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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Campo de Trigo com Corvos

Campo de Trigo com Corvos é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh concluída em julho de 1890, nas últimas semanas de vida deste e que se inscreve no contexto da pintura de paisagens.
Em primeiro plano observa-se um campo de trigo dourado e luminoso que nos revela que está pronto a ser colhido e dá-nos uma sensação de movimento porque, o trigo está ligeiramente inclinado. Observam-se também três caminhos pintados em tons de verde, vermelho e castanho e divergentes, ou seja, têm inicio no mesmo sitio. O primeiro caminho, à esquerda, está representado num sitio mais íngreme enquanto que, o do meio se perde no interior do campo e o terceiro conduz-nos para fora do trigal. Avistam-se também corvos pretos esvoaçando o que pode simbolizar morte e agouro.
Em segundo plano e por isso no horizonte, observa-se um céu escuro onde aparentemente está instalada uma tempestade, o que pode simbolizar negativismo tensão, agitação e negatividade. Por último, as duas nuvens fazem contrastar o escuro com o claro e realçam um céu tempestuoso.
Concluído, este quadro retrata um bando de corvos sobrevoando um campo de trigo, sob um céu carregado e ameaçador demonstrando a pressão e o negativismo pelo o qual Van Gogh estava possivelmente a passar.


José V.

"A Última Ceia"


                O quadro que eu escolhi foi, a ultima ceia, o autor foi, Leonardo da Vinci entre 1495 e 1497, com a técnica mista com predominância da tempera e óleo sobre duas camadas de preparação de gesso aplicadas sobre reboco, (estuque), a dimensão é de 460cm x 880 cm e localiza-se em Milão.
                No quadro observam-se treze pessoas, Jesus Cristo e os seus apóstolos, perante uma mesa comprida com pratos, copos, bebidas e três janelas, o que nos indica que é uma sala notavelmente grande.
                Os apóstolos agrupam-se em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. Da esquerda para a direita (do ponto de vista de quem está diante da pintura),  estão no primeiro grupo: Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo grupo Judas Iscariotes (cabelo branco inclinado contra o suposto João), Simão Pedro e João, este o único do grupo; Cristo ao centro; Tomé, Tiago Maior e Filipe e no quarto grupo estão Mateus (aparentemente com barba rala), Judas Tadeu e Simão, o Zelote, por último. Estas identificações provêm de um manuscrito autógrafo de Leonardo encontrado no seculo XIX.
                O tema é religioso e mostra o momento em que Jesus se reúne com os seus apóstolos para uma ultima ceia juntos antes de ser preso e crucificado. Como toda obra de da Vinci, o Renascimento é o movimento artístico, no qual é apresentado proporções geométricas, assimetria, harmonia e outras características presentes nesse movimento. A pintura é naturalista, mas contém características particulares de Leonardo, onde ele coloca os seus mistérios escondidos em toda a imagem. A mensagem passada pela figura é a euforia de todos os apóstolos e como aquele momento era importante para todos.
Em suma a história em que a obra se baseia é encontrada no Novo Testamento. “A Última Ceia” ocorreu quando Cristo revelou, na refeição, que um dos apóstolos ali presentes iria traí-lo. Na história bíblica, foi Judas Iscariotes o apóstolo a trair Jesus Cristo. Leonardo da Vinci retratou o perfil de Judas inclinado para trás, com o rosto em uma sombra. Uma curiosidade sobre “A Última Ceia” é que o mosteiro no qual se localiza, passou por um bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. A obra, mesmo deteriorada, manteve-se firme após este bombardeio e ainda pode ser apreciada pelos amantes da arte.

José V.

