Português: 31/08/26

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Resumo de A Clínica do Terror

Mary Higgins Clark
    Katie DeMaio, uma promotora de justiça viúva de 28 anos, acabou de vencer um caso judicial complexo no qual conseguiu a condenação de Teddy Copeland pelo homicídio de uma idosa de 80 anos. Ainda absorvida pelos pensamentos sobre o veredicto e pela conversa de agradecimento com a irmã da vítima, Margaret Rawlings, Katie acelera o seu veículo sob uma violenta tempestade de granizo. A estrada gelada faz o carro derrapar e rodopiar, fazendo com que ela perca o controlo, saia da pista e colida violentamente contra uma árvore.
    Gravemente ferida, com uma hemorragia no braço e inconsciente, é socorrida pelo polícia Tom Coughlin. Devido à gravidade da situação e à distância, ela é transportada para o hospital de carro em vez de se aguardar por uma ambulância. No hospital, recupera os sentidos, sendo submetida a exames de raios X, suturas e uma transfusão de sangue devido à perda significativa de sangue. Embora sinta um profundo medo de hospitais, ela decide não preocupar a sua irmã Molly, que está com gripe, e acaba por tomar um comprimido para dormir.
    Durante a noite, após acordar sobressaltada de um pesadelo e incomodada pela tempestade, Katie caminha com dificuldade até à janela do seu quarto no segundo andar. Ao olhar para o parque de estacionamento, ela testemunha uma cena macabra: a mala de um carro abre-se lentamente, revelando, sob a luz interna do veículo e por entre a chuva forte, o rosto sem vida de uma mulher.
    Sob o manto de uma noite de tempestade e aproveitando a escuridão proporcionada por um candeeiro avariado, o Dr. Emmet Salem veste um sobretudo discreto e enfrenta o esforço físico de transportar o corpo pesado da vítima, uma grávida chamada Vangie, do hospital para a mala do carro. Durante este processo tenso, ele avista uma sombra numa janela do segundo andar do hospital, o que o enche de pânico e o faz fugir apressadamente do local. Para desviar as suspeitas e simular um suicídio motivado pela perda da gravidez, ele conduz o veículo de luxo da vítima até à residência isolada dela, espalha os seus pertences para sugerir que regressou a salvo e, mais tarde, coloca o cadáver na sua própria cama, preparando uma solução venenosa para encenar a tragédia. Contudo, a sua farsa meticulosa é abalada quando se apercebe de que falta um sapato no pé inchado da falecida. Desesperado com a possibilidade de a polícia encontrar a prova incriminatória no hospital, ele substitui o calçado por sapatos rasos e regressa ao parque de estacionamento escuro do hospital. Ali, enquanto ensaia desculpas para os seguranças e vigia ansiosamente a janela do segundo andar, procura febrilmente o mocassim perdido. Após recuperar o sapato e conseguir escapar, regressa a casa exausto e em sobressalto, procurando limpar-se e refugiar-se na sua biblioteca. Ali, consome uma bebida e guarda o relatório clínico detalhado do homicídio de Vangie no seu cofre de parede oculto, onde mantém arquivados dezenas de outros relatórios que considera os êxitos do seu génio médico, embora permaneça profundamente atormentado pelo pânico de ter sido visto por alguém do segundo andar do hospital.
    Ao regressar a casa para recuperar das dores e dos ferimentos visíveis de um recente acidente de viação, Katie procura isolar-se, mas é assaltada por uma profunda onda de luto e recordações. A sua mente regressa ao passado e à sua história com John Anthony DeMaio, o brilhante jovem juiz com quem partilhou uma carreira no direito, uma lua de mel em Itália e uma união profunda. A felicidade de ambos, contudo, sempre coexistiu com os pesadelos recorrentes de Katie sobre a morte do seu pai na infância, e acabou por ser tragicamente interrompida quando John enfrentou um diagnóstico de cancro terminal. Kathleen abdicou da sua carreira para cuidar do marido até ao seu último suspiro. Para canalizar a dor e a revolta da perda, ela refugiou-se num ritmo de trabalho extenuante na promotoria de justiça e recusou-se a vender a dispendiosa casa que partilhava com John.
