domingo, 16 de julho de 2023
Resumo do capítulo XVIII de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XVII de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XVI de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XV de Memórias de um Sargento de Milícias
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Resumo do capítulo XIV de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XIII de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XII de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo XI de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo X de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo IX de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo VIII de Memórias de um Sargento de Milícias
quarta-feira, 12 de julho de 2023
Resumo do capítulo VII de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo VI de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo V de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo do capítulo IV de Memórias de um Sargento de Milícias
terça-feira, 11 de julho de 2023
Resumo do capítulo III de Memórias de um Sargento de Milícias
Resumo de Memórias de um Sargento de Milícias
segunda-feira, 10 de julho de 2023
Resumo do capítulo I de Memórias de um Sargento de Milícias
O capítulo começa com uma referência ao tempo (“Era no tempo do rei…”), que remete para o início dos contos tradicionais populares, e ao espaço. Há uma descrição do espaço, que aponta já para um certo realismo pelo tema, ponto de vista e forma como essa descrição é feita, e uma integração das personagens.
A
função deste capítulo é apresentar o protagonista do romance: Leonardo. O
narrador, baseando-se na história que um sargento de milícias reformado lhe
contou, narra a vida e os costumes do Rio de Janeiro durante a época em que D.
João VI, fugindo das Invasões Francesas, viveu no Brasil.
A
descrição dos meirinhos – que se reuniam num local, conhecido por canto dos
meirinhos, localizado na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro – é feita com base
na oposição entre os meirinhos do passado e os do presente. Assim, os atuais –
segunda metade do século XIX – são uma mera sombra dos do tempo do rei, gente
temida e temível, respeitada e respeitável, com grande influência social, que
se distinguiam pela grande influência social que tinham, pelo porte físico e
pelo traje (casaca preta, calção e meias da mesma cor, sapato afivelado,
espadachim e chapéu), enquanto os demais não se distinguem das demais pessoas.
Integra-se
depois a história de Leonardo Pataca, que era meirinho, e de Maria da Hortaliça.
É da relação de ambos que nasce o herói da história. A única personagem
identificada com o nome é Leonardo Pataca; as outras personagens representam
tipos sociais e, por isso, não são apresentadas com nome próprio. O narrador coloca-nos
na esquina da rua, onde um grupo de meirinhos conversa sobre diversos assuntos.
Dentre eles destaca-se Leonardo Pataca, uma rotunda figura de cabelos brancos e
carão avermelhado, molengão e pachorrento. Por causa destes traços, ninguém o
procurava para negócios, por isso ele passava os dias sentado na esquina, na
companhia da sua bengala. Como se queixava constantemente dos 320 réis por citação,
deram-lhe a alcunha de Pataca.
De
seguida, o narrador relata um pouco do passado de Leonardo. Cansado da sua vida
em Lisboa, viaja para o Brasil e, a bordo do navio que o transporta, conhece
Maria da Hortaliça, uma quitandeira nas praças da capital de Portugal, saloia
rechonchuda e bonitinha. Ele viu-a quando ela estava encostada na borda do
barco e, ao passar, de modo supostamente distraído, pisou-a fortemente no pé
direito. Maria, como se já estivesse à espera daquilo, sorriu e respondeu com um
grande beliscão nas costas da mão esquerda. Os dois tornam-se amantes; quando
desembarcam, ela começa a sentir enjoos e vão morar juntos. Sete meses depois,
nasce o herói do romance, um bebé comprido (de quase três palmos de
comprimento), gordo e vermelho, com muito cabelo e chorão. Mal nasce, mama
durante duas seguidas, sem largar os seios maternos.
A festa
de batismo é de arromba: a madrinha é a parteira e o padrinho um barbeiro. Este
leva uma rabeca e todos dançam o fado e o minueto. A festa vai aumentando de
intensidade e transforma-se numa grande gritaria e algazarra, que só termina
quando se apercebem da presença próxima do Vidigal. A última a sair é a
madrinha, que, antes de se retirar, coloca um pequeno ramo de arruda no bebé.
Nota-se,
no relato, uma grande rapidez na apresentação dos factos e motivos; cómico dos
factos e da linguagem, ironia e gradação do discurso.
