quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
"Por cento" ou "porcento"?
Qual das formas é correta: por cento ou porcento?
Como se escreve uma percentagem por extenso?
Quando se trata de uma expressão de percentagem (numa estrutura do tipo n por cento de, sendo n um numeral), usa-se a forma "por cento":
- Quinze por cento dos alunos reprovaram.
- Um por cento dos alunos reprovou.
- Setenta e cinco por cento do pinhal de Leiria ardeu.
O termo "porcento" é um nome masculino, sinónimo de "percentagem" (importância recebida proporcional à venda; quantidade ou taxa que determina essa taxa).
Vírgula I - Correção (G 57)
1. (A), (D),
(E), (G).
2. (A).
3.1 (B);
3.2 (C);
3.3 (B);
3.4 (A);
3.5 (A);
3.6 (A);
3.7 (B);
3.8 (C).
. Ficha
Preposição "a" antes de um título começado por um artigo definido
Qual é a forma correta de escrever: Rui Vitória fez declarações à "Bola"? ou Rui Vitória fez declarações a "A Bola"?
Quanto o título da publicação (jornal, revista...) é precedido pela preposição a e começa pelas vogais a ou o, correspondente ao artigo definido, deve evitar-se a sua aglutinação ou contração na escrita:
- Rui Vitória fez declarações a "A Bola".
Se se especificar o tipo de publicação em causa, a redação difere:
- Rui Vitória fez declarações ao jornal "A Bola".
Na oralidade, ocorrem as aglutinações ou contrações:
- Rui Vitória prestou declarações à "Bola".
Regência do nome "tendência"
O nome tendência pode selecionar dois complementos:
- o sujeito da tendência (alguém/algo coisa tende): A tendência do Benfica é jogar pessimamente.;
- o efeito da tendência (a coisa para que se tende): A tendência de Rui Vitória para o disparate é desconcertante.
No primeiro exemplo, tendência rege a preposição de, enquanto, no segundo, a regência pode variar em função do contexto:
- quando é precedido do artigo definido, de determinantes demonstrativos ou possessivos, o nome ocorre com a preposição para antes de expressões nominais (estranhei a/essa/a sua tendência para o disparate) e de ou para antes de verbos no infinitivo (estranhei a/essa/a sua tendência de/para fazer disparates);
- depois de artigo indefinido ou sem qualquer determinante, emprega-se com para antes de expressões nominais [revelou (uma) tendência para o disparate] e a ou para antes de verbos no infinitivo [revelou (uma) tendência a/para fazer disparates].
Fonte: Ciberdúvidas
O 'impato'
Este documento foi produzido num agrupamento de escolas e assinado pela sua diretora. Não conheço o seu IMPATO na comunidade que lhe está associada, mas o número de erros e falhas ortográficos deveria fazer corar de vergonha quem o produziu, assinou e publicou. Porém, é Natal, por isso ninguém leva a mal.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
O que ainda pode fazer nas próximas semanas para baixar a fatura do IRS
Ler a notícia aqui [DN].
domingo, 16 de dezembro de 2018
Tears For Fears: "Woman In Chains"
1989
(Com a voz imponente de Oleta Adams)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Sempre tu
"Over the rainbow", Israel Kamakawiwo
domingo, 2 de dezembro de 2018
sábado, 1 de dezembro de 2018
As fases do português
terça-feira, 27 de novembro de 2018
"Les Demoiselles d'Avignon" ou "As meninas de Avignon"
- É considerada a pintura que abre o período cubista de Picasso.
- As figuras centrais são cinco mulheres que olham o espectador de modo sensual e provocador.
- A sua postura é "primitiva" e não uma imitação da realidade natural: as suas formas são angulosas e toscas.
- As mulheres situadas à direita do quadro têm um ar assustador, quase inumano, um reflexo da influência das primitivas artes africanas e dos seus símbolos e figuras.
- https://pt.slideshare.net/hcaslides/picasso-1507740
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
Sonda da NASA chega a Marte: direto
"A pensar morreu um burro"
A origem desta expressão é particularmente curiosa.