    Richard Carroll, que nutre uma atração silenciosa pela promotora de justiça Katie DeMaio, é chamado para investigar a aparente situação de suicídio na residência de Vangie. Ao examinar o quarto juntamente com o detetive de homicídios Charley Nugent, depara-se com o corpo da mulher sobre a cama, apresentando uma rigidez cadavérica avançada e queimaduras em redor da boca típicas de envenenamento por cianeto. A cena levanta suspeitas imediatas, uma vez que a vítima se encontra estranhamente vestida com um casaco abotoado e sapatos calçados na cama, e o copo com vestígios de veneno exala um forte odor a amêndoas amargas. Christopher Lewis, o marido e piloto de aviação que acabara de regressar de viagem, demonstra um estado de choque e nervosismo invulgar, alegando que a esposa andava obcecada com o medo de perder o bebé. Contudo, Richard e Charley partilham um olhar de desconfiança, certos de que o comandante oculta pormenores cruciais sobre o que se passou.
    Entretanto, Katie continua a recuperar em casa do seu recente acidente rodoviário e tenta perceber se a imagem que vira da mala de um carro a abrir-se no parque de estacionamento do hospital fora real ou uma alucinação provocada pelos sedativos. Quando a sua irmã Molly a vai buscar, revela que o bairro está em alvoroço e que a polícia isolou a casa dos vizinhos Lewis devido à morte de Vangie. Intrigada e determinada no seu papel de conselheira da polícia local, Katie insiste em parar na cena do crime. No quarto da vítima, ao confrontar-se com o rosto sem vida, sofre um choque paralisante ao reconhecer imediatamente a fisionomia da mulher que vira na mala do carro na noite anterior, confirmando que a sua visão hospitalar fora real.
    A suspeita em torno de Christopher Lewis intensifica-se quando Katie e Richard o ouvem, através da porta fechada do escritório, a sussurrar ao telefone com uma mulher chamada Joan, garantindo que a esposa não sabia da relação extraconjugal de ambos. Diante desta revelação, Richard decide iniciar de imediato uma investigação criminal exaustiva e realizar pessoalmente a autópsia. Mais tarde, durante o almoço na acolhedora casa de Molly, a conversa foca-se na obsessão de Vangie em engravidar após uma década de tentativas frustradas no casamento. Molly revela que lhe tinha recomendado o Dr. Highley, o conceituado especialista em fertilidade que já tinha ajudado uma amiga sua a ter um filho. Ao ouvir o nome do médico, Katie fica visivelmente perturbada e surpreendida, abanando a cabeça enquanto a voz da sua irmã se desvanece num silêncio tenso.
    A revelação de que o Dr. Highley, um prestigiado especialista em fertilidade da Maternidade Westlake, era o médico de Vangie Lewis traz à tona ligações sombrias e segredos perigosos. Esta clínica, outrora fundada pelo falecido Dr. Westlake e herdada por Highley após a morte súbita da sua esposa Winifred por falência cardíaca, esconde um ambiente de controlo e silêncio. A meticulosa rececionista e guarda-livros da clínica, Edna Burlas, conhece bem o temperamento do patrão, que já a tinha repreendido severamente por indiscrições. Ela sabe que o patrão é visto quase como um milagreiro capaz de fazer engravidar mulheres com dificuldades graves, embora muitas dessas gestações não cheguem ao fim e exijam longos meses de internamento sob a sua estreita vigilância.