Análise do poema "O Portugal Futuro", de Ruy Belo
domingo, 9 de julho de 2023
Resumo do capítulo II de Memórias de um Sargento de Milícias
Neste capítulo, temos uma narração rápida dos factos: a descrição do “menino”; a traição de Maria e o desfecho da situação. A infância da criança caracteriza-se por aspetos que já o marcavam ao nascer: é traquina, guloso e colérico. Após a fuga da mãe, o “menino” fica a cargo do padrinho.
A
narrativa dá um salto no tempo e vamos encontrar a criança já com sete anos,
não sem que o narrador apresente alguns traços seus: o choro enquanto bebé; a
traquinice; o gosto de comer; a teimosia. A mãe castiga-o batendo-lhe, o que
lhe deixa marcas no corpo.
Enquanto
isso, a relação dos pais vive momentos conturbados: o pai suspeita que a
companheira o trai, visto que já vira várias vezes um sargento a esgueirar-se e
a olhar pela janela da sua casa. Além disso, desconfia de um colega que o
procura constantemente, bem como de um capitão de um navio de Lisboa, que já
encontrara diversas vezes junto da sua residência e, um dia, surpreende, ao
entrar em casa, a fugir por uma janela.
Confirmadas
as suas suspeitas, Leonardo Pataca agride a mulher, numa cena que é observada
pelo filho de ambos, que, com o maior sangue frio, enquanto rasga os autos que o
pai havia deixado cair quando entrara em casa, assiste à sova que a mãe sofre.
No momento em que Pataca começa a acalmar-se, repara que o filho lhe tinha
rasgado a documentação, por isso enfurece-se de novo: levanta-o pelas orelhas,
fazendo-o dar meia volta; em seguida, dá-lhe um pontapé, dizendo que a criança é
filha de uma pisadela e de um beliscão, atirando-a a quatro braços de
distância. O menino foge para a loja do padrinho, que já tinha conhecimento da
verdade, dado que, como era comum na sociedade da época, tinha o hábito de
espionar a vida alheia, por isso conhecia todas as visitas da comadre.
O
barbeiro desloca-se a casa do compadre Leonardo e questiona-o se tinha perdido
o juízo, ao que o segundo responde que perdera a honra. Maria surge em cena e,
sentindo-se protegida pela presença da comadre, o que desperta novo momento de
fúria de Pataca, que a volta a agredir. De seguida, junta os papéis rasgados, a
bengala e o chapéu e saiu batendo com a porta. É de manhã.
De
tarde, quando regressa a casa, disposto a fazer as pazes com Maria, fica a
saber que ela tinha fugido entretanto com o capitão do navio de Lisboa.
Leonardo sai sem dizer nada e o filho fica entregue ao compadre barbeiro.
Introdução a Memórias de um Sargento de Milícias
Escrita
quando o autor tinha apenas 21 anos, começou por ser publicada em folhetins
anónimos de um suplemento do jornal “Correio Mercantil”, intitulado “A
Pacotilha” (onde trabalhava como revisor e redator), tal como aconteceu com as Viagens
na Minha Terra, de Almeida Garrett. A publicação em folhetins era uma
técnica comum no Romantismo e implicava estratégias diferentes para manter a
atenção do leitor. Mais tarde, foi publicada em dois volumes assinados por “Um
brasileiro”, nos anos de 1854 e 1855, um pseudónimo que servia para manter o
anonimato do autor e tornar claro que o autor do livro não era um estrangeiro.
Neste ponto, convém ter presente que era comum a publicação de traduções em
suplementos literários.
Memórias
é um romance urbano que descreve o ambiente da cidade, os costumes, etc. O
livro centra-se numa camada social relativamente baixa; sobe mais com D. Maria
e desce com os ciganos. Descreve o modo como viviam, como ganhavam dinheiro e
como adquiriram riqueza, tudo isto em tom irónico.
Descreve
uma sociedade mais próxima do seu tempo que Alencar em Iracema. No fundo,
descreve a sociedade em que vivia, o que talvez justifique a sua fraca
aceitação. A intenção de Alencar era a procura de um passado místico, onde
radicasse a origem da nacionalidade do Brasil. Manuel António de Almeida tem
como intenção descrever, de modo crítico e irónico, a sociedade que o rodeia.