O imundo vaidoso

Nem sempre o estatuto social alto e a boa aparência é sinal de comportamentos certeiros. Como é o caso do rei D.João V, que foi retratado por José Saramago e Herman José de maneira parecida emuito promenorizada tanto quanto ao seu retrato físico como ao psicológico.
No vídeo em que Herman José veste a pele de D.João V em geito de comédia mas bastante realista, durante a entrevista está constantemente a arrotar e a dar flatulências, inclusive diz que a razão por a qual mandou construir o Convento de Mafra foi não conseguir ter filhos porque quando estava a ter relações com a rainha dava uma flatulência e ela começava a rir-se e deste modo não conseguiam ter filhos. Está também constantemente a pôr o dedo no nariz e senta-se todo torto na cadeira com ar de aborrecido com a entrevista, o que mostra o lado desinteressado do rei perante tudo e a má educação mais uma vez. E uma vez que ele aparenta ter muito cuidado com a imagem e com que todos lhe façam congratulações, faz com que se pense que toda aquela boa figura é so aparente. Depois vemos um outro traço dele o de ser infiel e adúltero, assim que vê a assistente do programa agarra-a e faz com que ela se sente no colo dele e ainda diz “que rica menina”.
No Memorial do Convento José Saramago faz um retrato do rei igualzinho, diz que ele tem uma boa figura, que é atraente, mas depois ridiculariza-o dizendo que sofre de flatulência. Também descreve muitas vezes a sua infieldade e adultério dos quais nasceram vários filhos. Tal como no vídeo evidência a humanidade e mortalidade do rei dizendo que adoece, so que no vídeo Herman José brinca com a doença e diz que é a flatulência, mas no Memorial ele adoece mesmo.
Em suma, tanto no vídeo como no Memorial do Convento o rei D.João V é descrito da mesma maneira, temos o contraste entre o vaidoso e o ridiculo. Ele tanto quer ser vaidoso e ter uma boa figura que depois se ridiculariza com os seus atos como dar flatulências e arrotar constantemente, e ainda a infedelidade. Desta maneira concluimos facilmente que os dois se relacionam, embora um seja em geito de comédia.
 Solange T.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Entrevista a D. João V

No retrato feito por José Saramago, podemos ver o Rei como um charmoso jovem, muito bonito, propenso ao adultério, com várias pretendentes e casos extra conjugais, sendo a sua mulher D.ª Maria Ana uma antagonista do seu arquétipo de mulher. Depois conforme evelhece torna-se apenas num velho monarca narcisista e vaidoso, género Luis XIV em versão portuguesa e fica doente, com aspeto envelhecido e sofre de flatulência, perdendo muito do seu encanto sobre o sexo oposto e ficando cada vez mais uma réstia daquilo que terá sido. Muito religioso e convicto da existência de Deus, cumpre os seus votos arrastando o país para a miséria, gastando dinheiros públicos. No retrato feito por Herman, podemos apenas comparar este rei ao momento do romance em que ele é mais velho, visto que o comediante já o mostra flatulento, falso charmoso que apenas usa o facto de ser rei para conquistar mulheres e que afirma que a sua obra é esplendida. A intencionalidade crítica do retrato feito pelo comediante e apresentador de tv é óbvio, apresentando João V como um nobre bruto que apenas pensa nos seus interesses, não tem muita noção da realidade em que se encontra e o pouco que sabe, sabe mal.
No geral é uma crítica muito bem-feita, tanto no romance como no video, e achei uma interessante comparação de vistas, embora vistas com propósitos diferentes.

 António S.

"Anjo na neve"

                Enquanto que há montes de músicas de amor e músicas sobre a cumplicidade de um casal, podemos diz que este tema musical se relaciona facilmente com o papel que Blimunda mantém na sua relação com Baltasar.
                A letra da música (Angel, angel or so / Wherever you may go / I'll follow / Wherever you may go) é claramente uma mensagem do cantor (ou de uma certa personagem) para a pessoa que ama, o seu "anjo na neve", dizendo que seguirá sempre essa pessoa, esteja onde ela estiver. Esta declaração de amor e de carinho é muito semelhante à relação existente entre as duas personagens principais do Memorial do Convento, onde existe uma certa cumplicidade e sentido de proteção entre Sete-Sóis e Sete-Luas. Quando Baltasar desaparece, Blimunda não descansa até o descobrir e até saber se o seu amado está bem, mostrando novamente que ela estará sempre lá por ele, como está escrito na segunda estrofe do tema musical ("And always will I be there / Shake worries from your hair").

                Supõe-se que, obviamente, Baltasar faria o mesmo pelo amor da sua vida, protegendo-a de todo o mal e ajudando-a sempre nos seus piores momentos. No fundo, Baltasar e Blimunda são, cada um, o "anjo na neve" do outro, protegendo-se, amando-se e ajudando-se.
Pedro M.
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