    No dia anterior à sua morte, Vangie Lewis compareceu na clínica visivelmente perturbada e queixando-se de uma retenção extrema de líquidos que lhe deformava os pés. No seu estado de grande ansiedade, acabou por perder um dos seus mocassins na receção antes de ser encaminhada para uma consulta com o psiquiatra da clínica, o Dr. Fukhito. Horas mais tarde, ao fechar as instalações, Edna encontrou o sapato perdido e, ao dirigir-se ao parque de estacionamento, deparou-se com uma cena desconcertante: o carro vermelho de Vangie a afastar-se a grande velocidade, sendo conduzido pelo próprio Dr. Highley. No dia seguinte, ao telefonar para a residência dos Lewis com o intuito de agendar uma nova consulta, foi surpreendida por um detetive que lhe comunicou o aparente suicídio de Vangie.
    Ao partilhar esta chocante notícia com o Dr. Highley e mencionar, de forma ingénua, que o tinha visto a conduzir o veículo da defunta na noite anterior, Edna deparou-se com uma reação violenta. O médico proibiu-a terminantemente de voltar a pronunciar o nome de Vangie Lewis, argumentando que o alegado suicídio prejudicaria gravemente a reputação da maternidade e ameaçando-a, de forma implícita, com o despedimento imediato caso não mantivesse um silêncio absoluto sobre o que vira no parque de estacionamento.
    Paralelamente, na morgue, o médico legista Richard Carroll depara-se com graves inconsistências durante a autópsia da vítima e do seu feto de seis meses. Embora o óbito tenha sido causado por envenenamento por cianeto, a tese de suicídio cai por terra perante várias evidências físicas. Richard encontra fibras brancas no sobretudo de Vangie, indicando que ela estivera deitada sobre uma colcha de veludo, e nota que calçava sapatos novos e extremamente apertados. Para o médico, é biologicamente impossível que uma mulher com os pés tão dolorosamente inchados devido a uma toxemia severa se desse ao trabalho de calçar sapatos novos e apertados para pôr fim à vida. Além disso, as queimaduras químicas profundas nos lábios e no queixo provam que ela tentou rejeitar o veneno ou que este lhe foi administrado à força, engolindo uma quantidade massiva incompatível com uma ingestão voluntária. Intrigado com o estado do feto, Richard decide enviá-lo para análise a um especialista em Nova Iorque para testar um palpite que poderá apontar o foco da investigação criminal para o marido da vítima.
    Esta suspeita de homicídio ganha força numa reunião de emergência convocada pelo promotor de justiça Scott Myerson, na qual participam os detetives Cunningham e Nugent, Richard Carroll e a promotora Katie DeMaio. Os investigadores revelam que o casamento dos Lewis estava longe de ser harmonioso; Vangie era descrita pelos vizinhos como possessiva e obsessivamente ciumenta, ao ponto de o marido, Chris Lewis, ter confessado outrora que a mataria com as suas próprias mãos. Na reunião, Richard reitera as suas certezas médicas sobre a brutalidade do envenenamento e o enigma dos sapatos apertados. Scott ordena que se investigue a fundo o paradeiro de Chris e a identidade da sua amante, Joan, mantendo o caso em aberto. No final do encontro, Katie, ainda debilitada pelo seu próprio acidente, sente-se tentada a relatar a cena macabra do cadáver na mala do carro que vira através da janela do hospital, mas decide calar-se no último instante, receando que os seus colegas a considerem louca devido ao efeito dos sedativos que tomara naquela noite.
    Determinado a não deixar pontas soltas, o Dr. Highley decide assassinar Edna Burlas, a rececionista da clínica, por ter sido a única pessoa a vê-lo conduzir o carro de Vangie Lewis no parque de estacionamento. Sob o pretexto de simular um assalto violento para roubar as joias de família da mulher e afastar qualquer ligação ao caso Lewis, o médico dirige-se ao prédio da funcionária durante a noite. Após invadir silenciosamente o apartamento térreo através da janela do quarto, surpreende-a alcoolizada e sonolenta na sala. Perante a confusão da mulher, Highley empurra-a violentamente contra um radiador de ferro, provocando-lhe a morte imediata por traumatismo craniano, e foge apressadamente pela janela no exato instante em que a campainha da porta começa a tocar com insistência.
