Nelson Mandela - 18/07/1918
segunda-feira, 18 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Critérios de classificação
O presente documento é constituído por um conjunto de instruções do GAVE relativo à correcção do exame nacional de Português (código 639). A ele tiveram acesso unicamente os professores correctores / classificadores, que receberam instruções no sentido de o manterem confidencial, algo absolutamente incompreensível, pois todos os alunos sujeitos à prova, seus encarregados de educação e demais professores da disciplina deveriam dele ter conhecimento.
Entretanto, diversos blogues começaram a publicá-lo...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Reorganização curricular do ensino básico
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Sofia Faustino recria um poema de Torga
Que desgraça, meu Deus!
Tenho o livro de português aberto à minha frente,
Tenho a memória cheia de poemas,
Tenho as respostas que encontrei
Que todo o santo dia me rasguei
À procura não sei
De que palavra, síntese ou imagem!
Que desespero dentro de mim
Não sei analisar poemas!
E sempre o mesmo trágico desejo
De ver passado o teste de português!
Sempre a mesma vontade de gritar,
Embora de antemão a duvidar
Da exactidão das respostas que guardei!
Tenho o livro de português aberto à minha frente,
Tenho a memória cheia de poemas,
Tenho as respostas que encontrei
Que todo o santo dia me rasguei
À procura não sei
De que palavra, síntese ou imagem!
Que desespero dentro de mim
Não sei analisar poemas!
E sempre o mesmo trágico desejo
De ver passado o teste de português!
Sempre a mesma vontade de gritar,
Embora de antemão a duvidar
Da exactidão das respostas que guardei!
"A Canalha", Jorge de Sena
Como esta gente odeia, como espuma
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.
Jorge de Sena, 07/12/1971
por entre os dentes podres a sua baba
de tudo sujo nem sequer prazer!
Como se querem reles e mesquinhos,
piolhosos, fétidos e promíscuos
na sarna vergonhosa e pustulenta!
Como se rabialçam de importantes,
fingindo-se de vítimas, vestais,
piedosas prostitutas delicadas!
Como se querem torpes e venais
palhaços pagos da miséria rasca
de seus cafés, popós e brilhantinas!
Há que esmagar a DDT, penicilina
e pau pelos costados tal canalha
de coxos, vesgos, e ladrões e pulhas,
tratá-los como lixo de oito séculos
de um povo que merece melhor gente
para salvá-lo de si mesmo e de outrem.
Jorge de Sena, 07/12/1971
domingo, 10 de julho de 2011
Eça, um homem actual
Há 140 anos, isto é, em 1871, Eça de Queirós afirmou o seguinte:
«Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: "o país está perdido!"
Algum opositor do actual governo?... Não!»
«Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: "o país está perdido!"
Algum opositor do actual governo?... Não!»
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Fim das marcas "Blogger" e "Picasa"
A Google vai mudar as marcas de vários dos seus serviços mais populares, como o Blogger e o Picasa, para facilitar a respetiva integração no Google+. O YouTube mantém-se inalterado.
Saber mais >>aqui.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Premonição...
De acordo com professores que corrigiram exames nacionais (quer do 9.º ano quer do ensino secundário), os resultados que vêm a caminho não são nada famosos.
Exemplificativo disso é o facto de haver correctores com 70% de provas com classificação negativa. Quer isto dizer que, por exemplo, em 50 exames, 35 são inferiores a 10 valores (ensino secundário) ou ao nível 3 (9.º ano).
domingo, 3 de julho de 2011
"Sísifo", de Miguel Torga
O ano lectivo terminou há muito, a primeira fase dos exames nacionais também.
Como mensagem para um novo ciclo que se aproxima para milhares de alunos, que já vislumbram a universidade no horizonte, aqui fica o poema "Sísifo", da autoria de Adolfo Correia da Rocha, mais conhecido por Miguel Torga:
Recomeça…
Se puderes,
Sem angústia e sem pressa.Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.
Miguel Torga, Diário XIII
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Exame Nacional 2011 - 1.ª fase - Proposta de correcção
Grupo I
Texto A
1. Sensações do sujeito poético:
- Sensação visual: "Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi." (v. 3);
- Sensação auditiva: "As vozes, que sobem do interior do doméstico..." (v.8).
