A cena abre com o Rei Leandro a dirigir-se às filhas, Hortênsia e Amarílis, como o "sol que alumia a [sua] velhice". As filhas respondem com uma lisonja extrema: Amarílis rejeita a ideia de velhice, afirmando que o pai ainda é um jovem em plena posse das suas faculdades; Hortênsia reforça esta ideia, dizendo que muitos príncipes novos invejariam a sua agilidade, tato, inteligência e, crucialmente, a sua "lucidez".
O Bobo quebra o tom solene ao fingir que ouviu mal a palavra "lucidez", perguntando: "A vossa quê?!" Perante a correção impaciente de Hortênsia, ele afirma ter ouvido "Lucifer" e começa a cantar uma longa trova satírica para "esmagar" o demónio, mencionando figuras como Satanás e Belzebu, e usando onomatopeias burlescas ("glu glu glu").
Irritada, Amarílis chama ao Bobo "impertinente" e "vergonha desta corte". O Rei concorda que o Bobo não é um modelo de virtudes. Para se vingar, o Bobo revela o seguinte: afirma que Amarílis lhe pedira, pouco antes, para inventar "trovas" trocistas sobre Hortênsia para a fazer rir, aproveitando que estava aborrecida; Hortênsia fica imediatamente intrigada e exige saber o conteúdo dessas trovas, enquanto Amarílis tenta, aflita, desmentir e calar o Bobo.
Apesar dos avisos de Amarílis para não lhe darem ouvidos, o Bobo imita-a e revela as descrições depreciativas que ela teria feito da irmã: aparência (chamou-lhe "galinha emproada"); voz (comparou-a a uma "gata em noite de lua cheia"); andar (ridicularizou o seu movimento, assemelhando-o ao de uma "jumenta do moleiro" carregada de sacos de farinha a subir uma encosta); atitude (criticou os seus "sorrisinhos de sonsa").
A reação de Hortênsia é de fúria cega. Ela tem de ser agarrada por duas aias enquanto grita que vai matar a irmã. Amarílis, também contida pelas aias, chama ao Bobo "miserável linguarudo". Quando conseguem soltar-se, as duas irmãs "andam à bulha", insultando-se e agredindo-se mutuamente.
O Rei Leandro tenta apartar as filhas, classificando a situação como um "triste espetáculo" e questionando o que diriam os noivos delas se vissem tal comportamento. Amarílis tenta recuperar a compostura, sugerindo que os noivos mandariam prender o Bobo numa masmorra. Ela tenta desvalorizar as suas próprias ofensas, dizendo a Hortênsia para não dar ouvidos às "balelas de um louco" e promete que, quando casar, o Bobo não entrará no seu palácio. A cena encerra com o apelo final do Rei para que façam as pazes, pois sente-se perturbado ao vê-las tão alteradas.