Português

domingo, 16 de outubro de 2016

Relações entre palavras II (G37)

1. Indique quatro hipónimos possíveis para cada hiperónimo:
a) astros: ____________________________________________________
b) artes: _____________________________________________________
c) ilhas: ______________________________________________________
d) mass media: ________________________________________________
e) insetos: ____________________________________________________
f) cores: _____________________________________________________
g) sensações: __________________________________________________
h) habitações: __________________________________________________
i) cristais: _____________________________________________________
j) vegetais: ____________________________________________________


2. Indique quatro merónimos possíveis para cada holónimo apresentado.
a) computador: _________________________________________________
b) barco: ______________________________________________________
c) família: _____________________________________________________
d) livro: _______________________________________________________
e) boca: _______________________________________________________
f) flor: _______________________________________________________
g) teatro: _____________________________________________________
h) telemóvel: __________________________________________________
i) óculos: ______________________________________________________
j) satélite:_____________________________________________________________

3. Há palavras que permitem que, a partir delas, se estabeleçam simultaneamente relações de hierarquia e de parte-todo.

3.1. Complete os esquemas seguintes que demonstram o afirmado em 3.





4. Leia as frases com atenção e complete-as com o hiperónimo mais adequado.

1. A Rita vai fazer uma sopa de ___________ com batatas, cenouras e nabos.
2. Os _______________ preferidos das Anas são Eça de Queirós, Bocage e Cesário.
3. Lúcia, deves evitar o tabaco e o álcool, pois são ____________ muito prejudiciais.
4. João, não te esqueças de rever os seguintes _________________________ para o teste: metáfora, sinestesia, hipálage, sinédoque e hipérbole.
5. Margarida, conheces Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, os _________ de Pessoa que vamos estudar?
6. Nas férias, o Pacheco e o seu amigo Vlad visitaram _____________ como Mafra e Sintra.

5. Indica o sinónimo de cada uma das palavras dadas.
a) heroísmo: ____________________
b) abstrato: ____________________
c) deceção: _____________________
d) compatriotas: ____________________
e) retratar: ____________________
f) cobiça: ______________________
g) censura: _____________________

6. Assinale as alíneas corretas, de modo a identificar os antónimos das palavras indicadas.

6.1. A palavra “intransigente” mantém uma relação de antonímia com
(A) incompetente.
(B) flexível.
(C) inflexível.
(D) austero.

6.2. A palavra “leviandade” mantém uma relação de antonímia com
(A) imprudência.
(B) inconstância.
(C) prudência.
(D) inexperiência.

6.3. A palavra “belicoso” mantém uma relação de antonímia com
(A) guerreiro.
(B) pacífico.
(C) lutador.
(D) amargo.

6.4. A palavra “altruísta” mantém uma relação de antonímia com
(A) abnegado.
(B) filantropo.
(C) altivo.
(D) egocêntrico.

7. Complete os espaços em branco com as palavras do quadro.

acento/assento       era/hera      ruço/russo    roído/ruído

a) Pacheco, a palavra «cágado» leva _______________.
Será possível que a Lara não saiba ainda qual é o seu ____________?
b) Jorge Jesus tem o cabelo ____________, mas não é ___________.
c) O livro da Marisa foi ____________ pelos ratos.
O presidente do Sporting faz ___________ diariamente.

7.1. Em cada conjunto de frases, utilizámos palavras com som ______________, grafia _______________ e significado _______________. Estas palavras designam-se homófonas.

8. Observe as frases.
a) A pata do meu vizinho casou com o Pato Donald.
Rapazinho, tira a pata do meu gelado.
b) A exibição do Benfica deu-me .
A primeira nota musical é o .
c) Todos aqueles que falecerem até o mês de junho não verão o próximo verão.

8.1. Em cada uma das alíneas, as palavras destacadas têm som _______________, grafia _______________ e significado _______________. São palavras homónimas.

