Português

domingo, 11 de setembro de 2011

Testemunho dramático de uma mãe

          «... o meu filho de 6 anos, que vai frequentar o 1.º ano, terá de embarcar num autocarro às 7:30 horas da manhã (este autocarro é a carreira pública regular para as pessoas da região), para fazer um percurso de 45m e (isto é do melhor) não tem nenhum vigilante a acompanhá-lo, nem aos outros meninos que irão para o centro escolar de Alijó.»
          Roubado à Educação do meu Umbigo.

11/09/2001

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

CORTES OBSCENOS

Arranque do ano lectivo marcado por vários cortes e alterações


Hoje às 07:22



          "A TSF dá-lhe a conhecer as alterações do novo ano lectivo que vai começar com menos dinheiro, menos professores e com equipas reduzidas para acompanhar as crianças com deficiências.
          (...)
          Na reestruturação planeada pelo ministro Nuno Crato, nota ainda para a redução das equipas que fazem o acompanhamento dos alunos com necessidades especiais.
          No apoio às necessidades especiais deixam de estar presentes os assistentes sociais, os monitores e os técnicos de psicomotricidade."

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

domingo, 4 de setembro de 2011

"Poeminha da Negação da Afirmação", Millôr Fernandes

          Sou um homem bem comum
          sem nenhuma aspiração.
          Não quero ser general
          e muito menos sultão.
          Sou moderado de gastos,
          de ambição reduzida,
          não sonho ser «big-shot»
          estou contente da vida.
          Nunca invejei o próximo
          nem lhe cobiço a mulher,
          pego o meu lugar na fila
          e seja o que Deus quiser.
          Não sou mau pai, nem mau esposo,
          grosseiro nem invejoso
          - só um pouco mentiroso.

"Take me Up", Scotch (1984)


          Cada ano que passa vai pesando, daí que saiba bem tudo o que «take me up».

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Amontoar? Prossiga-se!


Creches passam a ter 18 miúdos dos dois aos três anos em 34 metros quadrados

01.09.2011 - 12:50 Por Ana Cristina Pereira

          As crianças dos dois aos três anos vão ter menos espaço nas creches. Se a sala acolher até 16 meninos, terá de haver dois metros quadrados por cada um. Se acolher mais um ou dois, só se exigirá mais um metro por cada um.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Miguel Torga (Diário)

Miguel Torga - Diário XVI

Chaves, 30 de Agosto de 1990 - É escusado teimar. A ser banal, a dizer banalidades e a pensar banalidades é que o português é português.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ai, ai, ai!


Pais vão pagar totalidade dos livros escolares


Ministério reconhece o problema, mas afirma que "não é novo". Confap acusa escolas de "insensibilidade social"


          Duas notas:

1.ª) Alguém compreende a CONFAP?

2.ª) Esta medida vai fazer com que a situação habitual de os alunos subsidiados andarem semanas sem manuais se vá perpetuar, provavelmente, até ao final do primeiro período, ou mesmo início do segundo. Lá terão os «profs» de remediar a situação o melhor que puderem (como é costume).

domingo, 28 de agosto de 2011

15, 66



          Nos meus tempos áureos, fazia 12 segundos e picos nos 100 metros. Perante este exemplar, é caso para perguntar: o que me impediu de participar numas quaisquer olimpíadas?

          A propósito, alguém se lembrará do nome de algum dos outros atletas que correu nesta série?

sábado, 27 de agosto de 2011

Visão política

          A Câmara Municipal de Torres Vedras vai deixar de pagar, no ano lectivo que se inicia no próximo 1 de Setembro, os transportes aos alunos que frequentam a escolaridade obrigatória e que residam a menos de quatro quilómetros da escola, visando, com esta medida, uma poupança de 0,29% do orçamento da autarquia para o ano em curso.

          Lá teremos, por Torres Vedras, um novo tipo de peregrinação, constituída por crianças de seis, sete e oito anos, que terão de fazer, a pé, um percurso diário de oito quilómetros. E para quê? Para poupar zero vírgula vinte e nove por cento.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O lado bom do estudo


Faltam aqui o computador, a «play-station» e o telemóvel...

E agora?

          E pronto, os doze dias de férias já se foram. Elas prolongam-se, no papel, até início de Setembro, porém, é necessário apresentar por esses dias dois relatórios (o de auto-avaliação e o referente aos exames nacionais), logo é para começar a trabalhar já.

          No ano lectivo que está prestes a começar, parece que vêm aí a caminho cinco turmas, distribuídas do seguinte modo: duas de 7.º, uma de 11.º, uma de 12.º e outra de profissionais (argh!).

