sábado, 8 de agosto de 2026
Análise da cena I do ato II de O Mercador de Veneza
Resumo da cena I do ato II de O Mercador de Veneza
Temas de O Mercador de Veneza
Análise de O Mercador de Veneza
I. Contexto
II. Resumos
2.1. Resumo da peça
2.2. Resumo das cenas
2.2.1. Cena I, Ato I
2.2.2. Cena II, Ato I
2.2.3. Cena III, Ato I
2.2.4. Cena I, Ato II
2.2.5.
2.3. Análise das cenas
2.3.1. Cena I, Ato I
2.3.2. Cena II, Ato I
2.3.3. Cena III, Ato I
2.3.4. Cena I, Ato II
2.3.5.
III. Personagens
3.1. Caracterização
1. António
2. Bassânio
3. Pórcia
4. Lourenço
5. Graciano
7. Falconbridge
8. Nerissa
10. Criado de Pórcia
11. Shylock
12. Tubal
13. Servo de Shylock
14. Príncipe marroquino
3.2. Papel / Relevo
3.3. Representatividade
3.4. Relações entre as personagens
IV. Espaço
4.1. Físico / Geográfico
4.2. Social
4.3. Psicológico
V. Tempo
5.1. Histórico
5.2. Da ação
5.3. Do discurso
5.4. Psicológico
VI. Linguagem
VII. Elementos simbólicos
VIII. Temas
Caracterização do servo de Shylock
Caracterização de Tubal
O tempo do discurso de O Mercador de Veneza
- A especulação imaginativa de Salarino: ao descrever o que sentiria se tivesse frotas no mar, Salarino expande o tempo do discurso ao detalhar ações quotidianas hipotéticas (soprar a sopa quente, olhar para a areia de uma ampulheta ou contemplar o mármore de uma igreja). Esta acumulação de imagens poéticas dilata o tempo verbal, transportando o espetador para um cenário mental de catástrofe que interrompe a linearidade da rua veneziana.
- O sermão de Graciano sobre o silêncio: o seu longo discurso sobre os homens que cultivam uma gravidade artificial para parecerem sábios funciona também como uma pausa moralista e satírica, desacelerando o ritmo da cena para contrastar a vivacidade festiva com a apatia melancólica de António.