segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Rei do Convento

            O rei português D. João V foi um dos reis cujo reinado durou mais tempo. Filho de D. Pedro II e D. Maria Sofia, este indivíduo nasceu em 1689 e faleceu em 1750. Tomou posse do trono português a 1 de janeiro de 1707 e era um rei absolutista. Casou com a princesa da Áustria, que se chamava Maria Ana, com quem teve seis filhos. Porém o ato de procriar não foi fácil de conseguir, pois por mais que tentassem, a rainha não conseguia engravidar e para que isso acontecesse, sua alteza mandou construir um convento em Mafra.Este homem é duramente criticado por José Saramago no Memorial do Convento e por Herman José num programa que esteve em emissão há alguns anos atrás.
No primeiro caso, este escritor critica este rei pela sua megalomania, infidelidade, vaidade, má administração do país e das finanças, pelo poder absolutista e arbitrário, pelos gastos excessivos e principalmente pela construção do convento e pela exploração e miséria a que o povo estava sujeito. Segundo este autor, a construção desta obra foi um desperdício enorme do ouro e riqueza que vinha do Brasil, pois este monumento é uma obra que não tem utilidade servindo apenas para que sua majestade demonstre a sua grandiosidade e extravagância, pondo em causa a saúde dos trabalhadores que eram tratados como escravos.
            No segundo caso, o humorista Herman José interpreta esta personagem representando as suas atitudes, gestos e palavras, com o objectivo de o criticar. Nesta entrevista podemos comprovar como era este indivíduo. Esta personagem mantém ao longo da conversa uma atitude rude, mal-educada, violenta, crítica (relativamente à actualidade), usa uma linguagem imprópria e inconveniente, manifesta a sua infidelidade agarrando numa jovem e colocando-a ao seu colo, tem atitudes desagradáveis a até mesmo bastante sujas, pois solta os seus “flaps” em qualquer momento, e demonstra a sua megalomania e o seu poder. Porém a crítica principal vai sendo feita ao longo do diálogo quando se fala na sua vida extraconjugal e nos seus inúmeros filhos bastardos, no facto de a rainha não conseguir engravidar e então o rei prometer construir um convento para que isso acontecesse e quando se fala na construção dessa obra que segundo o entrevistador “tem as caves cheias de ratos”. Quando se fala neste último aspecto, sua alteza não consegue explicar ao certo a utilidade deste monumento.
            Em suma, estes dois críticos, põem em causa a construção deste convento questionando a sua utilidade e criticam duramente sua majestade pela sua vida, pelas suas atitudes e pelas suas opções.

 Luís R.

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