No século XIV, o escritor francês Jean Buridan (1300-1358) produziu um conto a que deu o título de O Burro. Nesse texto, o autor narra-nos a história de um pobre asno que se encontra defronte de duas vasilhas, uma com aveia e outra com água. Cheio de fome e sede, o animal não se consegue decidir em qual das vasilhas se irá saciar primeiro. Pensa, pensa, pensa... e morre de fome e sede. De facto, o burro morreu a pensar.
Fonte: Dicionário de insultos (Ségio Luís de Carvalho)
Puta
A origem do termo é incerta, mas, regra geral, consideram-se duas possíveis origens.
Por um lado, puta designava, entre os romanos, a rapariga, a moçoila; no fundo, tratar-se-ia do feminino de puto (do latim puttus), equivalente a rapaz ou moço. No entanto, há quem defenda que o vocábulo latino se aplicaria já a rapariga de rua, logo a prostituta. A este propósito ainda, note-se que, em Portugal, puto designa apenas um rapaz pequeno ou moço; já no Brasil, o termo constitui um palavrão, visto que se refere ao prostituto.
Por outro lado, a palavra proviria do latim putida, que significava mulher malcheirosa e de má vida.
Seja qual for a origem da palavra, todos conhecemos o significado com que hoje é usada.
Por outro lado, a palavra proviria do latim putida, que significava mulher malcheirosa e de má vida.
Seja qual for a origem da palavra, todos conhecemos o significado com que hoje é usada.
Significado de "chungoso"
O chungoso é aquele (ou aquilo) que tem mau aspeto, pouco caráter, má qualidade ou falta de valor.
O termo é de origem japonesa e chegou ao conhecimento dos portugueses aquando da sua chegada a esse país distante, onde depararam com uma literatura erótica cujos desenhos explícitos provocaram o escândalo dos nossos navegadores.
Essa literatura era chamada shunga e desse termo surgiu o vocábulo chunga, que se refere, pois, a algo reles.
Essa literatura era chamada shunga e desse termo surgiu o vocábulo chunga, que se refere, pois, a algo reles.
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Afim e mantem-a
Isto foi apresentado numa sessão com alunos do ensino secundário por duas técnicas exteriores à escola.
Ninguém se apercebeu, começando pelas próprias.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Vírgula I (G 57)
1. Identifique as frases em que existe um erro de
pontuação relacionado com o uso da vírgula.
(A)
Ontem, o João
disse-me que os seus amigos, vêm à festa de aniversário.
(B)
José, convidaste
os teus amigos?
(C)
Se todos os
alunos estudassem como o Pedro, teriam boas notas, sem dúvida.
(D)
No próximo fim de
semana, eu e os meus amigos, vamos assistir a uma peça de teatro.
(E)
O assunto que
debatemos, levanta muitos problemas.
(F)
O André, depois
de tanto esforço, conseguiu realizar o seu sonho.
(G)
Os exercícios que
todos consideraram aborrecidos, foram, na verdade, muito importantes para o
teste.
(H)
A Ana partirá amanhã
para o Porto.
(I)
Depois de teres
apresentado o trabalho ontem, deves sentir-te mais aliviado.
2. Assinale a(s) opção(ões) que permite(m) completar corretamente
a afirmação que se segue.
Nas frases apresentadas anteriormente, os erros de
pontuação resultam da não observância de uma regra segundo a qual
(A)
os elementos
essenciais da frase — como o sujeito e o predicado — não podem ser separados
por vírgula.
(B)
o vocativo surge
sempre no início da frase, sendo isolado por vírgula.
(C)
o verbo que
introduz o predicado nunca é antecedido de vírgula.
(D)
a vírgula isola
orações subordinadas adjetivas relativas restritivas.
3. Identifique, em cada grupo, a frase em que a vírgula é
utilizada corretamente.
3.1. Grupo A
(A)
Os vários cargos
que Vieira desempenhou ao longo da sua vida, revelam a sua inteligência e a sua
visão.
(B)
Os vários cargos
que Vieira desempenhou ao longo da sua vida revelam a sua inteligência e a sua
visão.
(C)
Os vários cargos,
que Vieira desempenhou ao longo da sua vida revelam a sua inteligência e a sua
visão.
