sábado, 19 de janeiro de 2013

Humanismo

         O Humanismo parte do estudo da cultura antiga e, com base nela, valoriza tudo o que é humano e exalta os valores do Homem como centro do Universo (antropocentrismo). O Homem é a "medida de todas as coisas", ou seja, passa a ser encarado como o pólo central, o valor máximo. O Renascimento representou uma viragem decisiva em relação às conceções medievais, que podemos sintetizar opondo a conceção antropocêntrica (o Homem no centro das preocupações) à conceção teocêntrica da Idade Média (Deus é o centro de universo).
         Reagindo ao período da Idade Média, os humanistas voltam-se para a Antiguidade clássica greco-latina, centrando a sua atenção no Homem (antropocentrismo), em substituição do teocentrismo tradicional.
         De facto, a ação dos humanistas, nome que designa os intelectuais deste período, correspondeu a um desejo de abandono dos padrões medievais e à instauração de uma mundividência nova.
         O homem medieval tinha uma visão pessimista da existência, encarando-a como uma penosa passagem que encarava o encontro com Deus após a morte como a realização única. Já o homem renascentista acredita em si mesmo e na sua realização terrena, dado que se realiza na sua obra. Seguindo a máxima de Protágoras, os humanistas defendiam que “o Homem é a medida de todas as coisa”.
         Deste modo, as qualidades mais valorizadas no ser humano deixam de ser apenas a religiosidade, o heroísmo e a honra cavaleiresca, para passarem a ser a inteligência, o saber e o mérito, veículos para a realização de obras para a posteridade. Através delas, o artista liberta-se da “lei da morte”, tornando-se imortal. Em simultâneo, imortaliza os seus mecenas, ou os heróis e os seus feitos da sua pátria.
         A confiança nas capacidades humanas e a busca do saber e da cultura implicavam a valorização da razão e da experiência. Ao espiritualismo medieval, o homem renascentista prefere o racionalismo, à crença em verdades impostas, prefere a certificação da verdade através da experimentação. Assim sendo, o saber resulta do estudo conjugado com a experiência, configurando este dado as bases do conhecimento científico.
         Neste contexto, os Descobrimentos portugueses desempenham um papel central no Renascimento por causa de:
. descoberta de novas terras e povos desconhecidos;
. descoberta de nova fauna e flora;
. inovações tecnológicas exigidas pelas viagens marítimas (ex.: o astrolábio);
. conhecimento dos ventos e das correntes marítimas;
. surgimento e adaptação de embarcações;
. desenvolvimento da cartografia;
. etc.

Fontes:
     . Manual Plural 12;
     . A. J. Saraiva, Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa

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