2. Infância é sinónimo de:
- inocência, felicidade e alegria ("As crianças, que brincam..." - v. 5);
- beleza e fragilidade (os vasos de flores);
- protecção ("... que brincam às sacadas altas..." - v. 5);
- a (aparente) eternidade da alegria e felicidade simbolizadas pela infância, reveladora da inconsciência que as crianças têm da passagem do tempo.
3. Relação entre o sujeito poético e os outros:
- é uma relação de oposição: o sujeito é infeliz e vive desajustado; os outros são felizes e vivem ajustados ao que os rodeia;
- por outro lado, o sujeito é diferente dos outros, de quem vive afastado e que desconhece ("pessoas que desconheço, / que já vi mas não vi.").
4. Na última estrofe, o sujeito revela o seu vazio e a sua dor ("Um nada que dói..." - v. 26) e esse estado de espírito resulta da reflexões que fez nas estrofes anteriores.
Assim, nelas ele questiona-se acerca do sentir dos «outros», concluindo que, no fundo, não há «outros», mas «nós», isto é, só é possível sentir individualmente. Por outro lado, é extremamente difícil ou impossível ter acesso ao sentir do(s) outro(s), dado que há um fechamento, uma falta de comunicação dos seres humanos entre si, que tem a ver com a individualidade de cada ser humano.
Texto B
. Introdução:
- Reis, heterónimo de Pessoa, de formação clássica, cultor de um epicurismo triste;
- Desenvolve o tema da da brevidade, fugacidade e transitoriedade da vida / do tempo.
- A passagem do tempo é inexorável, a vida é breve e a morte uma certeza (imagem do rio que passa, do mar, os símbolos clássicos - a barca, Caronte, o óbolo, etc.) # contraste com a Natureza, que se renova periodicamente;
- A impossibilidade de o Homem lutar contra esses factos;
- Implicações: sofrimento, dor, angústia...;
- Objectivo: evitar o sofrimento;
- Adopção de uma filosofia de vida / princípios de vida:
- ideal do carpe diem: aproveitar o momento, porque a vida é breve;
- viver com moderação, auto-domínio, sem apego às coisas;
- comedimento das paixões, das ambições, evitando assim a dor da morte;
- busca do prazer relativo e da ataraxia;
- ...
. Conclusão:
- Reis procura evitar o sofrimento e a dor motivadas pela efemeridade da vida / passagem do tempo;
- Reis constrói uma filosofia de vida orientada nesse sentido.
Grupo II
Versão 1 Versão 2
1.1. D 1.1. B
1.2. B 1.2. A
1.3. C 1.3. B
1.4. D 1.4. C
1.5. C 1.5. B
1.6. A 1.6. D
1.7. A 1.7. B
2.1. O antecedente dos pronomes possessivos é o grupo nominal "As terras".
2.2. A expressão destacada desempenha a função de sujeito.
2.3. A oração referida é uma oração subordinada adverbial consecutiva.
Grupo III
. Introdução:
- A importância genérica da literatura / da leitura para o ser humano;
- Relacionamento com o texto introdutório.
. Desenvolvimento:
- Argumento 1: a literatura desperta o sonho, a criatividade, a imaginação, dá asas ao
Homem para este voar; é uma forma de evasão;
- Exemplos:
a) a identificação com uma situação, uma personagem...;
b) a construção de uma imagem mental das personagens, dos espaços,
dos cenários, das acções...
- Argumento 2: a literatura é sinónimo de conhecimento, cultura, consciência, espírito
crítico, liberdade...
- Exemplos:
a) a leitura protege o ser humano da ignorância, estupidez, tirania... - con-
frontar a sociedade portuguesa anterior ao Salazarismo e a actual, mais
escolarizada, mais «lente»;
b) os alunos que lêem regularmente, por norma exprimem-se melhor, pen-
sam de forma estruturada e crítica, em comparação com aqueles que
não lêem, que apresentam maiores dificuldades em se expressarem.
- Argumento 3: a literatura possibilita o estreitamento das relações familiares, a partilha
e a afectividade; nela estão retratados os sentimentos humanos e as
formas de relação do Homem com o que vê, sente...