    Livre do perigo representado por Edna, concentra-se na única ameaça restante: a promotora Katie DeMaio, que esteve internada no segundo andar do hospital na noite do crime. Aproveitando o facto de ela ter sofrido um acidente de viação e apresentar um quadro de glóbulos baixos que já exigira uma transfusão, traça um plano letal: decide prescrever-lhe cumadin e heparina, fármacos anticoagulantes que anularão os efeitos da coagulação sanguínea, para que a paciente sofra uma hemorragia maciça e fatal durante uma intervenção cirúrgica de emergência, fazendo a sua morte parecer uma complicação hospitalar inevitável. Mais tarde nessa noite, telefona pessoalmente para casa de Katie fingindo uma atenção médica altruísta, convencendo-a a comparecer no hospital no dia seguinte para receber nova transfusão e medicação preparatória.
    Paralelamente, Richard Carroll e Katie DeMaio partilham um jantar num restaurante acolhedor junto a uma lareira. Durante a conversa, ele tenta quebrar a barreira defensiva da viúva, que recusa envolver-se romanticamente com colegas de trabalho, e ambos partilham memórias pessoais: ela recorda o seu breve e doloroso casamento de um ano com John, interrompido por um cancro terminal descoberto logo após a lua de mel, enquanto Richard relata o noivado desfeito anos antes com uma mulher chamada Joan. Ao debaterem a morte de Vangie Lewis, ele manifesta fortes dúvidas sobre a tese de suicídio, observando que um divórcio seria uma saída muito mais plausível para eventuais conflitos conjugais. Ao acompanhá-la a casa, insiste em fechar as cortinas e avisa-a sobre a sua vulnerabilidade por viver sozinha numa residência tão ampla e isolada.
    No bairro dos Lewis, o vizinho Bill Kennedy vai buscar Chris Lewis para jantar, recordando a extrema intolerância à dor que caracterizava Vangie — que entrara em pânico e aos gritos por uma simples queimadura superficial num piquenique —, o que torna inverosímil que ela tivesse coragem de ingerir voluntariamente o sofrimento atroz causado pelo cianeto. Em casa dos Kennedy, consumido pela culpa da sua relação extraconjugal com Joan, Chris relembra pormenores cruciais da noite anterior: por volta da meia-noite, dirigira-se à sua residência para propor o divórcio a Vangie e notara que o Lincoln da mulher estava estacionado com uma precisão e perícia impossíveis para a condução desajeitada dela, encontrando a casa deserta e a carteira no sofá.
    A suspeita de encenação ganha contornos aterradores quando o agente funerário, Paul Halsey, informa Chris de que a certidão de óbito fixa a morte da esposa entre as oito e as dez da noite de 15 de fevereiro. O choque é paralisante para o homem: se esteve em casa à meia-noite e a consorte não, isso significa que um assassino a envenenou à força noutro local e transportou o cadáver para a cama de madrugada para simular um suicídio. Chris compreende que, se revelar a sua presença na casa à polícia sem conseguir provar o álibi com Joan, acabará por ser o principal suspeito do homicídio.
    Entretanto, no solar senhorial Westlake, Highley saboreia o seu plano contra Katie e reflete sobre o seu passado, recordando o casamento de conveniência com a falecida Winifred Westlake para fugir da Inglaterra, herdar a clínica e angariar fortunas junto de mulheres desesperadas por engravidar para financiar as suas pesquisas. No entanto, o seu sentimento de triunfo é abruptamente destruído ao revistar o sobretudo no armário: ao retirar o mocassim que recolhera no parque de estacionamento, descobre em pânico que segura o sapato direito da vítima, o mesmo que já possuía. Compreendendo que apanhou por engano o sapato que ele próprio deixara cair nos arbustos, apercebe-se de que o mocassim esquerdo de Vangie continua perdido algures, constituindo uma prova física perigosa que pode ligar o crime diretamente à clínica.
