Português

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Efeito Doppler

Análise do poema “A F., favorecendo com a boca e desprezando com os olhos”

. Tema: os efeitos contraditórios da amada / amor no sujeito lírico.
 
 
. Desenvolvimento do tema


A análise do poema encontra-se aqui: »»».

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Análise do poema "Ao rigor de Lísi"

. Assunto: o sujeito poético descreve a mulher amada, exprimindo essa descrição as duas faces de Lísi  a mulher real e a mulher imaginada e desejada pelo sujeito.
 
 
. Tema: a descrição da mulher (mais psicológica que física).

 
. Desenvolvimento do tema

A análise do poema encontra-se aqui: »»»

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Paradoxo de Olbers - Porque é o céu escuro?

Análise do poema "À fragilidade da vida humana"

. Assunto: a mudança irreversível do homem a caminho da morte, permitida e facilitada pela sua extrema fragilidade.
 
 
. Tema: a efemeridade da vida humana = todo o ser humano é mortal.
 
 
l Desenvolvimento do tema
 
1.ª parte (2 quadras)  -  Apresentação de quatro imagens-símbolo, distribuídas numa construção paralela de dois versos: 


(A análise pode ser encontrada aqui: »»»)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Análise do poema "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades ", de Camões

domingo, 4 de janeiro de 2026

Canibalismo: o que é e para que serve?

Jornal Acção

    Acção foi um jornal fundado em 1919, tendo o seu primeiro número conhecido a luz do dia a 1 de maio. O periódico era o órgão do Núcleo de Ação Nacional e o seu diretor era Geraldo Coelho de Jesus, sendo Carlos de Noronha o editor e Fernando Pessoa o principal (e talvez único) redator.

    No pensamento dos seus criadores, o jornal seria um quinzenário, porém apenas os dois primeiros números respeitaram o plano inicial, visto que o terceiro foi publicado unicamente em agosto e o quarto (e último) em 27 de fevereiro  de 1920.

    Lendo a correspondência trocada entre Fernando Pessoa e Geraldo de Jesus, ficamos a conhecer o entusiasmo do poeta de "Autopsicografia" com o projeto, bem como as dificuldades de vária índole (financeiras, logísticas, etc.) que tiveram de enfrentar e que, em última análise, ditaram o seu fim. O maior dos problemas enfrentados foi o facto de Pessoa ser aquele que fazia praticamente todo o trabalho: escrevia os «artigos mais substanciais» e cuidava das questões referentes à tipografia e à distribuição. Por exemplo, numa missiva enviada, a 12 de agosto de 1919, a Geraldo, que se encontrava em Porto de Mós, o poeta detalha em pormenor como tenciona proceder à expedição do jornal para as províncias e aproveita para se lamentar nos termos seguintes: "E isto tenho eu de fazer tudo sozinho, e com cartas sobre cartas que fazer aqui no escritório do Ávila, e com assuntos meus que tratar, e todos estes dias estar no Diário de Notícias [em cuja tipografia a Acção era impressa] às 8 da manhã, etc., etc.!".

    Geraldo de Jesus explica, no último número, os motivos do encerramento do jornal, afirmando "ser impossível (dados outros afazeres) dedicar-lhe aquela soma de atividade que a sua boa redação exige", aludindo também a "um certo desalento, proveniente, pelo que toca à nossa campanha a favor do fomento nacional, da noção de inutilidade [...] de uma campanha dessas se fazer sem se apoiar numa corrente política; e, sendo assim, pela noção da perfeita desunião das forças conservadoras, que representam a única corrente política em quem pensa como nós, patriótica e praticamente, se podia filiar.» O diretor refere-se claramente ao sidonismo assumido do jornal (sidonismo foi uma corrente construída em torno do presidente Sidónio Pais, assassinado em 14 de dezembro de 1918) e à sua tentativa de dar voz à política que o seu mentor não pudera concretizar. O n.º 3 confirma isto, ao inserir uma fotografia do «Grande Morto», a toda a extensão da 1.ª página, provocando (para gáudio de Fernando Pessoa) tumultos nas ruas de Lisboa, tendo sido queimados vários exemplares do jornal, e manifestações de fúria por parte dos setores democráticos. Poeta confessa, numa carta a Geraldo, datada de 10 de agosto de 1919, o seguinte: "Os democráticos que eu conheço estão indignadíssimos comigo. Um, que foi secretário do Leonardo Coimbra, manifestou-se muito desgostoso [...] por lhe constar que eu não só «era da Acção», mas andava mesmo a fazer as vezes do diretor".

    Os dois primeiros números não escondiam a sua vertente ideológica, incluindo um editorial (o n.º 1), no qual é afirmada a intenção, nacional e não-partidária, de atuar «no sentido de estabelecer uma resistências social que, pelo menos, atue e corrija os erros e excessos dos partidos»; no do n.º 2 considera-se absurdo «pretender que o povo governe» e apela-se à criação de uma «elite competente, capaz de governar, de administrar, de nos repor na civilização».

