e caso não tenham a nota que previam reclamem, isto é peçam para recorrigirem o vosso exame.

Anónimo disse...

na 2.2 do segundo grupo nao é PREDICATIVO DO SUJEITO?

12.º A disse...

Não. É sujeito mesmo. Os srs. que fizeram o exame colocaram aí uma armadilha: ao seleccionarem um sujeito que vem após o verbo, confundiram muitos alunos, que o consideraram complemento directo, predicativo do sujeito, etc.

Anónimo disse...

a pergunta de escolha mútipla em que pedia para ir ao segundo período do texto foi mesmo para nos lixar, ninguém sabia a que segundo período eles se referiam!

12.º A disse...

O segundo período é... o segundo período.

A questão reside na confusão que muitos alunos fizeram entre período e parágrafo.

Anónimo disse...

O exame até foi acessível. Estiveram mal na medida em que só puseram Fernando Pessoa. Não pudemos sequer demonstrar os nossos conhecimentos relativos a uma obra de grande complexidade com mil e uma páginas como é o Memorial, nem da grande epopeia portuguesa. Não era fácil, claro, mas os exames também não são para serem fáceis, por alguma razão são exames. As escolhas múltiplas eram bastante dúbias, e querer apanhar os alunos em ambiguidades não é avaliar os seus conhecimentos. E a parte de resposta aberta em gramática! Lembram-se de ver tal coisa noutros exames? Eu não, e irritou-me mesmo muito quando olhei para aquilo. Então aquela 2.2... Algum génio há-de escrever lá Sujeito, mas eu nem sequer pus em causa isso, era Complemento Directo e pronto. Mas enfim...
Tudo há-de correr bem. E não se esqueçam, o Português é importante, a literatura é indispensável! ahah (tanto às crianças como aos adultos ;D)

Boa sorte para todos* (agora ainda aí vem Matemática)
Vanessa Reis.

Anónimo disse...

o exame era muito fácil..

Anónimo disse...

nem sabes o que é um período... com alunos destes, como é que as notas vão subir?

Feminino disse...

expliquem-me porque razão na questão "b" do grupo 1, diz "Fazendo apelo À sua experiência de leitura" ?!

anomino disse...

O exame a meu ver foi acessível, sem dúvida.. Contudo, o que não percebi é que parece que ultimamente o ministério da educação está a tentar criar enigmistas em vez de tentar perceber a capacidade e qualidade de cada aluno. Não basta nos estarmos a desinteressar mais pela escola por culpa nossa, de facto, mas não só, pois o nível de exigência cada vez é diminuto. Penso que o exame tinha muitas perguntas confusas o que levou muitos alunos a perderem mais tempo na sua realização, para não falar do facto de só terem colocado Fernando Pessoa. Basearam-se apenas num só poeta, estilo literário e os alunos que tinham mais dificuldades nesta matéria foram prejudicados, ou não conseguiram demonstar as suas capacidades nas outras... Enfim, não vale a pena tanto tempo de estudo para isto! Ainda não percebi como é que a pergunta 2.2 era sujeito, eu pus complemento directo e a meu ver era o mais acertado.

12.º A disse...

Relativamente à questão dos enigmas, estou de acordo que o ME está a especializar-se nas picuinhices em lugar de testas conhecimentos, ou competências, como agora é moda.

Relativamente à função sintáctica, o verbo em questão jamais pede CD, pois não é um verbo transitivo directo. Aquela frase é semelhante ao seguinte exemplo: «Disse-me o João que ...». Ora, não obstante o grupo nominal «o João» vir depois do verbo, não há dúvida de que é o sujeito.

Anónimo disse...

Devo ter um triste 9... Coloquei tudo ao contrario.

Anónimo disse...

O exame foi super fácil nem foi preciso estudo bastava simplesmente ter seguido a matéria no decorrer do ano. Foi super acessível!!

Anónimo disse...

Não achei. ter saído só Fernando Pessoa que, no meu caso era "o meu pior" não deu para demonstrar muito os meus conhecimentos.

Anónimo disse...

O exame foi muito acessível, onde bastou raciocinar um pouco para o resolver! Ter saído Fernando Pessoa foi a melhor coisa, a interpretação dos poemas não é algo para ser decorado mas para por a cabeça a funcionar que é o mal de muitos, a preguiça de pensar um pouco!

Anónimo disse...

Eu até estava com alguma esperança de ter uma boa nota, ou mesmo só aquela que preciso para concluir o 12.º ano mas com a proposta de correcção as minhas expectativas diminuíram. Enfim, esperemos para ver os resultados mas no meu ver não vão ser nada animadoras. Até agora não percebi o porque do sujeito na pergunta 2.2 do grupo II.