9. Leia as frases.
a) A Carolina era sábia, por isso sabia que ser adepta do Sporting é uma anedota.
b) Tenho o hábito de inventar frases parvas.
Como é possível que o Presidente da República não saiba onde habito?
c) A ingratidão das pessoas magoa.
A minha mágoa é não poder correr tudo a negativa.

9.1. Em cada par de frases, as palavras a negrito têm som _______________, grafia _______________ e significado ______________. Chamam-se homógrafas.

10. Leia as frases.
a) A despensa do Pacheco está cheia de melancias.
A Cláudia pediu dispensa das aulas de Ed. Física. Sua preguiçosa!
b) Quem será o aluno que estava a espiar as colegas nos balneários?
Quem fizer copianço, terá de expiar esse pecado perante o diretor da escola.
c) Hoje, o tráfego estava infernal na Av. 25 de Abril.
O tráfico de drogas e armas é um flagelo para a humanidade.

10.1. Em cada conjunto de frases, as palavras destacadas a negrito têm som ________, grafia _______________ e significado _______________.

Correção: aqui.

sábado, 15 de outubro de 2016

Análise do poema "Quando as crianças brincam"

          Este tema do poema é, como em tantos outros, a infância, mais concretamente a saudade de uma infância feliz que, na realidade, nunca existiu. Esse tema é suscitado por um facto da realidade que despertou as reflexões do sujeito poético: a observação / audição das brincadeiras das crianças.

          No que diz respeito à estrutura interna, o poema pode ser dividido em duas partes: a primeira, constituída pelas duas primeiras estrofes e a segunda, pela última.
          Na primeira parte, o sujeito poético exprime a alegria que lhe despertam as crianças (“Qualquer coisa em minha alma / Começa a se alegrar” e “Numa onda de alegria” – vv. 3-4 e 7) e a saudade (sentimento) de uma infância de brincadeiras (“E toda aquela infância / […] me vem” – vv. 5 e 6), apesar de nunca ter, de facto, vivido essa alegria quando era criança (“E toda aquela infância / Que não tive me vem, / […] / Que não foi de ninguém.” – vv. 5-6 e 8).
               Na segunda, o «eu» lírico começa por considerar o seu passado um enigma (“Se quem fui é enigma” – v. 9), sugerindo, de seguida, que o futuro é imprevisível (“E quem serei visão” – v. 10), reclamando de si mesmo o dever de se alegrar com a evocação de um tempo feliz, sempre associado à ideia de infância (“Quem sou ao menos sinta /: Isto no meu coração.” – vv. 11-12).
         Esta segunda parte é introduzida pelo marcador discursivo Se, que possui um valor condicional, sugerindo as condições necessárias (a consciência de um passado que o sujeito poético não entende e a incapacidade de prever o futuro) para existir um estado de espírito marcado pela alegria. Porém, o valor semântico desse marcador aproxima-se mais da ideia de causalidade (Já que quem fui é enigma, / E quem serei visão.”).
          Estas circunstâncias levam a que o «eu» se sinta perdido, algo de que ele tem plena consciência, como se pode verificar pelo verso 9: "Se quem fui é enigma".

          Ao longo do texto, predominam três tempos verbais: o presente, o pretérito perfeito e o futuro, todos do indicativo.
          Na primeira estrofe e no verso 11, o sujeito poético refere-se ao presente e, por isso, utiliza as formas verbais no presente (“brincam”, “oiço”, “começa”, “sou”). Já na segunda e terceira estrofes, quando recorda o passado, utiliza o pretérito perfeito (“tive”, “foi”, “fui”) e, por fim, no verso 10, recorre ao futuro para se referir ao porvir (“serei”).

          A forma como o sujeito poético encara o futuro é aparentemente contraditória, já que ele o olha com ceticismo e, simultaneamente, esperança, ideia visível pelo recurso à expressão “ao menos” (verso 11), a qual implica a consciência da necessidade de fazer um esforço (esperança), embora assuma simultaneamente um tom de falta de convicção (ceticismo).

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