          Assim sendo, o que fazer com este blogue? Dedicá-lo à «nova» turma de 12.º? Às de 7.º, que vão iniciar um novo programa? Encerrá-lo, à semelhança do que fizemos há dois anos com outro? Perante a catadupa de trabalho que se aproxima, a vontade é essa... Veremos...

sábado, 20 de agosto de 2011

"As férias batem à porta"


As férias batem à porta
impacientes querem entrar;
são amigas do calor
do sol, da praia e do mar.

Trazem festas populares,
foguetes, bombos, melão,
pimentos, sardinha assada,
dias quentes de Verão.

Trazem pêssegos, gelados,
fatias de melancia,
viagens, tendas, caravanas,
descobertas, alegria.

As férias batem à porta
por favor deixem entrar
o ano só tem um Verão
é preciso aproveitar.

                 António Mota, Onde Tudo Aconteceu

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

O meu «liceu»

          Esta citação encontrava-se numa das entradas do velhinho liceu:


          Como Camões está desactualizado. Assim pensam os pedagogos modernos e os homens e mulheres que dirigem a Educação em Portugal.
          Depois espantam-se quando confrontados com resultados de exames ou índices de retenção de alunos. Alguém deveria relembrar-lhes a metáfora / imagem da escada  e dos degraus.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pérolas (X) - «A» pérola

          A pérola das pérolas (o tema do texto de reflexão era O papel do sonho na vida do ser humano):
         «(...) também foi com o sonho que inventaram o primeiro ministro e essas coisas (...)»
          Só faltou acrescentar que há sonhos que se transformam em pesadelos...

sábado, 13 de agosto de 2011

Pérolas (IX)

          O tema do texto de reflexão era O papel do sonho na vida do ser humano. As divagações foram de monta...
          a) «(...) um sonho é um sonho (...)»;
          b) «Nascemos todos diferentes com ideias opostas, diferentes pontos de vista, diferentes profissões (...).»;
          c) «Nem sempre se consegue obter o que tanto queremos e esperamos, mas se sonhar-mos (...) o sonho pode não se tornar tão real como se quer, mas a mente fica mais calma.» 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pérolas (VIII)

          Como é que os navegadores portugueses se tornaram dignos de serem recebidos na «Ilha dos Amores»?
          Hipótese a): «No excerto transcrito de Os Lusíadas diz o seguinte: "Por obras valerosas que fazia" como por exemplo os tecidos, o vinho do porto, os enormes castelos, o convento de mafra...».
          Hipótese b): «(...) os nautas se sentiam como grandes senhores pois tinham tudo o que o homem sonha ter, como mulheres bonitas e outras coisas importantes.» 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pérolas (VII)

          A pergunta pedia ao aluno que indicasse o valor de uma determinada oração relativa, no caso valor restritivo.
a) «A oração subordinada adjectiva relativa dá uma grande importância ao Oceano Atlântico e às praias Portuguesas.»
b) «O valor da oração relativa é de causa.»
c) «Elogia o Atlântico, por todas as memórias que possui.» 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pérolas (VI)

          Novas funções sintácticas, não previstas na TLEBS:
a) «A função sintáctica é "não"».
b) «A função sintáctica desempenhada pelo pronome pessoal é: "mas"».
c) «Pronome faz uma navegação ao descobrirem.»
d) «A função sintáctica desempenhada pelo pronome pessoal, é o esclarecimento de que não descobriram o Prestes João, pois partiram em busca dele.»
          Note-se que a resposta correcta era sujeito.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Repete-se o fado (dos maus resultados)?

          São afixadas, hoje, as pautas dos exames da 2.ª fase.


"Fado", Heróis do Mar (1986)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pérolas (V)

          Assim se destrói o sonho de muitos alunos:
          «Luís de Camões refere-se aos Lusíadas.
            Porque ele diz para proteger os Lusíadas que tinha escrito para ninguém acabar com eles.»

domingo, 7 de agosto de 2011

Pérolas (IV)


          As vantagens insondáveis da leitura:
          «Ler é muito bom, faz bem ao nosso cérbero...» (NOTA: Cérbero é o cão mitológico que guarda a entrada do reino dos Infernos.)

sábado, 6 de agosto de 2011

Pérolas (III)

          A voz dos verbos: activa, passiva e... não activa.
          «Pretérito imperfeito do indicativo e tem voz não activa.»

