Poema
IX
“Sou
um guardador de rebanhos”
O
poema, constituído por três estrofes (duas sextilhas e um dístico) de versos
brancos e métrica irregular, apresenta-nos um sujeito poético que se assume,
metaforicamente, como um pastor, remetendo assim para o início do poema I, no
qual se lhe comparava.
A
primeira estrofe inicia-se com uma metáfora
(“Sou um guardador de rebanhos”) que
institui o sujeito poético como um ser natural e
simples (ele estabelece desde logo uma ligação com a Natureza, com a
pastorícia, com um ambiente bucólico) e que anula a oposição entre o pensar e o
sentir, através da identificação entre / transformações dos pensamentos e/em
sensações, característica do sensacionismo de Alberto Caeiro: o conhecimento da realidade adquire-se pela sua
apropriação direta mediante os cinco sentidos humanos, isto é, ele
relaciona-se com a realidade, seja ela flor, fruto, ou um dia de calor, através
dos sentidos. E isso basta-lhe, pois é essa relação que lhe traz a verdade
desse real. É isso que significa a metáfora do verso 2: os pensamentos
do «eu» são associados a um rebanho, representando assim a ideia de que a sua
tarefa de poeta é juntar e guardar as impressões que recolhe da Natureza. Dito
de outra forma, a metáfora constrói uma doutrina orientada para a
objetividade, isto é, o conhecimento da realidade é adquirido a partir dos
cinco sentidos. Mais: a metáfora institui o sujeito poético como um guardador de pensamentos (um pastor guarda
ovelhas, o pastor-metáfora de Caeiro guarda pensamentos). O que significa ser
um guardador de pensamentos? O eu poético é um «guardador» que vigia e...
A análise do poema continua aqui: »»».
obrigado pela a ajuda. esta muto bom
ResponderEliminarmuito*
Eliminaresse portugues aiaiaia
Eliminar...
ResponderEliminarEstá perfeito. Muito, muito bom!
ResponderEliminarOBRIGADA, AJUDOU MUITO NO MEU TESTE CARA . AGRADEÇO IMENSO SUA AJUDA, DEUS O ABENÇOE MULEQUE
ResponderEliminarobrigado pela ajuda , já me safou um trabalho de português !!!!
ResponderEliminarEu sou apaixonada pela poesia de Fernando Pessoa 😍
ResponderEliminarFiloctetes
ResponderEliminarFilho do rei Peante da Melibeia (próximo a Tessália) e de Demonassa, foi um herói grego que participou de grandes eventos da mitologia.
Filoctetes foi um dos Argonautas, nau liderada pelo herói Jasão em busca do velo de ouro que continha diversos heróis ilustres, como Hércules, os Gêmeos Castor e Pólux e o próprio Jasão.
Foi companheiro e grande amigo de Hércules, onde com ele estava no momento da sua morte e herdou o arco e as aljavas do herói. Foi amaldiçoado por ter revelado o local onde Hércules estava enterrado.
Ele também participou da guerra de tróia, onde a maldição prometida a ele foi concluída. Quando seu navio aportou na ilha de Lemnos no caminho a tróia, adentrou um templo e foi picado no pé por uma serpente que lhe causou uma chaga com um odor insuportável e gritos que não deixava ninguém em paz. Filoctetes é então abandonado na ilha enquanto o exército segue rumo a tróia. Ficou lá por 10 anos, e depois que o adivinho troiano Heleno foi obrigado a revelar sob tortura que as aljavas de Filoctetes seriam necessárias para a vitória dos gregos, o herói é resgatado da ilha e curado pelos heróis médicos Macaão e Podalírio, filhos de Asclépio mais célebre médico da mitologia.
Curado e na guerra, o herói descarregou sua ira nos troianos matando diversos inimigos, estes incluindo Páris o pivô da guerra.