Português

sexta-feira, 15 de março de 2013

Predicado

        O predicado é a função sintática desempenhada pelo grupo verbal e que expressa aquilo que se diz sobre o sujeito:
O João é um rapaz simpático.
predicado

        O predicado pode apresentar diversas formas / constituições:
. Forma verbal simples: O Ernesto faleceu.
. Complexo verbal: O meu filho tem melhorado.
. Verbo + grupo nominal: O José caçou um javali.
. Verbo + dois grupos nominais: Vieira nomeou Eusébio  embaixador benfiquista.
. Verbo + grupo nominal + grupo preposicional: O Rui ofereceu flores à namorada.
. Verbo + grupo preposicional: O Rui telefonou à namorada.
. Verbo + grupo adjetival: O João é simpático.
. Verbo + grupo adverbial: O meteoro passou longe.
. Verbo + oração: Penso que Relvas está a mais no governo.

        Por outro lado, o predicado pode integrar, além do verbo ou complexo verbal, as seguintes funções sintáticas:


     No que diz respeito à identificação do predicado, este pode ser identificado se acrescentarmos e + grupo nominal + também / também não à oração:
                    . Eu fui à feira e tu também (também foste à feira).
                    . Nós não queremos exames e eles também não (também
                      não querem exames).

terça-feira, 12 de março de 2013

Um fim nunca esperado

A figuração apresentada é um cartoon e intitula-se de “Pastores de Nuvens”. É uma das obras de um cartunista brasileiro, Ubiratan Nazareno Borges Porto ou Biratan Porto, nascido em Belém do Pará a 29 de outubro de 1950. Formou-se em publicidade na Universidade Federal do Pará, sendo atualmente cartunista profissional e bandolinista nas horas vagas. Trabalha com humor gráfico há já 30 anos, tem sete livros de humor publicados e trabalhos divulgados nos EUA, Itália, França, Bélgica e Holanda. Conquistou importantes competições de humor no Brasil e noutros países. Criou o guião e dirigiu o filme de animação em 3D “Cadê o verde que estava aqui?”. No ano de 2002, conquistou o primeiro lugar no Internacional Cartoon Festival of Knokke-Heist, realizado na Bélgica, um dos mais importantes e tradicionais concursos de humor da Europa.
A imagem é formada por vários elementos, sendo um deles o solo seco e sem qualquer vegetação, o que nos remete para um deserto. Os indivíduos presentes na reprodução são pastores de nuvens uma vez que um dos sujeitos está a “bater” numa nuvem, tal como faz o pastor quando uma ovelha se afasta do rebanho. Abaixo das nuvens encontram-se potes, que aguardam que a água neles caia. Nuvens, que se encontram escuras, não por se avizinhar uma tempestade, mas sim, provavelmente, devido a poluição existente no ar.
O cartunista Biratan Porto, com a elaboração deste cartoon tinha a intenção de criticar a falta de água que o nosso planeta atravessa e que provoca, consequentemente, a desertificação dos solos, o que impede que se possa cultivar os campos, alimentar seres racionais e irracionais, e que pode mesmo vir a finalizar a espécie humana.
Tanto no cartoon, como nos poemas de Alberto Caeiro salienta-se a importância da Natureza. Para as ambas situações a Natureza, é o mais importante, a luz dos seus olhos, daí a tratarem como única e insubstituível. No cartoon estão representados pastores, que no entanto não o são, tal como Alberto Cairo é apelidado de pastor, não porque é na realidade um pastor, mas porque ama a natureza e lhe é fiel.
Os poemas de Caeiro, além do já mencionado, mostram que o poeta aceita a dor porque é natural e tudo o que é natural é justo, e também podemos ver isto no cartoon, pois os “pastores”, em vez de se levantarem e mudarem os seus hábitos, melhorarem o ambiente e acabarem com a seca, não, estão e vão continuar a estar sentados, pois aceitam o que lhes sucede sem criticar ou tentar mudar a situação, isto é, rendem-se perante o destino. Tanto nos poemas do heterónimo de Pessoa, como no cartoon, os indivíduos não pensam nem no passado nem no futuro, Caeiro apenas se centra nas suas sensações ocasionais e no presente que o situa no momento em que vive. Os “pastores” do cartoon estão sentados sem intenção de tentar mudar o futuro, ou de olhar para o passado e ver em que erraram e descobrir o que provocou a situação apresentada, para então a conseguirem alterar. Os guardadores apenas se centram na grande necessidade de obter água naquele preciso momento.
 O título do cartoon é por sua vez, “Pastores de Nuvens”, uma vez que os pastores representados não guardam as ovelhas, como é o comum, mas sim nuvens, isto porque esperam desesperadamente que caia chuva, por mais ínfima que seja.
Com a realização deste cartoon o principal objetivo do cartunista é alertar para a falta de água que provoca a desertificação dos solos e conseguir persuadir os populares a mudarem os seus hábitos diários.

MY

segunda-feira, 11 de março de 2013

O declínio da Europa

     «A Europa vai entrar num declínio sob todos os aspectos – económico, cultural, intelectual. Aliás, se se vir a evolução das universidades na Europa, é aterradora. Não na parte das ciências exactas, mas no que era o chamado “ramo das humanidades” — e que infelizmente se passou a chamar “ciências sociais” — as universidades entraram numa decadência aflitiva. A universidade pública tem desprezado esse ramo do saber. Como é que se alimenta cultura e os valores da cultura, se se nega pertinência, validade e interesse àquilo que são saberes não científicos, mas que são saberes à mesma? Então a Guerra e Paz do Tolstoi, O Vermelho e o Negro do Stendhal, o D. Quixote do Cervantes, um trio do Schubert, a Filosofia, não interessam para nada? Todo este ramo do saber está descuidado e pervertido pelos estudos culturais e pelo pós-modernismo. Daqui vem uma ameaça à sanidade cultural do pensamento do Ocidente.(...) Há uma relação entre pós-modernismo e neoliberalismo. O neoliberalismo corrói e opõe-se à social-democracia e à democracia cristã. O pós-modernismo é a outra lei da selva, é a lei da selva no campo cultural e intelectual. Não é por acaso que surgem, alastram e invadem ao mesmo tempo. Eu sou muito conservadora, mas não subscrevo, nem nunca subscreveria, a tese de que a vida em sociedade está sujeita à lei da selecção natural dos mais fortes e que os mais fracos podem rebentar contra a parede.»

Prof. Fátima Bonifácio,  in Público

Despesas sociais em % do PIB


     Dados de 2010. Lido o gráfico, facilmente se conclui que o Estado português tem dinheiro para a Educação e a Saúde, não tem é para a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações.

     Tendo em conta os cortes aplicados no ministério da Educação e Ciência desde 2010, a % do PIB gasta no setor deve situar-se na casa dos 4.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...