Português: Variação linguística

sábado, 16 de janeiro de 2021

Variação linguística

 1. Variação
 
                As línguas, apesar de unas, são organismos vivos, isto é, evoluem ao longo dos tempos (estão constantemente a «perder» e a «ganhar» palavras).

                O que é a variação linguística? É a variação (as transformações, as mudanças) que as línguas sofrem:

▪ ao longo do tempo (não falamos hoje como falávamos na época medieval, ou noutra época passada);

▪ em função da geografia (local onde são faladas) – o português falado em Lisboa não é exatamente igual ao falado no Porto ou nos Açores;

▪ dentro da sociedade (contexto em que são usadas e falantes que as utilizam, em função quer do nível social e cultural dos falantes, quer da situação de comunicação).

                Com efeito, o tempo, a geografia/ o espaço, a sociedade/o meio social e a situação discursiva constituem os fatores que justificam essa variação.

                De facto, é evidente que a língua portuguesa evoluiu ao longo dos tempos (basta ler, por exemplo, um extrato de um texto de Gil Vicente ou de Camões, etc., para compreender que o português dessas épocas era muito diverso do atual), mas é igualmente claro que um falante do Porto fala de modo diferente de um do Algarve, ou que uma criança possui um discurso diferente do de um adulto, ou ainda que falantes de diferentes extratos socioculturais, embora comuniquem entre si, o fazem recorrendo a registos distintos.

                Em suma, todas as línguas naturais:

▪ têm variação;

▪ mudam e estão sempre a mudar.

                Esta propriedade das línguas possui, pois, a designação de variação linguística.

 
 
2. Variedades
 
                A língua portuguesa apresenta, então, as seguintes variações linguísticas:

▪ variação histórica;

▪ variedades geográficas;

▪ variedades sociais;

▪ variedades situacionais.

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