- Exemplos:
a) a leitura em família (os pais que lêem para os filhos em idade pré-esco-
lar; os pais e filhos que lêem em conjunto / partilham a leitura...);
b) os clubes de leitura...
- Argumento 4: a literatura é a transfiguração da realidade, possibilitando assim a fuga
à rotina e à monotonia do quotidiano;
- Exemplo: a fruição da leitura; a literatura / leitura enquanto prazer, ocupação de
tempos livres - função semelhante à desempenhada por outras formas
de arte (a música, o cinema, o teatro...).
e a afectividade; nela estão retratados os sentimentos humanos e as
formas de relação do Homem com o que vê, sente...
- Exemplos:
a) a leitura em família (os pais que lêem para os filhos em idade pré-esco-
lar; os pais e filhos que lêem em conjunto / partilham a leitura...);
b) os clubes de leitura...
- Argumento 4: a literatura é a transfiguração da realidade, possibilitando assim a fuga
à rotina e à monotonia do quotidiano;
- Exemplo: a fruição da leitura; a literatura / leitura enquanto prazer, ocupação de
tempos livres - função semelhante à desempenhada por outras formas
de arte (a música, o cinema, o teatro...).
sábado, 18 de junho de 2011
Gramática nos exames
- Coesão: todos os exames, várias questões;
- Funções sintácticas: 4 exames;
- Relações entre palavras: vários exames;
- Orações: vários exames;
- Pontuação (nomeadamente o uso expressivo da pontuação): vários exames;
- Conectores: vários exames;
- Modos / tempos verbais: 2 exames;
- Actos ilocutórios, aspecto verbal, valor do adjectivo, deícticos, pronomes: 1 exame.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sinais dos tempos
Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez
Indícios de que 137 auditores que estão no Centro de Estudos Judiciários (CEJ) a formarem-se para serem magistrados copiaram num teste levou à anulação do exame. Face à impossibilidade de encontrar uma data para repetir o teste a direcção da instituição decidiu atribuir nota dez a todos os futuros magistrados.
Respostas «modelares» (VII)
Há um par de meses, foi apresentado (mais) um trabalho aos alunos, correspodente, regra geral, ao grupo B do exame nacional, aquele em que é solicitado ao examinando que escreva um texto (entre 80 e 120 ou 130 palavras) sobre um conteúdo de leitura. Esse trabalho partia do seguinte enunciado:
Tal como Álvaro de Campos, também em Alberto Caeiro as sensações são um elemento relevante.
Fazendo um apelo à sua experiência de leitura, exponha, num texto de sessenta a cento e vinte palavras, a sua opinião sobre a importância das sensações na poesia de Caeiro.Das várias respostas elaboradas, a que a seguir se apresenta foi, de longe, a melhor. Um único senão: excedeu, violentamente, o limite de palavras estipulado.
Alberto Caeiro, o "Mestre", assume-se como o poeta das sensações. Ele próprio diz "Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...". Esta filosofia está expressa, essencialmente, no conjunto de poemas intitulado "O Guardador de Rebanhos", onde se apresenta como um simples "pastor dos seus pensamentos que são todos sensações".
E, nesta busca de sensações, opõe-se radicalmente a Fernando Pessoa ortónimo. Caeiro compõe os seus poemas apenas a partir das sensações, negando mesmo a utilidade do pensamento, enquanto que em Pessoa se passa precisamente o contrário, havendo uma intelectualização do sentir: "O poeta é um fingidor" ("Autopsicografia").
Para Caeiro, "pensar é estar doente dos olhos", a sensação é a única realidade, logo há que substituir o pensamento pela sensação. Ver é conhecer e compreender o mundo, por isso pensa vendo e ouvindo. Os seus poemas são, por isso, a descrição da realidade tal como a entende através dos sentidos, em especial da visão e da audição.
É, pois, um sensacionista a quem só interessa o que capta pelas sensações. Para Caeiro, o que importa é ver de forma objectiva e natural a realidade, com a qual contacta a todo o momento: "Para além da realidade imediata não há nada".
