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segunda-feira, 10 de junho de 2013

'Sem título'


   O quadro que escolhi é de Henri Julien Félix Rousseau. Henri nasceu a 21 de Maio de 1844, no Laval e faleceu a 2 de Setembro de 1910 em Paris, era conhecido pelo público como o douanier  (aduaneiro) por ter trabalhado como inspetor de alfândega, foi um pintor francês inserido no movimento moderno do pós-impressionismo. A sua obra foi pouco apreciada pelo público geral e pelos críticos, tem um carácter autodidata, resultado da falta de formação académica no campo artístico. Rousseau afirmou só ter pegado num pincel pela primeira vez quando já tinha 40 anos. A reação à sua pintura é no início, maioritariamente negativa. No entanto algumas vozes começam-se a pronunciar positivamente, chegando mesmo a comparar Rousseau com os pintores do Porto-Renascimento em Itália onde as noções de perspetiva espacial ainda estão no seu estado inicial, mas que não deixam por isso de ter uma certa originalidade criativa. Esta naturalidade e aparente ingenuidade opõem-se, no entanto, à imagem de ambição que lhe é atribuída pelo público. Este seu carácter de personalidade ambígua espelha-se também na sua arte que, embora ingénua e infantil, retrata também por vezes uma certa malícia.       Pode-se talvez pensar que Rousseau tenha encerrado em si um complexo de inferioridade devido às suas origens humildes e pelo facto de não ter tido acesso às mesmas oportunidades de um pintor académico. Assim como ele se fecha em si próprio com o seu sofrimento interior, as suas pinturas são introvertidas e misteriosas. Na imagem podemos ver um solitário casal fantasiado que passeia num bosque. A luz da lua torna as figuras brilhantes. Uma noite do carnaval é o significado do título do quadro. Como se pode ver na imagem o homem tem vestido umas meias azuis nos pés elegantes por fora. Ela por outro lado é rosa dentro podemos vê-lo através de seu vestido, brilhante, Pinkly, debaixo do avental branco. Este casal comparado com as árvores altas e nuas ou despidas são minúsculos, eles parecem flutuar, atras deles está um edifício sem paredes e apenas um teto preto, liso. Por um lado esta imagem mostra duas pessoas em pé sob a lua de inverno. Eles são formais, mas familiares como se eles pudessem transportar-se de um sonho da terra através de um comportamento educado. Estas pessoas brilham como a lua talvez pelo facto de estarem de branco tanto a lua como o casal. Parece que estão a dançar, o chapéu está inclinado ou então talvez ele esteja só a perguntar-lhe se ela esta bem. Mas pelo que se pode constar é ele que não está bem, porque ele é ofuscado pelo céu, a madeira e as nuvens, e ele não pode protegê-la, ela inclina-se para ele sobre o seu braço. Durante o tempo que passeavam pela floresta andavam consoante o passo dela pois ela ia sobre ele. Parecem felizes não se preocupar com o futuro. Ele que está imobilizado, com as pernas abertas e cabeça baixa como se fosse um animal selvagem. Contudo o chapéu não está a pedir a ela para dançar ele está a apontar para a cabana sem paredes, ela parece espreitar pelo seu ombro. Ela sabe que é livre, flutua sob três pequenas. Ele quer fixar-se para o chão, tenta ignorar a beleza misteriosa que está por trás dele. Assim eles apegam-se um ao outro e ele pára depois ela afasta-se e pede para ele parar lento e pairam, brilhando como estrelas. Contudo isto posso ficar com uma outra imagem deste quadro pois á primeira vista não parece a descrever todas estas características mas depois de bem analisado vale a pena apreciar assim quadros como este pois tudo isto leva-nos a crer descobrir o mistério que esta por detrás da imagem neste caso de um simples casal na floresta.

Bibliografia:
http://annabelhoward.com/rousseau-a-carnival-evening-1886
http://www.google.pt/search?hl=pt-PT&site=imghp&tbm=isch&source=hp&biw=1024&bih=480&q=Rousseau%3A+Carnival+Evening&oq=Rousseau%3A+Carnival+Evening&gs_l=img.12...0.0.1.11833.0.0.0.0.0.0.0.0..0.0...0.0...1ac..2.img.AzZhhJsrYRY

Daniela F.

domingo, 9 de junho de 2013

A Última Cigana


            “A cigana adormecida”, é uma pintura a óleo do famoso artista Henri Rousseau de 1897 e está exposta no Museu de Arte Moderna de Nova York. Rousseau foi um pintor francês conhecido pelo público como o aduaneiro, por ter trabalhado como inspetor de alfândega.
            No quadro pode observar-se a imagem de uma mulher de cor negra, com um vestuário colorido, dormindo na areia do deserto com um bandolim e um cântaro ao seu lado esquerdo e segura uma bengala na sua mão direita. Observa-se ainda um leão atrás da mulher e um cenário desértico com um céu bastante iluminado e uma lua cheia.
            O leão em pé que se situa atrás da mulher parece curioso, não querendo devorá-la, mas encantado com a sua presença, pois dá a impressão que está a cheirá-la. A posição do corpo da viajante implica cansaço e esta parece estar num sono profundo. Os contornos do cenário são marcantes e precisos com cores ilusórias e cristalinas, ou seja, um cenário de sonho. A lua azulada ilumina a pintura e traz uma sensação de paz e harmonia entre as duas criaturas – animal e humano. Rosseau toca delicadamente com a luz sobre o corpo do leão e veste a cigana com um traje oriental.
            A explicação para o título deste quadro é bastante óbvia, pois nele observa-se uma cigana no seu sono profundo, daí o nome “a cigana adormecida”.
            Em suma, é um quadro simples e ao mesmo tempo estranho. Este quadro vale a pena ser observado, porque nos transmite uma sensação de paz e de simplicidade no contexto de animal e humano.

