Português

sábado, 8 de junho de 2013

Ovelhas ou nuvens

            A imagem da autoria “ Biratan Porto” tem o nome de “Pastores de Nuvens”, foi apresentado no “World Festival” no ano de 2003.
            No “cartoon” vemos vários homens com bengalas enormes a juntarem algumas nuvens, que estão escuras, mas delas cai pouca quantidade de água. Esta é aproveitada pelos homens, ilustrados no quadro, para uns bidões.
            Cada um tem umas nuvens em grupo, mas verificamos que ainda não estão todas, porque um dos homens ainda está a juntar uma nuvem pequena às restantes, já juntas.
            O solo está seco, sem vida, infértil, pois só vemos de onde em onde uma pedra. Não tem cor e é plano.
            Esta imagem demonstra uns homens que estão a juntar as nuvens com a intenção de originar chuva, com a finalidade de aproveitar todas as gotas.
            Dão a entender que a água é para ser utilizada no solo, pois é muito seco, sem vida e sem plantas, etc…
            A mensagem que o “cartoon” quer passar é a falta de água, pois é um bem essencial para haver Vida.
            O título “Pastores de Nuvens” foi escolhido porque dá ideia que os homens da imagem estão a guardar um rebanho, mas em vez de se tratar de um rebanho de “ovelhas” é um rebanho de “nuvens”.          
            A imagem está relacionada com o poema de Alberto, porque, tal como a imagem, ele pensa ser um pastor de um rebanho, mas não de ovelhas.
            Um “cartoon” que demonstra bem a sua mensagem, que é a importância da água para a vida.

            É um bom “cartoon” pois centra-se num grande tema, que preocupa muito a população na atualidade.

Ana A.

Entrevista Histórica a D. João V

O vídeo proposto para observação apresenta um retrato cómico do que outrora foi D. João V. Certos humorista agarraram nas características mais caricatas do rei, ampliaram-nas na forma mais ridícula possível e construindo este pequeno ato que de certa forma retrata a impressão que o povo possuía do seu monarca.
José Saramago descreve o rei D. João V como um homem vaidoso, absoluto, arbitrário e extravagante, pois gostava de implementar estrangeirismos em Portugal. Era conhecido por ser infiel à mulher por qual se casou por conveniência, era caracterizado pela sua flatulência e por ser nomeado como “irrifatigável cobridor”.
No vídeo humorístico apenas pegam nos traços que o próprio José Saramago redigiu e tentam retrata-los numa cena que começa com um apresentador que primeiramente apresenta o entrevistador como sendo D. João V, este último senta-se numa outra cadeira ao pé do apresentador mas antes de se sentar obriga o apresentante a beijar o chão que pisou, numa forma de mostrar a sua superioridade e a partir desse momento começa a “entrevista”. Essa “entrevista” começa logo com o rei a perguntar se havia algo para comer, de seguida o apresentador tenta perguntar algumas perguntas ao entrevistado e o rei o manda-o calar “Está calado” pois estava ocupado a tentar “seduzir” a servente que lhe trazia comida.
 “D. João” durante a entrevista responde o porquê da construção do convento de Mafra, fala sobre o voto que fez devido à sua doença fatal (“…a minha vida era flat, insiste, flat, insiste…”) que teve na época e a incapacidade da sua mulher gerar filhos (“Quando tava mesmo a conseguir…pausa…flat”). Na entrevista o “rei” passa metade do tempo a querer ir embora “Falta muito para isto acabar”, “És um bocado seca…”, demonstra que não queria estar ali, na outra parte do tempo a entrevista é interrompida pelos flates de sua majestade. O monarca faz piadas sobre a localização e como lançou a primeira pedra (“O arquiteto estava armado em mete nojo (…) agarrarei numa pedra e truz”), fala de uma maneira descuidada como se não importasse em ser bem ou não mal-educado. Disse que depois da construção do convento, que fora dedicado a Nossa Senhora e a St. António, a sua flatulência aumentou mas a sua mulher conseguiu finalmente conceber um filho, Maria Barbara e a seguir mais cinco outros e “depois o resto”, fala abertamente sobre a sua infidelidade (“A partir daí tive uma vida extra conjugal muito animada”) sentindo-se orgulhoso por isso.
Falam também sobre a introdução da ópera italiana em Portugal que se deveu a D. João e por fim conversam sobre a sua morte que foi considerada uma morte feliz que se deveu a uma congestão (“Eu comi muito ao pequeno-almoço (…) e nisto chega mais uma cantora italiana que eu queria induzir em Portugal (…) dá-se-me um flat maior que os outros (… daí dá-se o flat mestre (…) estando a italiana a “cantar”).
Podemos concluir que este vídeo goza com os modos de vida de D. João exercia, até mesmo os motivos e o momento da sua morre são ridicularizados na cena, o apresentador tenta manter-se apresentável durante toda a entrevista enquanto o humorista que representa o rei tenta demonstrar superioridade, alguma malicia, um pouco de extravagância e também autoridade, isto enquanto dá flates que estragam qualquer alusão a essa impressão, tornando assim alguém por qual deveríamos ter respeito e afeição, em uma pessoa “nojenta”, sem princípios e no mínimo ridícula.