As sensações são, portanto, o suporte desta poesia livre, inovadora, próxima da prosa e do falar quotidiano e fazem de Caeiro um verdadeiro "Mestre" e o "Poeta da Natureza". É o mestre porque, ao contrário dos demais heterónimos e do ortónimo, consegue submeter o pensar ao sentir, o que lhe permite viver sem dor, envelhecer sem angústia e morrer sem desespero. Ele não procura encontrar um sentido para a vida e para as coisas que o rodeiam; sente sem pensar, o que faz dele um ser uno, não fragmentado, e da sua poesia algo simples e claro que transmite calma e serenidade.PC
terça-feira, 14 de junho de 2011
Respostas «modelares» (VI)
Exame de 2010 - 2.ª Fase
Grupo III
Partindo da perspectiva exposta no excerto abaixo transcrito, apresente uma reflexão acerca das consequências da acção do Homem no planeta Terra.
Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.
Escreva um texto, devidamente estruturado, de duzentas a trezentas palavras.
«Na verdade, não são os avanços científicos e industriais que ameaçam o Homem e a Natureza, mas sim a maneira errada e inconsciente como a Humanidade aplica as suas conquistas tecnológicas.»
Jacques-Yves Costeau, "Segredos do mar..."
Proposta de plano
INTRODUÇÃO - 1 parágrafo
. Ponto de partida: definição de uma «tese» a partir do tema proposto (consequências
acção do Homem na Terra), em conexão com a citação de
Costeau (o uso deficiente e inconsciente do progresso tecnológico),
que remete para os efeitos negativos.
DESENVOLVIMENTO - 2 / 3 / 4 parágrafos (= n.º de argumentos)
» 1.º argumento: a relação entre o (mau) uso das tecnologias e o aumento da poluição.
- 1.º exemplo: o progresso, o uso intensivo dos meios de transporte (o automóvel, o
avião...) e o recurso a fontes de energia não renováveis aumentam as
emissões de dióxido de carbono (efeito de estufa, mudanças climáti-
cas...).
- 2.º exemplo: os despejos de resíduos industriais em cursos de água (as suiniculturas,
a lavagem de tanques dos grandes petroleiros em alto mar...).
» 2.º argumento: a industrialização e a necessidade cada vez maior de recursos naturais
contribuem para o desgaste do planeta e dos seus recursos, para a
destruição do ecossistema...
- 1.º exemplo: o acidente ocorrido com a plataforma petrolífera da BP ao largo da
costa dos EUA e os reflexos que teve na vida (fauna e flora) da área
afectada.
» Contra-argumentos (não solicitados pelo enunciado):
- o aproveitamento da tecnologia para uma melhoria da qualidade da vida do Homem
(exemplos: os sistemas de aquecimento e / ou ar condicionado, a Internet, a video-
conferência, a telemedicina, o e-learning, etc.);
- o desenvolvimento de tecnologias e energias não poluentes (a energia solar, eólica,
marés, biomassa...), MAS
- também com impactos negativos (a nível da paisagem, desflorestação...).
CONCLUSÃO - 1 parágrafo
» Síntese da argumentação / reflexão:
- A acção humana e os progressos tecnológicos resultam em benefício da vida humana
e, em simultâneo, em prejuízo do planeta e do seu equilíbrio ecológico;
» Apresentação de soluções:
- Necessidade de maior investimento nas tecnologias não poluentes e nas energias reno-
váveis / alternativas;
- Desenvolvimento de campanhas de sensibilização (uso dos meios de transporte colec-
tivos em detrimento dos individuais; poupança de energia...);
- ...
Costeau (o uso deficiente e inconsciente do progresso tecnológico),
que remete para os efeitos negativos.
DESENVOLVIMENTO - 2 / 3 / 4 parágrafos (= n.º de argumentos)
» 1.º argumento: a relação entre o (mau) uso das tecnologias e o aumento da poluição.
- 1.º exemplo: o progresso, o uso intensivo dos meios de transporte (o automóvel, o
avião...) e o recurso a fontes de energia não renováveis aumentam as
emissões de dióxido de carbono (efeito de estufa, mudanças climáti-
cas...).
- 2.º exemplo: os despejos de resíduos industriais em cursos de água (as suiniculturas,
a lavagem de tanques dos grandes petroleiros em alto mar...).