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pérolas (II)

          Intertextualidade entre Camões e o padre Vieira???
          «O narrador desta estrofe é Vasco da Gama, a gente marítima de quem ele fala são os peixes...» (NOTA: a gente marítima eram os marinheiros portugueses)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pérolas (I)

          Eis algumas definições novas das oitavas de Os Lusíadas:
          «As oitavas são as primeiras 8 senas dos Lusiadas e as outras partes estam em casa de  Luis de Camões.»
          «No meu entender a expressão "oitavas" quer indicar a oito cópias da sua obra...» 

domingo, 24 de julho de 2011

Ainda a prova da 1.ª fase


          A professora Teresa Rita Lopes, desafiada a comentar a prova de exame de Português da 1.ª fase, fê-lo (aqui) nos termos seguintes:

          «Pediram-me a minha opinião sobre a “Prova Escrita de Português”, a que os alunos do 12.º ano de escolaridade foram recentemente submetidos. Hesitei em pronunciar-me publicamente, mas a minha antiga costela de militante (sem Partido) obrigou-me a aceitar fazê-lo, perante a constatação de que os resultados obtidos foram catastróficos: alunos que tinham tido altas classificações durante o ano lectivo saíram do exame com negativa. O pior é que isso, para muitos deles, representa a impossibilidade de se habilitarem a entrar nos cursos para que se sentem vocacionados por ficarem, com essa nota a Português, com uma classificação inferior à requerida para o seu acesso. E isso é grave, porque está em jogo o futuro desses jovens. Por isso, arregacei as mangas e pus-me a analisar (como aliás sempre gostei de fazer com os meus alunos e espero que os professores o façam com os seus) o poema de Álvaro de Campos que lhes coube em sorte: um do penúltimo ano de vida, de 16.6.1934, que começa “Na casa defronte de mim e dos meus sonhos”.
          A escolha do poema foi infeliz: o seu bom entendimento implicaria um conhecimento aprofundado da poesia de Campos que não pode ser exigido a alunos deste nível. Além do mais, as perguntas não estão bem formuladas nem são as que conduziriam ao entendimento do poema que se quer averiguar se o aluno teve (e que duvido os próprios examinadores tenham tido, perante tais perguntas e os “cenários de resposta” que apresentaram).
          A primeira pergunta, sobre “as duas sensações representadas nas quatro primeiras estrofes”, distrai da verdadeira compreensão do poema, que é, do princípio ao fim, a taquigrafia de um monólogo a que Campos se entrega, como em muitos dos seus outros poemas. Através dele, vamos assistindo à marcha do pensamento do Poeta e ao desfilar dos sentimentos que desencadeia. Porque é de sentir sentimentos e não “sensações” que o poema essencialmente trata. Quer o examinador, nesta primeira pergunta, que o aluno fale “das sensações visuais e auditivas” presentes nas quatro primeiras estrofes do poema. É ter em pouca conta a sua inteligência querer apenas fazê-lo provar que o Poeta não é cego nem surdo, porque diz “que viu mas não viu” e que ouve vozes no interior da casa (como se explicita no “cenário da resposta”). Nada nos diz que o Poeta não está à sua secretária, a evocar apenas o que habitualmente vê e ouve: não assistimos a uma verdadeira reacção a um estímulo sensorial. Das pessoas que moram em frente diz, com um verbo no passado (portanto, evocando uma visão, não vendo): “vi mas não vi”. Também as ouve, aparentemente da mesma forma: das “vozes que sobem do interior doméstico” diz que “cantam sempre, sem dúvida”, o que mostra que não as está a ouvir mas a imaginar (logo, é imaginação, não sensação). O verso seguinte “Sim, devem cantar”, reforça a suposição. Seria preciso, ao formular as perguntas, respeitar o facto indesmentível do poema ser um monólogo que o Poeta murmura por escrito enquanto contempla, talvez só com a imaginação, “os outros”– esses vizinhos que vê sem ver porque lhe são inteiramente estranhos.
          O que seria preciso entender – e sobre isso sim, questionar o aluno – é que o Poeta olha (ou se imagina olhando) para a casa fronteira à sua como um menino pobre para uma montra de brinquedos: tudo o que aí vê e ouve é uma manifestação dessa “felicidade” que ele não sabe o que é mas cobiça: crianças, flores, cantos, festas. “Que felicidade não ser eu!” Falando várias vezes o Poeta de “felicidade”, seria pertinente questionar o examinando sobre o sentido desse sentimento (bem mais importante do que as sensações ver e ouvir que querem que ele referencie).
          Pedir para caracterizar o tempo da infância tal como é apresentado na terceira estrofe do poema, e esperar, como se vê no “cenário da resposta”, que o aluno apenas fale “do ambiente de despreocupação feliz, sugerido pelo acto de brincar”é de uma profunda superficialidade …
          Quanto à pergunta seguinte sobre “a relação que o sujeito poético estabelece com os outros” percebe-se, pelo “cenário da resposta”, que o examinador quer que o aluno fale apenas da “diferença”que o Poeta sente que o separa dos “outros”, porque «os “outros” são felizes». O facto do Poeta exclamar “São felizes porque não são eu” mostra que essa “felicidade” é, não um verdadeiro sentimento que os outros experimentem mas o sentimento que o Poeta tem de que é uma sorte ser outra pessoa qualquer, que o verso seguinte “Que grande felicidade não ser eu!” exprime plenamente.
          Seria interessante, isso sim, fazer o aluno falar sobre o papel e o significado das interrogações súbitas, nomeadamente “Quais outros?” porque são elas que traduzem e nos fazem assistir ao evoluir do pensamento do Poeta, que se põe em causa a si próprio, isto é, ao que está pensando no decurso do seu monólogo interior. Assistimos, assim, à transição, desencadeada por essas perguntas, de um “eu” para um “nós”: do sentimento inicial de solidão total, de ser apenas um “eu”, uma ilha de solidão, ao de pertencer a um “nós” – a humanidade: “Quem sente somos nós, /Sim, todos nós” - embora cada um a sós consigo. Cada um sente e sofre sozinho mas isso não o impede de fazer parte de um “nós”. Seria demais esperar que o aluno soubesse dizer que é esta uma característica da atitude de Campos: o sentimento de que é uma ilha de solidão, quando diz “eu”, mas de que pertence a um arquipélago, quando pronuncia “nós”. Mas não seria excessivo esperá-lo do examinador.
          A última questão presta-se a muitas respostas, não apenas à que é indicada no “cenário de resposta”, que espera referências à “dor” e ao “vazio” “expressos na última estrofe, particularmente no verso «Um nada que dói…»”. Os examinadores não perceberam a sua subtilíssima ironia: depois de afirmar que “já” não está sentindo nada, o Poeta corrige-se, com um sorriso de vaga ironia triste: “um nada que dói”. Se o aluno conhecesse razoavelmente Campos – o que seria demais exigir-lhe mas não ao examinador– referiria que esse incómodo, essa vaga dor é o que, noutro poema, o Poeta chama “o espinho essencial de ser consciente”.
          Só uma nota: não estou a querer pôr ninguém em causa: não sei nem quero saber quem elaborou esta “prova”. Estou apenas a obedecer ao meu velho tropismo de querer ser útil. (Que, diga-se de passagem, muitos dissabores me tem trazido ao longo da minha já longa vida.)»