3.2. Grupo B
(A)
A intenção de
Vieira na elaboração de cada sermão, espelha-se na mobilização de instrumentos
retóricos.
(B)
A intenção de
Vieira, na elaboração de cada sermão espelha-se na mobilização de instrumentos
retóricos.
(C)
A intenção de
Vieira, na elaboração de cada sermão, espelha-se na mobilização de instrumentos
retóricos.
3.3. Grupo C
(A)
Os homens são, na
verdade, o grande alvo do orador que os descreve de forma bastante crítica.
(B)
Os homens são, na
verdade, o grande alvo do orador, que os descreve de forma bastante crítica.
(C)
Os homens são, na
verdade, o grande alvo do orador que, os descreve de forma bastante crítica.
3.4. Grupo D
(A)
No Sermão de Santo António aos peixes, os
recursos expressivos estão ao serviço da mensagem que se pretende transmitir.
(B)
No Sermão de Santo António aos peixes, os
recursos expressivos, estão ao serviço da mensagem que se pretende transmitir.
(C)
No Sermão de Santo António aos peixes, os
recursos expressivos estão ao serviço da mensagem, que se pretende transmitir.
3.5. Grupo E
(A)
Os vários ataques
que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão revelam, com clareza, o
seu olhar crítico sobre a realidade social.
(B)
Os vários ataques
que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão, revelam, com clareza, o
seu olhar crítico sobre a realidade social.
(C)
Os vários
ataques, que o Padre António Vieira elabora ao longo do sermão revelam, com
clareza, o seu olhar crítico sobre a realidade social.
3.6. Grupo F
(A)
A estrutura do
sermão que estudámos é concebida pelo Padre António Vieira a partir da
indicação das propriedades do sal.
(B)
A estrutura do
sermão que estudámos é concebida, pelo Padre António Vieira a partir da
indicação das propriedades do sal.
(C)
A estrutura do
sermão que estudámos, é concebida pelo Padre António Vieira a partir da
indicação das propriedades do sal.
3.7. Grupo G
(A)
No capítulo
dedicado às virtudes em geral, o Padre António Vieira considera os peixes,
dignos de admiração e louvor.
(B)
No capítulo
dedicado às virtudes em geral, o Padre António Vieira considera os peixes
dignos de admiração e louvor.
(C)
No capítulo
dedicado às virtudes em geral o Padre António Vieira, considera os peixes
dignos de admiração e louvor.
3.8. Grupo H
(A)
Foram bastante
severas, as críticas e as acusações do Padre António Vieira ao seu
auditório.
(B)
Foram bastante
severas as críticas e as acusações do Padre António Vieira, ao seu
auditório.
(C)
Foram bastante
severas as críticas e as acusações do Padre António Vieira ao seu auditório.
. Correção
terça-feira, 13 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
domingo, 28 de outubro de 2018
Substratos
A
língua portuguesa pertence ao grupo das línguas românicas, também chamadas
neolatinas, resultado das transformações que ocorreram no latim vulgar que chegou à Península
Ibérica. O latim é uma língua que nasceu na Itália, numa região chamada Lácio (Latium), pequeno distrito situado na margem do rio Tibre e foi
levado para o território ibérico pelas legiões romanas.
Antes
da ocupação romana da Península Ibérica, os povos que a habitavam eram
numerosos e apresentavam língua e cultura bastante diversificadas. Havia duas
camadas de população muito diferenciadas: a mais antiga – Ibéria – e outra mais
recente – os Celtas, que tinham o seu centro de expansão nas Gálias. Em suma,
antes de se falar latim na Península Ibérica, nela falavam-se muitas línguas
que influenciaram, em maior ou menor grau, a língua latina e, consequentemente,
as novas línguas que se viriam a formar a partir dele.
Os substratos
Antes
de os romanos conquistarem a Península Ibérica, povos indo-europeus como os
lígures, ilíricos e ambro-ilíricos habitaram-na no II milénio a.C., bem como os
celtas, um povo também indo-europeu, que terá aqui chegado no séc. VII a.C.
Mais tarde,
outros povos além destes se instalaram ou frequentaram o território peninsular:
egípcios, fenícios, cretenses, cartagineses, tartéssios (no estuário do
Guadalquivir), talvez afins do etrusco.