» 2.º argumento: a industrialização e a necessidade cada vez maior de recursos naturais
contribuem para o desgaste do planeta e dos seus recursos, para a
destruição do ecossistema...
- 1.º exemplo: o acidente ocorrido com a plataforma petrolífera da BP ao largo da
costa dos EUA e os reflexos que teve na vida (fauna e flora) da área
afectada.
» Contra-argumentos (não solicitados pelo enunciado):
- o aproveitamento da tecnologia para uma melhoria da qualidade da vida do Homem
(exemplos: os sistemas de aquecimento e / ou ar condicionado, a Internet, a video-
conferência, a telemedicina, o e-learning, etc.);
- o desenvolvimento de tecnologias e energias não poluentes (a energia solar, eólica,
marés, biomassa...), MAS
- também com impactos negativos (a nível da paisagem, desflorestação...).
CONCLUSÃO - 1 parágrafo
» Síntese da argumentação / reflexão:
- A acção humana e os progressos tecnológicos resultam em benefício da vida humana
e, em simultâneo, em prejuízo do planeta e do seu equilíbrio ecológico;
» Apresentação de soluções:
- Necessidade de maior investimento nas tecnologias não poluentes e nas energias reno-
váveis / alternativas;
- Desenvolvimento de campanhas de sensibilização (uso dos meios de transporte colec-
tivos em detrimento dos individuais; poupança de energia...);
- ...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Respostas «modelares» (V)
Exame de 2010 - 2.ª Fase
GRUPO II
Comente a importância de Blimunda na consecução do sonho de voar, em Memorial do Convento, de José Saramago, fazendo referências pertinentes à obra.
R -
Introdução (1.º parágrafo):
- O sonho de voar do padre Bartolomeu de Gusmão;
- A concretização do sonho através da construção da passarola.
Desenvolvimento (2.º / 3.º parágrafos) - Acção de Blimunda:
- Recolha das duas mil vontades;
- Dom de ver por dentro as pessoas e os objectos:
» acompanhamento da construção da passarola;
» verificação da (in)existência de falhas / defeitos de construção da
passarola, olhando periodicamente por dentro.
Conclusão (último parágrafo):
- O papel fulcral de Blimunda na construção da passarola;
- A conjugação dos quatro saberes.
Respostas «modelares» (IV)
Exame de 2010 - 2.ª Fase
TEXTO A
3. Indique um efeito expressivo da enumeração presente na estância 147.
R - Na estância 147, o Poeta enumera o conjunto de qualidades dos vassalos portugueses, como se pode verificar no seguinte extracto, em que aqueles são comparados a leões e a touros bravos: "Olhai que ledos vão, por várias vias, / Quais rompentes liões e bravos touros..." (est. 147, vv. 1-2- ss.).
Com a enumeração, o Poeta pretende, por um lado, enfatizar a superior qualidade dos vassalos do Rei, que tudo suportam e vencem (fome, guerras, condições climatéricas adversas, confrontos religiosos, naufrágios...), e, por outro, destacar os inúmeros perigos enfrentados, na guerra e no mar, durante a aventura dos Descobrimentos.
Com a enumeração, o Poeta pretende, por um lado, enfatizar a superior qualidade dos vassalos do Rei, que tudo suportam e vencem (fome, guerras, condições climatéricas adversas, confrontos religiosos, naufrágios...), e, por outro, destacar os inúmeros perigos enfrentados, na guerra e no mar, durante a aventura dos Descobrimentos.
sábado, 11 de junho de 2011
"O Homem que matou Liberty Valance"
"O Homem que matou Liberty Valance", de John Ford
Ransom Stoddard: You're not going to use the story, Mr. Scott?
Maxwell Scott: No, sir. This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend.
Maxwell Scott: No, sir. This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend.
A mensagem de Ulisses, de Fernando Pessoa (in Mensagem)...