Anónimo disse...

Fogo o lixado é que podiamos ter feito o exame bem se as perguntas fossem mais explicitas!

Daniel Araújo disse...

Acho estranho haver jovens a afirmar que o exame era "super fácil" ou "extremamente acessível". Os dois autores escolhidos foram os mais difíceis. Álvaro Campos o mais difícil dos personagens Pessoanos, não percebo como acham algo tão fácil. Ou são muito bons alunos, e inconscientes, porque senão saberiam que a maior facilidade que tiveram em fazer o exame resultou do estudo e das capacidades que têm e não da facilidade do exame; ou então vão ter uma surpresa com a nota, porque algumas coisas que pensavam estar certas...não vão estar.

Eu fiz o exame (não é o primeiro que faço, da disciplina), e considerei-o complexo, exequível, mas complexo.

Boa sorte,
Bons exames!

Anónimo disse...

Alguém me sabe dizer o que possivelmente sairá na 2ª fase? Tendo em conta o que saiuno ano passado e nesta 1ª fase...

Anónimo disse...

Rúben Antunes #

Rúben Antunes disse...

E aquele texto de Saramago... Achei ridiculo. Para mim, ele subentendia que as terras significavam outras coisas e não solo, chão, etc...

Rúben Antunes disse...

Se tiver um 9, já é com muita sorte.
Se tiver 9.5, que seja, pois dá-me para acabar o 12º e entrar no Ensino Superior, granto-vos que serei um dos rapazes mais felizes que por aí vão andar...

Já agora, quando puderem respondam-me àquela pergunta anteriormente colocada: 'Alguém me sabe dizer o que possivelmente sairá na 2ª fase? Tendo em conta o que saiu no ano passado e nesta 1ª fase...'.


Obrigado.

Anónimo disse...

Foi exame mais estúpido e dificil que alguma vez fiz.

Anónimo disse...

foi um exame acessivel so que estava um pouco nervosa!!

Sr. Espertalhona disse...
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Deia e dany disse...
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Anónimo disse...

Eu achei confuso...

Anónimo disse...

Isto é tudo muito relativo...
Para mim Pessoa é o mais fácil, e Camões o mais lixado...
O que me irritou, por exemplo, foi a dos antecedentes na parte da gramática porque nunca tinha dado aquilo na minha vida. Então respondi uma coisa tão ridícula como ''O antecedente é um determinante artigo definido''... Porque a palavra que vinhas antes era um ''O''... ._.

E claro, a primeira questão. Sensações visuais e auditivas... Ia mesmo passar-me pela cabeça...

Anónimo disse...

achei o exame este ano muito dificil pois as perguntas nao erao claras e gramática era ainda pior acho que nao estão a facilitar nada os estudantes por isso e que estão a desitir ...sinceramente e o que da vontade de fazer...

marisa jesus disse...

quando via minha nota nem queria acreditar mas tambem com exame daqueles fogo que triste ...sera que a 2 fase vai ser assim...s assim for digamos desde já que estamos tramados.

Anónimo disse...

tramados mesmo, com exames destes onde é preciso um tradutor para traduzir as perguntas não admira que os estudantes tenham estas notas miseráveis.

Anónimo disse...

Em questao esta o fato que na poesia existe a interpretaçao de cada um, logo corrigir o nosso pensamento e o que entendemos em um determinado verso, mesmo com a base da tematica do poeta é incompreensivel.

Tânia Leitão disse...

Tenho média de 16 a português, nunca tinha tido uma negativa no meu percurso escolar, leio Fernando Pessoa desde os 10 e nunca num teste eu daria algumas destas respostas, isto é para meninos senhores, nenhum futuro jornalista ou escritor escreveria coisas destas. Fernando Pessoa é para ser sentido, não esta bandalheira! Li o "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares e mesmo assim não foi suficiente, diga-me, por favor: que mais é que uma boa aluna pode fazer para não tirar um 7 em exame nacional?

Tânia Leitão disse...

Já me senti triste, contente, até mesmo miserável... mas auditiva nunca, muito menos visual...

12.º A disse...

Tânia Leitão,

lamento imenso, mas, como já deve ter percebido, os exames nacionais de Português são elaborados para permitir que uma vasta percentagem dos alunos atinja a dita positiva (10, 11, 12), não propriamente para premiar pessoas informadas, que lêem, etc. Essa tem sido a preocupação da equipa que neles trabalha e do «staff» do ME que gravita em torno destas questões. Só assim se explica a opção por perguntas do tipo escolha múltipla, associação, etc.

Quanto ao exame propriamente dito, como deve ter estudado quando leu Caeiro, Campos, Cesário Verde, sensações são as associadas aos diferentes sentidos: visuais, auditivas, olfactivas, tácteis e gustativas.

