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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pastores de Nuvens

Pastores de nuvens” é o título do cartoon criado por Biratan Porto e pulicado in Água com humor. O título é escolhido é este, porque podemos ver vários índivíduos expectantes e com cajados a guardar as nuvens e a agrupá-las, tal como se faz com os animais, daí ser esse título.
Assim que observamos o cartoon, salta-nos logo á vista os índivíduos que são representados com um aspeto de idosos, uns mais que outros, e as roupas que têm vestidas estão muito velhas e rasgadas. O índivíduo que se encontra em primeiro plano está a olhar para as nuvens de uma forma expectante. Todos os índivíduos têm cajados na mão para direcionar as nuvens, para que a água da chuva caia dentro dos bidons de que cada um dispõe.
O autor representou o chão com aspeto de um deserto, tudo muito seco e com algumas pedras espalhadas.
As nuvens têm um tom de cinzento muito carregado, que dá a ideia de que está um tempo mau e muito provavelmente vai chover.
A intencionalidade crítica do cartoon é a harmonia entre os homens, uma vez que eles se encontram todos distantes e sem contacto; a falta de água, porque os homens estão a tentar guardar a água das nuvens em bidons e a desertificação, porque o chão não tem nada, só areia e há poucas pessoas.
Assim, o cartoon pode relacionar-se com o poema intitulado “IX” de Alberto Caeiro, porque ambos falam de ser pastores, ou seja, alguém que guarda algo.
Em síntese, o autor crítica o facto de as pessoas não estarem em harmonia umas com as outras e a falta de água, e isso junto causar desertificação, tanto a nível populacional como a nível de plantas e animais.

S.T.

Carlos Abreu Amorim: a estupidez ruminante


     E é isto deputado da nação.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Professores a mais

"Pastores de nuvens"

            A imagem é denominada de "Pastores de Nuvens", é da autoria de Biratan Porto e está incluída na obra "Água com humor". A ilustração mostra alguns indivíduos, aparentemente pastores, com compridos cajados, a juntarem nuvens em "rebanhos", com cada pastor a guardar o seu próprio rebanho; destas nuvens pingam gotas de águas para barris metálicos, pertencentes aos pastores, tendo cada o seu. O chão e o céu são incolores e o chão é liso e sem vegetação.
            Esta obra é uma crítica à sociedade contemporânea em vários aspetos, como a ganância das pessoas e os problemas ambientais. No entanto, o alvo principal da crítica são os problemas relacionados com a Natureza, como a escassez de água, o trabalho duro pastores no cuido dos seus rebanhos e etc. A ausência de cores no céu e no solo transmite-nos uma sensação de melancolia, de uma espécie de vazio. Esta imagem contrasta com a personalidade e com a maneira de pensar de Alberto Caeiro. Este é visto como um naturalista ingénuo: ele não se preocupa em pensar muito, escolhendo a simplicidade e rejeitando a complexidade e prefere "pensar" com os sentidos, desfrutar da Natureza e da simples beleza natural das coisas. Ele é como um pastor (daí a correlação com esta imagem). Porém, a personalidade de Caeiro é contrária à sensação transmitida por esta imagem: um é feliz, simples, sensacionista, relaxado, e outro  apenas transmite tristeza e tédio, fazendo-nos todos pensar, algo que Caeiro não consegue evitar e que o deixa um pouco triste.
            Em suma, há muitos aspetos que se podem apontar como comuns ou de contraste entre os pensamentos do heterónimo de Fernando Pessoa e a ideia que a imagem apresenta. Caeiro gosta de usufruir da Natureza e a ilustração mostra esta mesma como morta, gasta e tediosa. Tal como os pastores guardam as suas nuvens, Caeiro é pastor dos seus pensamentos, sendo estes baseados nos sentidos e na simplicidade do que nos rodeia a todos. São pontos de vista diferentes aos quais, no fim, nos podemos relacionar todos.

P.M.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

«Angel in the snow», A-ha


               Tradução:

Anjo, anjo ou algo assim
Onde quer que tu vás
Eu seguir-te-ei
Onde quer que tu vás.

E estarei sempre lá / aí
Afastando as inquietações da tua cabeça
Estarei lá / aí
Sempre.

Anjo, anjo ou algo assinm
Onde quer que tu vás
Eu seguir-te-ei
Onde quer que tu vás.

Tu és o meu anjo na neve
Tu és o meu anjo na neve.
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