Daniela E.

Torre de Babel


A imagem aqui presente é um quadro intitulado “Torre de Babel”, pintado em 1563 por Pieter Bruegel (1525-1569), pintor flamengo nascido em Bree, Ducado de Brabante (atual Bélgica), que faleceu em Bruxelas. Há três versões desta pintura: a original, uma de dimensões mais pequenas (ao lado) e uma em marfim; porém, esta última foi perdida já há muitos anos. A apresentada acima é uma das duas restantes, sendo a mais pequena destas pintada numa tela de 60 cm x 74.5 cm. Esta versão mais pequena está atualmente exposta no Museu Boijmans Van Beuningen, em Roterdão, Países-Baixos.
No quadro, podemos observar a suposta Torre de Babel, torre fictícia mencionada e descrita no Livro de Génesis. A torre aparenta ter uma altura enormíssima, ultrapassando até as nuvens do céu. A mesma tem uma forma cónica, com uma base larga e redonda, que vai ficando mais estreita à medida que a subimos, e com o topo ainda por acabar. Há várias janelas, portas e entradas com arco à volta da torre. No plano de fundo, podemos ver terra e árvores, assim como mar e barcos a atracar perto da torre. Analisando ao pormenor, podemos também observar pessoas perto da base e ao pé das entradas e portas. A torre faz parte da mitologia hebraica e foi construída por um suposto único povo unido, com uma só língua, com os mesmos valores e costumes. Para mostrar a sua grandiosidade, ele decidiu construir uma torre tão alta que chegasse aos céus; o edifício pode ser comparado à cidade de Roma, que foi governada pelos Césares com a intenção de ser uma cidade eterna. Ao mesmo tempo, a torre é também um símbolo de um orgulho castigado, e uma das principais intenções do pintor é mostrar e condenar o orgulho das pessoas, pois, segundo a lenda, Deus veio à Terra ver o que este povo fez e, descontente, espalhou-o por todos os cantos do mundo, confundindo as línguas destas novas populações, para que estas não se entendessem entre si, encerrando assim a construção da torre. O trabalho dos construtores e engenheiros (a estrutura apresenta uma forma irregular e mal construída) remete-nos para uma segunda moral, que é a futilidade de muito esforço humano.
No fundo, este quadro dá-nos uma lição, que é apenas não tentar algo de grandes proporções só pela questão de orgulho, pois, no fim, pode-se dar uma reviravolta e todo o nosso esforço é desperdiçado. A outra versão deste quadro dá-nos a mesma moral e não é muito diferente deste quadro: tem apenas umas ligeiras alterações e um maior detalhe. Os quadros de Bruegel representam frequentemente símbolos que nos dão uma lição de moral, e aconselho todos a experimentar analisar um quadro deste grande pintor, pois são quadros muito bem pintados e detalhados, e porque, no fim, podemos também todos aprender uma nova lição de vida.