Por outro lado, a pergunta 4 era «manhosa». Já a escolha múltipla era confusa e mal elaborada, induzindo os alunos em erro. Vide a questão referente ao significado das famosas «terras», cuja resposta era equívoca porque preenchida por duas das hipóteses apresentadas.

Algumas das perguntas de gramática eram «armadilhas» em que a maioria dos alunos caiu (por exemplo, a questão referente ao «sujeito»). De facto, diversos alunos responderam complemento directo em vez de sujeito, dado que surgia em posição pós-verbal.

Quanto ao mais, não desanime; vem ainda a segunda fase e nem sempre o Diabo está atrás da porta.

Anónimo disse...

eu achei o exame relativamente fácil! fui com média de 15 e deparo me depois com um resultado de 11 valores! estou abismada! já revi por várias vezes a resoluçao do exame, e esta que se encontra aqui exposta está basicamente igual á minha! como é possivel terem me cortado 9 valores?

Anónimo disse...

No meu entender o exame foi um pouco complicado..apesar de ter estudado, penso que não foi o suficiente para alcançar um nota razoável.
Será que a segunda fase será mais fácil?

Diana.S disse...

Concordo plenamente com a Tânia Leitão, a mim aconteceu-me precisamente o mesmo, aliás gosto bastante de Pessoa, mas penso que o poema não era o mais "ajustado" para um exame nacional, e as perguntas estavam mal formuladas, ao ponto de baralharem os alunos. Para além de tudo isto, irrita-me profundamente que queiram definir paradigmas de intrepertação em poesia, afinal desde que fundamentado, cada um tem direito á sua visão, visto q a poesia é isso mesmo, relativa ... Mas pronto, tirei 18 nos ultimos testes, 17 de 12º, e chego ao exame e deparo-me com um 11... inicialmente fiquei chocada, senti-me desanimada e ignorante, mas depois percebi que nao sou a unica nesta situação, e que ó panorama é caótico a nivel nacional, o que me faz crer que o problema não foi literalmente do estudo dos alunos, mas principalmente da má construção do exame ...

Anónimo disse...

por favor façam a segunda fase mais fácil... quero muito passar e entrar na faculdade... ajudem.... só dá este passo quem realmente quer progredir na vida...

Simão disse...

E eu todo contente que pensava que ia ter uma boa nota...Cortam-nos as asas ao pensamento livre ( mas coeso e fundamentado)e pensando eu que é assim que se deve avaliar um poema, assim o fiz e as ideias nem estão muito longe da correcção aqui proposta, ainda assim tive um miserável 10.

Já para não falar da gramática que fugiu ao parâmetros da dos exames anteriores e do terrível tema da composição que era tão enfadonho e limitado.

Enfim, que lástima, só espero que os outros tinham tirado tão más notas também para "equilibrar" a entrada no ensino superior, sei que parece maldoso mas é o que sinto.

vanessa disse...

O que deverá sair na segunda fase? Só espero que mudem a gramática, pois assim torna-se tudo mais complicado, principalmente para os alunos externos que tentam a sua sorte a estudar por si em casa ( o que é o meu caso).

Marisa disse...

ai Vanessa como te compreendo.
Também sou aluna externa esforçei me tanto para uma melhoria no 13 que tenho a portugues, pareceu me realmente que ia tirar uma boa nota e deparo me com 10....fogo k lástima!!!

kath disse...

Externo ou interno saiu-nos a todos o tiro pela culatra!
Achei o exame dificílimo. A gramática era confusa e as perguntas de interpretação eram do pior!

Anónimo disse...

Com este exame podemos ver a incompetência de quem está à frente do nosso país e dos ministérios que elaboram este lixo! Mas vai passar na cabeça de alguém fazer estas perguntas de nível pessoal de interpretação num exame nacional de 12º?
Por amor de Deus, estão a gozar com isto ? Isto é sério, trata-se da educação e não é a formatar as cabeças que chegamos lá ! Depois saem-nos doutores que tiram cursos ao Domingo porque os pais tiveram dinheiro para tal!!
Concordo com o que saiu, mas as perguntas ?! Temos de achar todos os mesmo ? Isto não é uma questão de inteligência, é uma questão de estupidez de quem elabora estes exames! Lógica ?? Se alguém diz que esta correcção do poema tem lógica deve ser um tótó que apenas tem boa memória, ou seja um governante de topo no nosso país.
Boa Sorte a todos para a segunda faze.
Lamento andar eu e os vossos país a trabalhar e descontar para um organismo (parasita) do estado andar a gastar o dinheiro em ordenados a quem elabora exames em um dia ou dois.

