Grupo I
A
1. Sentido do verso 1, espécie de tese: a disciplina (mental): tudo tem o seu tempo próprio para acontecer.
Versos 2 a 4: explicitação / exemplificação da "tese" do verso 1, a partir do que sucede com a Natureza:
- tudo sucede no seu tempo, na sua estação;
- o ritmo próprio e disciplinado, a previsibilidade da Natureza;
- a segurança que essa previsibilidade arrasta consigo.
2. Normas de vida:
- a aceitação calma e serena das coisas;
- o viver de forma moderada e tranquila, sem perturbação;
- os ideais da apatia e da ataraxia;
- a ausência dos esforços inúteis;
- a rememoração disciplinada, simples e serena da infância, do passado;
- a disciplina, o auto-domínio.
3. Valores simbólicos do espaço e do tempo:
4. Conclusão do poema:
- a aceitação calma e serena das coisas;
- o viver de forma moderada e tranquila, sem perturbação;
- os ideais da apatia e da ataraxia;
- a ausência dos esforços inúteis;
- a rememoração disciplinada, simples e serena da infância, do passado;
- a disciplina, o auto-domínio.
3. Valores simbólicos do espaço e do tempo:
- a reminiscência acontece na companhia de Lídia, o que pode significar que, para o sujeito poético, essas lembranças são preciosas e equiparáveis a um sentido de partilha e de proximidade com os outros;
- a noite é o tempo do silêncio, da calma, propício à reflexão e à recordação do passado; por outro lado, a noite, em Ricardo Reis, representa igualmente a velhice e a aproximação da morte;
- a lareira, e, por extensão metonímica, a casa, representada pela alusão aos «Deuses Lares» (v. 26), representa a calma, a tranquilidade, a segurança, o local propício à recordação na companhia de Lídia;
- as flores colhidas associam-se a um outro tempo - o passado da infância -, a uma outra vivência, a um outro estar.
4. Conclusão do poema:
- as memórias ocorrem à noite, tempo do silêncio e da introspeção, na companhia de Lídia, junto à lareira, num ambiente calmo, seguro e acolhedor;
- a procura de uma imagem construída do passado («O outrora componhamos» - v. 28), isto é, a procura de uma forma adequada de recordar;
- a recordação da infância perturba o sujeito poético, é um momento de «desassossego» trazido pelo descanso;
- a atitude de reflexão, no silêncio da noite, sobre o passado da infância, que comporta memórias tristes desse passado, numa espécie de fuga e de refúgio nesse tempo diferente do de hoje;
- o sujeito poético começou por afirmar que tudo tem o seu tempo próprio - tal como sucede com as memórias, daí a escolha da noite para lhes dar lugar, numa atitude de disciplina férrea que o leva a procurar uma maneira «correta» de se lembrar do passado, procurando, assim, que as lembranças do passado suavizem o presente e permitam suportar a passagem do tempo e a proximidade da morte.
B
Representação da Natureza em Alberto Caeiro:
- Poeta bucólico, do real e do objetivo;
- Fascínio pela diversidade e constante renovação da Natureza, espaço de observação e de aprendizagem de um modo de ser simples, espontâneo e natural;;
- Observação da Natureza de forma objetiva, simples e espontânea, sem interferência do pensamento;
- Desejo de integração e comunhão com ela;
- Atitude de deambulismo, semelhante à de Cesário Verde;
- Defesa do ideal da «aurea mediocritas», da simplicidade da vida rural;
- Atitude sensacionista - com predomínio para o olhar - na sua contemplação.
Grupo II
Versão A Versão B
1.1. . B
1.2. C
1.3. A
1.4. D
1.5. C
1.6. A
1.7. D (entendido enquanto ato indireto)
2.1. A oração «se vou fazê-lo» é uma oração subordinada substantiva completiva.
2.2. O antecedente é a expressão «O que tenho a dizer».
1.1. . B
1.2. C
1.3. A
1.4. D
1.5. C
1.6. A
1.7. D (entendido enquanto ato indireto)
2.1. A oração «se vou fazê-lo» é uma oração subordinada substantiva completiva.
2.2. O antecedente é a expressão «O que tenho a dizer».
2.3. A função sintática é o predicativo do sujeito («ser», «estar», «ficar», «continuar», «permanecer» são verbos copulativos que pedem predicativo do sujeito).