Pedro M.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Requisição civil de professores

Requisição civil teria sempre eficácia nula

Análise de juristas e directores.
Professores vão mesmo avançar para a greve RUI GAUDÊNCIO
Processo legal de requisição obrigaria alunos a esperar horas pelos professores e poderia pôr em causa a coordenação que garante o sigilo do conteúdo das provas, alegam especialistas.
Mesmo aqueles que defendem a legalidade da requisição civil de docentes no dia de greve marcada para o arranque dos exames nacionais consideram que a sua eficácia seria nula, tendo em conta o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo que determina que aquela só pode ser decretada “depois de avaliada a dimensão da paralisação e se houver incumprimento dos serviços mínimos”.
“Que Governo arriscaria deixar 77 mil alunos à porta da sala, durante horas, à espera que existissem condições para a realização do exame? Nenhum”, comenta Luís Gonçalves da Silva, professor da Universidade de Lisboa.
Entre os especialistas em Direito do Trabalho não há unanimidade. Pelo contrário, pode mesmo dizer-se. Um exemplo: Garcia Pereira, advogado, defende que a requisição civil dos professores, no dia 17, “seria manifestamente ilegal e, como tal, ofensiva dos direitos, liberdades e garantias dos professores”, pelo que aqueles teriam até “o direito à resistência”, nos termos do artigo 21.º da Constituição da República. Luís Gonçalves da Silva, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, considera que a posição daquele advogado, que é assumidamente de esquerda, “não faz qualquer sentido”, e defende que a requisição civil dos professores é possível, desde que antes sejam fixados os serviços mínimos e se verifique, no decorrer da greve, que aqueles não estão a ser assegurados.
Ainda assim, ambos estão de acordo num aspecto. Se de forma legal (na perspectiva de Luís Gonçalves da Silva) ou ilegal (segundo Garcia Pereira) o Governo optasse por esta solução, que o ministro da Educação não rejeitou, os alunos teriam sempre de esperar, no mínimo, horas, pelo início do exame de Português, marcado para as 9h30 do dia 17.
“Dado o número de professores e alunos envolvidos, a dispersão das escolas, o tempo despendido nas notificações e nas deslocações e a necessidade de todos começarem a fazer a prova ao mesmo tempo, na prática a aplicação da requisição civil seria muitíssimo difícil, se não impossível”, afirma o professor da Universidade de Lisboa.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pastores de Nuvens

A imagem representada intitula-se “Pastores de Nuvens” e é um cartoon realizado em 2003.
            Em primeiro plano observa-se um céu com algumas nuvens bastante carregadas, com tons de azul-escuro e cinzento, umas gotas de água que estão a cair em três baldes. Visualizam-se também dois homens a olhar para o céu, sendo um deles velho, estando vestido com uma batina e uns chinelos e a pegar numa bengala tão grande que toca as nuvens. O outro homem está vestido com umas calças rasgadas e uma camisola e está também a pegar numa bengala. Observa-se ainda um solo estéril e deserto. Em segundo plano, avistam-se mais pessoas sentadas. Toda a imagem é caracterizada por tons frios.
Este cartoon pretende alertar para a falta de água, para a inconsciente utilização deste recurso natural e para a desertificação.
Esta ilustração relaciona-se com o poema IX de Alberto Caeiro, porque fala de guardadores, ou seja de pessoas que protegem algo. Expressa também a ideia de toque, cheiro ou sabor e, por fim, tanto no cartoon como no poema, a realidade pode ser conhecida através das sensações.
Concluindo, a figura alerta-nos através de um cartoon, acerca da falta de água, através de tons frios e pessoas que aguardam solenemente a chuva.


José V.
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