Marisa disse...

A 2ª fase para mim correu bem Achei mais facil do que a anterior...... será estranho sentir me bem após fazer o exame de portugues...ai espero k me garanta boa nota.....ás vezes temos daquelas surpresas

Anónimo disse...

QUANDO SAI DO EXAME PERGUNTEI A PROFS DA ESCOLA QUAIS AS RESPOSTAS CERTAS DA GRAMÁTICA E NENHUM SOUBE RESPONDER.

DISSERAM: "TEMOS DE ESTUDAR ISTO, PORQUE NÃO HÁ CERTEZAS"

SE ELES NÃO SABEM COMO É QUE POSSO EU SABER??

Anónimo disse...

A 2ª fase correu-me bem...sempre era mais acessível. Concordo com a Marisa, também tenho medo de ter uma surpresa...

Anónimo disse...

o que colocaram na parte da gramática, na função sintáctica?

Anónimo disse...

eu pus predicativo do sujeito

Anónimo disse...

Digo-vos que não passei de um 13 na primeira fase e por mais 'complicado' que tenha achado o exame, ainda bem que o foi! É triste ver os ignorantes que Portugal está a alimentar, que nem a sua língua sabem escrever. E espero que a dificuldade vá aumentando até estagnar num nível minimamente aceitável. Por acaso viram os exames de Matemática o 9º ano? Ou o de Fisica e Quimica do 11º?
Portugal anda mesmo a alimentar gente limitada que, habituada a ter tudo de mão beijada, chega a um exame com grau de dificuldade ligeiramente mais elevado e as reclamações são infinitas.
Queiram ser um povo instruído, não se contentem com a vossa pequenez, minha gente!

Anónimo disse...

O exame não era nem fácil nem difícil, era como devia ser. Os exames servem também para escalonar os alunos. Se for demasiado fácil não diferencia ninguém e, nesse caso não serve para nada. O problema é que a maioria dos alunos, foram progredindo na escolaridade "sem saber ler nem escrever", quanto mais interpretar um texto...Tenho na família um 17 e um 20

Anónimo disse...

O exame era um pouco dificil mas mesmo assim penso que tanto o grupo II como o grupo III até as pessoas do ensino básico conseguiriam fazer..

Anónimo disse...

Sentimentos e sensações são coisas diferentes.

Anónimo disse...

voces so podem estar a brincar comigo. Este exame é básico. O que acontece é que o ensino português é pouco exigente e so forma pessoas pouco preparadas para qualquer tipo de pressão. é claro que depois tem enormes dificuldades nos exames nacionais e na universidade.. se é que chegam lá.

Anónimo disse...

Estudasses mais...

Anónimo disse...

ui todos a dizer que o teste e dificil eu achei facilimo

neuzafilipa disse...

o teste não era difícil, é preciso saber interpretar.. Não achei muito fácil, nem muito difícil, era acessível!

neuzafilipa disse...

para ser complemento direto tinha de poder substituir-se por o, a, os, as, etc.. se não podes, é sujeito, é simples! além do mais, para ser complemento direto. eu antes também confundia mas ao saberes isto é mesmo muito fácil!

neuzafilipa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
neuzafilipa disse...

confundiu-te?? era só dizer que no poema havia sensações visuais e auditivas, porque te confundiu? :s já se sabe que nesta fase Álvaro de Campos se aproxima imenso de Fernando Pessoa e, tal como este, não consegue ser feliz e apenas vê isso no que o rodeia. Mas enquanto ele, como todas as pessoas que estão tristes, só vêem a felicidade nos outros, por isso as observa! e daí vêm as sensações visuais e, consequentemente, as auditivas. Se puder ajudar..

neuzafilipa disse...

os exames têm todos exatamente as mesmas perguntas de gramática todos os anos e em todas as fases. se souberes interpretar as escolhas múltiplas são muito acessíveis. E nada na vida está fácil! E logo com a escolha múltipla, por se poder pôr uma resposta ao acaso têm algumas de se confundir para ser minimamente puxado! Há que distinguir os alunos que estudam e se aplicam, os que sabem interpretar dos que não sabem nada disso. É a minha opinião.

neuzafilipa disse...

período é uma frase. automaticamente, se não te fala em nenhum parágrafo e te diz do texto, tem de ser a segunda frase do texto!

neuzafilipa disse...

Porque ao analisares poemas em alguns fazem referência ao epicurismos, outros estoicismo, ou até aos dois.. Todos os poemas falam de que modo Ricardo Reis vê a vida, pegando nisso, falavas sobre o tema. Se nunca leste um poema dele é difícil explicar como ele pensa... Em princípio foi porque deste poemas dele, digo eu

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