    Mais importante do que a questão ideológica é o empenhamento dos promotores do jornal em promover a ideia de um verdadeiro desenvolvimento económico e social do país. Assim, o primeiro número contém dois artigos muito revelantes, intitulados "Bases para Um Plano Industrial», de Geraldo de Jesus, e "Como Organizar Portugal", de Fernando Pessoa". No primeiro deles, propõem-se medidas como, por exemplo, a educação profissional, o crédito às empresas, a exploração mineira e o aproveitamento hidroelétrico. Pessoa usa a Alemanha como exemplo e propõe, no seu texto acima referido, adotar medidas que conduzam à transformação mental do povo português, no sentido de levar ao fim da estagnação e do atraso, através do reforço da coesão social e do patriotismo, e à transformação profissional, por meio da industrialização da nação e da educação da «inteligência e da vontade».

    No n.º 2, Fernando Pessoa publica um longo artigo de fundo, intitulado "A Opinião Pública", que prossegue nos dois números seguintes, no qual procura demonstrar que a democracia da época era inimiga da opinião pública, por causa do seu caráter antissocial, antinacional e antipatriótico.

    Em 10 de agosto de 1919, Pessoa informou Geraldo de Jesus de que estava a planear um quarto número «sensacional e forte», no entanto a sua publicação seria adiada até fevereiro de 1920, acabando mesmo por não sair do prelo. O poema "À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais" seria o aspeto «sensacional» de que o poeta falara a Geraldo, constituindo a melhor síntese do seu pensamento acerca do sidonismo, visto como gerador de esperança e indicador de um rumo para Portugal.

    Bibl.: Adaptado de Manuela Parreira da Silva

sábado, 3 de janeiro de 2026

O que aconteceria a uma pessoa se caísse num buraco negro?

Análise do poema "À memória do presidente-rei Sidónio Pais", de Fernando Pessoa

    Este poema, de acordo com a intenção do próprio Fernando Pessoa, abriria os Poemas Portugueses, uma obra constituída por «poemas Maiores» que não fossem de «índole refletiva ou elegíaca». Dela fariam parte, entre outros, os poemas “O Manipanso”, “Agamémnon”, “Mar Português” e “Ode ao Encoberto”.

    No entanto, tendo em conta a situação de instabilidade e insegurança que Portugal vivia na época, Fernando Pessoa considerou, provavelmente, que seria mais importante e urgente criar e dar a conhecer um poema que, nesse contexto, relembrar uma figura que, para muitos, ainda representava a imagem de um salvador. Assim sendo, a 27 de dezembro de 1920, o poeta publicou a composição no n.º 4 do jornal Acção, exaltando e divinizando o presidente assassinado a 14 de dezembro de 1918.

    Como o governo daquele que Pessoa adjetiva como «soldado-rei» foi curto (durou de 5 de dezembro de 1917 a 14 de dezembro do ano seguinte, data do seu assassínio), na opinião do poeta, a esperança que a nação depositara nesse... (continuação da análise aqui: »»»).

domingo, 21 de dezembro de 2025

Benfica vence Supertaça de basquetebol

Basquetebol

Análise do poema "Perdigão perdeu a pena", de Camões

Curiosidade

    De acordo com alguns biógrafos de Camões, este poema parece estar relacionado com um amor não correspondido pela infanta D. Maria, a filha mais velha do rei D. Manuel, uma mulher bela e culta que não estaria ao alcance de qualquer “perdigão ousado”.


Tema: o sofrimento amoroso / a ambição desmedida do sujeito poético é o motivo que está na base de todos os problemas e sofrimento do «eu».

O poema constitui a ilustração do ditado popular “Um mal nunca vem só”: o perdigão já não pode voar por lhe terem caído as penas. Quis voar mais alto do que as suas capacidades permitiam e ficou aquém das suas aspirações. Agora, sem asas, frustrado, “não há mal que lhe não venha”.



Assunto: a vontade de transpor os limites e, por outro lado, o castigo da ambição.


Classificação:
 
. Vilancete – Porquê?
. mote de dois versos
. duas voltas de 7 versos
 
. Designação «cantiga alheia»: significa que alguém deu o mote a Camões para ele compor o poema.
 
. Métrica: versos de redondilha maior (sete sílabas métricas).
 
. Rima: interpolada e emparelhada, de acordo com o esquema rimático (abbaacc).

 
Episódio
 
. Síntese: Um perdigão pretendeu voar até um lugar muito alto, aonde era impossível chegar e, como consequência, caiu e morreu.
 
. Simbologia: A história do perdigão demonstra as consequências negativas que advêm da ambição desmedida. Assim, mais do que o perdigão ter morrido, o sujeito poético pretende mostrar os males que atingem o ser humano.

 
● Introdução

    Este poema reflete a dualidade entre o sonho e a realidade, socorrendo-se da imagem do perdigão, o masculino de perdiz, enquanto símbolo da condição humana. De facto, a composição retrata a perda e o sofrimento através da experiência da ave.


Estrutura interna

(A análise continua aqui: »»»)

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