Posteriormente,
quando os romanos ocuparam, efetivamente, a Península, esta já era habitada por
outros povos:
. iberos (vindos do norte de África;
. fenícios (em entrepostos comerciais
na costa sul);
. gregos (na costa catalã);
. bascos (vindos, provavelmente, da
Ásia Menor ou do norte de África);
. celtas, pertencentes a vários tribos:
- cantabros,
ásturese galaicos (a norte do rio Douro);
- lusitanos
(entre os rios Douro e Mondego);
- cónios,
etc.
Esses povos
falavam línguas próprias que, quando os romanos impuseram o latim na Península,
a partir do século III a.C., acabaram por se lhe submeter, deixando, no
entanto, alguns vestígios no latim. São os chamados substratos:
os contributos linguísticos deixados pelas línguas faladas pelos vários povos
que habitaram a Península antes da romanização.
sábado, 27 de outubro de 2018
Belenenses - 2 Benfica - 0
O comentário ao desempenho do treinador do Benfica hoje não é meu, daí a inveja que sinto:
"Hoje nada a dizer, fizemos o que pudemos contra uma excelente equipa. O Belenenses é uma equipa fantástica e, como tal, fizemos o que nos era possível. 2-0 acaba por ser um resultado positivo e que dará motivação para o futuro. Acredito que depois do jogo de hoje a equipa tenha muita revolta. Eu que injustamente já me fartei de criticar o Sr. Rui Vitória, hoje não tenho nada a apontar: muito bem montada a equipa, muito bem a rodar alguns jogadores e devo dizer que esteve genial nas substituições. Felizmente, teve capacidade para perceber que não deveria desmontar a linha de 4 defesas, se não poderíamos ter levado mais. Orgulho, muito orgulho neste Benfica! Parabéns, rapazes, grande esforço frente a esta super equipa. Carrega, Benfica! 1904!
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Análise do poe,ma "Gato que brincas na rua"
(c) blog12cad
Análise do poema "Não sei se é sonho, se realidade"
Fonte: blog12cad
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Regência do verbo "parecer-se"
O verbo parecer-se, na aceção «ser semelhante», pode
ser intransitivo:
- «Toda
a família se parece.»*
Pode também ser transitivo indireto, selecionando, neste
caso, complemento oblíquo, introduzido pelas preposições a ou com:
- «A
crítica diz que este livro se parece ao anterior.»*
- «Eu
acho que os animais se parecem com os donos.»
Predicativo do complemento indireto
De acordo com o sítio Ciberdúvidas [aqui], existe, na língua portuguesa, um caso de predicativo do complemento indireto, que ocorre com o verbo chamar.
Assim, de acordo com o post, na frase «Chamavam gulosa à Maria.», o verbo «chamar» é transitivo indireto, exigindo a presença de um complemento indireto: à Maria. A este, está-lhe inerente o adjetivo gulosa, que é um caso (raro) de predicativo do complemento indireto, e que acontece apenas com o verbo chamar.
Celso Cunha e Lindley Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 147, 2.ª edição, fazem notar que «somente com o verbo chamar pode ocorrer o predicativo do complemento indireto:
«A gente só ouvia o Pancário chamar-lhe ladrão e mentiroso. (Castro Soromenho, Viragem)»
«Chamam-lhe fascista por toda a parte. (Ciro dos Anjos, Montanha)»
Assim, de acordo com o post, na frase «Chamavam gulosa à Maria.», o verbo «chamar» é transitivo indireto, exigindo a presença de um complemento indireto: à Maria. A este, está-lhe inerente o adjetivo gulosa, que é um caso (raro) de predicativo do complemento indireto, e que acontece apenas com o verbo chamar.
Celso Cunha e Lindley Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 147, 2.ª edição, fazem notar que «somente com o verbo chamar pode ocorrer o predicativo do complemento indireto:
«A gente só ouvia o Pancário chamar-lhe ladrão e mentiroso. (Castro Soromenho, Viragem)»
«Chamam-lhe fascista por toda a parte. (Ciro dos Anjos, Montanha)»
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
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