terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Orações subordinadas relativas

1. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente - Finita
  • É introduzida por:
-» advérbios relativos: «onde», «como»:
. O Ernesto poisou a mochila onde havia espaço.
-» pronome relativo "quem":
. Quem desdenha quer comprar.
-» quantificador relativo "quanto" (precedido ou não de preposição):
. Só comes quanto ganhas.
  • Não possui antecedente.
  • Completa / modifica o grupo verbal da oração subordinante.
  • Pode desempenhar diversas funções sintácticas:
-» Sujeito: Quem estuda passa de ano.
-» Predicativo do sujeito: O Carlos Cruz não é quem parece.
-» Complemento directo: Adoro quem estuda.
                                                  Só pagas quanto gastares.
-» Complemento indirecto: Ofereci um rebuçado a quem estudou.
-» Complemento oblíquo: Gosto de quem me trata bem.
-» Complemento agente da passiva: O jogo foi ganho por quem marcou mais golos.
-» Modificador do grupo verbal da subordinante:
- O meu avô vivia como podia.
- Adormeço onde calha.

1.1. Oração subordinada substantiva relativa sem antecedente - Não finita infinitiva
  • É introduzida por advérbios relativos e pronomes relativos "que" e "quem" (precedidos ou não de preposição).
  • Tem o verbo no infinitivo:
Não tenho que dar no Natal.
Jorge Jesus não sabe como mudar a situação.
No Verão, não tenho a quem deixar o piriquito.
Hulk, tens com que escrever?
Não sei onde estacionar o carro.


2. Oração subordinada adjectiva relativa

     2.1. Relativa restritiva
  • Limita, restringe a referência do antecedente.
  • Contém informação relevante para a definição do antecedente.
  • Não pode ser eliminada da frase, pois alteraria o sentido da oração subordinante.
  • Desempenha a função sintáctica de modificador restritivo do nome:
Quem ama verdadeiramente (oração substantiva relativa sem antecedente) não diz palavras que ofendam (oração relativa restritiva).
Os alunos que estudaram obtiveram boas classificações. Os alunos obtiveram boas notas. (neste caso, são todos os alunos; no primeiro exemplo, eram só alguns)
A mulher que eu amo está presa.

     2.2. Relativa explicativa
  • Apresenta informação adicional / facultativa sobre o antecedente (na oração subordinante).
  • Assim, pode ser eliminada, pois a sua omissão não altera o sentido da oração subordinante.
  • Na oralidade, é marcada por uma pausa; na escrita, por vírgulas, travessões ou dois pontos.
  • Desempenha a função sintáctica de modificador apositivo do nome (1) ou modificador da frase (2):
-» (1) Os benfiquistas, que se mostravam entusiasmados, saíram frustrados do estádio.
-» (2) O Benfica perdeu, o que deixou a D. Lídia furiosa.

16 comentários :

  1. Para mim são as mais difíceis de identificar.
    Joana Chaves

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    1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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  2. finalmente percebi a diferença ;) obrigada

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  3. muito util para o exame nacional

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  4. O Benfica perdeu o jogo, o que deixou a D. Lídia furiosa. (modificador de frase)

    -» (2) Os benfiquistas, que se mostravam entusiasmados,(modificador do nome apositivo) saíram frustrados do estádio.

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    Respostas
    1. Tem toda a razão na sua observação. Os exemplos foram trocados.

      Correção já efetuada.

      Obrigado pela achega.

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    2. Lol Mas legal feras, yai quer morango? Gozando, mas agr a sério, isso td indiretas?

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  5. A escola onde estudas é pequena. A escola --- antecedente - logo adjectiva relativa restritiva. Não é assim???

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  6. Ajudou Mesmo, eu estava com algumas dúvidas e muito obrigada estes tipos de blogs levam o mundo longe :D :)

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  7. . A escola onde estudas é pequena.
    onde estudas - é subordinada adjetiva relativa restritiva.
    A ESCOLA é o antecedente de ONDE.

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