domingo, 30 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 20: "O Sr. Dobbins tem um Segredo"

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 19: "Corrida de Rãs"

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 18: "Fazer as pazes não é fácil"

ao é

terça-feira, 25 de julho de 2017

Notícias do dia

Tom Sawyer - Episódio 17: "De Regresso à Escola"

"Obrigado" ou "obrigada" como forma de agradecimento?

     Bom, as duas formas...

     Obrigado dirá um homem; obrigada dirá uma mulher. Simples, não é?

     Helder Guégués, na sua obra Em Português, se faz favor (pág. 219), explica-nos o porquê de ser assim. 'Ouçamos' as suas palavras:

     "Inicialmente, quando era adjetivo verbal, dir-se-ia «fico-lhe muito obrigado / obrigada», como também se dizia «fico-lhe muito agradecido / agradecida». Por economia, ocorreu uma redução, passando a dizer-se simplesmente «obrigado / obrigada», «agradecido / agradecida», «grato / grata»..., mas concorda, em todos os casos, em género e número (mesmo que pouco se use no plural): obrigado, obrigada, obrigados, obrigadas."

Autárquicas 2017: depois do porquinho, o professor Babe...


Regência do verbo "preferir"

     É muito comum ouvir / ler construções como "Prefiro comer em casa do que comer na cantina". Construções erradas, note-se desde já.

     De facto, o verbo preferir rege a preposição a: Prefiro uma vitória do Benfica a uma de Portugal.

     Igualmente errada é a construção preferir antes: Prefiro antes comer em casa do que comer na cantina.

     O verbo preferir pressupõe, então, construções como preferir isto àquilo ou preferir uma coisa a outra.

     Assim, a frase correta seria Prefiro comer em casa a comer na cantina.

     O mesmo sucede também com o adjetivo preferível, que rege igualmente a preposição a: É preferível optar pelo termo português 'clique' a [optar] pelo original inglês 'click'.

     

domingo, 23 de julho de 2017

23/07/2001: por esta hora, o princípio do fim

     A morte do meu pai foi a morte do herói de toda a vida.

Origem da palavra "rubrica"

     Esta palavra deriva do vocábulo latino rubrica, o qual estava relacionado com rubro (vermelho) e designava "terra, argila vermelha" ou "giz de cor vermelha.

     Ora, os títulos dos livros antigos e dos manuscritos medievais eram sempre escritos a vermelho, dai a designação rubricas.

     Atualmente, os dicionários registam rubrica como o título dos capítulos de livros de direito civil, significado que se foi alargando para pequeno apontamento ou indicação. Posteriormente, a palavra passou a designar também uma assinatura abreviada.

Fonte: linguamodadoisec.

"Rúbrica" ou "rubrica"?

     A forma correta é rubrica, sem acento, já que se trata de uma palavra paroxítona / grave.

"Mal-estar" ou "mau-estar"?

     Quando sentimos uma indisposição ou um incómodo, devemos dizer "mal-estar", uma palavra composta pelo advérbio "mal" e "estar".
     Para comprovar que esta é a forma correta, basta inverter os termos que a constituem: "estar mal".
     Se dúvidas ainda houver, basta refletir que a palavra oposta é "bem-estar" e não "bom-estar".

Tom Sawyer - Episódio 16: "O Funeral"

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Exame Nacional de Português - 9.º ano - 2.ª fase - 2017 - Enunciado


Ficheiro áudio: ficheiro.

Tom Sawyer - Episódio 15: "Pobre Tia Polly"

Correção do exame nacional de Português - 9.º ano - 2017 - 2.ª fase - IAVE

Exame Nacional de Português - 12.º ano - 2.ª fase - 2017 - Enunciado

Plural de "hífen"

     O plural de "hífen" é "hífenes".

     No português do Brasil, são admitidas duas formas: hífenes e hífens.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 14: "Os Piratas não vão à Escola"

Plural de "blog" e "blogue"

     Ambas as palavras seguem a regra geral de formação do plural, acrescentando um -s à(s) forma(s) de singular:
          - blogue → blogues
          - blog → blogs

Correção do exame nacional de Português - 12.º ano - 2017 - 2.ª fase - IAVE

"Blog" ou "blogue"?

     Qual é a forma correta de designar esta ferramenta?

     Resposta: ambas as formas podem ser usadas.

     Se se optar por "blog", um empréstimo, o vocábulo deve ser escrito entre aspas ou em itálico, precisamente por se tratar de um empréstimo / estrangeirismo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 13: "Eu e os Piratas"

Plural de "mal-estar"

     Qual é o plural da palavra composta "mal-estar"?

     Resposta: mal-estares.

Plural de Júpiter

     A palavra Júpiter designa, simultaneamente, o pai dos deuses entre os Romanos e o o maior e mais antigo planeta do nosso Sistema Solar. 

     Qual será o seu plural?

     Júpiter é uma palavra proparoxítona, isto é, esdrúxula, recaindo, assim, o acento na terceira sílaba a contar do fim.
     O seu plural forma-se acrescentando -es ao singular, o que faz com que adquira mais uma sílaba nesse processo:
          - singular: Ju | pi | ter
                            1     2      3    
          - plural: Ju | pi | te | res
                         1      2      3      4
     Ora, como o acento, na língua portuguesa, não pode recuar além da antepenúltima sílaba, neste caso avança uma sílaba: piter → Juteres.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Regência do verbo "informar"

     A regência do verbo informar é um daqueles casos bicudos da língua portuguesa, à semelhança do que sucede com outros verbos, como, por exemplo, gostar.