Bibliografia:
          - http://www.sunrisemusics.com/rosseau.htm

Catarina G.

Uma Última Imagem

Campo de Trigo com Corvos, Van Gogh

“Campo de Trigo com Corvos” é o título de um quadro de 1890 do pintor Vicente Van Gogh (1853-1890), está exposto no Van Gogh Museum em Amesterdão, Holanda , e acredita-se que seja o ultimo quadro do pintor holandês que segundo uns foi pintado nas semanas anteriores á sua morte e segundo outros antes do seu suicídio e,assim , é considerado o seu testemunho pictural. Diversos historiadores dizem que a obra é uma representação do estado de espírito de Van Gogh na ocasião. 
O quadro retrata uma enseada de trigo a ser curvada pelo vento e sobrevoada por corvos , sob um céu negro e ameaçador. Tem também três caminhos diferentes , um pelo meio da enseada e os outros pelos lados , diferente do que acontece na grande parte da enseada , junto ao caminho há erva verde. Podemos então identificar diversos elementos , um deles é o campo de trigo que está dourado , pronto a ser colhido revelando em algumas presença de raios de sol que rompem pelas nuvens, as espigas de trigo estão inclinadas devido à acção do vento na enseada . Outro elemento são os caminhos que atravessam a enseada, estes são divergentes perdendo-se ao longo , o da esquerda é escarpado e representa um terreno íngreme , o do meio é sinuoso e perde-se no meio do trigo ,porém dá a sensação de levar a algum local situado do outro lado do trigal e o da direita não tem obstáculos e segue para fora do campo . O elemento que , possivelmente , tem maior significado é o bando de corvos que parece estar a fugir , estes são um símbolo de mau presságio e morte , são pretos , o que contrasta com o amarelo e com o azul e branco dando sinais de movimento .O último elemento é o céu , este está escuro e ameaçador , juntando com os corvos representa um ambiente negativo , este promove um efeito de profundidade , há também duas nuvens mais claras no céu , talvez encobrindo o céu e representando um clima tempestuoso.
Sendo um quadro do pós-impressionismo este necessita de uma boa leitura para ser interpretado , e é dos melhores quadros de um grande pintor da sua época, Van Gogh, devido, principalmente, aos caminhos é um quadro que revela curiosidade , porém outros elementos tiram a atenção deles. Este quadro deve ser observado pois é uma obra prima de um grande pintor e reflecte um mau momento da sua vida.

Marco M.

sábado, 8 de junho de 2013

Entrevista a D. João V

D. João V ,filho de D. Pedro II e D. Maria Sofia, governou Portugal de 1707 a 1750 e casou com D. Maria Ana de Áustria.
Na observação do vídeo, comparamos de imediato a personalidade do rei com a personalidade caracterizada por José Saramago no Memorial do Convento. O rei D. João V era caracterizado por ser uma pessoa atraente, de boa figura alto e de pele escura, porém contrariamente à sua figura apresentável estava um caráter ridículo, vaidoso, egocêntrico, infiel e adúltero, chegando a ser na obra de Saramago descrito como “o infatigável cobridor". Esta última característica é evidenciada na entrevista, quando o rei pega no braço da assistente e a senta no seu colo.
O rei é criticado também pelo seu problema de flatulência, chegando a ser ridículo ao ponto de durante toda a conversa demonstrar estes seus problemas devido ao seu gosto excessivo pela comida e por chegar a dizer que não consegue ter filhos devido a este seu problema durante as suas relações sexuais com D. Maria Ana.
No vídeo está representado o gosto do rei pelo luxo, sendo isto visível no seu próprio vestuário e na promessa que fez, na medida em que, este não se limitou a fazer um convento simples e humilde, mas fez sim um convento luxuoso, grandioso e para isto, não olhou a meios, gastando milhares trazidos em ouro do Brasil e sacrificando vidas a centenas de pessoas.
Concluindo, a época do reinado de D. João V é marcada por um período de ostentação e riqueza do reino, porém principalmente por um povo pobre, humilde e sem vontades e ambições sem ser a do rei, que era uma pessoa imponente mas ao mesmo tempo ridícula pela sua personalidade vaidosa e adúltera.


Filipa P.

Campo de Trigo com Corvos

Campo de Trigo com Corvos é uma obra do pintor holandês Vincent van Gogh concluída em julho de 1890.
Observa-se, em primeiro plano, um campo de trigo maduro e amarelado representando uma época de colheita e o de fim de vida. Estão também evidenciados no campo três caminhos, um à esquerda íngreme, outro ao centro e um à direita, que dá acesso à parte do solo que não tem trigo. Visualizam-se também, corvos negros que simbolizam morte.
Em segundo, observa-se um céu azul escuro, que pode simboliza negativismo tensão e tempos difíceis e duas nuvens que fazem contrastar o branco com o preto, logo, a felicidade com a tristeza ou a morte com a vida.
Este quadro, pintado na última semana de vida do autor, representa um conjunto de emoções negativas e de premonições de morte, estando isto simbolizado pelos corvos e pelo céu escuro.

Ana P.
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