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06/12/1927 - 24/07/2001

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Exame Nacional 2011 - 2.ª fase - Proposta de Correcção

Grupo I

Texto A

1. Três aspectos que se referem ao mito sebastianista:
  • o desaparecimento de D. Sebastião na «última nau»;
  • os presságios negativos associados ao desaparecimento do rei, símbolo do fim / desfazer do Império dos Descobrimentos;
  • a crença no regresso do rei;
  • o aportar a uma ilha misteriosa e desconhecida;
  • a morte física de D. Sebastião vs a persistência do sonho que encarna e que se projecta no futuro;
  • a indefinição relativamente ao destino do rei (vv. 7-8).

2. Reacção do desapercimento de D. Sebastião:
          » Sujeito poético:
                    . a crença no regresso do rei;
                    . o entusiasmo, a expectativa suscitadas por essa crença;
          » Povo:
                    . a descrença, o desânimo, o abatimento, a falta de energia sucitados pelo
                      desaparecimento do rei.

3. Relação entre o conteúdo da última estrofe e a pergunta dos versos 8 e 9:
          » Nos vv. 8 e 9, o sujeito poético questiona (-se) o regresso do rei;
          » Na última estrofe, ele responde afirmativamente a essa pergunta:
                    . crê firmemente no regresso de D. Sebastião, que simboliza, em simultâneo,
                      o fim da névoa, do desânimo em que a pátria mergulhou, e o ressurgimento
                      do Império;
                    . desconhece, porém, o momento desse regresso, que se lhe apresenta como
                      indefinido, incerto e misterioso.

4. Características:
          » Do discurso épico:
                    . a presença do mito sebastianista - a mitificação de D. Sebastião;
                    . a alusão ao Império português;
                    . o uso da terceira pessoa;
                    . a exaltação do rei, a crença no seu regresso por parte do sujeito poético.
          » Do discurso lírico:
                    . a alusão aos sentimentos / às emoções do povo após o desaparecimento do
                      rei D. Sebastião (os "choros de ânsia e de pressago / Mistério.");
                    . o recurso à primeira pessoa, traduzindo o estado de espírito, a crença do
                      sujeito poético e conferindo, assim, maior carga subjectiva ao discurso
                      poético.