     A regra, porém, é simples:

     1. Usamos a preposição "de" ("informo de que") sempre que está referida a entidade
          que informamos (informar alguém de algo):
                    - Informo os caros alunos de que o teste foi adiado.
                    - O PM informou o país de que os impostos iriam descer.

     Nos exemplos apresentados, as expressões "os caros alunos" e "o país" desempenham a função sintática de complemento direto, enquanto "de que o teste foi adiado" e "de que os impostos iriam descer" são orações subordinadas substantivas completivas que desempenham a função sintática de complemento oblíquo.


     2. Usamos "informar que" (portanto omitimos a preposição "de") quando a entidade
          a quem informamos não está presente na frase:
                    - Informo que o teste foi adiado.
                    - O PM informou que os impostos iriam baixar.

     Neste caso, a oração completiva desempenha a função sintática de complemento direto.

Diferença entre "roubar" e "furtar"

As formas verbais "roubar" e "furtar" são frequentemente usadas enquanto sinónimos. Ora, tal não é exato. Para esclarecer a questão, transcrevemos, com a devida vénia, um esclarecimento de Miguel Faria de Bastos, no Ciberdúvidas:

     No Código Penal português, dentro do capítulo dos crimes contra a propriedade, dois artigos estabelecem a diferença penalizando diferentemente cada uma das duas situações.

O artigo 203.º, sob a epígrafe "Furto", dá a definição seguinte, com o regime seguinte:
«1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair coisa móvel alheia, é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
2 - A tentativa é punível.
3 - O procedimento criminal depende de queixa.»

O artigo 210.º, sob a epígrafe "Roubo", dá a definição seguinte, com o regime seguinte:
«1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair, ou constranger a que lhe seja entregue, coisa móvel alheia, por meio de violência contra uma pessoa, de ameaça com perigo iminente para a vida ou para a integridade física, ou pondo-a na impossibilidade de resistir, é punido com pena de prisão de um a oito anos.
2 - A pena é a de prisão de três a quinze anos, se:
a) Qualquer dos agentes produzir perigo para a vida da vítima ou lhe infligir, pelo menos por negligência, ofensa à integridade física grave; ou
b) Se verificarem, singular ou cumulativamente, quaisquer requisitos referidos nos n.os 1 e 2 do artigo 204.º, sendo correspondentemente aplicável o disposto no n.º 4 do mesmo artigo.
3 - Se do facto resultar a morte de outra pessoa, o agente é punido com pena de prisão de oito a dezasseis anos.»

Em resumo, no roubo há uma subtração com constrangimento ou violência; no furto a subtração não comporta constrangimento ou violência.
As definições destas duas figuras estão centradas nesta mesma ideia em qualquer dos Códigos Penais da lusofonia.
Na linguagem comum, é muito frequente usar-se o termo roubar ou roubo aplicado a ambas as figuras.


Modalidade de horário de trabalho - Meia jornada

Esclarecimentos: correção do exame de Português 12.º ano - 1.ª fase 2017

Martin Landau

1928 - 2017 (15/07)

domingo, 16 de julho de 2017

Tom Sawyer - Episódio 11: "Em Busca do Tesouro"

Acentuação de "mês" e "meses"

     Porque é que o singular "mês" é acentuado e o plural não?

     De acordo com as regras de acentuação da língua portuguesa:

          1. São acentuadas com acento agudo as palavras oxítonas (isto é, agudas) termi-
               nadas em -a, -e e -o abertos e com acento circunflexo as que terminam em
               -e e -o fechados, seguidas ou não de -s.

               Assim, sendo a palavra "mês" oxítona terminada em -e fechado (neste caso
               seguida de -s), terá de receber um acento circunflexo.


          2. São acentuadas as palavras paroxítonas (isto é, graves):
                    - terminadas em -i ou -u abertos (seguidos ou não de -s):
                         . júri
                         . bónus
                         . tónus
                    - constituídas por -i ou -u tónicos que não formam ditongo com a vogal
                       anterior:
                         . egoísta
                         . países
                         . saúde
                    - terminadas em -l, -n, -r ou -x:
                         . açúcar
                         . agradável
                         . hífen
                         . infalível
                    - terminadas em -um ou -uns:
                         . álbum
                         . álbuns
                    - terminadas em ditongo oral:
                         . amásseis
                         . cantaríeis
                         . jóquei

     A palavra "meses" é igualmente paroxítona, porém não se enquadra em nenhuma das regras enunciadas, pelo que não é acentuada graficamente.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Na aula (XXIX)

     Cenário: teste de Português do 8.º ano.

     Aluno: Setor, o que quer dizer sume?

     Professor: Sume? Em que linha do texto está a palavra?

     Aluno: Linha X...

     E lá vai TODA a gente à procura da palavra na linha indicada. Lida e relida e ninguém encontra o termo. Porém, como o professor está um pouquinho à frente dos seus alunos, à segunda os olhos param a meio da linha:

     Professor: Fulano, é esta: cume?

     Aluno: É...

   

     

Autárquicas 2017: apresentação da candidatura de Fernando Seara a Odivelas


     Este homem é todo ele um programa...

Autárquicas 2017: Vaginas Gratuitas


     Talvez estejamos perante um caso de concorrências desleal...
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