A trama
principal do romance gira em torno da vida de um típico malandro do Rio de
Janeiro, mas, na verdade, constitui a versão do autor das lembranças
autobiográficas que lhe contara António César Ramos, um velho companheiro de
redação, ambientadas no período joanino (1808-1822). O protagonista chama-se
Leonardo, um menino endiabrado e jovem malandro amado por uns e odiado por
outros.
Classificação de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Moral de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
A moral da história poderia resumir-se do seguinte modo: é necessário combater a intolerância e os preconceitos sociais.
Ideologia de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Representação do discurso em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
O narrador de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
sábado, 8 de julho de 2023
Espaço psicológico em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
O espaço psicológico refere-se à memória dos dias felizes vividos pelo Gato e pela Andorinha e dos espaços em que conviveram. De facto, o felino vive uma experiência que abre caminho para a recordação de uma paixão romântica e idealizada, mas também muito sofrida, experiência essa que o muda e faz crescer.
Espaço social em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Espaço físico de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
A ação decorre num parque onde os animais vivem e que, com a chegada da primavera, se torna extremamente belo.
Dentro
do parque, o narrador foca a sua atenção noutros microespaços, como, por
exemplo, debaixo das árvores, o local destinado aos bichos que não voam nem
trepam e por onde o gato passeia. Os ramos das árvores são o lugar onde as aves
pisam e fazem os seus ninhos. Além disso, é a partir dos ramos das árvores que
a Andorinha observa o Gato. O esconderijo da Cascavel é um lugar longínquo,
onde vive apenas a Cobra Cascavel, a encruzilhada do fim do mundo, e para onde
ele se dirige no final da história, depois do casamento da Andorinha e do
Rouxinol.
Tempo do discurso em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Tempo psicológico de O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
. “Curto foi o tempo do
verão para o Gato e a Andorinha.”
Tempo da história em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Na
obra, o tempo da história abrange cerca de um ano da vida dos protagonistas e é
narrado de acordo com as estações do ano, que dão título a alguns dos capítulos
da história e que estão em consonância com os sentimentos das personagens
principais.
Na
primavera, o Gato e a Andorinha conhecem-se e, com a continuação da estação,
interessam-se um pelo outro. No final, encontram-se todos os dias. No verão, o
Gato e a Andorinha agem como namorados e o felino sente ciúmes por ela sair com
o Rouxinol. No outono, o Gato parece mais sociável, sofre e escreve poemas
apaixonados e nostálgicos, mas a Andorinha afasta-se e revela que vai casar com
o Rouxinol. No inverno, ressalta a tristeza e a dor resultantes da separação: a
ave casa com o Rouxinol e o Gato compreende que o “sonho de amor” acabou.
Em
síntese:
|
Primavera
. O Gato Malhado vivia isolado, pois era mau para os outros
animais do parque. . A Andorinha, curiosa e interessada, queria saber mais do
gato, por isso passou a observá-lo. . No primeiro dia da primavera, todos fugiram do Gato menos a
Andorinha. . Apesar da má relação entre gatos e andorinhas, o Gato e a
Andorinha decidiram ser amigos. . O Gato e a Andorinha encontravam-se e passeavam todos os
dias, situação que se prolonga até à primavera findar. |
Verão
. O Gato e a Andorinha passeavam e conversavam. . O Gato tinha ciúmes do Rouxinol e ficava triste quando a
Andorinha saía com ele. . O Gato declarou-se à Andorinha: “Se eu não fosse gato, te
pediria para casares comigo.” |
Outono
. O Gato tinha mudado. . Os animais já não tinham medo dele. . O Gato escreveu um soneto à Andorinha. . Os dois passeavam, mas em silêncio. . No final do dia, o Gato ofereceu o soneto à Andorinha. . No dia seguinte, a Andorinha não apareceu e enviou uma carta
definitiva pelo pombo-correio. . Ambos se sentiam tristes. |
Inverno
. No início do inverno, a Andorinha casa com o Rouxinol. . O Gato perde toda a esperança. . O Gato vai ao encontro da morte, a Andorinha apercebe-se e
chora. |