Texto B

. Introdução:
  • Os navegadores portugueses são apresentados, n'Os Lusíadas, como heróis que, pelas suas façanhas / obras, merecem o prémio supremo: a glória e a imortalidade.
. Desenvolvimento:
  • Esse heroísmo é demonstrado nas seguintes circunstâncias:
          » no enfrentamento e vitória sobre os perigos do mar (o episódio do Adamastor,
             símbolo da passagem do cabo das Tormentas);
          » nas vitórias obtidas contra os inimigos que os atacaram, traíram e lhes armaram ci-
             ladas (mouros...);
          » o enfrentamento e superação das forças da Natureza (Tempestade);
          » o confronto com as vozes que se opunham à empresa dos Descobrimentos (o
             Velho do restelo);
          » a prática da virtude, do heroísmo;
          » a coragem, a fé, a determinação, o patriotismo demonstrados.

. Conclusão:
  • Os portugueses são dignos de serem recebidos na Ilha dos Amores, que simboliza o prémio que lhes é devido pelos feitos praticados - a glória, a imortalidade e a divinização.



Grupo II

     Versão 1                                                                          Versão 2

1.1. D                                                                              1.1. C

1.2. A                                                                               1.2. C

1.3. C                                                                               1.3. A

1.4. C                                                                               1.4. B

1.5. D                                                                                1.5. A

1.6. A                                                                                1.6. C

1.7. B                                                                                1.7. D

2.1. Complemento directo

2.2. Valor restritivo

2.3. Acto ilocutório directivo



Grupo III

. Introdução:
  • O sonho enquanto motor da vida humana / do progresso;
  • A variação do «sonho» de pessoa para pessoa;
  • Sonho = ambições pessoais, desejos, esperanças...

. Desenvolvimento:

          - Argumento 1:
                     » O sonho é a base de novas descobertas, de feitos grandiosos.

                    - Exemplos:
                              a) Os Descobrimentos portugueses;
                              b) A chegada do Homem à Lua.

          - Argumento 2: O sonho e o futuro de cada ser humano:
                    - Exemplos:
                              a) O sonho de constituir família;
                              b) O sonho de uma carreira profissional;
                              c) ...

          - Argumento 3: O sonho é sinónimo de progresso, de modernidade, de uma vida
                                     mais longa, com mais qualidade e conforto:

                    - Exemplo:
                              a) Os reflexos dos progressos tecnológicos na vida quotidiana (a facili-
                                   tação da comunicação - que passa a instantânea e universal, em
                                   contraste, por exemplo, com a época dos Descobrimentos; os avanços
                                   da Medicina e os seus reflexos no prolongamento da vida humana em
                                   tempo / duração e qualidade; ...)

          - Argumento 4: O sonho constituti uma forma de superação dos limites humanos.

                    - Exemplo: a conquista de outros espaços além daquele em que o Homem
                                       sempre se moveu (a conquista dos mares, o sonho de voar...).


. Conclusão:
  • O sonho foi variando ao longo dos tempos e de ser humano para ser humano;
  • O sonho é um traço distintivo do Homem;
  • A necessidade de lutar e de esforço para que o sonho se concretize.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Titanic

          Como se pode verificar, a média nacional dos alunos internos é de 9, 6 valores. Na nossa escola, a média do 12.º A é de 10, 55, o que significa que se situa 8 décimas acima da média do país que deu ao mundo Camões.

          Tais resultados, que à primeira vista configurariam uma boa notícia porque traduziriam resultados superiores à média nacional, acabam por ser um relativo fracasso, dada a qualidade dos alunos presentes a exame.

          Fosse eu um dos alunos que fracassou no exame da 1.ª fase e estaria, daqui a pouco mais de seis horas, novamente sentado à mesa da sala para resolver a 2.ª fase por brio pessoal. Foi o que fiz há muitos anos quando obtive a miserável classificação de 11, 5 valores numa frequência à disciplina de Latim III, no 3.º ano do curso que me trouxe até aqui, no dia seguinte à derrota do Benfica na final da Liga dos Campeões frente ao A. C. Milan, e que baixou consideravelmente a nota obtida na primeira frequência. Candidatei-me à fase de exames de Junho / Julho por entender que sabia bem mais e que era capaz de muito melhor resultado, como tinha demonstrado (quase) sempre. Assim aconteceu: fiz o exame e o resultado voltou ao que era habitual.

          Mas nem todos são feitos da mesma têmpera e amor-próprio. É pena!
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