Português

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Correção Exame Nacional Português 12.º Ano - 2013

Grupo I

A


1. Sentido do verso 1, espécie de tese: a disciplina (mental): tudo tem o seu tempo próprio para acontecer.
Versos 2 a 4: explicitação / exemplificação da "tese" do verso 1, a partir do que sucede com a Natureza:
          - tudo sucede no seu tempo, na sua estação;
          - o ritmo próprio e disciplinado, a previsibilidade da Natureza;
          - a segurança que essa previsibilidade arrasta consigo.

2. Normas de vida:
          - a aceitação calma e serena das coisas;
          - o viver de forma moderada e tranquila, sem perturbação;
          - os ideais da apatia e da ataraxia;
          - a ausência dos esforços inúteis;
          - a rememoração disciplinada, simples e serena da infância, do passado;
          - a disciplina, o auto-domínio.

3. Valores simbólicos do espaço e do tempo:
  • a reminiscência acontece na companhia de Lídia, o que pode significar que, para o sujeito poético, essas lembranças são preciosas e equiparáveis a um sentido de partilha e de proximidade com os outros;
  • a noite é o tempo do silêncio, da calma, propício à reflexão e à recordação do passado; por outro lado, a noite, em Ricardo Reis, representa igualmente a velhice e a aproximação da morte;
  • a lareira, e, por extensão metonímica, a casa, representada pela alusão aos «Deuses Lares» (v. 26), representa a calma, a tranquilidade, a segurança, o local propício à recordação na companhia de Lídia;
  • as flores colhidas associam-se a um outro tempo - o passado da infância -, a uma outra vivência, a um outro estar.

4. Conclusão do poema:
  • as memórias ocorrem à noite, tempo do silêncio e da introspeção, na companhia de Lídia, junto à lareira, num ambiente calmo, seguro e acolhedor;
  • a procura de uma imagem construída do passado («O outrora componhamos» - v. 28), isto é, a procura de uma forma adequada de recordar;
  • a recordação da infância perturba o sujeito poético, é um momento de «desassossego» trazido pelo descanso;
  • a atitude de reflexão, no silêncio da noite, sobre o passado da infância, que comporta memórias tristes desse passado, numa espécie de fuga e de refúgio nesse tempo diferente do de hoje;
  • o sujeito poético começou por afirmar que tudo tem o seu tempo próprio - tal como sucede com as memórias, daí a escolha da noite para lhes dar lugar, numa atitude de disciplina férrea que o leva a procurar uma maneira «correta» de se lembrar do passado, procurando, assim, que as lembranças do passado suavizem o presente e permitam suportar a passagem do tempo e a proximidade da morte.


B

Representação da Natureza em Alberto Caeiro:
  • Poeta bucólico, do real e do objetivo;
  • Fascínio pela diversidade e constante renovação da Natureza, espaço de observação e de aprendizagem de um modo de ser simples, espontâneo e natural;;
  • Observação da Natureza de forma objetiva, simples e espontânea, sem interferência do pensamento;
  • Desejo de integração e comunhão com ela;
  • Atitude de deambulismo, semelhante à de Cesário Verde;
  • Defesa do ideal da «aurea mediocritas», da simplicidade da vida rural;
  • Atitude sensacionista - com predomínio para o olhar - na sua contemplação.



Grupo II

                    Versão A                    Versão B
1.1.                    .                                   B

1.2.                                                        C

1.3.                                                        A

1.4.                                                        D

1.5.                                                        C

1.6.                                                        A

1.7.                                                        D (entendido enquanto ato indireto)

2.1. A oração «se vou fazê-lo» é uma oração subordinada substantiva completiva.

2.2. O antecedente é a expressão «O que tenho a dizer».

2.3. A função sintática é o predicativo do sujeito («ser», «estar», «ficar», «continuar», «permanecer» são verbos copulativos que pedem predicativo do sujeito).

domingo, 16 de junho de 2013

NBA em Portugal


Deíticos

1. Identifique o deítico destacado em cada frase, associando as alíneas da coluna A aos números da B.

Coluna A

Coluna B
1. Nós fomos à manifestação.

1) deítico pessoal
2. À noite, vamos ao teatro.

3. Deram-lhe uma surra.


4. João, o teu irmão.

5. Caí aqui.

2) deítico espacial
6. Esse é o meu prédio.

7. A Maria está a estudar.


8. Viste a minha mãe?

9. Vieste até tão longe para isto?

3) deítico temporal
10. Agora é que são elas…


2. Classifique cada um dos deíticos destacados nas frases apresentadas.
a) Eles foram à manif ontem.
b) Maria, podes abrir essa porta ao engenheiro Sócrates?
c) Nesta planície, aconteceram coisas terríveis.
d) Passa-me o champô.
e) Deixei os meus óculos aqui. Não os viste, Joaquim?
f) Eu vou acabar esta ficha agora.
g) Estivemos longe de casa ontem.
h) Vou buscar-vos à porta do cinema.
i) Quero os meus amigos de volta à minha vida.
j) Dá-nos um presente para nós te passarmos de ano.
k) Aquele automóvel é teu?
l) Põe os pratos .
m) Amanhã farei greve.

3. Identifique na sopa de letras que se segue:
a) três deíticos pessoais;
b) três deíticos temporais;

c) três deíticos espaciais.
Português – Caderno de Atividades 10.º ano (Santilhana)

4. Preencha os espaços em branco de cada frase com um deítico do tipo que é indicado entre parênteses
a) Viste o _____ (deítico pessoal) caderno?
b) _____ (deítico temporal), vi o Fernando Virgínio em Lisboa.
c) Ofereço-_____ (deítico pessoal) esta máquina de barbear.
d) _____ (deítico pessoal) vou sair _____ (deítico temporal) para a escola.
e) _____ (deítico pessoal) comprámos o automóvel no _____ (deítico temporal).
f) _____ (deítico espacial) casa é a _____ (deítico pessoal)?
g) Saí _____ (deítico espacial) lugar para _____ (deítico espacial).
h) _____, (deítico pessoal) compras-me o jornal no quiosque?

 * * * * * * * * * *

Correção

1.
1 – A
2 – C
3 – A
4 – A
5 – B
6 – B
7 – C
8 – A
9 – B
10 – C

2.
a) «eles» ‑ deítico pessoal
«ontem» ‑ deítico temporal
b) «Maria» ‑ deítico pessoal
«podes» ‑ deítico pessoal / temporal
«essa» ‑ deítico espacial

c) «Nesta» ‑ deítico espacial
d) «me» ‑ deítico pessoal
e) «aqui» ‑ deítico espacial
«Joaquim» ‑ deítico pessoal
f) «Eu» ‑ deítico pessoal
«agora – deítico temporal
g) «longe» ‑ deítico espacial
«ontem» ‑ deítico temporal
h) «vos» ‑ deítico pessoal
i) «Quero» ‑ deítico pessoal / temporal
«meus» ‑ deítico pessoal
«minha» ‑ deítico pessoal
j) «nos» ‑ deítico pessoal
k) «Aquele» ‑ deítico espacial
«teu» ‑ deítico espacial
l) «aí» ‑ deítico espacial
m) «Amanhã« ‑ deítico temporal
«farei» ‑ deítico temporal

3.

4.
a) Viste o meu caderno?
b) Ontem vi o Fernando Virgínio em Lisboa.
c) Ofereço-te esta máquina de barbear.
d) Eu vou sair agora para a escola.
e) Nós comprámos o automóvel no mês passado.
f) Aquela casa é a tua?
g) Saí desse lugar para este.
h) Luísa, compras-me o jornal no quiosque?

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