As escolas estão a limitar telemóveis, mas continuam a encher as salas de aula de computadores e plataformas digitais. Para muitos pais e especialistas, o problema não desapareceu: os ecrãs podem estar a prejudicar a aprendizagem, a concentração e o bem-estar das crianças.
Uma mãe contou-me recentemente que está com dificuldade em fazer com que a filha, que é bem-comportada e tem bons resultados escolares, vá às aulas. A mãe queixa-se que a filha chega muitas vezes atrasada ou falta, e teme que ela não consiga concluir o ensino secundário e que a sua admissão na universidade seja revogada.
O que se passa? A mãe, que em casa incentiva escolhas ponderadas em relação à tecnologia, acredita que o uso de tecnologia na escola está a deixar a filha stressada e exausta. Os seres humanos evoluíram para interagir uns com os outros, usar o corpo e estar ao ar livre, não para passar o dia a olhar para ecrãs, sublinhou.
Ela é apenas uma entre muitos pais que me dizem estar preocupados com o impacto que o uso dos ecrãs nas escolas tem nos seus filhos. A esmagadora maioria das escolas públicas dos EUA (88%), já distribui dispositivos a todos os alunos, segundo um inquérito de 2025 do Centro Nacional de Estatísticas da Educação. As escolas públicas da minha própria cidade também usam muita tecnologia, e eu também estou preocupada com as minhas filhas.
A reportagem é da CNN e pode ser lida clicando na ligação: cnnportugal.

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