Respostas «modelares» (III)
Exame de 2010 - 2.ª Fase
TEXTO A
2. Justifique a interpelação ao Rei, relacionando-a com o sentido das estâncias 145 a 148.
R - O Poeta interpela o Rei ("Por isso vós, ó Rei..." - est. 146, v. 5), que o é por desígnio de Deus ("... que por divino / Conselho estais no régio sólio posto..." - est. 146, vv. 5-6), considerando que este deve reconhecer o valor dos seus súbditos, que, como se verificou no passado, reúnem qualidades para o fazerem "vencedor", isto é, para reacenderem na Pátria o orgulho e a coragem ("Olhai que sois (...) / Senhor só de vassalos excelentes." - est. 136, vv. 7-8).
Essa interpelação resulta do facto de o Poeta constatar que a Pátria vive mergulhada no desânimo e na abulia ("Dua austera, apagada e vil tristeza." - est. 145, v. 8), bem como num aviltamento de valores, factores que não permitem uma atitude colectiva, enérgica e optimista.
Por outro lado, o Poeta exalta os heróis valorosos por si cantados (estância 147), por contraste com a inércia e a indignidade ("Não tem um ledo orgulho e geral gosto, / Que os ânimos levanta de contino / A ter pera trabalhos ledo o rosto." - est. 146, vv. 2 a 4) dos seus contemporâneos, perdidos "No gosto da cobiça..." (est. 145, v. 8).
Essa interpelação resulta do facto de o Poeta constatar que a Pátria vive mergulhada no desânimo e na abulia ("Dua austera, apagada e vil tristeza." - est. 145, v. 8), bem como num aviltamento de valores, factores que não permitem uma atitude colectiva, enérgica e optimista.
Por outro lado, o Poeta exalta os heróis valorosos por si cantados (estância 147), por contraste com a inércia e a indignidade ("Não tem um ledo orgulho e geral gosto, / Que os ânimos levanta de contino / A ter pera trabalhos ledo o rosto." - est. 146, vv. 2 a 4) dos seus contemporâneos, perdidos "No gosto da cobiça..." (est. 145, v. 8).
Respostas «modelares» (II)
Exame de 2010 - 2.ª fase
TEXTO A
4. No último parágrafo, o narrador assume uma atitude de comentador.
Transcreva do texto dois excertos exemplificativos de tal atitude e explicite a intenção que pode estar subjacente a estes comentários.
R - Os dois excertos que exemplificam a atitude de comentador assumida pelo narrador são os seguintes: "Sem falar que a Vénus cantariam todos os galos do mundo se tivesse os olhos que Blimunda tem..." (ll. 35 e 36); "... sobre Vulcano também Baltasar ganha, porque se o deus perdeu a deusa, este homem não perderá a mulher." (linhas 37 a 39).
O primeiro excerto destaca os dotes de Blimunda, nomeadamente o poder de ver por dentro as pessoas e as «coisas», dotes esses que a fazem exceder os de Vénus, deusa do amor.
Por seu turno, o segundo excerto afirma a fidelidade e o amor que caracterizam a relação entre Baltasar e Blimunda, através do contraste que estabelece com o deus Vulcano, que "perdeu a deusa".
Respostas «modelares» (I)
Exame de 2010 - 2.ª fase
TEXTO A
1. Considere o primeiro parágrafo do texto.
Descreva o comportamento de Scarlatti imediatamente antes de ser iniciado no "segredo", fundamentando a resposta em três citações do texto.
R. No momento em que vai ser iniciado no "segredo", Scarlatti mostra-se indiferente ("Não parecia curioso..." - linha 1), calmo ("... olhava tranquilo..." - linha 2; "Sem precipitação, tão tranquilamente como antes estivera olhando as andorinhas..." - linhas 10 e 11) e cúmplice ("... disse, sorrindo, e o músico respondeu, em tom igual..." - linha 5).
Descreva o comportamento de Scarlatti imediatamente antes de ser iniciado no "segredo", fundamentando a resposta em três citações do texto.
R. No momento em que vai ser iniciado no "segredo", Scarlatti mostra-se indiferente ("Não parecia curioso..." - linha 1), calmo ("... olhava tranquilo..." - linha 2; "Sem precipitação, tão tranquilamente como antes estivera olhando as andorinhas..." - linhas 10 e 11) e cúmplice ("... disse, sorrindo, e o músico respondeu, em tom igual..." - linha 5).
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O final
Porque tudo, na vida, tem um princípio e um FIM!
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