domingo, 21 de dezembro de 2025
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Análise do poema "Perdigão perdeu a pena", de Camões
● Curiosidade
De acordo com
alguns biógrafos de Camões, este poema parece estar relacionado com um amor não
correspondido pela infanta D. Maria, a filha mais velha do rei D. Manuel, uma
mulher bela e culta que não estaria ao alcance de qualquer “perdigão ousado”.
● Tema:
o sofrimento amoroso / a ambição desmedida do sujeito poético é o motivo que
está na base de todos os problemas e sofrimento do «eu».
O poema constitui a ilustração
do ditado popular “Um mal nunca vem só”: o perdigão já não pode voar por
lhe terem caído as penas. Quis voar mais alto do que as suas capacidades
permitiam e ficou aquém das suas aspirações. Agora, sem asas, frustrado, “não
há mal que lhe não venha”.
● Assunto:
a vontade de transpor os limites e, por outro lado, o castigo da ambição.
● Classificação:
. Vilancete – Porquê?
. mote de dois versos
. duas voltas de 7 versos
. Designação «cantiga
alheia»: significa que alguém deu o mote a Camões para ele compor o poema.
. Métrica: versos de
redondilha maior (sete sílabas métricas).
. Rima: interpolada e
emparelhada, de acordo com o esquema rimático (abbaacc).
●
Episódio
. Síntese:
Um perdigão pretendeu voar até um lugar muito alto, aonde era impossível chegar
e, como consequência, caiu e morreu.
. Simbologia:
A história do perdigão demonstra as consequências negativas que advêm da
ambição desmedida. Assim, mais do que o perdigão ter morrido, o sujeito poético
pretende mostrar os males que atingem o ser humano.
●
Introdução
Este poema
reflete a dualidade entre o sonho e a realidade, socorrendo-se da imagem do
perdigão, o masculino de perdiz, enquanto símbolo da condição humana. De facto,
a composição retrata a perda e o sofrimento através da experiência da ave.
●
Estrutura interna
(A análise continua aqui: »»»)
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