    Ainda debilitada pelas sequelas do seu acidente de viação e atormentada por memórias perturbadoras da noite da tempestade, Katie DeMaio prepara-se para retomar o trabalho na promotoria, enquanto antecipa com receio a cirurgia marcada com o conceituado ginecologista Dr. Highley. No gabinete do promotor público Scott Myerson, este manifesta fortes dúvidas quanto ao aparente suicídio de Vangie Lewis e pede-lhe que aproveite as suas ligações à Maternidade Westlake para sondar discretamente o estado mental da vítima junto da rececionista Edna Burns e do psiquiatra da clínica, o Dr. Fukhito. Ao telefonar para o consultório para marcar a consulta, é atendida por uma rececionista substituta, Gertrude Fitzgerald, que informa secamente que Edna se encontra doente em casa.
    Paralelamente, o médico legista Richard Carroll intensifica as suas suspeitas após uma noite exaustiva na morgue e a verificação de um suicídio autêntico, reforçando a convicção de que a ausência de um bilhete de despedida e as circunstâncias da morte de Vangie indiciam um homicídio. Convencido de que algo sinistro ocorre na Maternidade Westlake, encarrega a sua secretária de iniciar uma investigação sigilosa sobre o historial da clínica nos últimos oito anos, com foco na taxa de mortalidade de parturientes e em eventuais processos por negligência médica contra o corpo clínico, sendo surpreendido por um recado urgente de um especialista do laboratório pré-natal do Hospital Mount Sinai.
    Ao deslocar-se à Maternidade Westlake, Katie é recebida pelo Dr. Highley, que mantém uma postura impecável e afirma friamente que viu Vangie Lewis pela última vez na quinta-feira anterior, descrevendo-a como uma mulher aterrorizada pela perspetiva do parto e com uma gravidez tóxica grave. Negando categoricamente tê-la na segunda-feira à noite, o médico desvia a atenção para o estado de saúde da própria Katie, instruindo-a a receber uma transfusão de sangue e entregando-lhe quatro comprimidos que ela deverá ingerir rigorosamente de quatro em quatro horas antes da operação, sem que a promotora suspeite da sua natureza letal.
    Entretanto, a equipa de investigação criminal descobre que Chris Lewis mentiu sobre o seu paradeiro: o seu voo sofrera avarias e o comandante regressara a Nova Iorque na própria segunda-feira ao fim do dia, tendo-se hospedado num hotel e utilizado o carro em dois intervalos horários cruciais, um dos quais coincide exatamente com a hora estimada da morte de Vangie. Confrontado também com a descoberta de que o piloto mantinha uma relação amorosa com a hospedeira Joan Moore, Scott Myerson ordena a emissão urgente de mandados de busca domiciliária à residência do casal para encontrar o cianeto, a interceção do corpo de Vangie em Minneapolis para impedir a sua cremação e o interrogatório imediato de Chris logo após o enterro.
    Na consulta seguinte na ala médica, Katie confronta o psiquiatra Dr. Fukhito, que confirma ter atendido a defunta às oito horas da noite de segunda-feira para discutir os ciúmes obsessivos e a rutura iminente do seu casamento. A mulher nota a tensão crescente do médico e decide lançar uma pergunta incisiva, revelando que dera entrada nas urgências do hospital às dez horas dessa mesma noite e questionando se seria possível Vangie ter permanecido no edifício até essa hora. A pergunta deixa Fukhito paralisado pelo pânico, denunciando que este esconde um segredo terrível sobre o que realmente se passou no hospital.
    O clima de mistério atinge um desfecho macabro ao final da tarde quando a rececionista Gertrude Fitzgerald, inquieta por não conseguir contactar Edna Burns por telefone, decide ir pessoalmente a casa da colega. Acompanhada pela esposa do superintendente do prédio, que dispõe de uma chave suplente, entra no apartamento e depara-se com o cadáver de Edna caído no chão da sala, com o roupão aberto e a cabeça ensanguentada devido a um golpe fatal, confirmando a suspeita de que a funcionária foi brutalmente assassinada logo após ter tentado ligar ao marido de uma paciente que acabara de morrer.

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